quinta-feira, 14 de julho de 2011
Impostos a olho
Anuncia-se uma grande trapalhada com a fórmula «técnuca» que dará corpo ao acrescento tributário anunciado por Passos Coelho na parte livre da sua intervenção no programa do governo.Será assim a metodologia trifásica: trapalhada, desigualdade, inconstitucionalidade?
Preocupações de um benfiquista
A pré-época futebolística normalmente deixa-me indiferente.Mas a insistência com que os resultados do SLB na Suiça são explicados pelos erros da defesa deixa-me «menente», como se diz em S.Miguel.Bastava ter visto parte dos jogos com o Servette e o Dijon para se perceber que o problema residiu no facto da equipa ter perdido a bola a meio-campo.E sem meio campo não há defesa nem ataque...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Não defendo uma agência de rating «europeia»
Admito com a maior facilidade que este «oligopólio» das agências de rating é perverso e merece estar sob suspeita.Estou à vontade porque nunca me entusiasmei quando essas agências distribuíam o triplo A a tudo que mexia em Portugal, e havia corretores a angariar clientes para estes receberem o garantido AAA com que se endividaram alegremente. Mas acrescentar a esse cortejo de encomendas mais uma «agência europeia», tão suspeita ou mais do que as instaladas, e cuja credibilidade internacional seria nula, dá a ideia da desorientação selectiva de que alguns responsáveis europeus dão sobejas provas.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Agências de Comunicação
Manuel Maria Carrilho, agora ilibado num processo judicial pela Relação de Lisboa, chamou estridentemente a atenção para a existência das «agências de comunicação», levantando questões pertinentes sobre o modo de funcionamento dessas agências, no seu livro Sob o Signo da Verdade. Todos os agentes agiram como se o problema não tivesse sido levantado, desde o legislador aos directores de jornais, desde os jornalistas e seus órgãos representativos à ERCS.Todos preferiram tolerar a obscuridade do tema.Cheguei a sugerir que os órgãos de comunicação social procedessem similarmente como é uso quando se citam as
agências de informação, tipo Lusa, AFP, Reuters, etc e que revelassem a matéria que lhe é fornecida pelas agências de comunicação, do tipo daquelas «pessoas colectivas» que Manuel Maria Carrilho atacou.Mas ninguém pegou na ideia...Era só um pequeno passo!
agências de informação, tipo Lusa, AFP, Reuters, etc e que revelassem a matéria que lhe é fornecida pelas agências de comunicação, do tipo daquelas «pessoas colectivas» que Manuel Maria Carrilho atacou.Mas ninguém pegou na ideia...Era só um pequeno passo!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Festival Internacional de Teatro de Almada
Regressado doa Açores mergulhei ontem no Festival de Teatro de Almada, cuja 28ª edição se prolonga até dia 18 deste mês, sob a orientação segura do Joaquim Benite.Recomendo a todos.Só a cultura nos salvará.
domingo, 10 de julho de 2011
Semana Cultural em Ponta Delgada
Acabo sempre as minhas aulas no Mestrado de Relações Internacionais naUniversidade dos Açores com uma semana de sessões em que são apresentados e discutidos os trabalhos dos mestrandos.É um momento forte dessas post-graduações, tendo já citado alguns desses trabalhos no meu recente livro sobre
Os Açores na Política Internacional.Desta vez essa semana coincidiu com uma série de realizações culturais nas noites de Ponta Delgada.Tudo começou com uma peça muito original de teatro do grupo Despe-te Que Suas, Credos, na Galeria Arco 8, com encenação de Nelson Cabral.Depois fomos à Galeria Fonseca Macedo ver a exposição de Urbano, o pintor de o Terceiro Dia , centrado sobre a criação do Mundo.E a Maria Emanuel Albergaria entreabriu-nos as portas da sua instalação Uma Casa na Floresta que estará aberta ao público a partir de 19 de Julho.Qualidade criativa insular.Uma semana ímpar.
Os Açores na Política Internacional.Desta vez essa semana coincidiu com uma série de realizações culturais nas noites de Ponta Delgada.Tudo começou com uma peça muito original de teatro do grupo Despe-te Que Suas, Credos, na Galeria Arco 8, com encenação de Nelson Cabral.Depois fomos à Galeria Fonseca Macedo ver a exposição de Urbano, o pintor de o Terceiro Dia , centrado sobre a criação do Mundo.E a Maria Emanuel Albergaria entreabriu-nos as portas da sua instalação Uma Casa na Floresta que estará aberta ao público a partir de 19 de Julho.Qualidade criativa insular.Uma semana ímpar.
sábado, 9 de julho de 2011
Murros no estômago
No CM já havia alertado Passos Coelho para a excessiva frequência com que apresentara um «rápido regresso aos mercados» como um dos seus principais objectivos de governo.Não perceber que o actual mercado financeiro global está orientado para se refinanciar da crise de 2008 espremendo ao máximo os produtos relacionados com as dívidas soberanas, é nada entender do que se está a passar.Os agentes dessa estratégia levarão esse refinanciamento até às fronteiras do insuportável e da tranquilidade internacionais.O resto é ideologia e ilusionismo.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Manifestações de repúdio
Sou do tempo em que Cavaco Silva achava que não valia a pena lançar anátemas sobre os mercados e seus agentes. Mas desde que a Moody's deu um soco no estômago de Passos Coelho as «forças vivas da nação» perderam as estribeiras e lançaram-se na senda das manifestações de repúdio, uma velha tradição. Mudar de estratégia nem lhes passa pela cabeça.Preferem dar com ela na parede.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Em Memória de Maria José Nogueira Pinto
Conheci melhor Maria José Nogueira Pinto quando coincidimos como deputados na Assembleia da República.Mesmo exibindo com garbo a sua forte ideologia, era fácil dialogar , e até dava prazer terçar armas com ela. Lembro-me particularmente de uma viagem presidencial com Jorge Sampaio à China em que Maria José, sempre Senhora, conviveu com alegria com a comitiva, chegando a tomar a iniciativa de ir buscar o deputado comunista Octávio Teixeira para dançar no histórico Hotel da Paz em Xangai.Era uma realizadora, uma qualidade rara entre nós.É inesquecível, pela personalidade,pela acção, por algumas frases escolhidas arrazadoras para os adversários.Tudo nos separava, mas com alguma simetria.Não quero também esquecer a sua Família neste momento.
O clero paga imposto sobre o subsídio de Natal?
Acabo de ouvir D. José Policarpo, presidente da Conferência Episcopal, bordar sobre a taxa que vai recair, em sede de IRS, sobre os portugueses que recebem subsídio de Natal.Desconheço se o clero ficará abrangido pelo imposto, ou se fica ao abrigo de algum normativo da Concordata.As tolerantes declarações do Cardeal mereciam que alguém da Igreja esclarecesse qual o esforço fiscal dos seus membros na actual conjuntura portuguesa.Deduções incluídas.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Pilar da ponte do tédio
Fernando Nobre estava posto em sossego no seu «pilar da cidadania» quando saltou para o pilar das candidaturas altas: à presidência da República, à liderança da lista do PSD por Lisboa, à presidência da Assembleia da República.Do alto do seu pilar da soberba humana acaba de renunciar ao mandato de deputado com indisfarçável desdém pelos seus eleitores e pares.Ninguém saberá o que se chocava num ovo de cuco como este.Mas houve várias chocadeiras na ascenção e queda de Fernando Nobre entre o pilar da cidadadia e o pilar do tédio.
domingo, 3 de julho de 2011
Affaire Dreyfus em New York?
A rocambolesca prisão de DSK a bordo de um avião no aeroporto Kennedy, a pressa com que o puritano FMI aceitou o pedido de demissão do detido sem culpa formada, o facto da sua substituição por Madame Lagarde ter ocorrido um dia antes da sua libertação por iniciativa do Procurador do Estado de NY, o contra relógio em andamento para as primárias socialistas em França, tudo isso concorre para alimentar as teorias da conspiração num caso desses.Agora que a espionagem militar perdeu o seu glamour infamante o Affaire Dreyfus regressa na versão emocional e internacional da «guerra dos sexos»?
sábado, 2 de julho de 2011
O trifásico Passos Coelho
O País Quer Acreditar é o título do meu artigo hoje no Correio da Manhã.Embora os primeiros sinais de Passos Coelho não sejam animadores os portugueses ainda acreditam que podem sair por cima deste aperto. O primeiro-ministro tem agido num registo quase permanente de ensaio, erro, e correcção. Também se pode ver em tudo trapalhadas: no organograma do governo, nos governos -civis sem governadores e sem lei, na fiscalidade ad-hoc, cuja «tecnicidade» fica entregue à intendência. O «princípio da precaução» aplicado à invasão de metade do território do subsídio de natal é o equivalente interno à «guerra preventiva» internacional.Um abuso de direito.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Qual é a lógica?
Leio que nem o BE nem o PCP avançam com qualquer moção de censura ao programa de governo, mesmo tendo em conta o anexo A ao programa apresentado sobre a tributação atribulada do subsídio de Natal em sede de IRS, uma confusão «técnica» não muito longe da inconstitucionalidade.Não percebo.Sem compromissos com o programa da troika, tendo votado contra o último PEC, não defrontando sequer o mínimo risco de queda imediata do governo, qual é a lógica da desistência daqueles partidos que contribuíram para as eleições antecipadas?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Menos Estado, mais contribuintes
Menos Estado, mais contribuintes, uma síntese dos «novos tempos» em Portugal?
«Este é um Tempo Novo»
Ouço mais uma vez na apresentação de um programa de governo na AR a expressão bíblica sobre a chegada «de um tempo novo».É uma pretensão messiânica sempre desmentida pelo século político.Nada cai do céu.Por muita fé que se exiba.Não é por aí o caminho da verdade.
Perdas e ganhos
Dois articulistas do Correio da Manhã foram chamados ao governo de Passos Coelho:Paula Teixeira da Cruz e Francisco José Viegas, que assim interropem a respectiva colaboração naquele jornal que operou uma revolução silenciosa no seu corpo de opinião nos últimos anos.No caso de Francisco José Viegas fica a esperança, ténue, que mantenha a Origem das Espécies.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Nuno Gomes entregue ao Sporting de Braga
Há dois anos que Jorge Jesus queria ver Nuno Gomes pelas costas.Talvez porque o antigo capitão não oferecesse mais valias, talvez porque marcasse golos sem ser de livre ou de pénalti, havia qualquer coisa que não entrava nos esquemas laboriosos e artificiosos do actual treinador.
Tudo indica que Nuno Gomes vai fazer a próxima época no Braga.É uma opção racional em termos dos seus objectivos desportivos: marcar golos e manter-se no radar dos selecionáveis.Só merece a maior sorte na continuação da sua carreira de desportista.
Tudo indica que Nuno Gomes vai fazer a próxima época no Braga.É uma opção racional em termos dos seus objectivos desportivos: marcar golos e manter-se no radar dos selecionáveis.Só merece a maior sorte na continuação da sua carreira de desportista.
terça-feira, 28 de junho de 2011
São tudo independentes?
Além do recrutamente intensivo em faixas etárias post-estágio, a coligação apresenta um número elevado de governantes independentes. Mas serão tudo independentes, ou há muito pessoal que apenas desesperava de ver os partidos de direita na oposição sem valimento político ?
11-25-35 (36)
Sempre achei um problema mal posto aquele do número de ministros, ministérios com leis orgânicas, secretários de Estado com conta peso e medida.Mas já que o primeiro-ministro deu tanta guita à questão quando o número de secretários de Estado estava fixado em 25, não nos quererá dar uma palavrinha sobre a derrapagem em mais de dez figuras dessas? Em termos de leis orgânicas que seja.Ou de qualquer critério que leve a eliminar a nomeação de um Secretário de Estado sem se dar pela sua substituião.Qualquer coisa que nos oriente, enfim.E seja tangível.
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