terça-feira, 30 de abril de 2013

O discurso de Enrico Letta

O primeiro-ministro de Itália é europeísta e disse: «A UE não tem legitimidade nem eficácia». Veremos o que fica para os críticos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Grande coligação em Itália

Das dificuldades em formar um qualquer governo, a Itália passou facilmente, se bem que não rapidamente!, à formação de uma grande coligação entre as duas forças antagónicas, e ainda recolheu alguns elementos da equipa Monti. De notar a presença de Emma Bonino nos Estrangeiros. Como a política em Itália costuma ir um pouco à frente nas novidades e nas surpresas convém manter a atenção fixada. E o nosso PR devia mandar para lá alguém estudar de perto como se governa sem consenso numa grande coligação.

domingo, 28 de abril de 2013

PS unido e governo em dissenso

Poucos dias depois do discurso de Cavaco Silva o panorama político que conta é o seguinte: o PS sai unido e reforçado, o governo não se entende em conselho de ministros.
 Gostei da afirmação de Seguro no final do congresso: mesmo com uma possível maioria absoluta o PS procurará apoios mais amplos para governar. De facto um Novo Rumo só é possível com um novo género de governo. E será na formação de um novo género de governo que António José Seguro passará a sua prova de fogo. Quanto ao programa muito já foi avançado hoje no congresso do PS.

sábado, 27 de abril de 2013

Consenso e dissenso

Hoje, no Cabo Submarino, afirmo que mais vale um dissenso político do que um consenso à volta de erros técnicos. É mesmo saudável deixar uma parte da representação do País com as mãos livres desses «desenhos» que se estão a revelar mal feitos. Para melhor negociar futuros consensos. Se necessário.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bem representado por Elisa Ferreira

Também me senti bem representado no Parlamento Europeu onde Elisa Ferreira não se acanhou diante do comissário Olly Rehn e deu-lhe uma rabecada em português e em inglês por este ter tirado os auscultadores da interpretação simultânea quando ela o responsbilizava directamente pela persistência na via austeriana e nos seus resultados negativos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O excelente discurso de Alberto Costa

O discurso de Cavaco Silva não nos pode fazer esquecer a excelente intervenção de Alberto Costa neste 25 de Abril. Uma maneira política de ver o passado que leva a uma forma culta e clara de denunciar os perigos do futuro, em Portugal e na Europa. Sem citações mas com pensamento próprio e apropriado. Justa a referência a António Marques Júnior, tenente de Abril.

Um mau discurso de Cavaco Silva

Foi péssimo politicamente o discurso de Cavaco Silva e não contribui em nada para o objectivo do «consenso». Dividiu em vez de unir.De salientar ainda uma frase muito escondida sobre a eventualidade de alteração das datas eleitorais...

Kant, Jaspers, Habermas...

Comecei a ver há minutos as comemorações na AR e já ouvi citar Shakespeare, Kant, Jaspers, Habermas, entre outros. Não é por falta de erudição que estamos onde estamos...

O dia do regime

Trinta e nove anos depois o dia 25 de Abril subsiste como o dia do regime democrático.Até este governo, que ousou banir o 5 de Outubro dos feriados nacionais obrigatórios, manteve-o. E não deve ter sido por convicção...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ontem no CMTV

Ontem às 22h no canal 8 do MEO debateu-se o grau de intervencionisno governamental nas indicações quantitativas dadas à CGD para conceder crédito nos anos de 2013 e 2014. A mim pareceu-me demais a precisão feita pelo ministro Santos Pereira sobre os mil milhões e os dois mil e quinhentos milhões. Ou a concretização destinava-se a mostrar músculo em relação ao ministro Vítor Gaspar ?!

Testemunhos de fraqueza política II

Afinal a fraqueza política de Durão Barroso ainda é maior e mais grave do que imaginava. Após um porta-voz do partido de Merkel se ter declarado «profundamente irritado» com as declarações do presidente da Comissão abaixo mencionadas, este veio esclarecer o que efectivamente terá dito, e que não foi nada daquilo que a imprensa internacional tinha reportado em primeira mão como sendo um aviso de Barroso aos limites da austeridade. Ainda não se sabe se a «irritação» do porta-voz da CDU já passou...

terça-feira, 23 de abril de 2013

Testemunhos da fraqueza política

Ontem o presidente da Comissão Europeia declarou que a austeridade está no limite. O Presidente da República Portuguesa também já o disse antes várias vezes sem qualquer consequência nas políticas praticadas. Estamos assim perante meros testemunhos da fraqueza dos titulares desses cargos.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O governo desfaz-se

O governo de Passos desfaz-se por dentro e por fora. Este fim-de-semana foi por dentro: dois secretários de Estado ligados a péssima gestão de «derivados financeiros» no Metro foram à vida. No total este governo já mudou 14 «ajudantes». É obra. Mesmo em Belém não devem achar isto normal.

sábado, 20 de abril de 2013

Cabo Submarino

Hoje no Cabo Submarino analiso o trajecto do CDS para se tornar um partido de produtores contra o PSD que se tornou na correia de transmissão da troika desorientada em Portugal. A luta será feroz no interior da coligação.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O regime da carta

Desde que se percebeu que a troika não leva a carta a Garcia que chovem cartas políticas. A última é esta de Passos Coelho endereçada improtocolarmente ao «Senhor drº António José Seguro» a convidá-lo para um encontro com menos de 24 horas de antecedência. A «ordem de trabalhos» parece-se com a agenda da próxima campanha eleitoral ...

Uma pergunta tipo forúm

O facto de Margaret Thatcher ter vivido os seus últimos anos, doente, no hotel Ritz em Londres não despertou em ninguém aquela pergunta tipo fórum:
-« Quem lhe pagava a diária?».
 A Segurança Social, que ela tanto combateu, não deve ter sido. Talvez uns fundos do partido. Talvez algum admirador abonado.Talvez a gerência do hotel.
Claro, esta questão não está na ordem do dia.Ah, se fosse um ex-primeiro-ministro português!

No canal 8 do MEO

Esta noite, como todas as terça-feiras às 22h, estive na CMTV a comentar a agenda do dia. O atentado de Boston ocupou grande parte do debate com Ângelo Correia. A hipótese «doméstica» foi posta sobre a mesa. Mas essa hipótese alberga inúmeras incógnitas. Não seremos os primeiros a saber o suficiente nesta matéria.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Uma noite com Boston

Estava a seguir o Benfica-Paços de Ferreira quando li uma legenda  na Sport-TVsobre «explosões na maratona de Boston». Percorri várias estações, e as primeiras imagens do acontecimento  foram transmitidas em Portugal, que eu visse, pela SIC-N no início do seu programa desportivo «Prolongamento». 
Depois fiz «zaping» entre os canais estrangeiros.

Por vários motivos Boston é a minha cidade norte-americana preferida. Mais uma razão para condenar «as explosões», «as bombas», «os potentes engenhos», «os actos de terror», «os ataques terroristas», como foram sendo chamados os acontecimentos do dia feriado em Boston. Esta noite não se saberá mais nada de concreto sobre como devem ficar conhecidos aqueles actos. Mas pode-se já condená-los.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Prioridades..

Há dias o governador do BdP alertou o sistema financeiro em Portugal para ter cuidado com a proveniência do «dinheiro» que procura os nossos bancos e os nossos títulos. Deve ser um indicador positivo sobre o « bom capital » que estará a entrar na nossa economia...

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Beneficiar o infractor

Uma sondagem a publicar amanhã revela uma queda aparatosa dos partidos da coligação governamental. O PS já irá em 36% de intenções de voto e o PC e o BE somam 20%. Mas há quem tire a seguinte conclusão: como o CDS baixa o PS não tem condições para ser governo! O melhor é aguentar este governo em que os partidos da coligação caem punemente...Mas durante quanto tempo acham que a situação é suportável?

Portas fala do Ecofin

Paulo Portas ainda não se referiu à substituição de Miguel Relvas no governo. Preferiu fazer de conta que estava em Dublin a negociar os prazos de extensão das maturidades dos títulos portugueses e irlandeses. Quem sabe se ainda não virá anunciar que o prazo concedido no Ecofin será maior do que os sete anos propostos por uma equipa de negociação júnior a mando do FEEF, do MEEF, do BCE, e da CE ? Caso a presidência irlandesa consiga uns nove anos de moratória dos 15 requeridos...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Governo parado

Como disse 3ª feira à noite na CMTV nada se sabe das propostas que o governo leva a Dublin esta sexta. Nem as derivadas da adaptação às rubricas do OE chumbadas, nem as associadas à extensão das maturidades dos empréstimos contraídos nas instâncias europeias no âmbito do resgate estimada entre 15 e 7anos por fontes irlandesas. Pode ser uma táctica mas inclino-me para que seja o resultado de uma incapacidade. O governo está parado no seu inverno.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Provedor de Justiça


Não concordando com todas as posições de Alfredo José de Sousa, é preciso reconhecer que tem feito o lugar. Prometeu ser persistente e impulsionador. Cumpre.


Provedor de Justiça quer conhecer consequências da inspeção à rede do metro de Lisboa

Gente acidental

O desfile de patetas que falam «em nome da Europa» tem aumentado. Sem mandato, ou com mandato mas sem ideias,todos sem qualquer visão do futuro em conjunto, serão certamente os coveiros da solidariedade europeia a breve prazo. Ainda por cima temos um governo sem gravidade nem autoridade que só agrava a nossa posição perante este desaforo. Tendo a concordar com o conhecido sociólogo da Universidade de Munique, Ulrich Beck, quando este afirma que a Alemanha criou este império sobre a Europa acidentalmente, « sem plano algum». Quem nos ajuda a sair deste «acidente» e a introduzir de novo alguma racionalidade nos objectivos da UE?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Da Necessidade de um Plano para a Nação

Faz por estes dias 40 anos que enviei uma «tese» para o III Congresso de Aveiro intitulada «Da Necessidade de um Plano para a Nação». Nela chamava a atenção para o papel que as Forças Armadas podiam ter no derrube da ditadura e apontava como metas  descolonizar, democratizar, socializar e desenvolver «que se deviam alcançar simultâneamente». Um ano antes do 25 de Abril essa tese não teve muitos adeptos- que a alternativa também tem a sua dogmática!-, mas é um gosto lê-la ainda hoje nas edições Seara Nova de 1974, e vê-la citada em tantas obras actuais sobre o período.Estamos é mesmo a precisar de um novo plano para a Nação...

domingo, 7 de abril de 2013

O conforto do Presidente

Menos de 24h depois do acórdão do Tribunal Constitucional Passos Coelho foi a Belém pedir conforto a Cavaco Silva. Este declarou, compassivo, que o governo tem condições para continuar. Segue-se a intermédia remodelação do Executivo. Passos Coelho fica cada vez mais dependente do PR de quem nunca gostou e que pretendeu anular por várias vezes. Até quando?

sábado, 6 de abril de 2013

Tempo de vésperas

Hoje no Correio da Manhã analiso o recuo do governo quanto à sua demissão caso o Tribunal Constitucional fizesse o que fez. Passos Coelho gostaria de ser «chefe» de um regime governamentalista sem interferências das competências da AR, do PR e do TC. Por isso procura antídotos domésticos para anular a acção de quem pode garantir a separação de poderes. Mas a desagregação é o que espera este governo.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Estado Fiscal

Vou dedicar umas horas a ler por alto o acórdão do TC. Para já fiquei impressionado com a salvaguarda integral da estratégia fiscal do governo, e portanto do lado europeu da troika. O CDS retórico não se fica a rir. Para mudar tal estratégia agora só mudando de governo. E ainda assim. Só se pagam dívidas com receitas. O défice é mais flexível...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Demissão, remodelação, desagregação

Recebo um telefonema «Vê a televisão. O Miguel Relvas demitiu-se»
Vejo e ouço. Miguel Relvas limpa o campo para Passos Coelho poder remodelar o governo. Mas o processo não vai parar aí. Seguir-se-á a desagregação do governo e fim da maioria. Que as instituiçoes funcionem, e que ninguém se esconda.

Organizar internamente a renegociação externa

Em vez do alarido estúpido sobre «falta de alternativas» algum órgão do Estado devia começar a organizar a estratégia, os objectivos e as propostas de renegociação do «resgate». Por exemplo, a exigência de reembolso dos lucros obtidos pelo BCE com as operações de compra de dívida soberana. Até aqui o BCE já teria  lucrado mais de 4 mil milhões de euros com essas vendas no «mercado secundário» de títulos da dívida portuguesa! Essa proposta foi ontem tornada pública pelo PS . Alguém que tome nota. Para que tudo se não resuma a discursos.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Um excerto da moção de censura do PS

Ontem tive a ocasião de frisar na CMTV, perante Ângelo Correia, este trecho da moção de censura que se discute hoje na AR.
« Há um novo consenso político e social em Portugal. Só um novo governo, democraticamente legitimado, com forte apoio popular, estará em condições de interpretar e protagonizar o novo consenso nacional, renegociar ( ao nível europeu ) uma estratégia credível de ajustamento e proceder ao relanceamento sustentável da nossa economia»
Estou deveras interessado em perceber que política de alianças se irá deduzir deste «novo consenso nacional».

terça-feira, 2 de abril de 2013

No canal 8 do MEO

Regresso esta noite à televisão ao abrigo de um convite da direcção do CMTV, no canal 8 do MEO, às 22h. Por enquanto ainda não é exigida a carteira profissional de comentador...

A lista de candidatos a Presidente da República

Ontem, Pedro Santana Lopes, no seu novo programa no CMTV, acrescentou o nome de Paulo Portas à extensa lista de candidatos ao próximo mandato a PR. Pasmo com tanto engodo por um cargo afeiçoado à paciência e ao silêncio, quando Portugal do que verdadeiramente precisa urgentemente é de governantes laboriosos e um bocadinho acima da média...

O chefe do governo...

Esta noite na televisão ouço Passos Coelho referir-se a si próprio como «chefe do governo», uma figura que não existe no nosso regime constitucional. O que existe é a figura do «primeiro-ministro» que substituiu a de «presidente do Conselho» que o regime anterior afagava com idolatria. Quando se muda, retoricamente. o nome de um cargo tão central não admira que se cometam muitos erros constitucionais...

Gosto