sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
De São Mamede a Santo António
A freguesia de São Mamede em Lisboa, onde moro há mais de 35 anos, foi «jumelada» com mais umas três divididas pela Avenida da Liberdade, e passa a chamar-se- para ciúme das demais?- de Santo António. Não sei se chore se ria, mas o que não tenciono é mudar de BI vitalício(coisas da idade) só para oficializar o pseudónimo...Quero é saber onde será a sede da futura Junta de Freguesia, e onde irei votar nas próximas eleições. Não me façam ir votar de ambulância, ou de táxi, quando antes ia a pé...Isto sem governador civil vai ser bonito aqui e mais além.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Avaliar o FMI
O Jornal de Negócios relata que a Rádio Renascença recebeu uma nota dos serviços do FMI, esclarecendo os distraídos que, como é óbvio, cabe ao povo português decidir sobre o papel do Estado e que cabe às autoridades nacionais decidir sobre o destino a dar ao relatório, informando ainda que o governo de Passos Coelho contribuiu com comentários para a versão final do relatório encomendado. Até o FMI é mais transparente do que este governo, porque ao fim e ao cabo ele também está em avaliação.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Líbia, Mali...
Quando a França perdeu peso na Europa de Bismark virou-se para a expansão colonial. Desde que Merkel guia a zona euro, Paris mostra-se particularmente activa nas questões da Líbia, da Síria, do Mali...Ao mesmo tempo prima pela falta de comparência na política europeia deixando a Alemanha sozinha a acabar o que começou. Até quando?
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Os juros do resgate
A República da Irlanda financiou-se por estes dias «nos mercados» a taxas inferiores às oferecidas pela troika àquele país. Eis um dado a ter em conta, caso a tendência se mantenha, e alastre aos outros países sob «assistência» como tudo parece indicar...
sábado, 12 de janeiro de 2013
A Aliança Passos-técnicos do FMI
Passos não sabe como lançar, com efeitos úteis, o magno tema da reforma dos serviços do Estado.A aliança com os técnicos do FMI foi desfeita com a fuga de informação de um relatório qualquer.No artigo a Aliança Passos-FMI, lamento que ministros como Paulo Portas, Aguiar-Branco e Miguel Macedo não se tenham recusado ao exercício nas suas áreas. Este governo não tem condições para tal tipo de reformas, e a execução de um tal guia para a acção irá cavar divisões no interior do governo e entre os partidos da coligação. É só esperar, mas não sentado.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Afastar este governo
Este governo deve ser afastado antes que seja tarde. Estou a dirigir-me aos partidos da coligação.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Avaliar a troika
Uma das boas iniciativas do Professor Paz Ferreira foi ter organizado em devido tempo um colóquio na reitoria da Universidade de Lisboa para «Avaliar a troika». Só a ideia vale ouro e deve merecer repetição a nível nacional e, sobretudo, internacional. Lá chegaremos.
Conversa na Almedina do Saldanha
Por iniciativa do meu amigo Eduardo Paz Ferreira, presidente do Instituto de Estudos Europeus da Universidade de Direito de Lisboa, estive esta noite na Livraria Almedina, numa longa conversa sobre o facto de não haver, desta vez, um novo mapa-cor-de-rosa para onde nos possamos evadir.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Os pedidos de fiscalização constitucional do OE
Desdoram-se os pedidos de fiscalização sucessiva do OE. Depois do PR veio o grupo parlamentar do PS levantar a questão, reforçando com argumentos substânciais a dúvida honesta sobre os 3 artigos anunciados por Belém . Seguiram-se os outros partidos, das regiões autónomas inclusive, e agora do Provedor de Justiça. Ainda podem aparecer mais. Em princípio a maioria na AR, e o Governo, contestarão os pedidos de impugnação, com argumentos jurídicos de preferência, no prazo de 30 dias. Depois o TC dirá de sua justiça. A isso se chama « o regular funcionamento das instituições democrátias». Queixam-se de quê?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Fora do caderno eleitoral voto no Mourinho
Assisti à atribuição dos prémios da FIFA para os melhores e as melhores do ano 2012. Sem direito a voto concordei com o Messi no esplendor das suas características únicas de jogador de equipa, um miúdo de 25 anos que não chega ao metro e setenta e marca mais de 80 golos sem ser egoísta e ainda menos é um ponta de lança à medida dos defesas centrais... Sobre o melhor treinador acho que o Del Bosque merecia o prémio «carreira», mas Mourinho merecia repetir o título de melhor treinador do mundo. Quando ele sair do Real Madrid vão ver a diferença...
sábado, 5 de janeiro de 2013
A Constituição defende os portugueses
Como não podia deixar de ser a Mensagem pensada do PR ocupa o meu artigo semanal no Correio da Manhã. A Mensagem de Cavaco Silva- sem dúvida a sua melhor peça política desde que é Presidente - tanto interpela o governo como os nossos parceiros internacionais que defendem e impõem um modelo sem saída para o crescimento. Mesmo quando envia os três artigos para a fiscalização da constitucionalidade ele está a avisar que as negociações com a troika têm de se conformar com a Constituição. Se governar fosse não não fazer caso do Estado de Direito os pretendentes a tirano seriam mais do que os filiados em partidos...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Sucessivamente...
Como era previsível o PR enviou o Orçamento de 2013 para a apreciação sucessiva do Tribunal Constitucional. Nem o podia ter deixado de o fazer desde que o ano passado deixou passar sem reparo o de 2012 que se revelou inconstitucional em certos pontos graça à iniciativa de vários deputados que honraram assim os seus deveres para com os cidadãos e que voltaram a anunciar que o fariam também para o de 2013, perante o à-vontade do governo com a lei fundamental.
A grande novidade foi o PR tê-lo feito num discurso de Ano Novo crítico em relação a este governo. E isso terá sucessivas consequências ...
A grande novidade foi o PR tê-lo feito num discurso de Ano Novo crítico em relação a este governo. E isso terá sucessivas consequências ...
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Eu e o Facebook
Acordei com o e-mail cheio de «pedidos de amizade» para o Facebook. Muitos desses e-mails são de amigos, ou de gente que considero e de quem gosto. Mas gostava de dizer a todos que sou um facebooker não-praticante. Não levem a mal que vos não responda por essa via.
Marques Júnior- O bravo sensato
Primeiro a notícia do grave acidente vascular cerebral e o estado de coma. Dias depois a chegada do falecimento de António Marques Júnior, oficial do Exército, militar de Abril, deputado da nação, um cidadão de corpo inteiro. Nestes últimos dias estive com o pensamento nele, revendo o homem, o seu carácter, a sua acção. Conheci-o nos idos da génese do regime democrático, e depois na fundação do Partido Renovador Democrático. Acabada a experiência do PRD - onde nem sempre coincidimos - voltámo-nos a encontrar no PS - onde foram mais as coincidências do que as divergências. Homem de fortes convicções era um bravo sensato, um patriota sereno, a quem todas as missões podiam ser confiadas. E um camarada, mesmo quando já não há camaradas, e agora ainda menos.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Os jornais vão-me fazer muita falta
Acaba de ser publicado o último número em papel da revista Newsweek.
O Le Monde noticiava ontem que mil postos de venda de jornais foram suprimidos em França nos últimos tempos. Por cá no dia de Natal e no primeiro de Janeiro há jornais que não se publicam e quiosques que não abrem. Voltamos aos ardinas, ou a imprensa escrita está mesmo a chegar ao fim? A falta que sinto de jornais e do tempo que me fazem perder!
O Le Monde noticiava ontem que mil postos de venda de jornais foram suprimidos em França nos últimos tempos. Por cá no dia de Natal e no primeiro de Janeiro há jornais que não se publicam e quiosques que não abrem. Voltamos aos ardinas, ou a imprensa escrita está mesmo a chegar ao fim? A falta que sinto de jornais e do tempo que me fazem perder!
domingo, 30 de dezembro de 2012
O Povo e os falsos profetas
É da Bíblia. Quando um povo está em cativeiro aparecem os profetas. Uns são falsos, os outros não se sabe. Maquiavel, um espírito laico, preferiu separá-los entre os armados e os desarmados, não augurando nada de bom a estes últimos.
Quanto ao povo, já Rousseau confessou não saber exactamente o que faz com que um povo seja efectivamente um povo, embora tivesse a certeza de que é nele que reside a origem da soberania. Não sei se se deixaria guiar pelo que escrevi este fim - de- semana no Correio da Manhã sobre estes temas, mas que o povo voltou a aparecer ao governo no ano de 2012, lá isso voltou.
Quanto ao povo, já Rousseau confessou não saber exactamente o que faz com que um povo seja efectivamente um povo, embora tivesse a certeza de que é nele que reside a origem da soberania. Não sei se se deixaria guiar pelo que escrevi este fim - de- semana no Correio da Manhã sobre estes temas, mas que o povo voltou a aparecer ao governo no ano de 2012, lá isso voltou.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Crescem os mortos e os desempregados...
No ano de 2012 houve mais mortes do que nascimentos em Portugal. É um défice alarmante pior do que os défices excessivos que preocupam os econometristas. A não ser que seja uma forma de diminuir os desempregados no futuro...
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
O meu amigo Mário Borges
Conheci o arquitecto portuense Mário Borges em Genebra em 1968. Exilado no princípio dos anos sessenta, passara por Londres e depois fixara-se na Suíça. Na altura em que o conheci já era mais um intelectual crítico do que um militante político.Muito céptico quanto aos «amanhãs que cantam», conversar com ele sem agenda nem finalidade era sempre um desafio: desde o urbanismo aos «Rencontres de Genève» que papávamos com afinco em Setembro nesses anos reanimados. Fiz uma referência a essas conversas no livro Pátria Utópica que um grupo de exilados que regressou a Portugal depois do 25 de Abril publicou.
Mário Borges não regressou. Deixou-se ficar quase sozinho na cidade de Calvino.Participou na concepção do novo edifício da Cruz Vermelha Internacional que mostrava com cuidados de pai. Quando vinha a Lisboa era uma festa de ideias, debates, reencontros, e planos para o futuro. Há menos de um ano informou-nos que regressava ao Porto e que dizia adeus a Genebra. Estava doente. Ainda o fomos visitar ao Porto. De uma das vezes levei-lhe As Cartas a Lucílio de Séneca. Da outra disse-me que já não o podia ler porque o volume lhe pesava cada vez mais e se tornara incómodo.Lia Santo Agostinho. Faleceu em plena quadra natalícia e deixou uma pequena lista de nomes para notificar quando se desse o acontecimento. Mário Borges, um amigo para a vida e para a morte.
Mário Borges não regressou. Deixou-se ficar quase sozinho na cidade de Calvino.Participou na concepção do novo edifício da Cruz Vermelha Internacional que mostrava com cuidados de pai. Quando vinha a Lisboa era uma festa de ideias, debates, reencontros, e planos para o futuro. Há menos de um ano informou-nos que regressava ao Porto e que dizia adeus a Genebra. Estava doente. Ainda o fomos visitar ao Porto. De uma das vezes levei-lhe As Cartas a Lucílio de Séneca. Da outra disse-me que já não o podia ler porque o volume lhe pesava cada vez mais e se tornara incómodo.Lia Santo Agostinho. Faleceu em plena quadra natalícia e deixou uma pequena lista de nomes para notificar quando se desse o acontecimento. Mário Borges, um amigo para a vida e para a morte.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Assistencialismo nos feriados
O governo suspendeu com fanfarra uns quantos feriados nacionais obrigatórios à conta de um PIB que lhe não obedece em termos de crescimento. Implacável quanto a a algumas datas históricas, como o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro que não devem dizer muito à geração desses jotas, essse mesmo governo concedeu dois dias de tolerância de ponto nesta quadra assistencialista sendo um deles a imprescindível véspera de Natal, e o outro o dia 31 de Dezembro que tem o valor simbólico de uma «ponte» pagã oferecida pelos «governantes» aos «governados». Que sorte!
domingo, 23 de dezembro de 2012
Monti, o florentino
Mário Monti pode não ser um político profissional, mas sabe usar a preceito a cultura florentina reinante em Itália. Não será candidato nas próximas eleições mas não se furtará a exercer de novo a chefia do governo em Roma se para isso for convidado pelos partidos vencedores...
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