sexta-feira, 7 de junho de 2013

Afinal havia um português a mais no Real Madrid

Durante a época discuti várias vezes com o meu filho a situação de Mourinho no Real Madrid. Ele que era quase tudo resistência passiva dos castelhanos. Eu que o problema acabava por ser a colónia portuguesa de jogadores. Ontem Mourinho esclareceu que «Ronaldo pensa que sabe tudo». Vamos ver logo contra a Rússia. Talvez alguém mais sensato nos leve à vitória. O nosso mal são os génios.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ouvir Jacques Delors

Fui esta tarde à Gulbenkian para ouvir a conferência de Jacques Delors. Num anfiteatro mais do que cheio de gente, que de uma forma ou de outra, participaram do processo de integração europeia, o ex-presidente da Comissão recordou que a esta cabe promover o «interesse geral» da UE, e que os nossos governantes não se devem comportar em Bruxelas como se os comissários dessem ordens. Mais do que isso, Delors fez algumas propostas para refundar a UEM que merecem outros considerações, a fazer em breve.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Reincidente

Sou um reincidente em Conselhos Gerais, esses novos órgãos de governo das Universidades portuguesas. A minha primeira experiência foi na Universidade Aberta. Hoje tomei posse como um dos elementos externos da Universidade de Lisboa, que acaba de ser criada pela junção da Universidade Clássica  e da Universidade Técnica. Cerca de 50 anos depois foi um curioso regresso à sala do Senado da Reitoria na Cidade Universitária que conheci como dirigente estudantil, pois fiz toda a minha vida docente noutras universidades.

Duas culturas

O FC Porto ganhou o campeonato e vai mudar de treinador. O SLB perdeu todas as competições este ano e já renovou com Jorge Jesus para as próximas duas épocas. Há algo que me esteja a escapar sobre o estado anímico do início da próxima época? Não, não me estou a referir à pré-época...

terça-feira, 4 de junho de 2013

Construir novos consensos

O PS iniciou uma ronda de contactos com os outros partidos políticos que tem o mérito de abalar a agenda demasiado vazia do governo. Alguma coisa vai mudar na oposição?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Vinte anos de Fórum Açoriano

Fui a S.Miguel comemorar os vinte anos do Fórum Açoriano, uma associação cívica que nasceu num momento em que havia  uma democracia carente de debate democrático pluralista.Foi uma altura em que a grande questão era a integração da sociedade açoriana na UE. A iniciativa antecedeu uma viragem na vida política da Região Autónoma que pela primeira vez conheceu a alternância governamental. Beneficiando actualmente de um tempo de estabilidade política está na hora de diversas entidades se lançarem na via das propostas prospectivas e de se mobilizarem no espaço público para as darem a conhecer. Esse foi o papel de desbloqueador do Fórum na altura.Que reuniu um notável grupo de açorianos de vários e distintos quadrantes.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Feira do Livro de Lisboa

Ir à Feira do Livro é a minha romaria urbana anual. Ontem foi toda a família, com os netos à frente. Não foi difícil convencê-los a abandonar o canal 40 da televisão e ir bisbilhotar os pavilhões com livros «infanto-juvenis». Embora a feira este ano me pareça mais uma colecção de «fundos», não será pelos cá de casa que a «civilização do livro» acabará.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Na CMTV

Ontem o Jorge Jesus esteve na boca de tudo o que era canal. Fica, não-fica, entusiasma tanto como os golos tontos da final da Taça, e foram logo 3 a escarnecer do que deve ser uma jogada de futebol. Uma hora mais cedo do que o costume estive a recordar uma proposta atempada de Miguel Cadilhe feita há uns anos sobre a reestruturação da função pública com a ajuda de um fundo especial para não se matar ninguém à fome na operação de redução de funcionários, como agora um secretário de Estado com a cabeça cheia de brilhantina propõe com a maior leviandade e irresponsabilidade. O PR continua na casinha do consenso?

terça-feira, 28 de maio de 2013

Daniel de Sá (1944-2013 )

Faleceu o escritor Daniel de Sá na sua casa da freguesia da Maia em S.Miguel. Era um escritor que não escrevia para seduzir, que não escrevia para o êxito comercial, que não escrevia para a crítica, e que talvez nem para os amigos chegados escrevesse. O seu livro «Ilha Grande Fechada» é uma obra prima de dor e ternura. Apresentei outro livro dele «O Pastor das Casas Mortas»,uma epopeia campestre, num fim de tarde cheio de graça e sol no centro cultural da Caloira. A sala estava cheia. Havia algo de mágico em toda aquela beleza da costa sul da ilha de S.Miguel Era já raro que  Daniel de Sá saísse da «sua» Maia. Não foi só o Daniel que se finou agora, mas sim um certo tipo de culto íntimo dos livros.
NB- João Gonçalves, no seu blogue Portugal dos Pequeninos ilustra esse momento na Caloura com o Daniel de Sá e com a envolvência daquele instante. Vale a pena ver.

Motricidade Humana e futebol

Ontem tive o gosto de assistir às conferências inaugurais da série « Motricidade Humana e Futebol» ministradas pelo meu amigo Manuel Sérgio, e pelo selecionador de Cabo Verde, Lúcio Antunes. As duas conferências complementaram-se perfeitamente dentro de uma dimensão motivacional, intencional e humana que Lúcio Antunes ilustrou com a preparação de um clima de missão alegre para promover as novas realidades da República de Cabo Verde. Nações antigas e nações novas. O que interessa é perceber

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pior do que perder tudo

Há anos que temo pelas derradeiras jornadas da época futebolística do SLB. Desta vez foi ainda pior do que o costume porque ontem a equipa desfez-se diante de todos. Houve uma mentalidade de pré-vencedor sem critério na volta dos jogadores ao estádio dos Barreiros e com os adeptos mais contaminados pela propaganda interna e externa a concentrarem-se no Marquês de Pombal para festejar a época, já tudo estava por fios. Mas mau, mesmo muito mau, foi ver ontem mais do que o fim de uma época o fim de uma equipa. Vai haver muito trabalho pela frente. E sem organização no departamento de futebol não vamos lá.

sábado, 25 de maio de 2013

O Conselho de Estado não é a Academia das Ciências

Como acentuo no Cabo Submarino de hoje, Cavaco Silva não queria de todo discutir as condições políticas vigentes em Portugal. Pena que o PR tenha pretendido manipular o Conselho de Estado e o tivesse confundido com uma secção da Academia das Ciências. A próxima reunião do Conselho de Estado terminará por um Parecer sobre a dissolução da AR, e não com um comunicado omisso sobre os temas discutidos durante sete horas.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Córtex Frontal na CMtv








Aliança Progressista

Participei de alguns momentos bons da Internacional Socialista nomeadamente no início do processo das transições democráticas na América Latina em simultâneo com o estabelecimento de regimes democráticos em Portugal e Espanha. Depois, já no Parlamento Europeu, o que conheci do Partido Socialista Europeu deixava adivinhar a passividade perante a ofensiva neo-liberal do chamado «consenso de Washington» e as cumplicidades electivas da terceira via.
A crise destes modelos terá impulsionado agora a criação de uma Aliança Progressista no âmbito da IS, composta não só por partidos dessa área ,mas ainda por movimentos sindicais, movimentos sociais e outros protagonistas do «arco do progresso». Sempre é uma resposta nova ao imobilismo de mais de vinte anos. A minha intervenção no congresso do PS, no Coliseu de Lisboa,  em 1999 creio, foi sobre este tema da paralizia da IS e do Partido Socialista Europeu, que estavam a falhar os seus deveres humanistas na globalização. Como foi o «congresso do Tino de Rans», a imprensa escolheu o que se sabe.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

No canal 8 do MEO

Ontem à noite, na CMTV, fui concordante com Ângelo Correia sobre a reunião do Conselho de Estado ter sido uma oportunidade perdida para o bom funcionamento das instituições. Com efeito parece que o Comunicado emitido pela presidência omite, mais do que esclarece, as discussões que lá tiveram lugar e os reais conselhos que foram dados ao PR. Tudo indica que a próxima reunião do Conselho de Estado terá uma agenda marcada pela crise política.E que em vez de um comunicado teremos um Parecer.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Os caminhos da Senhora

Já não retomava esta série há tempos. Mas da Alemanha chegam ecos de um mal-estar com as consequências da execução das políticas de austeridade, e Berlim sente-se casa vez mais isolada na zona euro e mesmo na UE, embora tenha ganho todas as batalhas. Daí que comece a criticar a Comissão Europeia pela rigidez com que esta continua a interpretar a regras comunitárias, sobretudo em matéria da aplicação dos fundos estruturais.
Ora, desde cedo, que sugeri que uma forma de promover o crescimento nos países sob resgate seria uma flexibilização das regras desses fundos por forma a transferir e concentrar montantes e assim reduzir a contribuição financeira dos Estados sob troika para essess projectos sem sequer se necessitar de aumentar o orçamento comunitário.
Parece aliás que se arrasta por Lisboa, há dois anos, uma brigada de «federais» da comissão para orientar o governo a reorientar a aplicação desses fundos. Mas nenhum resultado foi anunciado.

Neste tempo de consenso decretado

Tenho aproveitado a situação de consenso decretado pelo PR para ir ao teatro e ao cinema. Comecei pela peça de J.M. Synge «O campeão do Mundo Ocidental» encenada pelo Jorge Silva Melo no D.Maria II, com imensa energia, graça e completa direcção de autores. O protagonista é um mentiroso, está tudo dito.
Depois fui ao cinema ver um filme anti-consenso, o chileno NO, sobre o referendo  a favor ou contra Pinochet em 1988, que tive a oportunidade de assistir então, integrado nas delegações de fiscalização internacionais enquanto deputado do Parlamento Europeu. Não tive dúvidas que a transição para a democracia no Chile seria imparável depois do voto. E não tinha visto os tempos de antena do NO... 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O PR e o Conselho de Estado

O PR não chega em forma a este Conselho de Estado. Demasiado preocupado com a manutenção do governo, as últimas declarações de Cavaco Silva desde o discurso de 25 de Abril são no sentido de impedir qualquer análise institucional ao actual estado da nação que leve à urgência de mudar de governo. Depois as medidas da troika empurram os países sob resgate, e aparentados, a colocarem-se na situação dilemática de continuarem, ou não, na zona euro, dado que há uma equivalência entre prós e contras perante a continuação da austeridade. Nada disto será discutido hoje em Belém. A não ser por algum espírito livre de agendas políticas e com alguma informação estratégica internacional...

sábado, 18 de maio de 2013

A herança da troika

No meu artigo de sábado no Correio da Manhã lanço um tema para debate no Conselho de Estado: o papel da troika na criação de Estados débeis da peninsula balcânica à peninsula ibérica.

Gosto