quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A «bem da nação» e o fim do 5 de Outubro
João Duque ressuscitou o «A bem da Nação» com que a ditadura substituiu a saudação «Saúde e Fraternidade» da I República. O governo dos Álvaros quer eliminar o feriado do 5 de Outubro, o que nem o salazarismo ousou em mais de 40 anos. Percebem o sentido que tudo isto faz? Mete-se pelos olhos dentros.O primeiro a tê-los bem abertos deve ser o Presidente da República. Esta malta vai embalada...
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Reconheça-se o papel do futebol
Num país que perdeu o sentido estratégico próprio, que se abandonou ao pensamento e até ao querer de outros em domínios do seu mais imediato e fundamental interesse, a competência demonstrada na equipa de futebol nacional merece ser saudada como um estímulo para desafios mais gerais.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Eduardo Lourenço e a Pátria Utópica
Pátria Utópica, o livro de cinco exilados políticos que regressaram a Portugal depois do 25 de Abril- António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, Valentim Alexandre, e eu próprio- mereceu hoje uma vasta reflexão de Eduardo Lourenço. Só por isso valeu a pena publicar o livro.
Eduardo Lourenço, o nosso maior intelectual vivo, ainda não tem sucessor. Nem se adivinha outro com a mesma capacidade de pensar uma pátria. Mesmo que utópica, mesmo que mítica, mas sempre necessária.
Eduardo Lourenço, o nosso maior intelectual vivo, ainda não tem sucessor. Nem se adivinha outro com a mesma capacidade de pensar uma pátria. Mesmo que utópica, mesmo que mítica, mas sempre necessária.
Manifestações
Já se percebeu: as manifestações vão engrossar nas ruas de Portugal. Foram o acontecimento deste fim-de-semana e anunciam resistência à falta de folgas e almofadas. O caso dos militares merece ser tratado com cuidado. Não vejo no governo sabedoria para o efeito. Gostam de levar a eito coisas que não são para brincadeiras de adolescentes políticos.
sábado, 12 de novembro de 2011
A Igreja não se abstém
A Igreja não se abstém é o tema do meu artigo no CM. Porquê? Porque a «Mensagem Esperança em tempo de crise» é um documento impressionante na denúncia da injustiça social promovida pela crise e pelos «novos senhores sem rosto».Sendo laico não deixo de apreciar que os bispos tenham recordado a «doutrina social da Igreja», nestes tempos de caos neo-liberal. Pena que a CEP se tenha deixado arrastar para a barganha do corte de feriados. Mas sobre os feriados falaremos mais tarde.
Está tudo dito
Este orçamento foi anunciado como o« mais difícil» de sempre, mais coisa menos coisa, em termos da criação de um clima digno da «emergência nacional». Pois o debate na AR esteve longe de esgotar os tempos previstos para elucidação das dificuldades, seus remédios e medicinas alternativas. A presidente encurtou os procedimentos por falta de inscrições e antecipou para o meio-dia a votação da proposta orçamental prevista para a tarde. Está tudo dito sobre o assunto? O dramatismo da situação tornou-a inefável?
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Tecnicidades
Acabou empatado a zero o jogo entre a atlética Bósnia e o Portugal tecnicista em futebol. O paradoxo residiu na péssima marcação dos cantos pelos artistas nacionais...
Almofadas...
Da discussão do OE fica-me a impressão que haverá redução do IVA para a restauração, mas que é improvável a redução dos sacrifícios para os funcionários públicos e os reformados da CGA. Curiosamente ninguém procura «almofadas» na redução das despesas do poder local. Muito podem os autarcas. Basta reparar na recente cedência do governo aos limites do endividamento das autarquias.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Menos informação no serviço público da RTP?
A constituição do « grupo de trabalho» sobre serviço público de televisão nomeado por este governo pouco ou nada teria a dizer sobre tudo o que já foi dito sobre essa matéria nos últimos 20 anos, pelo menos. Mas havia sempre a hipótese de uma boa sistematização. Mas não. Depois deste tempo todo, e das enormes certezas já manifestadas pelo ministro da tutela, parte do grupo chegou à conclusão que a RTP devia diminuir o espaço dedicado à informação! Logo onde a RTP se deve dedicar em termos de serviço público e dá cartas em termos de audiências! Mais uma gargalhada.
O CDS também se abstém na generalidade?
O silêncio do CDS desde a apresentação da proposta orçamental tem sido ensurdecedor. Ver-se-á no debate parlamentar os argumentos para o voto favorável na especialidade.Na generalidade absteve-se até agora.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Avaliar os 25 anos de adesão
O Professor Eduardo Paz Ferreira mantém uma actividade intensa na ligação da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa às questões actuais das finanças públicas e da sociedade portuguesa. Realiza uma celebração reflexiva sobre os 25 anos da adesão de Portugal à UE nos próximos dias 28, 29 e 30 de Novembro, e já há um site sobre o tema: http://www.25anosdeadesao.eu/
É para visitar.
É para visitar.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Os políticos da ocasião
Em Atenas aponta-se um chefe de governo saido do mundo das organizações financeiras internacionais, ora do FMI, ora um ex-BCE, grego de aparência. Em Roma fala-se de alguém da colheita resguardada nas caves do banco central. Em Portugal ao menos ainda não se fala de ninguém do «perímetro» monetário. Só o ministro das Finanças veio de lá.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Suspender o juízo
A evolução política na Grécia tem dado os seus momentos de glória efémera a muitos comentadores. O pior são os desenvolvimentos de uma situação em plena mudança. O melhor é observar a realidade antes de a explicar.
sábado, 5 de novembro de 2011
Mais política
A UE está a precisar de mais política. Aliás ela desponta aqui e ali. A chanceler Merkel foi à cimeira do euro munida de um mandato imperativo do Bundestag. O primeiro-ministro grego pretendeu levar a referendo nacional os compromissos contraídos nela. É o regresso da política que analiso no
Cabo submarino.
Cabo submarino.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Voto de confiança
Jorge Papandreou ganhou o voto de confiança que os media europeus intoxicados consigo próprios anunciavam incerto. Segue-se um complicado processo de consultas políticas para se formar um governo mais abrangente, esse sim pouco provável, tendo em conta os costumes partidários gregos, onde governo e oposição não brincam aos meninos bem comportados. A seguir por toda a UE.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
PÁTRIA UTÓPICA
Já está nas livrarias e recomenda-se. O grupo de Genebra- António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, Valentim Alexandre e, claro, José Medeiros Ferreira- fala do exílio. Não podia ser mais actual.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Não perder legitimidade
A UE já teve melhores dias económicos e mais prestígio internacional ( o caso da Líbia, com o assassinato de Khadafi e as suas vulnerabilidade, ainda lhe vai cair em cima). Financeiramente é o que se sabe, monetáriamente anda aos papéis, literalmente. Só lhe resta a legitimidade democrática dos seus membros para se fazer e refazer. Nada de brincadeiras proíbidas. Ao menos salvaguardar o velho espaço de liberdade e democracia.Como um santuário ortodoxo...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Hoje agradeço assim
Seria uma hipocrisia dizer que os elogios não sabem bem, sobretudo quando partem de pessoas cultas e exigentes. Pois gostei especialmente do artigo de Carla Quevedo Sonhos Televisivos, no jornal Metro - e transcrito no blogue Bomba Inteligentehttp://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/ sobre o programa da TVI-24 Prova dos 9, moderado pela Constança Cunha e Sá e com a participação de Santana Lopes e Fernando Rosas. Hoje agradeço assim a apreciação que me faz.
O referendo grego era imprevisível
Confesso : previ antes de muitos o corte na dívida grega- a história ensina mais do que a economia nessas coisas-, mas o governo grego tem maiores recursos em termos políticos do que eu havia imaginado! A convocação do referendo na Grécia é mesmo um «coup de théatre» que faz de Atenas o palco inimaginável doa decisão europeia sobre o euro! Ou como diria um estratega, são os aliados mais fracos que desencadeiam as guerras...
Prognósticos só no fim
Afinal todos os peritos nacionais encartados previram o corte «inevitável» da dívida soberana da Grécia e a participação dos credores privados na solução, como Merkel defendeu isolada durante um ano, aborrecendo os mercados e a banca com a ideia ...
domingo, 30 de outubro de 2011
Passos Coelho anuncia renegociação
Afinal Passos Coelho veio dar razão a quantos consideram desejável e possível renegociar alguns aspectos do «Memorando de Entendimento», na versão Velho Testamento. Sempre abundei nesse sentido, embora desconfie do sentido para onde nos leva o primeiro-ministro. Mas era mais forte do que ele demonstrar que pode negociar melhor do que José Sócrates...
sábado, 29 de outubro de 2011
O BCE ausente da cimeira do Euro
Disserto hoje no CM sobre a cimeira do euro, na qual o grande ausente foi o BCE, embora se tenha garantido que zona monetária vai continuar com o reforço extra-comunitário do FEEF e com o ensaio do papel deste como segurador de títulos de dívida pública, para além do perdão de parte da dívida grega e da recapitalização da banca. Quanto às medidas sobre a «governação económica», europeia elas indicam um caminho mais centralista e burocrático do que federalista e político.Mas o melhor é ler o artigo.
As discussões sobre o orçamento
As discussões sobre o orçamento estão a tomar um rumo extra-parlamentar, não estão?
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Que turma!
Duarte Lima, ex-líder do grupo parlamentar do PSD, foi acusado no Brasil de homicídio.Oliveira e Costa está cheio de sorte de ser arguido em Portugal, Dias Loureiro nem isso, mas foi uma espécie de chefe de turma desta geração de políticos empreendedores...Que turma!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Resultados, finalmente
Quer na terça, no ProgramaProva dos 9 da TVI-24 moderado por Constança Cunha e Sá, quer ontem na SICN no noticiário das 22h conduzido pela Ana Lourenço , defendi que esta CIMEIRA do EURO traria resultados palpáveis para a resolução da crise financeira e monetária. Muito para além do corte de 50% na dívida grega, e da participação da banca privada, do reforço do FEEF, da «governação económica» da UE, fica a certeza do empenhamento da Alemanha e da França na continuação da zona euro vinte anos depois da UEM. Essa ratificação do acordado entre Mitterrand e Khol há vinte anos recentra a UE na lógica anterior ao grande alargamento, mas tem em conta as consequências da unificação alemã entretanto desenvolvidas. Compete agora aos outros Estados membros portarem-se como adultos.Sem isso a opinião racional não vence.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Em directo do Bundestag...
Várias cadeias internacionais de televisão transmitem o discurso de Merkel no Bundestag em Berlim. Ela distribui apreciações pelos diferentes Estados: a Grécia merece apoio pelo esforço dispendido, a Irlanda e a Espanha estão no bom caminho.Portugal «está convencido». Pois está.
Cimeira da zona euro
Hoje é um dia importante para a zona euro, essa moeda continental da qual fazemos parte há uma década, e que os membros do Conselho Estado ainda ontem mantinham a confusão com uma inexistente «moeda única» da UE. Aliás, o mais relevante na cimeira de hoje é a aceitação pela Alemanha de uma reunião deste género, separada das cimeiras da UE a 27. De certa maneira é um regresso a uma Europa continental sem os alargamentos a leste.Falta chegar aos resultados que possam voltar a dar ao Euro aquele papel concebido pela União Económica e Monetária depois da unificação alemã.Um teste, portanto.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Subsídio de habitação
Mesmo quando fui deputado pelos Açores e havia ajudas de custo, e, depois se aprovou a adaptação fiscal na RAA que modelou em baixa o IRS, mantive a minha residência em Lisboa, onde moro há mais de 35 anos. Não precisei de guias espirituais para tomar aquelas decisões, sempre sem alarde moralista. Por isso, ao ver os ministros deste governo de principiantes a desistirem de uma subvenção de habitação a que teriam direito fiquei com pior opinião deles do que tinha antes.Porque das duas uma: ou tinham direito a essa subvenção, como outros servidores do Estado que até dependem dessas tutelas, ou nunca tiveram direito e nunca a deviam ter usufruído. Todos votam em Lisboa? Todos pagam os seus impostos em Lisboa?São todos lisboetas, afinal?
domingo, 23 de outubro de 2011
Da série, Os Caminhos da Senhora
Acabo de ver a conferência de imprensa de Angela Merkel e de Nicolau Sarkosy. Anunciaram que a banca europeia está a discutir os termos da sua participação na questão do pagamento das dívidas soberanas associada à da necessidade de recapitalização. Um caminho há muito proposto pela chancelerina. Desta vez Sarkosy achou que fazia sentido.
sábado, 22 de outubro de 2011
Mais meia-hora, menos feriados...
O governo não espera nada da inovação tecnológica, da organização e da gestão das empresas. A competitividade da economia portuguesa fica praticamente entregue à redução dos salários, à força braçal e ao arranjo dos feriados concordatários e civis. Tudo muito rudimentar neste
orçamento de principiantes, título do artigo no Correio da Manhã.
orçamento de principiantes, título do artigo no Correio da Manhã.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
A carneirada precisa de cumplicidade
A carneirada está muito incomodada com o Presidente da Republica. Os rebanhos querem um seguro de silêncio e cumplicidade geral para o futuro das suas opções. Pelos vistos vão ter de se responsabilizar por sua conta e risco.
Teatro na Politécnica com Jorge Silva Melo
A Rua da Escola Politécnica e suas estreitas perpendiculares tornaram-se meras vias de acesso ao Bairro Alto nas noites de fim-de-semana.Pior, são a garagem dos carros sem parque nem pagamento que invadem o espaço para residentes sem contemplações .A rua tem excelentes lojas, cafés, esplanadas, padarias, antiquários, mas uma vida cultural noturna praticamente nula. Também por isso a chegada de Jorge Silva Melo e dos Artistas Unidos ao recém Teatro da Politécnica veio encher de esperança os que preferem o convívio com arte e cidadania. Ontem foi dia de estreia com uma provocação de tomo: Não se brinca com o amor, de Alfred Musset. Um divertimento que se pode levar a sério. Como o fizeram o encenador e os encenados.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
O PR anda a tomar altura
Cavaco Silva está a ganhar espaço a nível externo e interno. Primeiro melhorou o seu discurso europeu, nomeadamente no respeitante ao papel do BCE na zona euro. Agora toma altura em relação ao governo do dia e à sua proposta orçamental esmagadora para a função pública.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
In Memoriam de António Praia
Faleceu António Praia, um carácter notável, cuja vontade de perfeição, de sabedoria e de justiça pude apreciar em várias fases da vida. Os primeiros discos dos Beatles ouvi-os em casa do Pai, António Borges Coutinho, em Ponta Delgada, nos primórdios dos anos sessenta quando os filhos regressaram de Inglaterra e os trouxeram como eco da modernidade. Mais recentemente António Praia foi um aluno dedicado e exemplar do Mestrado de Relações Internacionais da Universidade dos Açores, sempre presente, sempre atento, sempre participativo. Foi um universitário por gosto e opção. Estava a elaborar uma tese, que eu co-orientava, sobre a Oposição Democrática nos Açores, apoiado nos arquivos do Pai, figura chave dessa oposição. Tinha sofrido há anos um ataque de coração que lhe deixou marcas ma que ele vencia todos os dias. Até ao último.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Um orçamento de início de mandato
Este orçamento esmagador é filho de várias circunstâncias: do «memorando de entendimento» e seu calendário com aparência de «diktat», de uma maioria historicamente restauracionista do pré- Estado Social de Marcelo Caetano, e de um mandato eleitoral recente. O resto é messianismo ideológico.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A RTP paga em géneros?
O conselho de administração da RTP aceitou a recomendação do Ministro da Tutela, Miguel Relvas, e vai deixar de pagar «avenças» a «políticos», na versão titulares de cargos. Rio-me às gargalhadas. A RTP paga muito melhor em géneros- tipo entrevistas e notícias- do que em honorários. Lembram-se das promoções para primeiros ministros e salvadores da pátria? Agora fica tudo reduzido ao« critério jornalístico ». Ganham ainda mais as forças governamentais. A oposição fica remetida ao são controlo da cooptação.
domingo, 16 de outubro de 2011
A idade da Razão
O movimento dos indignados ganhou direito de cidadania global. A economia volta a ser política. A imprensa internacional de hoje refere as principais cidades envolvidas. Lá está Lisboa, entre Frankfurt e N.Y.
O curioso consiste , mesmo admitindo que é um movimento de jovens, em ter sido dois mais-do-que octagenários a apelar em devido tempo ao direito à indignação: Mário Soares e Stéphane Hessel. Dois resistentes à opressão desde sempre.
O curioso consiste , mesmo admitindo que é um movimento de jovens, em ter sido dois mais-do-que octagenários a apelar em devido tempo ao direito à indignação: Mário Soares e Stéphane Hessel. Dois resistentes à opressão desde sempre.
sábado, 15 de outubro de 2011
A ética do narcisismo
João Gonçalves já tinha obrigação de conhecer os «estadistas» que falam na primeira pessoa para tratar de questões colectivas. As qualidade pessoais que exibem vão quase sempre desaguar num caudal de erros e teimosia, cuja factura é paga pela comunidade que já teve de sofrer tantos génios do poder pessoal. O tom do discurso de Passos Coelho é, na melhor das hipóteses, filho de uma ilusão da vontade própria.Não vejo ponta de lucidez nas medidas desiguais que anunciou às pinguinhas enquanto a proposta de orçamento não chega à AR.
Retirar o remédio do mercado
O Cabo Submarino de hoje propõe que o remédio administrado pela troika à Grécia e a Portugal seja retirado do mercado porque, mesmo que consiga levar esses países a um maior equilíbrio orçamental circunstancial, não garante as condições de pagamento atempado da dívida por falta de crescimento económico. Já nem falo dos interesses próprios da sociedade portuguesa.
Se calhar só compramos tempo. Ou vento...
Se calhar só compramos tempo. Ou vento...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Um governo parcial, logo não-ético
O governo está a anunciar as medidas orçamentais, cuja proposta ainda não chegou á AR, a conta gotas. Mas já se percebeu que é um governo parcial, que fará pagar o máximo aos trabalhadores e aos funcionários públicos.Em grande parte por ineficiência fiscal, de qualquer maneira por deficiência de ética comunitária. E isso marca um governo.
Meia -hora económica
O Sérgio não precisou de meia-hora para resumir o espírito de sacrifício induzido por um governo parcial.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Vamos avaliar a troika
Eduardo Paz Ferreira, catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, teve uma ideia que por si só resgata um país : promoveu uma Conferência subordinada ao tema Vamos Avaliar a Troika, que o Reitor António Nóvoa integrou nas comemorações dos 100 anos daquela Universidade. A conferência em que participei esta manhâ, continua a decorrer à tarde. Se está em Lisboa não perca. Seja um dos que acha obrigatório examinar a troika de perto. A troika e os troikos nacionais.
As primárias no PSF
Estou a ver no canal France-24 a repetição do debate entre Martine Aubry e François Hollande, os dois candidatos que passaram à segunda volta das primárias do PSF para as presidenciais francesas de 2012. A primeira volta foi um grande sucesso de participação cívica: mais de dois milhões de votantes! Foi uma resposta pujante dos franceses favoráveis a uma alternância de esquerda ao actual presidente, Sarkosy. Domingo se verá quem dará esse combate por parte do PSF que abriu assim caminho à VI República Francesa. A minha preferência vai para Martine Aubry.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Calcanhar de Aquiles
A selecção perdeu tonus desde o jogo com o Chipre.O espírito de equipa voltou aos tempos de Queiroz. Com a Islândia percebeu-se que o sector defensivo estava uma lástima desde Rui Patrício a Rolando. Paulo Bento pretendeu fazer a prova dos nove hoje contra a Dinamarca. Espero que esteja esclarecido.
Joaquim Chissano, Pedro Pires...
O Prémio MO IBRAHIM, instituído há cinco anos por um magnata sudanês para distinguir a boa governação em África, já foi atribuído a dois dirigentes de países de língua portuguesa, Joaquim Chissano e, agora, Pedro Pires.Se tivermos em conta que foi Mandela o primeiro escolhido por um júri à prova de bala, podemos considerar que houve um escol de estadistas africanos de língua portuguesa reconhecido pela comunidade internacional. São vidas de uma Geração da Utopia que fazem sentido, e nos aliviam de tanta mediocridade e miséria humana.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Vasco Cordeiro- o Futuro
A indigitação. pelo PS-Açores, de Vasco Cordeiro para próximo candidato a presidente do Governo Regional dos Açores é uma excelente escolha. Conheci-o em 1996 a fazer campanha eleitoral no porta -a-porta, onde imediatamente se destacou pela rapidez com que estabelecia uma verdadeira empatia com as pessoas e transmitia uma sensação de segurança e alegria. Depois fez as escolas todas de um curso de responsável político e governamental. Vai ter uma prova dura no imediato. Mas o futuro chega assim.
Vira o disco
Fora o resultado de Alberto João Jardim, o resto foram só surpresas nas eleições regionais da Madeira. A subida do CDS ao segundo lugar afunila qualquer alternância a prazo. O voto no PTP, um partido sem história, é a prova que há um eleitorado significativo que segue José Manuel Coelho e não leva mais nada a sério. Muito injusto o resultado de Maximiano Martins que fez uma excelente campanha com seriedade e propostas.É o que temos na RAM.
Alberto João Jardim fez um discurso muito interessante sobre o papel do Estado para a saida da crise.Veremos como se aguenta com a troika e com os troikos. Vai ser a parte mais interessante do seu mandato.
Alberto João Jardim fez um discurso muito interessante sobre o papel do Estado para a saida da crise.Veremos como se aguenta com a troika e com os troikos. Vai ser a parte mais interessante do seu mandato.
domingo, 9 de outubro de 2011
Nova geração de turismo nos Açores
Estive nas Lages do Pico a participar num colóquio internacional sobre o Mar dos Açores, a convite do culto e activo Pedro Arruda, que revelou as realidades e as potencialidades da nova geração de actividades turísticas ligadas à História e à Cultura, aos desportos radicais e ao património imaterial do arquipélago. Foram dias muito ricos de discussão dentro e fora do auditório municipal. Dentro, com o Carlos Riley e o Sérgio Nunes, entre outros. Fora, com o meu particular amigo Nuno Barata, que, após 24 horas de reflexão, regressou na sexta à hora do almoço pronto a fazer apostas com todos- e comigo em particular- sobre a decisão que Carlos César ia anunciar nessa tarde. Ganhou brilhantemente. Inside information deste membro do CDS de espírito livre, ou capacidade intrínseca de dedução? Ninguém saberá.
PS. Não consigo linkar para o blogue Fogotabraze de Nuno Barata.Mas vale a pena ir lá. garanto.
PS. Não consigo linkar para o blogue Fogotabraze de Nuno Barata.Mas vale a pena ir lá. garanto.
Um gesto republicano
Carlos César anunciou que não será candidato a Presidente do Governo dos Açores na próxima legislatura regional. É um gesto republicano muito raro em Portugal, onde qualquer pretexto serve para a manutenção pessoal no poder. Eu próprio tive dúvidas sobre a decisão final até umas horas antes do anúncio quando recebi uma mensagem de cortesia sobre o assunto.
O poder de proximidade, que um cargo executivo daquele género dá, tende a perpetuar a mesma pessoa no cargo. Basta olhar para os exemplos de Alberto João Jardim e de Mota Amaral- que, à sua maneira, cedeu o lugar após 20 anos de governo. Nem vale a pena citar o caso dos presidentes de Câmara, para se perceber que a limitação de mandatos se impõe nessas circunstâncias.
Seja como for, Carlos César sai do governo com a mesma fidelidade à ideologia política com que lá chegou há 16 anos. Um exemplo republicano, independentemente do resultado.
O poder de proximidade, que um cargo executivo daquele género dá, tende a perpetuar a mesma pessoa no cargo. Basta olhar para os exemplos de Alberto João Jardim e de Mota Amaral- que, à sua maneira, cedeu o lugar após 20 anos de governo. Nem vale a pena citar o caso dos presidentes de Câmara, para se perceber que a limitação de mandatos se impõe nessas circunstâncias.
Seja como for, Carlos César sai do governo com a mesma fidelidade à ideologia política com que lá chegou há 16 anos. Um exemplo republicano, independentemente do resultado.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
O preço certo
Novas estimativas negativas para o não-crescimento da economia portuguesa no próximo ano.Reacção de alguns responsáveis : eu previ!Toca de recordar declarações na tv nesse sentido.
Não sabia que os titulares de cargos públicos , como o governador do Banco de Portugal , ou o primeiro-ministro, se limitavam a acertar no preço certo.Então o que fazem para evitar o desastre que se aproxima.? Para prever já temos muita gente que nem sequer é paga para o efeito...
Não sabia que os titulares de cargos públicos , como o governador do Banco de Portugal , ou o primeiro-ministro, se limitavam a acertar no preço certo.Então o que fazem para evitar o desastre que se aproxima.? Para prever já temos muita gente que nem sequer é paga para o efeito...
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Maximiano Martins II
Já aqui o escrevi e repito: a solução política da Madeira pode passar por Maximiniano Martins, o candidato do Partido Socialista a presidente do governo regional da RAM nas eleições de 9 de Outubro. Confirmei essa ideia ao ouvir a excelente entrevista que deu à TSF há poucas horas.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Distinguir tumultos de manifestações
Leio que há quem preveja tumultos e manifestações em Portugal. Não é preciso gastar um só euro do Orçamento de Estado para se perceber que a agitação social vai crescer. Já disciplinar os serviços e as polícias na separação entre manifestações e tumultos parece muito conveniente do ponto de vista preventivo. A cultura sindical dominante, e historicamente comprovada, é a de promover manifestações ordeiras em Portugal. Esta atitude é aliás um dos grandes serviços que o movimento sindical tem prestado à sociedade protuguesa.
sábado, 1 de outubro de 2011
Entrevista-me
Escrevi o Entrevista-me ainda a RTP1 não tinha escolhido António Guterres para o efeito. Mas só se acrescentou mais um exemplo à teoria do poder imanente que um certo tipo de entrevista sem causa aparente suscita. Como Passos Coelho uma semana antes dos cem dias e Cavaco Silva depois. Os efeitos é que são mais ou menos seguros...
Maximiano Martins
Em tudo o que se tem dito sobre a Madeira falta um elemento importante para a saída do imbróglio: Maximiano Martins, que conheci como deputado na AR, e é actualmente o candidato do PS nestas eleições regionais, tem um verdadeiro perfil de governante sério e competente. Pode ser a chave da solução para o problema da perpetuação de Alberto João Jardim à frente da RAM, que o PSD nacional foi incapaz de resolver a tempo. Há muito tempo.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Duas linhas
Leio sobre linhas que se revelam e defrontam no grupo parlamentar do PS. Será que o PS se refundará por linhas tortas, mas atingindo uma boa meta?
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A subserviência em Política
Andava para escrever algo sobre o assunto, sobretudo quando ouço falar os «línguas» da interpretação do «Memorando de Entendimento» e das vontades
alheias. Mas o JM Correia Pinto escreveu no Politeia um belo texto sobre
A Subverviência em Política.
alheias. Mas o JM Correia Pinto escreveu no Politeia um belo texto sobre
A Subverviência em Política.
O PR e o governo financeiro europeu
Só vi a segunda parte da entrevista de Cavaco Silva a Judite de Sousa. Parece que foi a melhor. De facto o PR tem vindo o tomar atitudes serenas, lúcidas e comedidas que contrastam com o desvario dos demissionistas nacionais sobre as questões monetárias e financeiras europeias. Sempre é um ponto de apoio contra o excesso de zelo.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
A pedagogia do capricho
O «melhor aluno» do ensino secundário sempre me pareceu uma arbitrariedade mais ou menos quantitativa, e muito variável em qualidade de escola para escola. Mas eliminar a distribuição dos prémios pecuniários já atribuídos este ano revela um desprezo pelo envolvimento de tantos professores e de tantos estudantee- para além de familiares e amigos dos contemplados- que só um espírito de implosão periférica pode sancionar. Um desastre pedagógico, um convite à mudança de regras sociais ao sabor dos poderes. Assim se ajuda a desfazer o espírito do Estado de Direito.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
A esquerda senatorial
A crise será a mãe de grandes mudanças e alternâncias. Na Dinamarca a social-democracia ganhou as legislativas e irá governar depois de anos de oposição. Em França o PS tornou-se o partido maioritário no Senado, uma «première» desde o nascimento da V República em 1958. Vai ser preciso mais do que a Líbia para Sarkosy continuar presidente...
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Quem não reage ao Gunther merece ficar sem a bandeira
Ainda não li a última declaração da chancelerina alemã sobre perdas de soberania de Estados- membros da UE. Um tema que se está a tornar uma especialidade na CDU alemã. Mas estou de acordo num ponto: quem não protestou contra o Gunther das bandeiras a meia-haste deve levar com um pano encharcado até acordar do tropor em que vive. O que nos vale é a NATO, não?
A Catalunha passa para a frente
O fim das touradas na Catalunha é uma excelente medida que mais cedo ou mais tarde terá o apoio de todos os povos da Península Ibérica. De Barrancos à RTP.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Cartas de Conforto no Marco do Correio
Parece que, afinal, só se soube dos empréstimos contraídos para obras na Madeira através da auditoria aos bancos efectuada pela brigada financeira da «troika». O esquema residia numa opaca simplicidade: as empresas contratadas acediam ao crédito bancário directo através da garantia espiritual de uma «Carta de Conforto» outorgada, para os efeitos tidos por convenientes, pelo governo regional da Madeira. Sempre a ideologia do risco à custa do contribuinte, em última rácio.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O Estado da Palestina
A votação para a admissão do Estado da Palestina como membro observador na ONU parece adquirida. Por muito que Washington disfarce esse passo é do seu interesse estratégico. Ter dois aliados no Médio-Oriente- sendo o outro Israel- é melhor do que ter só um, e renitente.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Cavaco e Passos falaram.Mas o que disseram?
Como previ Cavaco Silva falou da Madeira nos Açores quando devia ter usado da palavra em Lisboa sobre a falta de« credibilidade internacional» que o episódio das dívidas não reportadas ao INE pelo Funchal, e por consequência ao Eurostat, pode acarretar ao Estado. Quanto a Passos Coelho «demarcou-se» do governo regional da Madeira com o truque que agradou a todos-até a Alberto João Jardim- de se recusar a fazer campanha eleitoral na RAM. Mas alguma vez AJ Jardim lhe pediu para o fazer? Enfim...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Silêncio do PR sobre a Madeira
O PR perde altura moral se mantiver o silêncio sobre as contas da Madeira. E não vale aproveitar a visita aos Açores para fazer uma amálgama espúria entre as duas regiões autónomas. A prestação de contas é muito diferente entre as duas administrações. A começar pelo montante da dívida.
sábado, 17 de setembro de 2011
Demita-se o Gunther
Hoje volto à carga no Correio da Manhã com a demisão do Comissário Europeu Gunther Oettinger. Pasmo com a falta de reacção dos Estados.membros ultrajados pelas declarações do membros da CDU alemã sobre os atestados de impureza monetária hasteados nos edifícios comunitários. Durão Barroso terá ouvido, em confessionário ,as desculpas do Gunther, ele que foi um dos mais atingidos pelas declarações imbecis do responsável pelas energias europeias.Está tudo morto em Bruxelas. Façam ao menos uma petição internacional para correr com o Gunther.Há muitas formas de corrupção.A dos espíritos é das piores...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Risco de corrupção
O Conselho de Prevenção da Corrupção, presidido por Guilherme Oliveira Martins, veio ontem alertar para os riscos que o actual processo acelerado de privatizações pode acarretar. Recomenda a existência de um plano de prevenção de riscos para cada empresa a privatizar, e a criação de comissões de acompanhamento para cada processo de privatização. Não me admiraria que fosse aí que o governo começasse a cortar nas despesas...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A OCDE exige novos mínimos a Nuno Crato
Nuno Crato não se conforma com os números da OCDE sobre o programa
Novas Oportunidades.Parece que alguém chegou primeiro ao problema. Terá de se esforçar mais o ministro. O «cratês» não basta.
Novas Oportunidades.Parece que alguém chegou primeiro ao problema. Terá de se esforçar mais o ministro. O «cratês» não basta.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Mete dó o «acho mal» do SEAE
A declaração do secretário de Estado dos Assuntos Europeus , Miguel Morais Leitão, sobre a provocação das bandeiras nacionais a meia haste para alguns Estados membros da UE, lançada pelo comissário alemão Gunther Oettinger foi a de que «achava mal«!Mete dó o secretário governamental. O que ele devia exigir era que o comissário se retratasse, ou que alguém na Comissão, ou no Parlamento Europeu, o obrigue a retratar-se. No mínimo.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Novas ideias para a esquerda
Participei, na tarde de ontem, no Forum organizado pelo BE, subordinado ao título«Novas Ideias para a Esquerda». Num ambiente propício ao debate e à troca de pontos de vista diferentes, fiz um apelo aos membros do BE para que possam aceitar uma aproximação às responsabilidades de uma futura governação alternativa, reformadora nos objectivos e gradualista no método. Estou convencido que Portugal vai precisar das novas ideia para a esquerda que este fim de semana estiveram em discussão no congresso do PS e no Forum de Coimbra do BE.
domingo, 11 de setembro de 2011
Um comissário cretino
O comissário europeu da energia, Gunther Oettinger, terá declarado à revista alemã Bild que os países da UE com dívidas soberanas problemáticas deviam ter as bandeiras nacionais a meia haste nos edifícios comunitários. Tenho a certeza que, quer o presidente da Comissão, quer os deputados do Parlamento Europeu, vão accionar os mecanismos para a demissão deste cretino.
sábado, 10 de setembro de 2011
Crianças na Luz
O Benfica joga hoje ainda de dia, uma raridade digna de registo. Os horários das transmissões pela televisão, normalmente à noite, evacuaram as crianças dos estádios.Pois a luz do dia trouxe de novo as crianças ao futebol com pais,tios ou avós, momentos familiares que trazem alegrias simples mas duradouras.
O discurso de Assis
Depois de se julgar obrigado a pagar um tributo político ao último ciclo da governação do PS, Francisco Assis fez um discurso vivo e inteligente, com alguns recados maliciosos para os que definem estratégias politicas pessoais a prazo.
Mas a crítica aos erros do PS governamental, quer no consulado Sócrates, quer no consulado Guterres, é fundamental para que o PS volte a ser uma alternativa de poder com utilidade para a sociedade portuguesa.
Mas a crítica aos erros do PS governamental, quer no consulado Sócrates, quer no consulado Guterres, é fundamental para que o PS volte a ser uma alternativa de poder com utilidade para a sociedade portuguesa.
As «secretas» na AR
Hoje aproveito, no CM, as informações abertas publicadas na imprensa sobre as peripécias das fugas no SIEDM para retratar as dificuldades da Assembleia da República na fiscalização desses serviços. Não fora a rivalidade entre empresas de comunicação social, e a existência de liberdade de imprensa em Portugal, e os deputados estariam a léguas do fenómeno da privatização dos serviços de informação.
O discurso de Seguro
Na prática já disse o que tinha a dizer sobre o congresso do PS em dois artigos para o CORREIO da MANHÃ, e nas respostas desta semana a um questionário da VISÃO, além da apresentação que fiz do livro de António Brotas «Crítica e Criatividade-Contributos para um debate político no interior do PS».
Do discurso de abertura de A.J. Seguro retive a forma clara como marcou as diferenças com o governo de Passos Coelho. Era o mais relevante da agenda.
Do discurso de abertura de A.J. Seguro retive a forma clara como marcou as diferenças com o governo de Passos Coelho. Era o mais relevante da agenda.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Os caminhos da senhora
O Tribunal Constitucional alemão considerou ontem que o governo de Angela Merkel pode participar nas operações de resgate europeu em curso através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, e de outras operações do género que se venham a efectuar.É um enorme passo em frente dado pela Alemanha, que funciona nestes dias como reserva federal. Leio umas reticências inconcebíveis pelo facto do Tribunal de Karlsruhe obrigar a que essas transferências do tesouro alemão sejam autorizadas pelo parlamento federal! Mas estão à espera de quê?
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O camelo, a agulha e o imposto dos ricos
Durante anos o Professor de Finanças Públicas da Faculdade de Direito de Lisboa, Eduardo Paz Ferreira, remeteu-se aos seus trabalhos de jurista. Ultimamente, certamente preocupado com o estado geral do País, este meu querido amigo tem vindo a intervir publicamente, na televisão e na imprensa, com proveito para todos. e sempre numa perspectiva inovadora e de síntese de saberes acumulados.Hoje escreve no Jornal de Negócios um artigo notável sobre a tributação em tempo de crise da dívida soberana., no qual se refere a este blogue.
O regresso da Prova dos 9
Hoje a TVI-24 retoma, depois de umas justas férias, o programa Prova dos 9, animado pela Constança Cunha e Sá e com a participação de Pedro Santanas Lopes, Fernando Rosas e deste Bicho Carpinteiro!
Ás onze da noite.
Ás onze da noite.
Os arquivos do ex-SIS e do ex-SIED
Muitas notícias sobre inquéritos às «secretas», com apreensão de telemóveis e computadores nos respectivos serviços.O clima de desconfiança foi instalado.Como já aqui escrevi, o que se conhece publicamente das «secretas» é uma miséria. Dando um salto no tempo , para onde irão os arquivos do ex-SIS e do ex-SIED ?
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Passos Coelho deve saber qualquer coisa...
Passos Coelho foi dos que não disse nada de relevante na Universidade de Verão do PSD-ou da JSD, não percebi bem-, talvez para não ofuscar os convidados.Mas não deixou de deixar a sua marca noutra localidade ao afirmar-se disposto a resistir por todos os meios à agitação de rua que as «redes» possam provocar. Deve ter sido informado pelas «secretas», imagino...
Noutros tempos o PSD clamava contra as «manifestações dos pregos» nas estradas.Portugal, apesar de tudo, moderniza-se...
Noutros tempos o PSD clamava contra as «manifestações dos pregos» nas estradas.Portugal, apesar de tudo, moderniza-se...
sábado, 3 de setembro de 2011
Ao Sábado no Correio da Manhã
Retomo hoje a minha coluna na página dois do CM.Disserto sobre o golpe de judo dado pelo governo à taxação das grandes fortunas que se virou contra os que mais impostos já pagam. O fado vai aliás continuar, pese os protestos de Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes e Vasco Graça Moura.O IMI irá disparar sobre a multidão pregada ao solo que ainda paga a prestação sob hipoteca do T2 ou T3 . Será o novo imposto sobre o luxo...
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Nem tudo é 25 de Abril
Passos Coelho declarou que os sucessos na Líbia eram «uma espécie de 25 de Abril».Presumo que só se referia à queda do regime, pois não há nada de mais díspare do que a decisiva intervenção estrangeira na Líbia e o desencadear endógeno do movimento do 25 de Abril em Portugal.Os únicos aviões militares que sobrevoaram os céus de Lisboa foram os que se dirigiram ao RALIS em 11 de Março de 1975.Eram da FAP e voltaram para trás.Nada de confusões.
O governo não conhece a riqueza dos portugueses
Como antevi a campanha para fazer tributar «os ricos» acabou às mãos do governo para ser aproveitada para aumentar os impostos dos que já mais pagam, normalmente quadros superiores cujas declarações de rendimentos já constam nas repartições das Finanças. Nem um novo contribuinte é recenseado pela nova pauta preguiçosa e oportunista, nem uma nova tributação é lançada sobre as mais-valias ou os dividendos do capital. No fundo este governo não faz a mínima ideia de como alargar o universo tributário.Só sabe aumentar os impostos dos que já pagam: O Terceiro- Estado com com a sua escala de honorários e a sua propensão ao consumo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A parte secreta...
Espero que a parte secreta das «secretas» seja bem melhor do que a parte pública.Porque esta é uma miséria...
domingo, 28 de agosto de 2011
Miguel Cadilhe
Leio sempre com muita atenção Miguel Cadilhe. Desde o tempo dos Reformadores.Desta vez trata-se da sua proposta sobre o lançamento de um imposto extraordinário sobre as grandes fortunas, fora do quadro doIRS.Tem a vantagem de ter princípio, meio e fim.E de não ter ido a reboque dos afortunados filantrópicos.
sábado, 27 de agosto de 2011
O novo imposto sobre os afortunadods
O novo imposto sobre os afortunados vai por à prova a percentagem de ética na vida pública portuguesa.E a capacidade de cobrança das Finanças.Fico a aguardar.Mas nada de confundir grandes fortunas com rendimentos médios do trabalho...Assim não vale!
Um mau jogo de futebol
A final da super taça europeia entre o Barcelona e o FCPorto foi um mau jogo de futebol, cheio de interrupções, e que acabou com duas expulsões de jogadores do Porto.Pois o nacionalismo futebolístico fecha os olhos a essas faltas e tudo cobre com o manto diáfano do resultado normal e dos pénalties habituais.Revejam o jogo sem comentários...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A vez dos ricos
Em 1976 a UDP lançou o slogan Os ricos que paguem a crise. Porém num dos cartazes de rua uma das fotografias era minha enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros numa cerimónia protocolar no Palácio das Necessidades! Percebi então que a análise social não era o forte daquela organização...
De facto durante muito tempo o poder político serviu de biombo ao poder económico.Agora chegou a vez de fazer «os ricos» pagarem de facto um pouco mais. A ideia nasceu de um afortunado e já cativou o sentido pragmático de Sarkosy.Até em Portugal se chama para as imagens uma teoria de homens de negócios que são sempre mais ou menos os mesmos.
Temo que seja mais um episódio para entreter o Zé Povinho.O tema dos políticos está em panne.Quanto mais se retiram proventos aos titulares de cargos políticos mais se fala de corrupção.
Os ricos ficam agora na primeira linha.
Desde já declaro que faço uma distinção entre actividades lucrativas mal taxadas e património pessoal que deve ser tributado pelas regras gerais.E não se enganem mais!
De facto durante muito tempo o poder político serviu de biombo ao poder económico.Agora chegou a vez de fazer «os ricos» pagarem de facto um pouco mais. A ideia nasceu de um afortunado e já cativou o sentido pragmático de Sarkosy.Até em Portugal se chama para as imagens uma teoria de homens de negócios que são sempre mais ou menos os mesmos.
Temo que seja mais um episódio para entreter o Zé Povinho.O tema dos políticos está em panne.Quanto mais se retiram proventos aos titulares de cargos políticos mais se fala de corrupção.
Os ricos ficam agora na primeira linha.
Desde já declaro que faço uma distinção entre actividades lucrativas mal taxadas e património pessoal que deve ser tributado pelas regras gerais.E não se enganem mais!
As imagens de Strauss-Kahn em NY
Não direi nada sobre o conteúdo do caso DSK.Não sei se alguém pode.Mas admira-me muito que se veja virtude na forma grosseira como os agentes de Justiça do Estado de NY tratam os suspeitos que não opõem resistência quando os prendem. Mesmo que sejam todos. Mesmo que libertem alguns por falta de provas ou por acusações infundadas.
Espero que o caso Strauss-Kahn sirva para menos aparato e algemas nas detenções de quem não se opõe a elas pela força em NY. O resto é conversa.E uma grande ferida na imagem internacional daquele Estado de que tantos gostam.
Espero que o caso Strauss-Kahn sirva para menos aparato e algemas nas detenções de quem não se opõe a elas pela força em NY. O resto é conversa.E uma grande ferida na imagem internacional daquele Estado de que tantos gostam.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A Líbia não é só Khadafi
Parece que a «questão Khadafi» estará resolvida na Líbia.Mas em termos internacionais e europeus foi um triste processo que não valida seja o que for para o futuro.Tudo foi mal feito, o mandato da ONU uma comédia na sua aplicação, a NATO, na versão pilar europeu, envergonhada do seu próprio papel, os «rebeldes» uma incógnita.De certa maneira é o nasserismo que está a acabar no mundo árabe.Veremos o que nos trazem os novos poderes.Quando o forem.Mas há muita gente a por as mãos no fogo...
domingo, 21 de agosto de 2011
O prolongamento foi fatal
Foi uma excelente final. O Brasil ganhou bem. Portugal merece a medalha da bravura e inteligência de meios.Mas finalista derrotado sofre que se farta.Boa noite.
Prolongamento
Empatados. Lá vamos para o prolongamento. Confesso que adoro a cena dos pénalties. Ou seja, depois dos 90 minutos só devia haver pénalties. Assim ia a horas mais ou menos cristães para a cama...
Empate ao intervalo
Temo que haja prolongamento. E estes brasileiros não parecem cansados. Como eu a esta hora...Gostei de ver o Rui Caçador na equipa técnica.Anda nisto há muitos anos.
A «selecção coragem»
Esta «selecção coragem» de futebol sub-20 tem algo que me agrada. É uma equipa que joga como tal.Poucas ou nenhumas vedetas, nenhum culto da imagem, e uma gestão por resultados extraordinária. Até o portista Ilídio do Vale tem o meu reconhecimento como o anti-treinador narcísico perfeito.Sabe o que tem entre mãos e não promete nada, excepto jogo colectivo e dignidade individual.
A final joga-se daqui a uma hora em Bogotá.Até o João Gonçalves está de vigília.Nessun Dorma.
A final joga-se daqui a uma hora em Bogotá.Até o João Gonçalves está de vigília.Nessun Dorma.
sábado, 20 de agosto de 2011
O PR tem razão
Pena que tenha sido no bling facebook. Mas a rápida reacção de Cavaco Silva à proposta de Merkel e Sarkosy sobre a constitucionalizão dos limites do défice orçamental resgata Portugal de uma crescente e oportunista cultura de colonizados, e é coerente com a realidade económica e financeira.Além de ser corajosa e digna.Não se pode quere rever a constituição por ela ser demasiado programática e depois deformá-la com manifestos de rendição.Já estamos obrigados aos 3% do défice e aos 60% da dívida pelo TUM e pelo Pacto de Estabilidade.O convite à redundância é o maior sinal de impotência da actual liderança europeia
terça-feira, 16 de agosto de 2011
A agave só floresce uma vez
O meu Amigo Eurico Figueiredo é um homem do Douro e das arábias. Depois de ser líder estudantil, e dos que fez tremer a ditadura, depois de ter inovado na prática psiquiátrica na Suíça, depois de ter denunciado no Alentejo as derivas do PREC e de ter sido um deputado com iniciativa e influência até 1999-tanta que não foi reconduzido no cargo!-, criou uma marca de vinho numa quinta perto de Foz Côa- o Solar do Prado-, e não contente com tudo isso lançou-se na escrita de ficção.Primeiro foi o Guerrilheiro Sentimental, agora inicia um ciclo duriense com A Agave Só Floresce Uma Vez.
A agave, fiquei a saber pelo livro, é uma espécie de pita algarvia.Só floresce uma vez e depois morre. Aqui não há novas oportunidades.
A agave, fiquei a saber pelo livro, é uma espécie de pita algarvia.Só floresce uma vez e depois morre. Aqui não há novas oportunidades.
Jorge Silva Melo no nosso bairro
Um dos rituais dos dias de eleições consiste em encontrarmos o foragido do bairro Jorge Silva Melo na Rua da Escola Politécnica.Ele já descreveu a cena melhor do que eu o faria numa das suas magníficas, e perdidas, crónicas do jornal Público. Pois agora, numa subversora entrevista a esse mesmo jornal, JSM anuncia que vem ocupar, com a sua companhia Artistas Unidos, o espaço do Teatro da Politécnica: «Os poderes políticos acharam que era um teatrinho para o Jorge Silva Melo. Agora haverá um teatrinho estilo sepulcro para o Jorge Silva Melo.»
Toda a entrevista é um desassossego pessoal, e um desespero comunitário. De um ponto de vista egoísta fico regalado com esta nova vizinhança do irredento intelectual.Ele fará do «teatrinho» um lugar de cultura viva.
Toda a entrevista é um desassossego pessoal, e um desespero comunitário. De um ponto de vista egoísta fico regalado com esta nova vizinhança do irredento intelectual.Ele fará do «teatrinho» um lugar de cultura viva.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
As touradas na RTP1 estão a acabar?
A comissão que vai iluminar o governo sobre o que seja o «serviço público de televisão» tem gente para todos os gostos.Por mim preferiria uma presidida por Manuel Maria Carrilho- que tem o melhor artigo na imprensa sobre o assunto- que começasse pelo óbvio e poupasse nos prazos.Para ver se temos menos touradas na pantalha.
Daniel Bessa e a TSU
Deixo as páginas de Economia para os domingos e feriados. Por muito efémeros que sejam os saberes económicos presumo que resistam aos dias úteis.Neste fim de semana prolongado gostei especialmente do artigo de Daniel Bessa no suplemento do Expresso sobre a sua mudança de posição no grau de desvalorização fiscal da TSU. Bem sei que o estudo encomendado pelo governo explica muito claramente os prós e contras da medida, e esse também foi um bom serviço à transparência e à racionalidade .Mas é sempre admirável assistir a um ponderado exercício de seriedade intelectual como foi a explicação de Daniel Bessa sobre a sua nova posição no caso da redução da taxa social global em Portugal.Além da ironia do último parágrafo do artigo...
sábado, 13 de agosto de 2011
Equilíbrio instável
O artigo de hoje no CM chama a atenção para os efeitos perversos do neo-liberalismo anglo-saxão a prazo. O desmantelamento da força sindical britânica deu origem à anarquia actual em que a violência gratuita nem reivindicações apresenta.O unilateralismo de Washington levou os EUA para uma guerra de usura lhe faz perder o controlo da globalização, como se nota pela dimensão e notação da dívida.O que a Standard&Poor`s revelou foi a completa privatização da globalização financeira. E abriu caminho para a falência das instituições internacionais de regulação económica mundial.Más notícias portanto.
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