segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Não chegou a ser notícia

A vitória do PP em Espanha não chegou a ser notícia. As sondagens há muito que a anunciavam. Mais uma vez um partido do socialismo democrático imolou-se no altar das medidas adversas e seguiu um guião que não era o seu à partida. Mesmo assim o PSOE não deixa a Espanha em pior situação europeia do que a Grécia da Nova Democracia, ou a Itália de Berlusconi. Ainda por cima sai com a anulação da ETA no seu activo, pouca coisa para néscios. e em votos.
Rajoy já deu o tom do seu mandato: pediu aos mercados meia-hora...

domingo, 20 de novembro de 2011

Uma notícia de hoje e um artigo de 10 de Novembro de 2010

O Correio da Manhã publica este sábado uma notícia na página 29 em que se anuncia que «Portugal poupa 3,5 mil milhões de euros com as novas regras» da Comissão Europeia, agora previstas para cobrir 95% do cofinanciamento comunitário nos programas do QREN. Defendi há mais de um ano, em várias oportunidades públicas, entre as quais num artigo naquele jornal datado de 10 de Novembro de 2010, que esse seria um recurso realista para permitir executar o QREN até 2013, com as verbas disponíveis no orçamento da Comissão e sem obrigar o Estado a endividar-se no mercado nesta fase. Fico satisfeito com a racionalidade da medida que ajuda ao crescimento da economia.

sábado, 19 de novembro de 2011

O «cluster» do futebol

Não me lembro do mágico Porter ter apontado o «cluster» do futebol como um dos mais consistentes pontos de apoio para a excelência em Portugal. E, no entanto, já nos anos noventa que era assim. Quando nos dias de hoje se descobre que entre nós nem dramaturgos há ( e o investimento neste campo é etéreo...) merece relevo a persistência vencedora de uma actividade que move milhões e nos coloca no cimo de qualquer triploAAA. O «cluster do futebol», no Correio da Manhã.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Os governos da Santa Aliança

A uniformização de governos e ideologias a que se assiste na UE talvez só tenha paralelo nos anos restauracionistas da Santa Aliança depois das guerras napoleónicas, com a agravante das intervenções agora serem «sem rosto». A troika substituiu a «A Santíssima Trindade»...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A «bem da nação» e o fim do 5 de Outubro

João Duque ressuscitou o «A bem da Nação» com que a ditadura substituiu a saudação «Saúde e Fraternidade» da I República. O governo dos Álvaros quer eliminar o feriado do 5 de Outubro, o que nem o salazarismo ousou em mais de 40 anos. Percebem o sentido que tudo isto faz? Mete-se pelos olhos dentros.O primeiro a tê-los bem abertos deve ser o Presidente da República. Esta malta vai embalada...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Reconheça-se o papel do futebol

Num país que perdeu o sentido estratégico próprio, que se abandonou ao pensamento e até ao querer de outros em domínios do seu mais imediato e fundamental interesse, a competência demonstrada na equipa de futebol nacional merece ser saudada como um estímulo para desafios mais gerais.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Eduardo Lourenço e a Pátria Utópica

Pátria Utópica, o livro de cinco exilados políticos que regressaram a Portugal depois do 25 de Abril- António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, Valentim Alexandre, e eu próprio- mereceu hoje uma vasta reflexão de Eduardo Lourenço. Só por isso valeu a pena publicar o livro.


Eduardo Lourenço, o nosso maior intelectual vivo, ainda não tem sucessor. Nem se adivinha outro com a mesma capacidade de pensar uma pátria. Mesmo que utópica, mesmo que mítica, mas sempre necessária.

Manifestações

Já se percebeu: as manifestações vão engrossar nas ruas de Portugal. Foram o acontecimento deste fim-de-semana e anunciam resistência à falta de folgas e almofadas. O caso dos militares merece ser tratado com cuidado. Não vejo no governo sabedoria para o efeito. Gostam de levar a eito coisas que não são para brincadeiras de adolescentes políticos.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Igreja não se abstém

A Igreja não se abstém é o tema do meu artigo no CM. Porquê? Porque a «Mensagem Esperança em tempo de crise» é um documento impressionante na denúncia da injustiça social promovida pela crise e pelos «novos senhores sem rosto».Sendo laico não deixo de apreciar que os bispos tenham recordado a «doutrina social da Igreja», nestes tempos de caos neo-liberal. Pena que a CEP se tenha deixado arrastar para a barganha do corte de feriados. Mas sobre os feriados falaremos mais tarde.

Está tudo dito

Este orçamento foi anunciado como o« mais difícil» de sempre, mais coisa menos coisa, em termos da criação de um clima digno da «emergência nacional». Pois o debate na AR esteve longe de esgotar os tempos previstos para elucidação das dificuldades, seus remédios e medicinas alternativas. A presidente encurtou os procedimentos por falta de inscrições e antecipou para o meio-dia a votação da proposta orçamental prevista para a tarde. Está tudo dito sobre o assunto? O dramatismo da situação tornou-a inefável?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tecnicidades

Acabou empatado a zero o jogo entre a atlética Bósnia e o Portugal tecnicista em futebol. O paradoxo residiu na péssima marcação dos cantos pelos artistas nacionais...

Almofadas...

Da discussão do OE fica-me a impressão que haverá redução do IVA para a restauração, mas que é improvável a redução dos sacrifícios para os funcionários públicos e os reformados da CGA. Curiosamente ninguém procura «almofadas» na redução das despesas do poder local. Muito podem os autarcas. Basta reparar na recente cedência do governo aos limites do endividamento das autarquias.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Menos informação no serviço público da RTP?

A constituição do « grupo de trabalho» sobre serviço público de televisão nomeado por este governo pouco ou nada teria a dizer sobre tudo o que já foi dito sobre essa matéria nos últimos 20 anos, pelo menos. Mas havia sempre a hipótese de uma boa sistematização. Mas não. Depois deste tempo todo, e das enormes certezas já manifestadas pelo ministro da tutela, parte do grupo chegou à conclusão que a RTP devia diminuir o espaço dedicado à informação! Logo onde a RTP se deve dedicar em termos de serviço público e dá cartas em termos de audiências! Mais uma gargalhada.

O CDS também se abstém na generalidade?

O silêncio do CDS desde a apresentação da proposta orçamental tem sido ensurdecedor. Ver-se-á no debate parlamentar os argumentos para o voto favorável na especialidade.Na generalidade absteve-se até agora.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Avaliar os 25 anos de adesão

O Professor Eduardo Paz Ferreira mantém uma actividade intensa na ligação da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa às questões actuais das finanças públicas e da sociedade portuguesa. Realiza uma celebração reflexiva sobre os 25 anos da adesão de Portugal à UE nos próximos dias 28, 29 e 30 de Novembro, e já há um site sobre o tema: http://www.25anosdeadesao.eu/
É para visitar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os políticos da ocasião

Em Atenas aponta-se um chefe de governo saido do mundo das organizações financeiras internacionais, ora do FMI, ora um ex-BCE, grego de aparência. Em Roma fala-se de alguém da colheita resguardada nas caves do banco central. Em Portugal ao menos ainda não se fala de ninguém do «perímetro» monetário. Só o ministro das Finanças veio de lá.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Suspender o juízo

A evolução política na Grécia tem dado os seus momentos de glória efémera a muitos comentadores. O pior são os desenvolvimentos de uma situação em plena mudança. O melhor é observar a realidade antes de a explicar.

sábado, 5 de novembro de 2011

Mais política

A UE está a precisar de mais política. Aliás ela desponta aqui e ali. A chanceler Merkel foi à cimeira do euro munida de um mandato imperativo do Bundestag. O primeiro-ministro grego pretendeu levar a referendo nacional os compromissos contraídos nela. É o regresso da política que analiso no
Cabo submarino.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Voto de confiança

Jorge Papandreou ganhou o voto de confiança que os media europeus intoxicados consigo próprios anunciavam incerto. Segue-se um complicado processo de consultas políticas para se formar um governo mais abrangente, esse sim pouco provável, tendo em conta os costumes partidários gregos, onde governo e oposição não brincam aos meninos bem comportados. A seguir por toda a UE.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PÁTRIA UTÓPICA

Já está nas livrarias e recomenda-se.  O grupo de Genebra- António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, Valentim Alexandre e, claro, José Medeiros Ferreira- fala do exílio. Não podia ser mais actual.

Gosto