sábado, 9 de junho de 2012

Cabo Submarino e Pontapé de Canto

Neste sábado publico dois artigos no Correio da Manhã. o habitual Cabo Submarino sobre um ano de Governo Troiko, e o Pontape de Canto, diário nesta fase de grupos do EURO-2012.
No Cabo Submarino proponho que o governo altere as suas prioridades na execução do «Memorando« e passe a dar cumprimento ao fim das «rendas excessivas» e dos termos leoninos das PPP.
 No Pontapé de Canto crítico Humberto Coelho por andar a fazer apelos «corporativos » à «família do futebol», uma família cheia de cumplicidades...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Platini contra o racismo

Só quem nunca esteve num estádio de futebol pode ignorar o racismo latente e explícito durante muitos jogos. Sempre me admirou a passividade das vítimas dessas manifestações. Quantas vezes não se impunha uma atitude drástica imediata contra a multidão ululante. Pois o presidente da UEFA, Michel Platini, acaba de encarregar os árbitros de interromper os jogos quando verificarem actos de racismo. O futebol não é só folclore, também serve para civilizar.

Conferências europeias na Lusófona

As conferências sobre os antecedentes da integração europeia que venho a proferir na Universidade Lusófona estão a revelar-se a minha actividade universitária favorita. Trata-se de um trabalho de investigação que reune muitos elementos inéditos. Ontem tratei das«Propostas Europeias durante a II Guerra Mundial »

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ideologia pura

O comunicado da avaliação da troika detecta, como causa do aumento do desemprego em Portugal, a «rigidez das leis laborais»!Só gente de má-fé pode ter escrito essa barbaridade.Fiquem-se mas é pela análise das exportações...

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pontapé de canto

A partir de hoje, e enquanto durar a presença portuguesa no EURO, volto ao futebol diariamente no Correio da Manhã com o Pontapé de canto que mantenho desde a fase final do Europeu de 2008. O que mudou na FPF?, é a minha pergunta para este início tão pouco entusiasmante da «selecção».

Mega KO técnico

O Prós e Contras de esta noite prendeu-me pela presença de Paula Romão, professora de uma escola do concelho da Maia. Sozinha bateu o governo na questão das «agregações de escolas» ou mega-agrupamentos. Não foi aos pontos.Foi por KO técnico. O país, com a ajuda do catedrático Adelino Costa, ficou ciente da borrada que se prepara no Ministério da Educação, ainda antes deste explodir às mãos da equipa de Nuno Crato...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Chipre, candidato à ratificação...

Chipre , após a Grécia, Irlanda e Portugal, apresenta-se como um próximo candidato ao pedido de resgate à troika, que bem podia já ter sido feito pela Espanha e pela Itália. Ora aí está outro país que vai ratificar o Pacto Orçamental, já a pensar no prolongamento dos empréstimos...

domingo, 3 de junho de 2012

Livraria Culsete,em Setúbal

Ontem foi dia de graça na livraria Culsete em Setúbal.Esta livraria cultural é dirigida  há décadas por um meu antigo professor do Liceu de Ponta Delgada, Manuel Medeiros Pereira. Telefonou-me há cerca de um mês porque queria organizar uma sessão com alguns dos meus livros, nomeadamente os mais pessoais. Imediatamente começou a publicar textos no seu blogue Chapéu e Bengala, e a mobilizar gente interessada.Ontem estava cheia a livraria de gente amiga e de gente desconhecida. Apresentaram generosos escritos, Fátima Pereira, Manuel Medeiros, Onésimo Teotónio de Almeida e Mário Mesquita. Um percurso de vida e pensamento guiado por espíritos benignos. Saí conhecendo-me melhor.

sábado, 2 de junho de 2012

Cabo Submarino

Relvas e o resto, é o título do Cabo Submarino de hoje.
Relvas serviu para tapar a a peneira dos «serviços secretos» durante uns dias. Depois o PSD e Passos Coelho foram resgatá-lo, meio-morto,à AR.Mas o principal problema reside no actual estado de putrefacção dos serviços de informação, e seu sistema de auto-defesa. Está pois na hora de pôr à frente desses serviços personalidades com muito passado democrático, e muitos serviços prestados ao Estado. Exemplos: Barbosa de Melo,Laborinho Lúcio,Vera Jardim...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A selecção da Alemanha na área

Estive a ver o jogo de preparação da Alemanha com Israel. A Alemanha joga o mínimo pelos flancos e um máximo pelo centro do terreno.Mais, entra literalmente pela grande área dentro e marca golos à distância...O melhor é jogar contra a Macedónia...

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Operação Resgate na AR

Passos Coelho foi ontem à AR resgatar Relvas dos «serviços secretos» e os «serviços secretos» de Relvas e de mais umas coisas, como os relatórios sobre o administrador Bairrão da TVI, sobre Pinto Balsemão e o director do Expresso Ricardo Costa. Esta parte está toda por explicar. A não ser que haja mais relatórios sobre mais gente. E «serviços secretos» nem os há...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Pode-se perguntar?

No meio deste descalabro dos serviços de informação pode-se perguntar que fazem os responsáveis por eles, a começar pelo governo? Disfarçam, guardam a defensiva e a opacidade, atacam pela via da contra-informação? Pelos vistos podem escolher, pois ninguém os questiona. Por exemplo, a propósito do extenso SIEDM, houve algum relatório que tivesse alertado, em tempo útil, para o golpe na Guiné-Bissau. ou a desfilada naval mascarou tudo o que Portugal não sabia sobre o assunto? Bem sei que era um questão que dizia respeito ao Estado...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O estado ideal

Marcelo Rebelo de Sousa prevê que o ministro Relvas fique em estado semi-morto depois desta enorme confusão instalada. Admito. Mas o «estado semi-morto» tem ajudado a carreira de muita gente nos governos. Ou como diria o doutor Salazar «Se quiser ir longe faça-se morto».Semi-morto é uma nuance trazida pelo PSD...r

domingo, 27 de maio de 2012

Embaixador Sá Coutinho (1929-2012)

Quando tomei posse como Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Sá Coutinho era embaixador residente em Bissau e também acreditado na República de Cabo-Verde. Há meses que as duas repúblicas haviam enviado cada uma o seu embaixador residente para Lisboa sem que esta reagisse. Depois de se ter reparado a situação, Sá Coutinho ainda se manteve em Bissau algum tempo até ser nomeado, pelo I Governo Constitucional, para abrir a embaixada portuguesa em Luanda. Fê-lo com a maior discrição e eficácia, ajudado com muito profissionalismo e maturidade política por Vasco Valente, então um jovem diplomata no início da carreira.Posso testemunhar o que significava na altura para os diplomatas das Necessidades o exemplo de Sá Coutinho. Guardo dele a imagem de alguém que prestava serviços ao país por dever e convicção. Há poucos anos fui a Caminha onde o encontrei sereno, como sempre.

sábado, 26 de maio de 2012

Treino sem sentido

O jogo Portugal-Macedónia não fez sentido nenhum. Jogámos contra uma equipa sobre-defensiva. Porquê? Para quê? Estamos à espera que a Alemanha apresente algum autocarro Mercedes perante a nossa lentidão-agora acentuada ainda mais no meio campo? A Dinamarca perde as pernas nas cavalgadas? A Holanda acaba por se retraír perante a excelência dos nossos avançados, tão dispersos como um Postiga, um Quaresma, ou mesmo um Nélson Oliveira tão cedo lançado às feras do mercado? Foi um treino conjunto para as duas defesas que saíram imbatíveis da tarde de Leiria? Enfim. Nada disto faz sentido. O Paulo Bento terá de reagir, ou está tramado.E não é por críticos preventivos como eu.

Do império dual

Cabo Submarino trata hoje dos germens de mudança introduzidos pelas eleições francesas e gregas. Uma delas tem a ver com o esgotamento do modelo de império dual que Merkel e Sarkosy tinham esboçado  depois da crise das dívidas soberanas, com resultados práticos nulos. Ora esses impérios só mantêm a sua hegemonia caso prestem serviços úteis aos povos que os rodeiam.Não há hegemonia durável para impérios egoístas e impreparados.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Sol brilha

Na rubrica do sobe e desce do jornal Sol, o ministro Nuno Crato é brindado com um uma nota explicativa sobre a sua« bondosa» reacção referente ao programa desfeito das Novas Oportunidades. A preocupação do jornalista em louvar o ministro chega a ser um caso de estudo para os «livros de estilo».Ora aí está um governante que não precisa de telefonar ao director...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Acto Adicional

O termo vem das revisões da Carta na Monarquia. Mas a iniciativa do grupo parlamentar do PS que aproveitou muito bem a desorientação dogmática da maioria, ao não ter sequer em conta os interesses da sociedade portuguesa, está destinada a ser lida no futuro em reforço das posições de uma UE do crescimento e da coesão. E não tanto da emigração de longa duração...

Passes longos

Paulo está a aburguesar-se nesta final do Europeu.Está mais sensível às conveniências publicitárias, à valoralização de certos jogadores lançados alguns minutos no fim do campeonato exactamente para esse objectivo, e agora no caso de Hugo Viana- uma longa campanha- cedeu. Não são bons sinais. Mantenha a teimosia pessoal, mister.O seu empreendorismo é outro.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A primeira cimeira Hollande

Veremos como corre hoje a primeira cimeira europeia com a participação de François Hollande. Patética foi a fotografia de Rajoy com Merkel num passeio turístico fluvial em Chicago. Estes conservadores ibéricos nem sabem definir uma política de alianças...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Labaredas europeias

Na Grécia, a multidão sai das ruas e vai aos bancos para trazer as poupanças para casa.Para montar mini-casas de câmbio na eventualidade de uma saída da moeda continental? O empreendorismo é tramado!
Na Espanha, o vento sopra em todas as direcções,desde o sistema bancário com nacionalizações encapotadas até às altas taxas de juro para os empréstimos.
A situação está tão fora de controlo que a Itália faz agora figura de aluno exemplar...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Confirmado

Como aqui se previu a França não irá ratificar o tratado orçamental enquanto não houver acordo sobre o futuro tratado sobre o crescimento O novo governo françês acaba de o explicitar através do novo ministro das Finanças Pierre Moscovici. Laurent Fabius, que fez campanha pelo Não ao defunto tratado constitucional, não poderá estar mais de acordo com isso, agora como ministro dos Negócios Estrangeiros.Juro que não tive acesso a «clippings»...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Europa do Futuro

A Europa do Futuro é o título de um excelente artigo do Pró-Reitor  da Universidade Aberta, Professor João Caetano, sobre as questões políticas e jurídicas que se colocam à UE. A ler no ultimo número do Jornal de Letras  dirigida pelo José Carlos Vasconcelos.
Uma frase luminosa e precisa:
«A transferência de soberania pelos Estados foi feita não para a União Europeia mas para os Estados mais poderosos.»

Raios e Coriscos

Hollande, antes de viajar para Berlim, escolheu homenagear Jules Ferry,o governante de III República que decretou a escola pública laica e o ensino primário obrigatório e gratuito.Mas também foi o responsável pela política colonialista da França, na década de 80 do século XIX, em territórios tão diversos como a Tunísia, o Congo-Brazza. a Indochina. Para não haver dúvidas, o novo PRF condenou expressamente a política colonial de Jules Ferry do ponto de vista ético e político. Um político desses não se deixa atemorizar por raios e coriscos...

Hollande em Berlim

A ida a Berlim no dia da posse pode ser discutível, mas François Hollande foi impecável na conferência de imprensa conjunta com Merkel. A França não ratificará o tratado orçamental até à aprovação do tratado para o crescimento europeu.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Obras de Manuel Sérgio lidas por treinadores de top

O filósofo e meu amigo Manuel Sérgio, referência cultural de Mourinho, lança hoje mais um livro intitulado «Crítica da Razão Desportiva», que será apresentado por Vítor Serpa no Palácio Galveias. Por outro lado, a obra Filosofia do Futebol, na qual participo com um simples prefácio, foi agora editada em Espanha, e é leitura de treinadores de top como Pepe Guardiola. Manuel Sérgio prova que o futebol é demasiado importante para...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Paulo Bento na corrida

Há algo de bizarro na primeira convocatória dos seleccionados depois de Paulo Bento ter renovado o contrato com a FPF. Até aqui percebia-se a vontade soberana do selecionador, com os seus preferidos e os seus preteridos. Agora basta ler antes os anúncios da corrida pela selecção, e os suplentes que o FCPorto lança na última jornada...Ninguém tem saudades do Scolari?

Palpites em vez de estudos

O governo detesta ideologicamente programas como o da  NOVAS OPORTUNIDADES que certifica com diplomas as aprendizagens feitas ao longo da vida por adultos. Disse, que certificavam a ignorância e que ia «mandar» fazer estudos. Pois suspendeu a participação de Portugal nos estudos da OCDE sobre a a formação de adultos, depois desta organização internacional insuspeita, ter relevado em relatórios anteriores o contributo positivo do Novas Oportunidades em Portugal! Muito educativo...

sábado, 12 de maio de 2012

Quanto vale o voto?

A campanha dos furiosos com a vitória de François Hollande, e os resultados na Grécia das eleições antecipadas provocadas pela direita da Nova Democracia  desarranjaram as certezas instaladas nos apaniguados da dogmática Merkosy. No meu artigo de hoje no Correio da Manhã, critico as declarações de Durão Barroso em defesa do imobilismo e chamo a atenção para o facto de aqueles que anunciam o regresso dos coronéis a Atenas estão na prática a chamá-los para outros países.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dito agora na AR

Francisco Louçã no debate quinzenal
 Os serviços de informação, como estão, mais do que uma anedota são um perigo
Tem razão, e não é facturante.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Masoquismo

Portugal arrisca-se a apanhar uma multas depois da eventual entrada em vigor do chamado Tratado Orçamental. Não que acredite muito na sua execução nessa matéria, como noutras. Mas agora que o governo está nuzinho diante dos açoitantes faz pena vê-lo sozinho a tremer de frio sem companhia europeia  alguma. Deve ser por puro masoquismo ideológico.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O livro do desassossego

Anda muita gente em desassossego com as declarações de Mário Soares ao jornal I. O que será que incomoda tanta gente? Outras situações em que foram passivos, e só perceberam as coisas mais tarde, e até tarde de mais para a nossa sociedade?

terça-feira, 8 de maio de 2012

Acto Adicional

O secretário-geral do PS voltou a colocar sobre a mesa o projecto de um acto adicional ao infeliz tratado orçamental da dupla derrotada Merkel-Sarkosy. Veremos se o PSD aproveita o ensejo oferecido, e favorável aos objectivos europeus e portugueses, ou se prefere atrasar-se nos cantinhos ideologia passista para «ceder», enfim, às propostas que sobre o crescimento e o emprego virão certamente da zona euro.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A excepção Sarkosy

Há cinco anos só se falava no projecto de Sarkosy de ultrapassar a «excepção francesa» nas políticas internas e externas. Cinco anos depois, o «soberano» fez de Sarkosy uma excepção na história da V República. Não lhe renovou o mandato. Ainda ninguém se referiu a este «detalhe».E no entanto François Hollande deve ter esse dado bem presente como PRF. Os franceses e os europeus querem mais qualquer coisa. Pode não ser uma «excepção». mas terá que ser uma política independente e diferente.

sábado, 5 de maio de 2012

A geografia do escárnio

Entre a ordem estabelecida pelas centrais sindicais no Primeiro de Maio e o caos provocado pela abertura dos pontos de venda da cadeia Pingo Doce, declaro-me no Correio da Manhã do lado da ordem e da reivindicação racional promovida pelo sindicalismo português.A promoção do Pingo Doce foi um desafio ao Dia do Trabalhador, um medir de forças para uma viradeira qualquer, um escárnio para a dignidade de todos. Proponho um mea-culpa dos responsáveis por este acto que nem o presidente do grupo conhecia...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os cornos do serviço público de televisão

A ERC considerou que a exibição de touradas na RTP faz parte das obrigações específicas do serviço público, na medida em que se tratará na douta opinião « de uma parte relevante da tradição regional portuguesa». Lê-se e não se acredita. Uma tradição regional  imposta a todo o país pela televisão pública? A ERC pôs os cornos ao serviço público de televisão. Esperemos que a gestão da compressão de despesas na RTP lave a testada da empresa.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

In Memoriam do meu amigo Fernando Lopes

Por uma dessas coincidências da vida estava no mesmo hospital quando faleceu Fernando Lopes, meu amigo de há cinquenta anos.Encontrámo-nos como dois não-lisboetas que gostavam de Lisboa e sua ilhas de liberdade num Portugal amordaçado. Para o Fernando, o Cinema, para mim as Associações de Estudantes, para os dois o mundo da cultura, da inovação e do convívio entre gente de qualidade. O local de encontro foi o VÁVÁ, esse café mágico dos anos sessenta, no cruzamento das avenidas dos EUA e de Roma onde se teceu a modernidade, e até a post-modernidade, entre estudantes subversivos, artistas rebeldes e publicítários criativos. Lembro-me como se fosse hoje, e especialmente hoje, da nossa partida do café para irmos, em grupo comandado pro essa agregadora chamada Milice Ribeiro dos Santos,  à estreia do Belarmino em 1964. Um literal murro no estômago, com savoir-faire. E, depois, as noites da Lisboa dos cafés e dos restaurantes, desde o Monte Carlo e Monumental, à Ribadouro e ao Gambrinus. Uma amizade tecida entre notícias das novidades culturais e políticas, com muita emulação para agradar ao auditório feminino da emancipação emergente.
O meu exílio interrompeu esse convívio quotidiano por seis anos, durante os quais o Fernando se revelou aquele líder da organização do moderno cinema português que todos reconhecem.Mas o 25 de Abril voltou a reunir-nos de várias maneiras: estivemos juntos em alguns dos bons combates políticos do nosso tempo, e o Fernando produziu das melhores campanhas políticas, como as do General Ramalho Eanes. Sim, porque o Fernando Lopes não foi só um cineasta e um director de programas de referência- foi ele o responsável pela vinda do Sesame Street- e o que deu o selo de qualidade ao Canal 2 do seu melhor tempo. Ele foi sobretudo um cidadão e um homem de cultura inovador, muito à frente do seu tempo e das suas circunstâncias.
Um abraço continuado para a Maria João e filhos.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pingo Doce abre as portas ao terceiro mundo

As imagens televisivas da abertura das portas da rede do Pingo Doce remetem-nos para o regresso ao terceiro mundo como ele já não deve existir nos países emergentes. Um vento de desvario colectivo apoderou-se de uma multidão sufocada pela austeridade e cuja propensão ao consumo nas grandes superfícies fez parte do modelo  de despesa dos últimos vinte anos. O facto de os seus promotores terem escolhido o feriado do Primeiro de Maio deve merecer uma reflexão profunda por parte de um governo impotente e aventureiro. O escárnio não foi lançado só sobre «os mais desfavorecidos». Toda a sociedade portuguesa devia fazer três dias de luto pela dignidade ameaçada.  

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quanto vale um feriado

Parece que a cadeia de super-mercados Pingo Doce abriu as portas no feriado laico do Primeiro de Maio, praticando um desconto de 50% nos seus produtos. Quase um pecado contra o mercado...
Deve ser a este tipo de consequências da política dos feriados nacionais do governo de Santos Pereira,suspensa pela Santa Sé, que Passos Coelho chama de «disputa social»? Ou está a olhar para o outro lado?

O Governo fala para o Primeiro de Maio

Passos Coelho e Vítor Gaspar falaram que se fartaram esta noite para o Primeiro de Maio, naquele estilo descarado de quem continua a fazer promessas à toa. João Proença está vingado.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nem na Suiça os comboios andam a horas...

Fui comemorar o 25 de Abril à Suíça, país que me concedeu oficialmente o estatuto de refugiado político durante os últimos seis anos da ditadura. Não o fiz para estar ausente de quaisquer manifestações em Portugal, porque não vale a pena banalizar a indignação. Fi-lo para rever amigos e perceber melhor por dentro o caso singular da Federação Helvética na Europa turbulenta dos nossos dias. Como se sabe num estado federal alguns serviços públicos são emblemáticos como os correios e os comboios. Tudo bem para os correios, mas nas viagens que fiz de comboio houve sempre atrasos. E não é por falta de relógios, indústria de novo florescente no segmento popular e no segmento de luxo.Por outro lado já ninguém fala na adesão da Federação à União Europeia...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Eleições em França, Grécia, Holanda....

Que mapa político-ideológico sairá das eleições previstas para França, Grécia e Holanda? E qual a responsabilidade do «visto prévio» de Bruxelas na elaboração dos orçamentos nacionais durante o chamado « semestre europeu» na nova instabilidade governamental continental ? E nas bolsas, já agora...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O voto em alta

O voto esteve em alta em França com cerca de 80% de participação eleitoral. É sempre um sinal de esperança na manifestação da vontade democrática na condução do interesse geral dos povos, sobretudo nestes tempos dominados por forças cegas e irracionais.
Nada está resolvido em termos de segunda volta em França e na Europa. Serão 15 dias intensos e decisivos para o futuro da União Europeia.

sábado, 21 de abril de 2012

Quem Pára o Governo?

Quem Pára o Governo?, é o título do meu artigo no Correio da Manhã.

A pergunta, dramática perante as consequências do modo de governar atabalhoado do Executivo, prende-se com a anemia que se apossou do PR, após uma campanha frívola de escárneo e maldizer que o neutralizou na acção institucional ,e ao Tribunal Constitucional que demora a perceber, sob o pretexto de uma falsa «temporalidade»,  que as suspensões dos subsídios de salários e pensões são obviamente ilegais.
 Será ainda a parte sensata da Troika (leia-se o FMI neste momento) que irá colocar um pouco de sensatez nos decisores nacionais e europeus? É o mundo às avessas...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Angola fala em português no Conselho de Segurança

A República Popular de Angola é o Estado que mais tem apoiada a língua portuguesa como língua internacional. Ouso mesmo dizer que o tem feito com maior determinação do que o Brasil, Moçambique, e até alguns governos portugueses. Ainda esta noite o representante de Luanda no Conselho de Segurança leu o seu discurso sobre a situação na Guiné-Bissau num português de lei.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O jogo das previsões

Bruxelas intima a Espanha a alcançar o défice de 3% já em 2013, a actual data fétiche da tecnocracia do Euro. O FMI fez as suas contas e acha impossível que Madrid alcance tal meta antes de...2018. Vai uma aposta sobre quem terá razão?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

PIM PAM PUM

Lembram-se de Paul, o polvo que adivinhava os resultados no Mundial de Futebol 2010? Acertava mais que este governo. Em Junho de 2011, Passos Coelho afirmava: "Faremos tudo para que o regresso aos mercados possa ser ainda mais rápido" do que os dois anos de intervenção externa. A 31 de Janeiro de 2012, o Primeiro-Ministro já dizia que a partir de 2013 Portugal "não precisa de pedir dinheiro para a economia crescer nem o Estado para se financiar". A 29 de Fevereiro, o Ministro das Finanças reafirmou que “não precisaremos nem de mais tempo nem de mais dinheiro”. A 19 de Março, Gaspar declarou que o regresso de Portugal “será a 23 de setembro de 2013”. Só faltava dizer a hora.
Mas a 7 do corrente mês, Passos Coelho disse que Portugal pode não voltar aos mercados em 2013. Nesse mesmo dia, o ministro-Adjunto dos Assuntos Parlamentares, garantiu que Portugal voltará aos mercados em Setembro de 2013. Ontem, o Primeiro-Ministro precisou que Setembro de 2013 «não significa uma data em absoluto» para o regresso aos mercados. É isso mesmo que está a pensar. Não se trata de um lapso mas de um colapso. E é molusco.

Notícias à moda de Bruxelas

Num bem curioso texto, a jornalista do Público Isabel Arriaga e Cunha faz-se eco das possíveis irreversibilidades que a ratificação do tratado orçamental por Portugal- a única até aqui entre os 25 assinantes- induz na vontade de François Hollande de rever esse tratado caso ganhe as eleições presidenciais.Só pergunto: mas quais serão as consequências para o dito tratado se a República Francesa não o ratificar? Em Bruxelas não há prospectiva?

terça-feira, 17 de abril de 2012

A Espanha paga a sua soberania?

Pouco a pouco a dogmática pan-europeia expulsou a noção de soberania nacional da sua esfera de influência. Não há colonizado que não demonstre com a falsa erudição dos semi-sábios a irrelevância do conceito, se não os perigos que transporta, talvez para esconder outros bem mais actuantes nos dias de hoje. Ser «soberanista» tornou-se um anátema no sillabus centralista europeu em curso.
Ora desde que Rajoy ousou chamar a atenção para a reserva de soberania da Espanha na zona euro que a maldição persegue aquele nosso vizinho. Até o simpático- e a prazo irrelevante- Mário Monti quer engrandecer a Itália com críticas levianas, ou encomendadas, a Madrid. Pobres «periféricos» lançados «soberanamente» uns contra os outros...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Arrogância política ou ideológica?

Carlos Zorrinho, nas jornadas parlamentares do PS a decorrer, acusou o governo de «arrogância política». Mas eu pergunto:trata-se de arrogância política, ou antes arrogância ideológica? E como deve um partido socialista combater a arrogância ideológica da nova direita no poder? Só com política mansa?

domingo, 15 de abril de 2012

Falta de produtividade no futebol

Fará algum sentido parar todas as competições profissionais de futebol que envolvem 32 equipas para realizar a final da Taça da Liga com paragem de tesouraria para 3o clubes da mesma Liga? Não se podia jogar essa final a meio da semana, ou num feriado que subsista? Por uma questão de produtividade futebolística...

sábado, 14 de abril de 2012

Cabo Submarino

Hoje no Cabo Submarino analiso o erro da ratificação precoce do » Tratado sobre a Estabilidade,Coordenação e Governação na União Económica e Monetária». O facto de Portugal ter sido o primeiro a ratificá-lo é um exercício despudorado de fraqueza e hipocrisia, além de «cheirar» a frete nas vésperas da eleição presidencial e França.
Este tratado orçamental foi feito para dividir a UE não para a unir.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

TRABALHO LIBERTA

Já nos tinham impingido que a culpa da crise é dos cidadãos “de uma maneira geral” que “vivem acima das suas possibilidades”. Agora, segundo a troika, a culpa do aumento do desemprego é dos próprios trabalhadores que pedem para serem despedidos assim, à maluca. E, segundo o FMI, a culpa do descalabro da economia é dos reformados que, caprichosos, insistem em viver até mais tarde. A troika que, estranhamente, não esperava o aumento do desemprego consequente à austeridade, diz que os trabalhadores preferem ser despedidos mais cedo para escapar a futuras regras mais penosas dos subsídios. Já o FMI sugeriu aos governos que baixem as pensões considerando “o risco da longevidade” e, já que não há maneira da malta morrer, recomendam que a idade de reforma se aproxime da esperança média de vida.
Enfim, acham que num tempo em que encontrar emprego é mais difícil que apanhar água com a peneira, as pessoas perdem o seus postos  voluntariamente e que o melhor é trabalhar até morrer ou sobreviver na miséria. Querem convencer-nos que as pessoas que ainda têm emprego são suicidas e as que já estão reformadas mais valia suicidarem-se. Não se pode acabar com isto?

O país eufemístico

Nem novilíngua, nem admirável mundo novo. É uma velha tática. Quando se dizia: “Quanto mais canhões houver, mais duradoura será a paz”, deveria acrescentar-se, segundo Brecht, “Quanto mais sementes se semearem, menos cereais haverá; quanto mais gado for morto, menos carne teremos; quanto mais neve derreter nos montes, menos água correrá nos rios”. Vai daí, Passos Coelho clama “Empobrecer o país para sair da crise”, Crato afirma que “quanto mais escolas fecharmos, mais cultos seremos” e o país vive um novo acordo de vocabulário.
Adaptações são as exceções aos cortes nos subsídios na TAP ou na CGD. Medidas de racionalização no ensino significa redução do número de docentes. Colaboradores substitui trabalhadores. Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego representa facilitação dos despedimentos, diminuição das indemnizações, dos salários e de dias de férias ou feriados. Se os jovens quiserem fazer as malas, não podemos impedi-los quer dizer emigrem! Insuficiência alimentar traduz fome. Lapso substitui mentira. 2013 é o mesmo que 2015. E, claro: temporário significa permanente. 

you name it

Os opositores ao Acordo Ortográfico defendem a “preservação da língua”. Apesar da natural evolução e do bafio colonial, essa posição transformou o AO, supostamente um uniformizador, num divisor. Pelos vistos, agora, tanto dá escrever pré como pós novas normas ortográficas.
            E eis que chegou aquilo que o governo designa de branding das lojas do cidadão. A estação de metro do Chiado já se designa de PT Bluesation. Daqui a nada o rés-do-chão do Éden de Cassiano Branco pode intitular-se Loja Sonae. Exclamando a mesma marca em todo o país, talvez a nação venha a dar-se pelo nome de Portugal Bimby. Mas esta mercantilização já não parece picar o palato dos oponentes à putativa estatização da língua. Deve ser porque estes anúncios são um eventual contributo para a transparência do regime. O Ministério das Finanças poderá passar a Ministério BES e o Ministério da Economia a Ministério Three Gorges. Isso sim, seria um caso de publicidade não enganosa e, claro, de um português absolutamente rigoroso. 

O Presidente anulado?

Cavaco Silva foi cúmplice do governo na suspensão do recurso às reformas antecipadas integrando-se na política de segredo do governo e promulgando o decreto em data combinada com este. Também deixou de se pronunciar sobre os actos deste, mesmo quando não está de acordo, escaldado com as tontices próprias sobre a reforma pessoal que devia ter suspendido para optar pelo vencimento oficial da sua magistratura. Porém o PR vai ter que assumir em breve responsabilidades decisivas, por exemplo na apreciação das alterações das leis laborais. Não haverá desculpa para a inacção.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Faz algum sentido Portugal ser o primeiro a ratificar?

Portugal não deu qualquer contributo político para o projecto de tratado orçamental, e figura entre os Estados- pacientes candidatos a receber o tratamento de rigor nele previsto de que outros escaparão quando necessário. O calendário da assinatura do tratado teve a ver com a campanha de Sarkosy em França- o verdadeiro apoio dado por Merkel a este amigo especial. A ratificação pioneira e isolada de Portugal em plena campanha presidencial francesa é um atentado ao bom-senso e ao bom gosto nestas matérias

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O ensino pré-OCDE

O regresso do ensino em Portugal aos «bons velhos tempos» da escola de Nuno Crato enquanto menino não está a receber boas classificações no centro de excelência avaliativa da OCDE. Portugal aparece como um dos países com maior taxa de «reprovações», ultrapassando alegremente 30 dos 34 Estados dessa organização-um triste mas afeiçoado record doméstico. A reprovação é uma medida ineficaz e custosa e o ensino deve recentrar-se na aprendizagem e no aluno, defende o relatório em apreciação.O facto das reprovações aumentarem as despesas orçamentais deve motivar o governo a sair da sua postura educativa pré-OCDE...

Ensaio geral

O «método Passos», traçado no post anterior, recebe uma luz translúcida quando se lê a rubrica Charlemagne no último número do The Economist. A seguir os seus conselhos para a saída de um país da zona euro, o governo português já fez o ensaio geral com a armadilha do fim das reformas antecipadas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Corroer o pacto social

Passos Coelho quis explicar em Moçambique o «truque» do secretismo do fim das reformas antecipadas .Mas o nosso primeiro acha que cá em Portugal não se tinha percebido o «voo táctico» do governo desde quinta-feira santa?! O problema não é de esperteza primária. Trata-se de um problema mais sério e profundo de confiança entre as partes do pacto social. Que se está a esboroar. Mas isso o governo só perceberá pelos mercados e não pela política. Aqui em Portugal ou nos trópicos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Campeão em tudo, excepto no futebol

O Benfica acaba de perder com o SCP, e terá de lutar agora pelo 2º lugar na Liga que dá direito à entrada directa na «Champions». Depois de uma época tão prometedora o SLB arrisca-se a ganhar de novo a triste Taça da Liga.
Como prémio de consolação, não se sabe para quem, o Benfica é o campeão em Portugal das audiências televisivas e do número de espectadores nos campos de futebol. E certamente irá vender aqueles jogadores maravilhosos que hoje não acertaram uma, o que irá enriquecer os cofres patrimoniais da Luz. A alegria do adepto benfiquista-esse grande intruso- é que desaparece durante mais uns tempos.

Cabora Bassa e a dívida pública da República Portuguesa

Passos Coelho irá vender hoje, por 40 milhões de euros, informa o Público, os penúltimos 7,5% das acções que a República Portuguesa detém na hidroeléctrica de Cahora Bassa, um dos piores negócios de sempre do Estado. Quando se fizer a sério a história da dívida externa portuguesa desde os anos setenta do século passado no tempo do «Estado Novo», os encargos com essa barragem figurarão em grande destaque e ainda com maior complacência dos nossos Savoranolas das despesas sociais.

domingo, 8 de abril de 2012

Palavras de Nikias

Pedro Mexia, na Atual, cita Tabucchi, que invoca Borges, sobre textos curtos: «Se se pode dizer uma coisa em poucas palavras, para quê dizê-la em muitas?»
Como sabem estou plenamente de acordo. Mas isto não vem a propósito nem dos citados, nem dos meus textos aqui no blogue, mas das palavras de Nikias Skapinakis na inauguração da sua extraordinária Antológica no CCB-Museu Berardo em que se passa em retrospectiva 60 anos de muita pintura e de muita história cultural e social. Disse o cidadão:
«Já que falo em política, actividade que, conjuntamente com o ensino, abandonei há meio século para ser só pintor, lembro-me que, nos anos 50, no decorrer de uma reunião de políticos oposicionistas, mais ou menos desavindos, Jaime Cortesão, deu-me a palavra. Eu, que era o mais novo dos presentes, disse-lhes que se entendessem.» Na altura era o essencial.
A «Grande Antológica» reúne cerca de 260 obras de Nikias (muito trabalham os ociosos) e está aberta até 24 de Junho.

sábado, 7 de abril de 2012

Coisas minhas II

Hoje, sábado, como sempre no CM, a crónica O Cabo Submarino. Sobre o mau caminho que o governo está a seguir. Depois de ter ensaiado a divisão bolorenta entre «governantes e governados», começa a ensaiar o tratamento dos portugueses não como cidadãos de um Estado de Direito mas como súbditos de não se sabe que potência ou organismo multilateral. Este governo de Passos Coelho segue um caminho errado, e ainda por cima toma maus atalhos.

Coisas minhas

Já fui entrevistado na imprensa escrita pelos melhores:Mário Mesquita, Luís Osório, Maria João Avillez, Maria João Seixas, Anabela Mota Ribeiro. Por esta voltei agora a ser entrevistado para o Jornal de Negócios deste fim de semana, jornal que lhe deu realce. Tenho tido muito eco do que lá disse. As fotografias de Miguel Baltazar também ajudam...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Regresso à Prova das Nove da TVI-24

Regresso hoje ao programa moderado por Constança Cunha e Sá que conta com a participação conhecida de Pedro Santana Lopes, Fernando Rosas e Francisco Assis numa base de alternância de periodicidade quinzenal com este último, o que muito me agrada.

Peter Weiss é que é livre em Bruxelas

Onde parece reinar a mais completa liberdade de opinião sobre os mais graves assuntos internos dos Estados-membros é no interior da Comissão Europeia. Desde Gunther Oettinger a esta fino funcionário da direcção-geral dos Assuntos Económicos e Monetários, Peter Weiss, todos opinam sobre os remédios que gostariam de administrar aos países do sul, mesmo que sejam do oeste. O burocrata nem conhece os rudimentos constitucionais de Portugal e anulou para a eternidade o método de dividir por 14 mensalidades os vencimentos anuais da função pública, destapando os eufemismos púdicos que ainda cobrem o corpinho não-distributivo do governo de Passos Coelho. Esses membros da Comissão Europeia devem fazer essas declarações destemperadas para chamar a atenção do seu presidente de nacionalidade portuguesa...

Com Isabel Moreira

Não se percebe a «advertência» que o líder da bancada do PS ficou encarregado de fazer à deputada Isabel Moreira que votou contra a generalidade da proposta de revisão das leis laborais, pacote espúrio, e inconstitucional, - onde até se trata de uma matéria identitária da comunidade nacional como a eliminação de feriados! Acontece que se há matéria em que a liberdade de voto faz sentido, consignada nos estatutos e no regulamento parlamentar do PS- figura que muito honra esse partido - são os dispositivos insertos num código laboral tão volátil e oscilante nas diversas conjunturas. Andou mal a direcção da bancada parlamentar do PS, logo no dia seguinte à aprovação dos estatutos que consagraram « o princípio da liberdade de voto dos deputados», em diplomas como aquele em apreço.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Multas para o desemprego excessivo na UE

O desemprego atingiu os 10% de média nos países da UE. Portugal contribuiu com 15%, uma taxa desconhecida entre nós.
Apetece propor que o Tratado Compacto, a ratificar pelos parlamentos, só o seja depois de se juntar às multas por «défices excessivos» as multas por «desemprego excessivo».Digamos tudo que ultrapasse os 5%.Poupava-se a Alemanha e ainda se robustecia o orçamento comunitário...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Brincar aos comboios

A bitola europeia sempre foi a grande ausente das negociações portuguesas sobre os caminhos de ferro internacionais. Teria sido precisa muita pressão da Comissão de Bruxelas para influenciar Madrid e Paris numa concertação de fundos e calendários sobre a matéria quando as redes de transporte de alta velocidade receberam prioridade nas perspectivas financeiras do orçamento comunitário. Mas «inventar» com todas as peças uma linha de alta velocidade de bitola europeia na península ibérica ainda não tinha ocorrido a nenhum decisor com a importância de um primeiro-ministro. Passos Coelho brincou aos comboios de alta velocidade com aquela »coragem» das crianças entretidas...

sábado, 31 de março de 2012

Reformas estruturais nos partidos

No Correio da Manhã passo em revista a Semana dos Partidos. O PSD encheu a boca com a «coragem política» típica do início dos mandatos governamentais e evitou erguer a lucidez a critério da governação.Mesmo essa reclamada «coragem», até aqui só aplicada contra os mais fracos, precisa de ser aferida quando se tratar de seguir a troika no combate às «rendas excessivas» de certas empresas, e de renegociar com tino, e sentido do bem-comum, muitas das PPP.
Quanto ao PS, algumas das alterações aos estatutos, que cito no artigo, vão no sentido de abrir o partido à sociedade e à cidadania, o que é positivo. O pior foi ter calhado na semana em que a direcção da bancada parlamentar decidiu a disciplina de voto adventícia e injustificável na votação do pacote laboral...Quem pode assim tanto pode assim tanto dentro do PS estando fora?

sexta-feira, 30 de março de 2012

Aqui ao lado, mas diferente

Dia de greve geral em Espanha contra «o pacote laboral». Centenas de milhares nas ruas de Madrid e Barcelona. Aqui houve «distúrbios» a sério. Pudera, as comunidades autonómicas espanholas estão na linha da frente dos cortes orçamentais. O monetarismo invade a boa organização da sociedade política que permitiu 35 anos de democracia e paz social em Espanha. Há países que permitem que se brinque com eles. Outros a História diz-nos que não são para brincadeiras.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pepinos e competitividade

Os primatas não gostam de desigualdade, informa-nos uma equipa de cientistas que lidou com macacos sem feriados, alimentados desigualmente com rodelas de pepino perante as mesmas tarefas desempenhadas. Parece que esses primatas se revoltaram contra os tratadores-cientistas, livres de qualquer preconceito. Por exemplo, não seria mau saber o nome dos verdadeiros autores das novas leis laborais. Não falo só dos que a vão votar, mas dos que a conceberam.Ao menos os cientistas deram a cara...

Prolongar o congresso do PSD

Passos Coelho anda a prolongar o congresso do PSD o mais que pode. Parece que gostou..

terça-feira, 27 de março de 2012

A noite mundial do Teatro

Antecipei-me à UNESCO e fui sábado 24 terminar a minha celebração privada do cinquentenário da probição do Dia do Estudante ao teatro Dona Maria ver a peça de Georg Buchner, A Morte de Danton, encenada pelo Jorge Silva Melo.Danton, um dos meus revolucionários moderados de referência.
E a peça? Cite-se JSM:
«Peça desequilibrada, insólita, premonitória, desarrumada, desalinhada, em que às cenas de multidão se sucedem as insónias mais íntimas, em que a história é vista como um pesadelo nocturno(...)Tenho-me encontrado sistematicamente com os primeiros textos daqueles que ainda não encontraram o equilíbrio formal, que ainda sagram. E A Morte de Danton é isso: as convulsões da História vistas por um rapaz perplexo, aflito, inseguro perante a morte.»

Melhor do que muitos gráficos

Excelente artigo de Paulo Morais hoje no Correio da Manhã sobre o poço sem fundo da PPP na Ponte Vasco da Gama. Com os dados que apresenta também eu sou favorável à expropriação da ponte devolvendo aos privados o que lá investiram.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A Itália desde a unificação que não quer ser a Espanha

Mário Monti, que até tem sido uma surpresa positiva, resolveu sermonear o governo espanhol por causa dos défices orçamentais, um abuso que lhe advém de ter sido comissário europeu, e não fazer ideia se alguma vez terá de disputar eleições. Esperemos que tenha sido um erro pessoal, e não um daqueles recados de políticos satélites. Era o que nos faltava este novo campeonato das diferenças entre a Itália e a Espanha. Todos diferentes, sim, mas todos mal. Querida Europa dos recados e das pressões.

Antonio Tabucchi 1943-2012

A minha amizade por Antonio Tabucchi foi desencadeada por termos netas que se conheceram no jardim de infância, há uns cinco anos. Depois, uma amiga comum convidou-nos a jantar. Rapidamente começámos a trocar ideias e livros. Um certo gosto por personagens inquietantes - reais ou ficcionais- ajudou a alimentar esse intercâmbio e uma tardo- amizade que tinha a envolvente do entendimento mútuo com a Maria José e a Maria Emília. Abruptamente veio a notícia de uma doença traiçoeira. Seguimos de perto essa evolução. Quando nos cruzávamos com a Maria José, ou com a filha Teresa- e até com a neta- percebíamos pelos seus olhares a emoção dos dias contados.
Antonio Tabucchi era um intelectual cosmopolita e «engagé» que não amava a humanidade em abstracto, mas causa a causa., país a país. Perdi um amigo e um interlocutor.

domingo, 25 de março de 2012

O bocejo analítico

O congresso do PSD obrigou os enviados especiais e os comentadores a ciclópicos trabalhos de detalhe. Mas o que ressaltou cá para fora um longo bocejo de dois dias sem nada para dizer. Um não-acontecimento monumental...

50 anos depois a RTP1 volta a silenciar O Dia do Estudante

O cinquentenário da crise estudantil desencadeada em 24 de Março de 1962 até teve bastante eco na imprensa escrita. Assim de repente, a revista Visão, a Única do Expresso, a Domingo do Correio da Manhã, o Jornal de Negócios deste fim de semana , o DN e o jornal I de sábado, trouxeram reportagens, entrevistas, enquadramentos históricos e actuais da problemática. No dia 23 a SIC generalista emitiu uma reportagem no seu principal jornal da noite. Mas a RTP1 repetiu a censura aos acontecimentos de há 50 anos...

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Terminal do TGV

As negociações bilaterais entre a Espanha e Portugal para a implementação do TGV ibérico foram mal concebidas desde o seu início, pois haveria de acautelar, entre muitos outros aspectos, uma harmonização com os trajectos e os calendários da extensão da Alta Velocidade ao coração da Europa, incluindo pelo menos mais um país como a França, e assim captando mais fundos comunitários e outros para estas redes de transportes. Depois foram os ypsilons domésticos no governo de Durão Barroso, e as obras apressadas no tempo de Sócrates, para tudo acabar agora no governo Passos Coelho no terminal do Tribunal de Contas...
Mais fundos que ficam retidos no orçamento comunitário.

O voluntarismo de Arménio Carlos

A greve de ontem foi mais um sinal de voluntarismo de Arménio Carlos nestes primeiros tempos de S-G da CGTP do que filha de uma táctica articulada com a capacidade de resistir às modificações que se anunciam nas leis laborais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Debate pobre no Parlamento Europeu

Strauss-Kahn viu-se obrigado a anular a sua presença no PE em Bruxelas
numa conferência sobre as lições da crise financeira internacional,em que participaria conjuntamente com Jean-Claude Trichet e Jean-Claude Junker. Seria o único a participar que não se chamaria Jean-Claude, e alguém que tem ideias próprias, e positivas, sobre o tema em questão. Embora sem nenhuma condenação judicial, a sua imagem de «predador sexual» está a levá-lo ao silêncio nas questões onde ele é bom, mesmo indispensável.Uma deputada socialista belga acusa-o de «misturar política com sexo ao longo da sua carreira» e teme que ele «queira refazer a sua virgindade» no Parlamento Europeu, imaginem!
O PE, conjuntamente com a Comissão, são os dois órgãos da UE mais desvalorizados na presente crise, impotentes para cumprirem o que os cidadãos devem esperar deles.
O debate ficará mais pobre sem DSK. O que os Jean-Claudes deviam fazer era retirarem-se também do evento, por falta de pluralismo que mais não fosse.

terça-feira, 20 de março de 2012

Notícias do cinquentenário

No próximo sábado comemora-se os cinquenta anos da proibição do Dia do Estudante que marcou a ruptura entre a Universidade e o regime salazarista. Joana Lopes tem vindo a dar notícias do evento no seu magnífico blogue.
Entre-as-brumas da memória. A consultar.

Responsabilidades morais

O atentado anti-semita junto a uma escola de crianças de Toulouse tem o seu autor material a monte.A mesma arma que matou e feriu essas crianças já tinha sido utilizada para matar cinco soldados franceses de origem africana na mesma cidade dias antes. São episódios mais do que condenáveis que têm o seu contexto na campanha presidencial em curso com dois candidatos a «pescarem» no eleitorado racista e anti-imigração como Marine le Pen, e, pasme-se,Nicolau Sarkozy cuja família húngara emigrou para França em tempo oportuno.
Acresce que se comemora no exacto período eleitoral o cinquentenário dos Acordos de Évian que deram a independência à Argélia, um assunto «refoulé» que vem sempre ao de cima nessas datas comemorativas. Tudo razões para os candidatos terem em conta, caso não queiram arcar com as responsabilidades morais e políticas de actos criminosos como os mencionados.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Um renascimento para a Europa?

François Hollande do PSF, Sigmar Gabriel do SPD, e Luigi Bersani do Partido Democrático italiano , firmaram um pacto para reconstruir a ideia de Europa e dar luta à santa aliança de direita que encaminha a UE para a ruína e o abismo.Num comício em Paris, com a presença desses líderes de esquerda, foram feitas propostas para levar a UE a uma espécie de renascimento baseado numa coordenação de esforços no sentido de fazer avançar as reformas no BCE, de fazer regressar a solidariedade e a coesão entre os Estados-membros, e de procurar novas fontes de financiamento do orçamento comunitário. Nos próximos 18 meses esses três partidos podem estar à frente do destino de três países que constituem quase metade do PIB europeu e que somam 200 milhões de habitantes. O clube socialista declarou-se aberto a outros partidos, e já contará com o apoio dos espanhóis e dos belgas.Estaremos perante o fim de uma falta de comparência inexplicável?

domingo, 18 de março de 2012

O «Grupo de Genebra» reúne em Ponta Delgada...

Continua a festa com o Pátria Utópica- o livro sobre o exílio e o regresso do «Grupo de Genebra».Sexta-feira houve lançamento em Ponta Delgada com a presença de três dos cinco co-autores: António Barreto, Eurico Figueiredo e eu próprio. Como escreveu o jornal Açoriano Oriental «Grupo de Genebra reúne em Ponta Delgada». Foi uma jornada muito especial para mim que contou ainda com a apresentação excelente e sugestiva de Mário Mesquita e de Pilar Damião, professora da Universidade dos Açores. A sala do cinema Solmar estava cheia e amiga O evento foi organizado com mão de mestre pelo casal Helena e José Carlos Frias, verdadeiros produtores culturais da sociedade civil que animam o blogue Livraria Solmar.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Caminho Aberto

António Costa lança hoje o seu livro «Caminho Aberto», um belo título para um homem público que está a meio da sua actividade política. A obra refere-se em concreto à acção dos primeiros vinte anos, mas o que se espera de Antóno Costa é a capacidade de impulsionar a reforma da esquerda democrática nos próximos anos, mais do que continuar a dar os passos certos num caminho estreito.

Um erro evitado a tempo

Ontem o Diário de Notícias afirmava que «Olli Rehn exclui CGTP de reunião»E informava-se que, segundo o CES, o comissário europeu «decidiu encontrar-se apenas com os sindicatos e confederações patronais que assinaram o Acordo Tripartido». Guardei a notícia em carteira para a comentar no fim da visita. Porém acabo de ouvir que afinal Olli Rehn manterá o costume de receber os dirigentes da maior central sindical. Fez bem o comissário, falou mal Silva Penedos, precipitou-se Arménio Carlos ao resumir o que pretende dizer amanhá. Não cair em provocações requer treino. Talvez o comissário queira mesmo perceber o que se passa em Portugal.

terça-feira, 13 de março de 2012

A virtuosa Holanda prestes a cair em pecado

A virtude já não pode contar com a Holanda como outrora.O país vai provavelmente ultrapassar os 4% do défice orçamental este ano em que se assinou o tratado da intolerância zero aos deficitários. Veremos os argumentos para Haia evitar a multazinha.Pode servir de precedente depois de 2015...

Espanha convence o Eurogrupo

O governo espanhol estabeleceu unilateralmente a nova meta de 5,8 do défice para este ano em vez da anterior estimativa de 4,4%, e convenceu o Eurogrupo a oficializar o quantitativo. A isto se chama saber defender os interesses nacionais- e europeus- e travar o abuso dos poderes tecnocráticos centralizadores . Até Portugal será beneficiado por essa maior flexibilidade do orçamento espanhol.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Prefácio e Posfácio

Sobre o prefácio de Cavaco Silva está tudo dito e redito. O presidente ajustou umas contas que já estavam saldadas pelos acontecimentos e por aí o prefácio era dispensável. Mas se o prefácio apontar para o anúncio de um posfácio das relações com o governo de Passos Coelho será bom que este se acautele...

sábado, 10 de março de 2012

Às 23 h na SICN

Faço hoje a minha reaparição na televisão, após um interregno forçado, e logo no programa de entrevistas de António José Teixeira- Portugal 2012. Espero que apreciem. É a minha maneira de dizer que estou convosco ao serão.
Segunda-feira repete às 13H.

Que nota leva um árbitro que deixa um jogo atrasar-se 7 minutos em 45?

Pedro Emanuel tem responsabilidades no prolongamento de uns 4 minutos do jogo entre o Porto e a Académica na 2ª parte. Mas onde foi o foi o árbitro buscar um prolongamento de sete minutos em 45? Não há penalizações para esse laxismo durante o desenrolar de uma partida?Proponho que sempre que uma equipa de arbitragem permita uma queima de tempo desta grandeza seja chamada à pedra pela comissão de arbitragem.

O erro de Passos

No Cabo Submarino trato do erro de Passos Coelho em ter atribuído a Vítor Gaspar a supervisão da «Comissão Interministerial de Orientação Estratégica para a Gestão de Fundos Comunitários».Os fundos serão a única alavanca para o crescimento do PIB em Portugal nos próximos dois anos. A coincidência no mesmo ministro monetarista de duas metas diferenciadas- a do equilíbrio orçamental e a do crescimento económico- vai matar a necessária tensão entre propósitos da governação do país. A gestão dessa ponderação caberia a um verdeiro primeiro-ministro.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Feriados« teológicos»

Sempre me surpreendeu a disponibilidade da Conferência Episcopal Portuguesa em eliminar, por sua iniciativa, dois feriados, que foram encarados como «concordatários«.Tratou-se de uma posição da CEP sem referências teológicas próprias e apenas contratual. As hipótese oscilaram entre o feriado do Corpo de Deus, e alguns mais próximos do «culto mariano» como o da Imaculada Conceição ou o 15 de Agosto. Na história do catolicismo romano essas datas estiveram carregadas de lutas teológicas contra o protestantismo e outras religiões. Agora o representante da Santa Sé veio afirmar que o fim do feriado da Assunção da Virgem Maria (15 de Agosto) não está garantido, e que admite um adiamento da questão dos feriados para o ano de 2013. Isto fia mais fino para os lados de Roma. O governo e a CEP vão ter de esperar...

A Grécia vai à frente

Atenas conseguiu levar por diante a negociação da redução volumosa dos valores da sua dívida com os credores privados, uma proposta de Merkel que Sarkozy não aceitava.Os gregos ganham assim imediatamente nesse tabuleiro do «mercado», finalmente convencido da bondade da solução. E também conseguem ter acesso a um novo plano de resgate.Mas há quem continue a pensar que Atenas não serve de referência

quinta-feira, 8 de março de 2012

Carnaval no alto da ponte

O governo é muito teso a decidir para o telejornal, e sobre o joelho. Resolveu alterar unilateralmente o acordo passado com a Lusoponte sobre as portagens em Agosto. Não leu o acordo, nem antes nem depois. Pagou a indemnização à Lusoponte. Os automobilistas pagaram as portagens e perderam tempo nas filas.A receita perdeu-se nalgum cantinho das contas vagas das companhias majestáticas. Que importa isso ao governo sempre tolerante com as suas trapalhadas?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um jogo que me correu bem

Boa resposta do SLB às aves de mau agoiro. Bom jogo, melhor passagem aos quartos de final. Dois golos de jogadores que afeiçoo: Maxi Pereira, representante do amor à camisola, e Nélson Oliveira. Nelson Oliveira, um misto de José Águas e José Augusto, que aparece como o sucessor português de Nuno Gomes no Benfica e na Selecção.Não foi por acaso que jogou contra a Polónia com o número 21 na camisola...

Gosto