segunda-feira, 9 de maio de 2011

2 mais 2 são quatro?

O plano de privatizações da troika mais o «plus» do programa do PSD na matéria, vai requerer um grade concurso de capitais que não será possível encontrar internamente.A visita de Passos Coelho a Londres já se prende com esse contributo?

domingo, 8 de maio de 2011

Uma boa iniciativa

O blogue Aventar teve a ideia de traduzir para português o memorando de entendimento que o governo assinou com a «troika».Foi uma boa iniciativa, embora com alguns riscos, tendo em conta a natureza do documento que sempre precisará de uma versão oficial na nossa língua (penso eu!).

TROIKA PARA TÓTÓS

Ajuda Externa: Empréstimo (dá lucro) para garantir pagamento aos credores.


Acordo: imposição de políticas.

A renegociação da dívida é impossível: guarda-se para quando só sobrarem os ossos.

Defesa do Estado social: privatização do que é rentável, diminuição do que não é.

Democracia/Eleições: romance histórico.

Flexibilidade laboral: menos subsídio de desemprego, horários mais longos, despedimento rápido e barato.

Há limites para os sacrifícios (Cavaco Silva): O céu é o limite (poesia).

Incentivos aos desempregados: Vão trabalhar, malandros (ou aldrabões, segundo o vice-presidente do PSD)

Não há corte no 13º e 14º mês: Aumento dos impostos, da electricidade e dos transportes, menos horas extraordinárias pagas, salários e pensões congeladas- “É fazer as contas” (A. Guterres).

Não há despedimentos na função pública (Sócrates): Menos oito mil funcionários ano (Troika)

Negociação: charada do PS, PSD e CDS, para fingirem que sem eles tudo seria pior.

Mais sociedade: visa a redução dos custos de trabalho e a privatização dos sectores do Estado que dão lucro- (Menos Sociedade ou país de tanga- Durão Barroso).

Manter a solvabilidade do sector financeiro: todo o apoio à banca sem contrapartidas.

Primeiro-Ministro: megafone da troika

Programa Eleitoral PS/PSD/CDS: ficção pouco científica.

Publicado no Correio da Manhã.

sábado, 7 de maio de 2011

Ao sábado no Correio da Manhã

O meu artigo de hoje intitula-se Luta de Fundos, e analisa o «mix» que as relações entre o FMI, a Comissão Europeia e o BCE revelaram.O FMI tem vindo a contribuir cada vez mais para ajudar a zona euro, uma ironia internacional digna de registo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Dividocracia


Debtocracy International Version por BitsnBytes

Ladrão que rouba ladrão...

Está tudo dito

Na entrevista à RTP (4 Maio) Passos Coelho não revela se assina a imposição da Troika



Umas horas depois, no programa de humor 5 para a meia-noite, já diz que assina

Boletins de voto personalizados

" Já escolhi em quem vou votar no próximo dia 5 de Junho: na 'troika' "
António Costa, director do Diário Económico

Economia Social

As medidas de fragilização dos contratos de trabalho, a redução dos subsídios de desemprego, o fim das facilidades para a compra de casa própria, a recessão programada da economia portuguesa com o cortejo do aumento do desemprego, conjugam-se para uma estratégia imperativa de um novo ciclo de emigração emPortugal.Algumas medidas «fracturantes» também ajudam a essa «leveza» individual para emigrar: divórcio rápido, IVG, etc.São muitos os caminhos da economia social da globalização ...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dublin por um canudo

Não sei bem se o SLB tem um departamento de futebol.É verdade que o Shéu conseguiu não ser suspenso durante toda a época, e percebe-se perfeitamente quais são as suas funções na «estrutura». Mas temo que só se perceba que o vazio não compensa quando o Benfica for eliminado da Liga dos Campeões, logo em Agosto Venha o Scolari!Ou o Mourinho...

Mourinho e os rebuçados sugus

Fitas

Quero ver como o PSD e o CDS se vão distinguir nos seus compromissos voluntários com o «Memorando de Entendimento».Deve ser obra barroca.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O «plus» da ajuda externa

As medidas deste PEC têm um «plus»: já incluem o refinanciamento do sistema financeiro português.Um detalhe a juntar aos próximos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PRÓ-GRAMA

Ganhe o PS ou o PSD, o programa que irá governar o país é um e apenas um: o do FMI. Aliás, essa imposição política será conhecida um mês antes das eleições transformadas, portanto, num plebiscito. Abandonadas as ideias, sobraria a personalidade. Assim, PS e PSD, mais do que nunca, procurariam teatralizar grandes diferenças para se distinguirem. Qual escolher?

Os portugueses preferirão alguém que é o responsável pelos últimos seis anos, ou alguém que nunca assumiu responsabilidades? Incompetência ou inexperiência? Escolherão um currículo com licenciatura ao Domingo ou um CV resumido a “jotinha-líder”? Optarão por um estilo animal-feroz ou por um género mais Páscoa-Feliz? Preferirão um líder que finge que tem programa apresentando o anterior (com prazo de validade expirado), ou um líder que finge que tem programa chovendo propostas (com prazos de validade inferiores ao de um iogurte)? Um verdadeiro dilema, não é?

Não. O próximo inquilino de São Bento não será Primeiro-Ministro, nem sequer um gestor. Tratar-se-á apenas de um porta-voz. Logo, sem ideias e sem personalidades, as craveiras do PS e PSD descobriram uma terceira via para se diferenciarem: insultos. O concurso já abriu e é bastante foleiro. Mas foi o que se arranjou.

Publicado no Correio da Manhã

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Negociações com o FMI

AMOR À PATRIA

Em toda a Europa, discutem-se novos caminhos para a sua construção, a intervenção em Portugal (nomeadamente considerando o fracasso na Grécia e na Irlanda), debate-se a criopreservação da democracia que essas operações têm implicado. Por cá, impera o consenso. E ainda se pede à troika que interfira estruturalmente no Estado, desde direitos sociais a questões fiscais. Roga-se-lhe que, sem ser eleita, governe o país.

Há quem pense que este coro se deve ao messianismo sebastiânico. Outros acreditam que se trata da espinha partida por quase meio século de ditadura. Alguns crêem que se deve a esse provinciano deslumbre pelo estrangeiro. Ou que, simplesmente, é uma admissão de incompetência. Nada disso. É tudo por amor. “Compromissos Portugal”, governos de salvação nacional, garantir o apoio dos maiores partidos para que o resultado das legislativas não altere as imposições externas, desprezar a vontade popular, tudo isso e muito mais é por amor. Afinal, adaptando uma velha tirada, se tivessem graça e franqueza (uma elevada improbabilidade, reconheça-se), à pergunta “Comprometeram-se pelo país por amor ou por interesse?” esses pastores unanimistas responderiam: “Deve ter sido por amor, porque interesse não tínhamos nenhum.”

Publicado no Correio da Manhã.

Mais uma pausa

Mais uma pausa minha aqui no Córtex.Mas ainda tive tempo de ir à Bertrand avistar o promontório do Moledo na perpectiva de António Sousa Homem, e da sua sobrinha Maria Luísa, ambos muito bem representados por Francisco José Viegas e pela Joana Amaral Dias...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Uma boa ideia

Com a dissolução da legislatura as comemorações do dia 25 de Abril foram obrigadas a romper com hábitos instalados.A ideia de Cavaco Silva em convidar os antigos presidentes a discursar em Belém apaziguou os espíritos desconfiados.Estou com curiosidade em seguir a liga dos presidentes.

sábado, 23 de abril de 2011

Por que cai o Presidente?

O Presidente deu um grande tombo no barómetro da Markteste.O maior desde o ano dois mil, onde havia menos que contar.Mas não deixa de ser surpreendente que Cacaco Silva mal tenha dissolvido o parlamento por uma espécie de dupla unanimidade dos partidos e dos conselheiros de Estado se veja envolvido neste descontentamento cruzado.Por que cai o Presidente? Deve ter ficado algo por esclarecer.Um vazio qualquer de poder...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O meu deputado inesquecível

Conheci Jorge Strech Ribeiro nos idos dos anos sessenta, entre Lisboa e Coimbra.Mais Vává do que o Choupal, para dizer a verdade.O teatro dava para muito mundo nessa altura.O Citac e o Teuc despertaram mais vocações políticas e revolucionárias do que teatrais.
Até 1980 praticamente não mais me cruzei com o «Strech».Mas lembro-me muito bem de uma «negociação» nesse ano para apoio do General Eanes.
Foi porém em 1995 que a nossa amizade geracional retomou todo o seu sentido no grupo parlamentar do PS.Responsabilidade e firmeza marcaram um número informal e impreciso de consciências livres e alertadas que discutiam, apresentavam projectos, declarações de votos, votações ditadas pela liberdade de consciência.Foram dez anos de combates suplementares, mas onde ainda havia liberdade, entusiasmo e alegria de viver.
O meu tempo de deputado terminou em 2005 no momento certo para mim.Mesmo assim, embora não alimentasse qualquer ilusão sobre os novos tempos, sabia que lá no fundo o Jorge Strech não se conseguiria domesticar inteiramente e manter-se-ia até ao fim como um rebelde tranquilo.
Agora desapareceu das listas em que ninguém o tivesse saudado como mereceria.
PS-Marques Júnior que se alimentava das mesma seiva também foi abatido ao efectivo.Mais ou menos pela mesma cultura dominante.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O FMI ainda é expulso da UE

O relatório semestral do FMI, publicado a 15 deAbril não traz boas notícias para o sistema bancário europeu no seu conjunto.O relatório chama a atenção para um «muro da dívida», cuja maturação ocorrerá dentro de dois anos,com acrescidas necessidades de refinanciamento, sobretudo da banca privada alemã e da irlandesa.O racio do capital próprio dos bancos também não se apresenta saudável.
Chama-se a isto viver perigosamente.

Gosto