sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Um boa auditoria ao BPN
Não será demais indagar tudo o que possa eslarecer sobre o maior escândalo financeiro do regime. A auditoria do Tribunal de Contas é um bom método inicial. Mas ficará de fora certamente o mistério do «risco sistémico» apregoado em 2008 que cobriu a nacionalização do banco, assim como o desaparecimento desse risco por 40 milhões de euros em 2011 quando foi vendido com estímulos. No fundo, quanto custou a operação a um povo piegas, e porquê.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Ordem do Dia-Um debate em crescimento
Tenha visto ultimamente com mais atenção o programa de debate da RTP-Informação-ORDEM do DIA-, moderado por Carlos Daniel e com a participação de Joana Amaral Dias, Cristina Azevedo e Paulo Rangel. O programa encontrou uma agenda, um tom, e um ritmo que fazem dele um dos melhores da televisão portuguesa.
Londres regressa acompanhada ao continente
Há três meses os continentalistas apontavam, com aquele contentamento néscio que os caracteriza, o isolamento do Reino Unido no projecto salvífico do próximo tratado sem nome, mas com calendário- a única meta que preenche essas mentes. Agora Londres, com a ajuda do primeiro-ministro italiano, reuniu à volta de um documento para- alternativo ao tratado inter-governamental de Merkel-Sarkosy, um significativo grupo de Estados membros como a Irlanda do resgate doce, a nossa vizinha Espanha das manifestações altaneiras , a latina e ladina Itália, as ortodoxas monetaristas como a Holanda e a Finlândia, as sempre resistentes República Checa e Suécia com as continhas em dia. Este grupo de aliados é mais do que uma testa de ponte política. É quase um cerco. Merkel e Sarkozy deixaram de estar à vontade.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
O marido da mulher de César
O jornal Público noticiou a ida de Orlando Figueira, procurador do caso «BES-Angola», para o banco BIC, uma marca angolana recentemente associada a um bom negócio unilateral com o governo português para a reprivatização do agora menos sistémico BPN. Eu até vejo com bons olhos estratégicos o entrosamento das economias luso-angolanas. Mas fico aterrado com o à vontade com que certas coisas se fazem, sem que se vejam precedentes, clima deletério, incompatibilidade legais ou funcionais, nessas transumâncias entre pastos afins. E considero demasiado desenvolta a resposta da PGR alegando que «ignora oficialmente a informação». Não se deve exigir ao marido da mulher de César menos do que se exige a esta...
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Festejar 70 anos
Ontem completei 70 anos de vida. Preparava-me para uma comemoração em família quando fui conduzido por esta para a Estufa Real, onde me esperava uma multidão de amigos, mobilizada por um quinteto especial deles, Mário Mesquita, Eduardo Paz Ferreira, Cristina Albuquerque, Carmo Figueiredo e Inácia Rezola, por ordem de entrada cronológica no meu percurso de vida. É um quinteto de luxo. Quem o conseguir reunir pode alcançar metas insuspeitadas. Eu só comecei a suspeitar muito tarde porque a Maria Emília encobriu o jogo até eu receber um telefonema do Manuel Sérgio a pedir-me que adiasse a data do jantar para o dia seguinte, pois ele tinha de assistir ao Guimarães- Benfica de má memória... Jorge Sampaio também me telefonou do estrangeiro a dizer que só me podia dar parabéns por aquela via.
Foi para mim uma noite muito emocionante pela qualidade, pela quantidade e pelo clima festivo envolvente. Como não tive as palavras adequadas para responder à generosidade dos oradores- Paz Ferreira, Mário Soares, Ana Mesquita, Eurico Figueiredo, Jaime Gama, Mota Amaral, Joana Amaral Dias,Vasco Cordeiro que também leu uma mensagem de Carlos César, Ramalho Eanes- não fui suficientemente comedido nos agradecimentos como recomenda a cortesia. Embalado pela sala plena de amigos ultrapassei os limites temporais , e talvez não só, na minha resposta ditada pela emoção e pela felicidade. Espero que todos possam ter recuperado da hora extraordinária esta manhã.
Foi para mim uma noite muito emocionante pela qualidade, pela quantidade e pelo clima festivo envolvente. Como não tive as palavras adequadas para responder à generosidade dos oradores- Paz Ferreira, Mário Soares, Ana Mesquita, Eurico Figueiredo, Jaime Gama, Mota Amaral, Joana Amaral Dias,Vasco Cordeiro que também leu uma mensagem de Carlos César, Ramalho Eanes- não fui suficientemente comedido nos agradecimentos como recomenda a cortesia. Embalado pela sala plena de amigos ultrapassei os limites temporais , e talvez não só, na minha resposta ditada pela emoção e pela felicidade. Espero que todos possam ter recuperado da hora extraordinária esta manhã.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Prevejo o caos doméstico amanhã
Prevejo para amanhá o caos doméstico introduzido pelo mau método de decidir do governo sobre a intolerância de ponto na terça-feira de Carnaval.Crianças aos molhos em casa e nas repartições públicas.Autarquias em feriado municipal, etc Chumbo da leviandade mascarada de dureza.Para o ano se verá melhor a situação.
Igrejas Caeiro-Uma voz culta e amiga
Igrejas Caeiro começou por fazer parte do meu universo mítico através da rádio, ouvida com sofreguidão nos Açores de há mais de sessenta anos. Primeiro foram Os Companheiros da Alegria com os diálogos entre a Lélé e o Zequinha, e a popular «nota de quinhentos que não se pode deitar fora», com perguntas que valiam muito mais. Um espectáculo itinerante que chegou ao Teatro de Vila Franca do Campo quando eu tinha dez anos. Depois foi a rubrica radiofónica Perfil de um Artista em que Igrejas Caeiro entrevistava intelectuais, cientistas, personalidades das artes, geralmente progressistas e que eu ouvia ao sabor das oscilações da onda curta.Entretanto corriam histórias, à boca pequena, sobre o sua desassombrada oposição ao ditador Salazar que lhe valera ficar sem emprego na segura EN, e sem programa ao vivo no RCP.
E, com efeito, na campanha eleitoral para as eleições constituintes de 1975 fui companheiro de Igrejas Caeiro na lista de Lisboa do PS, e com ele fiz inúmeras sessões de esclarecimento e acções de rua. em que ele se mostrava um mestre mobilizando as populações mesmo em terras tidas então como muito difíceis como Vila Franca de Xira. Fizemos uma amizade espontânea que perdurou. Igrejas Caeiro, um cidadão, antes dos direitos plenos da cidadania.
E, com efeito, na campanha eleitoral para as eleições constituintes de 1975 fui companheiro de Igrejas Caeiro na lista de Lisboa do PS, e com ele fiz inúmeras sessões de esclarecimento e acções de rua. em que ele se mostrava um mestre mobilizando as populações mesmo em terras tidas então como muito difíceis como Vila Franca de Xira. Fizemos uma amizade espontânea que perdurou. Igrejas Caeiro, um cidadão, antes dos direitos plenos da cidadania.
Como encarar as manifestações?
Em poucos dias tivemos duas políticas comportamentais de titulares de orgãos de soberania perante manifestações. Cavaco Silva, perante os estudantes da artística escola António Arroio fez meia volta volver, cavando ainda mais o nível do seu prestígio. Não ficou bem na fotografia, mas não houve fotografia. Passos Coelho, este domingo, chegou a Gouveia e resolveu mostrar ao PR como enfrentar essas manifestações «à Mário Soares». Mas não é Mário Soares quem quer. As imagens lá estão a testemunhar a falta de persuasão do primeiro-ministro perante a muitidão, resgatado a meio da operação «vejam lá isto em Belém», por um grupo compacto de seguranças, quem sabe se em mobilidade para a presidência da República...
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Filosofia da memória com adjectivos
Mário Soares tem discorrido abundantemente sobre velhos e antigos episódios da sua longa e rica carreira. Disseram-me que num recente programa da RTP1-que não vi- voltou à carga com uma interpretação especulativa sobre as razões do meu pedido de demissão de MNE, em Outubro de 1977, envolvendo também o PR Ramalho Eanes numa concertação de posições que não existiu. Já desmenti essa versão inquinada, por escrito e pessoalmente, junto de Mário Soares.Sem resultado, pelos vistos.
Agora na Figueira da Foz, Mário Soares resolveu dar conta dos termos de uma «discussão gravíssima» e de uma conversa «brutal» que terá tido com José Sócrates para o convencer a recorrer à ajuda externa em Abril do ano passado .Segundo Leonete Botelho no jqornal Público, uma fonte perto da nascente das frases de José Sócrates afirma que este só terá «memórias doces» das conversas com o fundador do PS. Prevejo que nem mesmo assim Mário Soares tomará boa nota do estilo.
Agora na Figueira da Foz, Mário Soares resolveu dar conta dos termos de uma «discussão gravíssima» e de uma conversa «brutal» que terá tido com José Sócrates para o convencer a recorrer à ajuda externa em Abril do ano passado .Segundo Leonete Botelho no jqornal Público, uma fonte perto da nascente das frases de José Sócrates afirma que este só terá «memórias doces» das conversas com o fundador do PS. Prevejo que nem mesmo assim Mário Soares tomará boa nota do estilo.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Sem pontos de apoio
O meu artigo de hoje no Correio da Manhã parte da premissa da falta de pontos de apoio na sociedade portuguesa para esta se reconstruir e transformar. Nem política,nem económica, nem socialmente há forças estruturantes suficientes no montão de destroços à vista. Cavaco Silva dá tiros sucessivos no pé, perdendo vigor institucional, suscitando o gáudio sobretudo no pathos reaccionário da ala dos lusitos do PSD. Há sectores no mundo do trabalho que começam a ser refractários à filosofia do movimento sindical. Os nossos banqueiros, que dominaram o país nos últimos vinte anos, vêem-se agora gregos com as novas exigências europeias, sem crédito visível para dar e receber. Os nossos intelectuais só pedem reconhecimento geral. Estamos entregues às forças cegas do mercado...
Bill Clinton volta com o intervencionismo do Estado
Um perito novo-iorquino de finanças públicas, que participou numa dessas conferências organizada por Paz Ferreira, sintetizou o seu mal-estar perante a dívida externa dos USA não tanto por causa dos seus montantes mas porque as infra-estruturas norte-americanas continuavam obsoletas. E deu o exemplo das redes eléctricas, das redes de água, dos caminhos de ferro, etc. Ora Bill Clinton, no seu novo livro , defende um papel mais intervencionista dos poderes públicos no relançamento do crescimento económico, e propõe uma política de modernização dos portos, aeroportos, redes eléctricas, melhoria das vias rodoviárias, e assim por diante. Bill Clinton é um dos presidentes mais populares na história norte-americana.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Sim, ou não, ao tratado intergovernamental?
Eduardo Paz Ferreira, catedrático de Finanças Públicas, tem vindo a animar a actividade de cidadania da Faculdade de Direito de Lisboa, com uma série de iniciativas tomadas no âmbito dos institutos que dirige, para além de uma presença cada vez mais marcante nos orgãos de comunicação social. Desta vez é o Instituto Europeu daquela Faculdade que organiza uma conferência sobre o futuro tratado intergovernamental.
Está farto do pensamento único? Dirija-se hoje à cidade universitária. Parece impossível, mas é verdade.
Está farto do pensamento único? Dirija-se hoje à cidade universitária. Parece impossível, mas é verdade.
Solidariedade em Portugal para com o Povo Grego
Estava a faltar entre nós um grito de solidariedade para com o desesperado povo grego, em nome de um espírito europeu bem entendido. Portugal não é a Grécia, mas há paralelos que impressionam.Basta recordar que os dois países libertaram-se das respectivas ditaduras no mesmo ano de 1974, e que pediram a adesão à Comunidade Europeia empenhados num projecto democrático para o continente. Essa libertação não foi induzida do exterior como muitas outras depois da queda do muro de Berlim, e do fim da União Soviética.Solidariedade bem entendida pois, a de um grupo de individualidades diverso, a que tive a oportunidade de fazer parte.Sinto-me melhor com a minha consciência de cidadão europeu,num momento em que se pretende enterrar essa cidadania. A Europa dos cidadãos está a ser substituída pela velha Europa das chancelarias.Mau sinal.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A quinta da maioria
Começa a ser um tique desta maioria. Querem despedir quem discorda. Querem expulsar os críticos das profissões e posições que ocupavam antes deste governo chegar ao efémero poder.Um secretário de Estado da Juventude mandou emigrar os professores; o ministro da Defesa sugeriu que os militares descontentes com as medidas do governo saíssem das fileiras, onde construíram geralmente uma carreira de muitos anos com colocações em vários pontos do país, e até fora dele; agora um deputado do CDS, que não conhece outro mundo do que o oferecido pela jota partidária, opinou, sem bom-senso mas com despudor, que os funcionários públicos que não queiram submeter-se às regras de mobilidade que a maioria tem em mente, devem pedir a sua demissão, quem sabe se para dirigirem, em regime gracioso, algum clube desportivo na sua terra. Mas quem é esta gente que pensa que pode por e dispor das pessoas desta maneira? E só vamos em sete meses de folia...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O que se pretende que a Grécia faça?
O conselho de ministro do Eurogrupo, destinada a aprovar o plano de resgate grego, adiou a sua reunião marcada para hoje. Parece que há uns esclarecimentos a exigir por «Bruxelas» ao programa aprovado domingo em Atenas no meio do fogo e da desagregação partidária.Não há coragem no centro da Europa para assumir que se pretende a saída da Grécia da zona euro, e empurra-se para Atenas a responsabilidade da política de outros. Desta vez não há um lord Byron a defender a civilização helénica... A opiniãopublica europeia é bem mais fraca do que há dois séculos. Uma vergonha para tantos recursos humanos «well educated».
PRIVATIZAÇÃO DO AR
PS e o BE queriam conhecer as explicações do ministro dos assuntos parlamentares sobre o caso de alegada censura na RDP, mas PSD e CDS-PP rejeitaram os respectivos requerimentos. O BE queria que Vítor Gaspar fosse à assembleia ser ouvido sobre o processo de reestruturação do BPN, nomeadamente acerca do aumento de capital de 600 milhões de euros (dinheiro público) e os deputados da maioria chumbaram esse agendamento. Alegaram que só o aceitariam no final do processo de privatização, ou seja, quando já não houver nada a fazer.
O PCP apresentou um requerimento potestativo - de carácter obrigatório - para que Passos Coelho prestasse esclarecimentos na Comissão de Assuntos Constitucionais sobre os serviços de informações, matéria que tutela directamente. Mas a Presidente da Assembleia da República torturou a constituição e o regime parlamentar de modo a que o primeiro-ministro não tivesse que prestar contas perante os deputados. Eis o que se passa com esta maioria: funciona acima da lei. Como diz o próprio Miguel Relvas, “não se pode fazer política com coisas tão sérias”. Não, não foram apenas direitos, salários ou pensões que foram cortados. O oxigénio do regime também foi racionado. Bem-vindos à asfixia democrática.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Espírito de empresa
Segui com uma certa atenção o que se foi passando na fábrica Cerâmica de Valadares, uma empresa dirigida por Galvão Lucas, que conheci como deputado do CDS e de quem guardo uma boa recordação da actividade parlamentar. Dos cerca de 400 trabalhadores mobilizou-se uma centena organizada à volta de um sindicato do sector e de uma comissão de trabalhadores da empresa para reivindicar o pagamento de salários em atraso.Várias vezes chegou-se perto de um entendimento com a administração para o pagamento faseado, mas os trabalhadores da fábrica não estiveram de acordo com os seus representantes e mantiveram a luta. Esta noite chegou-se finalmente a uma solução aceite por todos.Seguiram-se declarações dos empregados da Cerâmica Valadares muito favoráveis ao futuro da produção e da empresa.Lembrei-me da função social da empresa, vejam lá...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Treinadores portugueses
Em menos de cinco anos os clubes de futebol da I Liga renderam-se por completo aos treinadores portugueses.Em primeiro lugar, pela capacidade táctica de «lerem», rapidamente, o jogo, algo que escapava a muitos estrangeiros, mais lentos e desconhecedores das características do campeonato nacional, embora mais planificadores a prazo . Em segundo lugar, porque normalmente são bem mais baratos do que os treinadores importados. Tudo isto a propósito da demissão de Domingos Paciência de SCP, contra todas as expectativas. Quem excedeu as minhas expectativas foi o Jorge Jesus que ,após uma época menos conseguida e pontuada por alguns erros, teve a oportunidade de dar a volta este ano, e fabricou uma grande equipa.Quem sempre acreditou nele foi o meu amigo Manuel Sérgio, um dos responsáveis pelo êxito da escola portuguesa de treinadores.
Os partidos gregos assinam com os olhos em Abril
É sempre encantador ouvir um comentário especializado a garantir que «desta vez é que os gregos vão cumprir na íntegra o acordo». Duvido que tenha sido essa a intenção dos partidos em Atenas.Ora, com a votação de ontem, como Atenas a ferreo e fogo, os deputados compraram apenas a manutenção da realização de eleições gerais para o próximo mês de Abril.Só depois se poderão saber as reais prioridades estratégicas do PASOK e da Nova Democracia. Mas em Lisboa não há dúvidas. Foi assim que a banca embarcou na compra vertiginosa de títulos do tesouro grego há uns anitos...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Uma manifestação e peras
Foi muito grande a manifestação da CGTP ontem no Terreiro do Paço. Não consegui contar quantas pessoas estiveram presentes, mas para um bom entendedor meia manifestação daquelas já bastou para obrigar o governo a adiar o corte nos feriados para o próximo ano da graça,(com a ajuda da Igreja, pois claro!), assim como o encosto destes para os fins-de-semana, além de doutrinar sobre uma preciosa casuística anual da tolerância de ponto no Carnaval., quase um pedido de tréguas.
A manifestação revelou um Arménio Carlos mais cuidado no discurso, mais táctico,- separando o PS dos outros partidos da governação e da UGT,- e anunciando a internacionalização europeia da movimentação sindical, um dado futuro a ter em conta.
A manifestação revelou um Arménio Carlos mais cuidado no discurso, mais táctico,- separando o PS dos outros partidos da governação e da UGT,- e anunciando a internacionalização europeia da movimentação sindical, um dado futuro a ter em conta.
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