quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Cimeira de futebol no Brasil

Já temos entretenimento para Junho: Portugal encontrou à segunda tentativa o caminho para a fase final do Campeonato do Mundo de Futebol no Brasil. Muito Cristiano Ronaldo à solta, muito Moutinho a exemplificar o lado inteligente do jogo, um guarda-redes trapalhão que ainda assim defende o indefensável, mais um cheiro a trabalho e a balneário à Paulo Bento, e cá vamos nós.
Não vamos sozinhos. Nada de solipsismos...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O governo da República da Irlanda topa bem os seus parceiros do Euro-grupo

Michael Noonan, ministro das Finanças do governo irlandês, declarou ontem que receava que o processo negocial do eurogrupo para um programa cautelar para Dublin «acabasse por prejudicar a reputação do país.(...)Tinha medo de poder acabar em Bruxelas, às três da manhã, lá para Dezembro, com um caso de sucesso transformado numa espécie de crise irlandesa.» Perceberam melhor a objectividade desses defensores da zona euro, e as suas opiniões ad-hoc? Gostam do processo? Confiam nesta gente? Gostam de os tratar por tu?

domingo, 17 de novembro de 2013

O meu sobrinho Rui

O meu sobrinho Rui andou nos anos de brasa do PREC. Podia à vontade ter demonstrado os seus atributos de radicalismo político que estaria muito bem acompanhado por diversos bandos da destruição criadora. Mas não. Aderiu desde logo à Juventude Socialista onde chegou a ser um dos seus primeiros dirigentes. Engenheiro Eléctrico pelo IST  frequentou uma pós graduação em Inglaterra onde o visitei em 1981. Pelas conversas percebi que estava muito insatisfeito com as suas diferentes experiências e que pensava em expatriar-se. Foi para S. Paulo, montou uma empresa de electrónica e reconstituiu a sua família. Trinta anos depois uma das filhas é médica, a outra veterinária, e passam de vez em quando por cá. É sempre uma festa, uma comunhão de alegria, temperada mais para o fim do encontro com uma preocupação a que ninguém sabe responder:« Mas, afinal, onde falhámos em Portugal?»

sábado, 16 de novembro de 2013

Mais um para a galeria

Decididamente Cavaco Silva não daria um bom seleccionador de «empreendedores» portugueses. Agora surge o seu director de campanha presidencial de 2006, Alexandre Relvas , com problemas empresariais cifrados em dívidas à Caixa Geral de Depósitos. Nós sabemos que todos podem dever dinheiro à banca menos o Estado....

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Cada vez mais sózinhos

O governo não estava minimamente ao corrente do que a República da Irlanda tencionava fazer se os seus juros no mercado secundário  se ficassem no ponto de referência dos 3,5%. Sempre fomos melhores na política de segredo, e de contra-informação, do que em boas recolha de fontes, ou simplesmente no exercício da dedução, muito mais barata para os cofres do Estado. Pois bem sairá a Irlanda da rede de «resgate», e sairá a Espanha do trapézio onde fez exercícios de aquecimento sem nunca ter feito um verdadeiro número. A partir de Dezembro Portugal estará mais só, sem ter muitas ideias de como sair do «resgate». Mais só e talvez mais próximo da Grécia...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Professores de Empreendedorismo

O ministro Pires de Lima não se revê como um auto didacta em matéria de «empreendedorismo»,e propôs que a escola nos dê um homem novo em inovação empresarial. O ministro Crato não gosta desses amadorismo e já manifestou reticências. Porém professores para essa ocupação de tempos livres não faltariam,e isentos de concurso de admissão: João Rendeiro, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, entre outros. Gente especializada em muitos negócios e produção de pouca riqueza.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Menos portugueses

Por um lado o fenómeno da expatriação, este novo ciclo de emigração que assina o desencanto e a falta de perspectivas oferecidas pelo modelo da prisão vivencial por dívida pública ; por outro lado, uma sociedade que só gerará oitenta mil bébés este ano, pela falta de esperança e vontade de mobilidade dos casais. Como dizia ontem a senhora Merkel, em plena reunião sobre o emprego jovem realizada em Paris!,« o Estado não gere empregos, só as empresas». Tem sido pouquinho.E para Portugal, um suicídio em directo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Calai-vos uns aos outros

O ministro Paulo Portas, num assomo de ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, mandou calar o seu sucessor quanto às fases incógnitas que hão-de conduzir o país «aos mercados». Segundo o homem da linha vermelha «Portugal tem data marcada para sair do Programa de Assistência, não taxa de juro.» Porém, um porta-voz qualquer da Comissão Europeia mandou dizer que ainda é cedo para fórmulas à Portas, pois «continua muito trabalho para fazer em Portugal». E no BCE, e no ECOFIN, e no Euro-grupo, acrescento eu. Ou não?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Rui Machete não pode abrir a boca?

Para que convidaram Rui Machete para MNE? O homem não pode abrir a boca. A taxa de juro de 4,5 apontada por ele na India é especulativa? Claro que é. Mas quando o BCE reduz a sua taxa de referência para 0,2% tudo que o Tesouro Português pagar a mais de uns 2% não é agiotagem permitida pela complacência do poder político da zona euro?

Sem água da EPAL, tão perto do aqueduto

Ontem foi todo o dia sem água fornecida pela EPAL. A retoma do fio estava anunciada para as 18h, mas só demos por ela barrenta cá em casa perto da meia-noite. Hoje, logo às 7h já não havia pingo nas torneiras. Desde 5ª feira que são estas fantásticas «rupturas na via pública», jamais anunciadas aos utentes com antecedência. Os serviços prometem agora restabelecer o contracto às 13h. Vou ver o que se passa na rua Cecílio de Sousa. Deve ser uma obra de engenharia hidráulica tipo construção do canal do Panamá...

domingo, 10 de novembro de 2013

Água da companhia às pinguinhas

Esta semana, sem qualquer aviso prévio, a Epal interrompeu por longos períodos nocturnos o abastecimento em certas zonas do Príncipe Real, na quinta e na sexta. Hoje domingo, em versão diurna, voltou a interromper o seu serviço na mesma zona, alegadamente «por roturas na via pública». Água às pinguinhas como nos velhos tempos do lavadouro!

«Os Justos» de Albert Camus desapareceram?

O centenário do nascimento de Albert Camus aí está a ser celebrado com novas palavras, sempre menos rebeldes das que empregues pelo autor do Estrangeiro, da Queda, do Mito de Sísifo ou do Calígula. Tinha 15 anos quando foi atribuído o Prémio Nobel ao panfletário, ao dramaturgo, ao romancista. Li-o quase todo em Ponta Delgada naquelas edições Miniatura da Livros do Brasil. A Queda foi então o meu preferido. Quando li, já em francês  a peça «Les Justes», recebi talvez a maior lição sobre as relações entre as questões éticas e o recurso à violência política contra os déspotas. Vejo sem surpresa que é uma obra ausente do mausoléu onde se enterram os pensamentos vivos

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O jurisconsulto e a política de lesa-pátria

Luís Marques Guedes deve ser um bom jurisconsulto. Anda no processo legislativo há muitos anos e como lhe sobra prudência  e perfil baixo foi nomeado governante para limitar os desastres de redacção das leis emanadas do Conselho de Ministros. Quase tudo a favor dele. Hoje borra a pintura de uma forma que só se explica pela fúria do PSD-Passos Coelho em colonizar todos os agentes decisivos do processo político em Portugal.Depois de Cavaco e de Durão falta-lhes em carteira o PS. Daí o deslize tão autoritário num homem de boas famílias republicanas ao declarar hoje no semanário Sol, que« O actual rumo da direcção do PS é uma política de lesa-pátria».Mas porquê? Estes governantes, fora o mimetismo norte-americano da bandeirinha na lapela, cuja regulamentação oficial de uso não existe, já deram alguma prova de quererem formar um governo de ampla representação patriótica sem lesões?

Passos Coelho partidariza Durão Barroso

 Passos Coelho conseguiu partidarizar Durão Barroso , presidente da Comissão Europeia, na defesa sem emendas  da proposta  governamental do OE para 2014, como já havia anexado Cavaco Silva na crise gerada pelas demissões de Vítor Gaspar, e na borrada de Paulo Portas no seguimento desta. Mas o certo é que foi a Bruxelas assinar um comunicado conjunto para efeitos de poder interno. Calculo que Durão Barroso, em operações de regresso a Portugal, venha a pagar caro em termos de presidenciais esta forma de conseguir apoios para uma eventual candidatura. Pois fica provado que só militantes do PSD nesses cargos não deixam respirar em liberdade a sociedade portuguesa.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A apresentação do livro por Pedro Lains

Ontem , na Almedina-Saldanha, foi um dia de festa para mim . Rodeado de muita gente amiga tive direito a uma apresentação empática-não isenta de distância crítica!- do livro «Não há Mapa-Cor-de-Rosa» por Pedro Lains, um dos poucos economistas portugueses com a profundidade histórica necessária para enquadrar os dias de hoje numa perspectiva do devir nacional e internacional. O livro está agora no mercado. De certa maneira as interpretações que se possam tecer sobre ele já não me pertencem.Mas posso vir a contrariar algumas delas...
É muito agradável publicar livros depois dos setenta anos...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

programa de festas


Esta quarta-feira, às 18.30, lançamento na Almedina do Atrium Saldanha.

A OIT é indispensável à globalização

Há anos que defendo um papel mais activo da OIT na governança da mundialização, e volto a ela no meu próximo livro «Não há Mapa-Cor-de-Rosa» a ser lançado esta semana pelas Edições 70.
A globalização neo-com assente no desregramento financeiro, na competitividade de salários asiáticos sem protecção de direitos sociais só foi possível pela quebra de influência da OIT no sistema das Nações Unidas, com o reforço paralelo do FMI, e com
 a emergência forçada da Organização Mundial do Comércio (OMC), muito saudosa dos tempos da competitividade do trabalho forçado como factor dos preços baixos no mercado mundial e da domesticação da inflação. Deste modo as conquistas sociais europeias são mantidas na defensiva tanto mais que desapareceu o «o império do mal».
Pois bem, parece que a OIT quer começar por Portugal um novo ciclo na sua vida internacional. É bem vinda.Mas para já nenhum estudo da OIT  consta das Fontes utilizadas no guião de Paulo Portas!

domingo, 3 de novembro de 2013

Zona de intervenção da Reforma Agrária e Bolsa de Terras

Leio, meio divertido, a notícia no Expresso-Economia, sobre o fiasco absoluto de uma ideia aparentemente sedutora promovida pela inefável ministra Assunção Cristas. Tratava-se de colocar numa base de dados prédios agrícolas não cultivados, fossem públicos fossem de particulares. Em perspectiva só está agora a criação do «Comissário da Bolsa de Terras», um job certamente a tempo inteiro! Mas o mais engraçado, num país «que não pode ter terras abandonadas», é que com todas as diferenças de filosofia e de dimensão, os únicos casos apresentados se situam na antiga «Zona de Intervenção da Reforma Agrária»...
 Emparcelamento, reforma agrária, cooperativas de produção. Bolsa de Terras pode ter mais apeal, mas só serve para ilustrar que há problemas de aproveitamento agrícola que estão para ser resolvidos desde as lutas liberais...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O guião e a procissão

O governo apresentou «uma proposta» de «guião da reforma do Estado», aprovada em Conselho de Ministros, em cima da discussão e votação do diploma orçamental que corre neste momento na AR. Não se percebe de que tipo de iniciativa política-legislativa se trata. Não é uma resolução, não desce à AR, não tem natureza legislativa. É um longo artigo de opinião cujo fim é o objectivo milenar de «modernizar o Estado». Uma coisa é certa ninguém volta a assediar Paulo Portas com a «reforma do Estado». É o único português que exibe uma bula nesse domínio. Escrita em latim do Baixo-Império...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Uns dias em Bruxelas e...

Estive uns dias em Bruxelas onde o clima europeu ainda é um pouco pior do que o que se suspeita. Claro que todos se desculpam com o processo de formação do governo de Berlim, depois de se terem entretido com a espera das eleições federais na Alemanha. Fosse em Itália que um governo de coligação levasse tanto tempo a ver o dia e Roma já teria tido direito àquelas impressionantes capas do The Economist que podem preparar guerras justas... Mas com Berlim não se brinca às caricaturas. De Setembro a Novembro ninguém se queixou na UE. Foi até um descanso.Vejamos o que vem a seguir...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Segundo Resgate, Programa Cautelar, ou «outra coisa»

O guião da «reforma do estado» já vai na décima tentativa de ensaio filosófico. Entretanto os murmúrios vindos das profundezas dos mercados soam como um imperativo para a continuação da assistência financeira internacional pública a Portugal após o fim do actual exercício da troika. Ninguém tem ideias claras nesse mundo nebuloso sobre o tipo de apoio de que Portugal beneficiará. O primeiro-ministro ao dissertar sobre as probabilidades de haver um segundo resgate à grega senão um programa cautelar à irlandesa,  acrescentou de sua autoria a  novidade de uma «outra coisa» à portuguesa. O PR ainda não percebeu que o governo está esgotado e já não passa de uma «coisa»?

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O meu professor Manuel Medeiros (1936-2013 )

Soube hoje pelo DN da morte de Manuel Medeiros, «o Livreiro Velho que foi professor e padre», nos dizeres do obituário do jornal.
Fui seu aluno no Liceu de Ponta Delgada, onde, mesmo nas aulas de Religião e Moral mantinha a existência de um salutar espírito crítico, de que fui um dos beneficiados, e só isso é uma dívida que lhe devo. Mais tarde soube que tinha optado pelo professorado e casado, tendo-se estabelecido em Setúbal onde deu vida à
 Livraria Culsete. Foi nessa livraria que o vi pela última vez aquando de uma amiga homenagem que me prestaram, com a participação do Onésimo Teotónio de Almeida e do Mário Mesquita. Tenho a certeza de que a Fátima Medeiros, assim como os filhos, continuarão a obra cultural do idealista que sempre foi Manuel Medeiros.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Quem paga a promoção do Turismo?

Num congresso sobre Hotelaria e Turismo, a decorrer no Algarve, pois onde havia de ser!, parece que ninguém ficou contente com o acréscimo de turistas e dormidas em Portugal neste ano de crise geral noutros sectores. Os empresários queixam-se do preço das diárias, o secretário de Estado do Turismo já promete novas acções de promoção do «destino Portugal». Só quem não imagina os rios de dinheiro gastos sem grandes formalidades com essas acções de promoção pode ficar tranquilo quanto ao destino último dessas generosidades do Estado. O sector do turismo tem empresários capazes de, nas suas associações, chamarem a si os encargos com «uma maior visibilidade da marca Portugal»! Ou querem mais Estado num sector tão florescente?

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um começo de conversa

Entrevistado por André Macedo, o presidente do BESI, José Maria Ricciardi, fez a declaração política mais importante deste fim-de-semana ao falar sobre o serviço da dívida pública do Estado português, ao fim e ao cabo a questão mais momentosa da nossa agenda. Sugere o banqueiro um período de carência para o pagamento dos juros relacionados com as celebradas PPP por um ou dois anos, o que daria ao Tesouro a possibilidade de diluir no tempo os 1166 milhões de euros nas parcerias com os transportes. Um, ou dois anos, parece pouco, mas é um bom começo de conversa para se chegar a um compromisso realista e responsável perante a comunidade. Boas ideias precisam-se.

Apoios de Pirro

Mesmo essa grande jogada de ter apoiado Rui Moreira no Porto está a esfumar-se com a coligação estabelecida entre os independentes e o PS-Porto. É o que se chama um apoio de Pirro. Mas fez um vistão na noite das autárquicas!

Patético.

Paulo Portas perdeu o pé desde a falhada demissão do governo de Passos Coelho. A sua credibilidade desce a cada intervenção que faz. Mas esta de nos dizer que «os pobres não se manifestam», além de ousado e imprevidente, remete-nos para o pior do assistencialismo anti-social. Descanse uns tempos e volte mais tarde, se tiver oportunidade.

domingo, 20 de outubro de 2013

Uma manifestação diferente

Que grande resposta deu o movimento sindical ao governo e aos seus serviços de segurança nesta manifestação impressionante e executada na forma mais ordeira, quer na Ponte 25 de Abril quer na curiosa e compósita mobilização do norte do país. O ministro Miguel Macedo não dorme esta noite tanta foi a ordem endógena das manifestações. Ordem já há a necessária. Agora falta o Progresso.

sábado, 19 de outubro de 2013

Que sorte para o BANIF: não conta para o défice!

Do Panamá, todo pimpão com o alargamento do canal- uma obra pública de se lhe tirar o chapéu enquanto se derretem os glaciares do círculo polar ártico-, Passos Coelho refez as contas do défice para este ano e voltou aos seus 5,5%, porque a despesa da República Portuguesa com o BANIF «não conta para o défice»! Que sorte para o espírito empreendedor do refinanciamento da banca. Acham que isto vai durar?

Dar-se ao respeito

Um funcionário da Comissão Europeia no Gabinete de Lisboa, aliás português, permitiu-se fazer considerações sobre o funcionamento das nossas instituições que levariam qualquer terceiro secretário de embaixada a ser declarado persona non grata e remetido para Bruxelas bem juntinho a Durão Barroso. Pelo contrário, este defendeu o seu protegido. A indignação nacional dirige-se mais para os trópicos. Velhos reflexos.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Falar na Cinemateca

Ontem à noite fui à Cinemateca falar do filme de Jean Renoir «This Land is Mine»,(1943) na série promovida pela sua directora Maria João Seixas sobre o Carácter  Sempre tive uma costela escondida de filósofo-cinéfilo, e comecei com uma frase de Julho de 1943 do «colabo» francês Drieu la Rochelle no seu Diário:« Hitler não conseguiu vencer o cinema americano.» Este filme de Jean Renoir ajuda a perceber porquê. Dos seis personagens principais, três são professores, a Escola um objectivo cultural de resistência onde se transmite a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26 de Agosto de 1789, onde se escreve no artigo 16º que.
«Qualquer sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação de poderes não tem constituição.» Leram bem.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O grupo de Portugal

Uma notícia de hoje no Público: Portugal é o 7º país da UE que menos gasta com o tratamento do cancro. A despesa só é inferior na Bulgária, Malta,Letónia, Roménia,Chipre e Lituânia, informa. Este é um grupo de qualificação directa para outro mundo. Sem play-off...

O acordo de concertação social ainda existe?

Nunca mais se falou naquele acordo de concertação social com que o governo enchia a boca e a troika não se cansava de citar como um caso sério de inovação no mundo europeu sob resgate! De repente o acordo desapareceu dos radares e ninguém corre para saber onde está. Já não interessa? Tornou-se um empecilho dada as novas relações de força que permitem aumentar os cortes nos salários e nas pensões e fazem descer a taxa do IRC ?Bem sei que a estimativas apontam para um aumento das receitas do IRC para 2014, mas ninguém põe as mãos no fogo por essas contas ideológicas, pois não?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Se este ano o défice for de 5,9%, para o ano será de...

O governo voltou a falhar no défice para 2013 em mais 0,5.Agora estima-se em 5,9%. Todos percebem o sofisma quantitativo que o défice de 4% previsto para 2014 representa. Desde a Troika aos troikanos.

Mas que perigo!

Quando a selecção de futebol promete muito e faz menos do que o mínimo há sempre quem grite aos microfones perante alguma jogada mais emocionante e quantas vezes estéril «Mas que perigo!» Assim nos vamos entretendo. Hoje ganhamos ao Luxemburgo com 11 contra dez. Não deu para dramatizar.

Ministro espanhol leva a marmita para a reunião de Bruxelas

Acabo de ouvir na TSF, não tenho mais pormenores: ministro espanhol leva a marmita do almoço para reunião ministerial em Bruxelas! Alguém está a ver a Maria Luís e o Paulo Portas chegarem a esse tratamento de choque? Uns meninos de coro...

O escudo regressa anónimo

As reduções de salários e os cortes nas pensões, pelo terceiro ano consecutivo, provam que o escudo está a regressar sob anonimato e de forma selectiva, já claramente fora da antiga serpente monetária, uma almofada cambial dos anos oitenta na CE. O euro, e outras moedas como o dólar, ficam para os bancos, para as seguradoras, e para os agentes económicos ligados à exportação.Mesmo assim com penalização nos juros. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Responsabilidade directa

Os cidadãos sentem-se desprotegidos perante as investidas do governo em relação à segurança do seu património. Fora a jurisprudência do TC desapareceram as figuras de defesa do cidadão perante a administração. Desde a substituição do último Provedor de Justiça que não se ouve falar do cargo, embora seja de esperar uma prova de vida deste para o final dos orçamentos. Por isso não é para admirar que grupos de cidadãos comecem a interpelar directamente a responsabilidade de altos funcionários públicos e dos autores materiais de muitas medidas que os afectam assimetricamente. Chegou agora a vez da administração da CGA ser responsabilizada pela eventual interpretação que fizer de futuras normas relacionadas com cortes de pensões em nome da «convergência» dos sistemas, como se viu ontem à noite nas reportagens da televisão.Isto já não está para brincadeiras. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Saber o que se quer com os Correios

O governo português podia, apesar de tudo, ter aproveitado melhor as necessidades decorrentes do resgate para conceber algumas medidas que a sua fraqueza e comprometimento não o autorizariam em tempos normais: estender o universo tributário a muitas actividades de organizações religiosas, reduzir as rendas excessivas de empresas como as ligadas à energia, renegociar as PPP e os swaps, etc. E sobretudo ter um plano estratégico para as privatizações forçadas pelos credores. 
Ainda ontem li no El País que a SEPI-Sociedade Estatal de Participações Industrias de Espanha- se prepara para se candidatar à compra do serviço postal português, com o objectivo de «estar presente nuns CORREOS IBÉRICOS, que abarque toda a península»
No meio da confusão governamental portuguesa há quem veja claro na fronteira e saiba o que quer. E isto com a Espanha também em crise!Que diferença entre as oligarquias...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Do alto da Ponte

O conselho de segurança da Ponte 25 de Abril deve estar à espera de uma grande manifestação no dia 19 de Outubro para ter dado um parecer alarmista sobre as consequentes falhas de segurança na ponte que podem ocorrer durante o desfile. Mas quais serão as verdadeiras motivações desse conselho de segurança depois de tantas meias maratonas no tabuleiro? Induzir receio, dissuadir os manifestantes e permitir ao ministro aparecer como um defensor extremo do direito de manifestação? A seguir.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Inside Information

O governo está a criar uma grande e propositada desigualdade entre os cidadãos quanto às informações que deve disponibilizar para todos. Há mesmo alguns comentadores que vivem dessa «inside information» recolhida a preceito e usada na propaganda do governo, ou na luta política dentro do bloco de poder. O que se passa com o que terá ficado estabelecido entre o governo e  troika quanto à próxima proposta orçamental é apenas o exemplo mais recente e desenvergonhado. Em troca a troika no seu «Press Release» de 3 de Outubro não se inibe de tomar parte contra o regular funcionamento das instituições ao considerar que os acórdãos do Tribunal Constitucional «inviabilizaram algumas medidas essenciais». Sádicos reafirmam que «A dívida pública mantêm-se sustentável». Sustentável para quem?

sábado, 5 de outubro de 2013

António Costa honra o 5 de Outubro

A cerimónia comemorativa do 5 de Outubro- a primeira depois da suspensão deste dia como feriado nacional obrigatório por um governo extraterritorial sem raízes- foi salva pelo Presidente da Câmara de Lisboa António Costa, que assim salvou o PR de uma situação embaraçosa de quem o quer fechado em Belém.Mas enquanto o discurso de Cavaco Silva foi curto, o de António Costa foi alternativo para a comunidade e mobilizador para os princípios democráticos. Muito justa a referência a Raul Rego e ao jornal República, perseguidos pela ditadura.Agora só falta que alguns municípios venham a adoptar o dia 5 de Outubro como feriado municipal, enquanto esta data não for restituída ao povo português como feriado nacional obrigatório.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Um governo protegido

Paulo Portas fala muito, e mal, de Portugal como um protectorado. Mas o que de facto mais sobressai é a protecção que o governo de Passos-Porta tem vindo a receber do PR e da própria «troika». O PR marcou a data das eleições autárquicas conforme os desejos da coligação, a troika andou a vistoriar a 8ª e 9ª avaliações com uma barragem de fogo informativa e um calendário a preceito para facilitar o tpc do governo na próxima proposta orçamental. Uns queridos, fora a falta de oficialização da meta do défice, que fica para o Eurogrupo se ocupar mais tarde perante o irremediável.

Cavaco Silva no reino da EFTA

Cavaco Silva visita a Suécia, um antigo país da EFTA que sendo membro da UE ainda não aderiu à zona euro, e possivelmente só o fará caso haja um referendo favorável, o que nesta fase não parece nada provável. Que lições trará o PR desta revisitação de uma EFTA nórdica multifacetada composta de uma Suécia e de uma Dinamarca ambas na UE mas fora da zona euro, de uma Finlândia boa aluna aplicada  e professora exigente da ortodoxia comunitária, e de uma Noruega que permanece isolada?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Emergência partidária

Passos Coelho faz de conta que está tudo normal no PSD, embora tenha de antecipar as eleições internas. A verdadeira «emergência partidária» chegará com as eleições para o Parlamento Europeu em Maio, se o governo chegar lá. Tudo tempo perdido sem que Cavaco Silva dê por nada...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Os caminhos da razão

João XXIII e João Paulo II vão ser canonizados em breve. O assunto interessa-me pouco, mas noto que enquanto o Papa polaco teve de passar pela prova dos dois milagres- ainda se falou numa portuguesa como receptáculo mas agora só vejo menção a uma francesinha- o Papa Francisco dispensou João XXIII dessas formalidades.É um bom caminho para a Igreja católica beatificar os seus numa época em que os milagres tendem a desaparecer.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Rui Moreira foi eleito PR e António Costa «só» presidente da Câmara de Lisboa?

Longe de mim diminuir a importância e o significado da vitória de Rui Moreira no Porto contra Luís Filipe Menezes, ou seja contra o PSD de Passos Coelho.Quanto aos independentes deixemos o tempo apurar essa informalidade concebida por Rui Rio. Mas pelo entusiasmo até parece que entrou na corrida para as presidenciais. Já António Costa, que alcançou uma expressiva vitória sobre a aliança PSD-CDS na figura do inefável Fernando Seara, e não abriu nenhuma crise no PS, ficou pendurado no cabide da larga família de comentadores do PSD. E no entanto Costa deu um grande passo em frente em todas as direcções, inclusive a de uma futura candidatura presidencial.

A noite dos resultados longos

Quem diria que seria com os «moderninhos» da informática e da simplificação da «burocracia» que a duração das contagem das votações voltaria ao tempo das primeiras eleições do STAPE!A vitória clara do PS, e a subida do PCP, foram assim estendidas durante a noite até à avaria das máquinas nos serviços eleitorais do MAI. 
Agora é urgente que o PR se decida por novas eleições legislativas. Sem elas Portugal também avaria não tarda nada...

domingo, 29 de setembro de 2013

A boa cobertura da rádio e jornais

Do que li na imprensa escrita e ouvi nas rádios guardo uma ideia muito positiva desses meios da comunicação social na divulgação das questões do poder local durante este período em que as autárquicas estiveram em destaque.

Fui votar

Nunca faltei a uma eleição no regime democrático. Sabia muito bem em quem voltar a votar em Lisboa, e as televisões não me fizeram falta nenhuma com os seus pretextos, embora tivessem faltado ao seus deveres e transgredido não sei quantos compromissos para serem autorizadas a emitir. Esse aspecto passou despercebido ao actual PR, que apenas falou da lei eleitoral a rever. Mas cuidado com a futura falta de credibilidade de eleições pautadas pela lei das televisões.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Não há governo de salvação nacional sem novas eleições

O PR voltou à carga com o regresso ao governo de salvação nacional que só não está no horizonte porque Cavaco Silva deu a mão a Passos Coelho na crise Gaspar-Portas-Maria Luís.Temos por estes dias os líderes dos principais partidos a falarem de coisas gerais em plenas eleições locais como se estivessem em legislativas. Sua Excelência faz de conta que não percebe o que lhe estão a dizer: não há governo que nos salve sem novas eleições para a AR. E já não há muito tempo a perder desde que Passos Coelho perdeu os mercados ao virar da esquina.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Livros difíceis

Ontem voltei à Casa Fernando Pessoa, desta vez para falar da obra de Marguerite Yourcenar As Memórias de Adriano, na série que ali corre sobre livros difíceis, uma óptima ideia. A sala estava mais do que cheia, um regalo para qualquer orador, o que me levou a transgredir o tempo que me tinham destinado com tolerância geral.
As Memórias de Adriano foi um livro difícil, em primeiro lugar para a sua autora que descreve o processo de elaboração numas Notas e Apontamentos anexados quer na edição francesa quer na portuguesa da Ulisseia, cuja tradução é de Maria Lamas. Yourcenar teve o projecto entre mãos de 1924 até 1951 com as largas interrupções e hesitações que aponta. O livro em segundo lugar é difícil para o leitor. Mas a sua leitura é deslumbrante.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Passos Coelho perdeu o pé nos mercados

Há mais de dois anos que ouço Passos Coelho garantir que a República Portuguesa vai «votar aos mercados» em 2014, e até já os terá avistado em Maio de 2013. De repente o primeiro-ministro descrê na sua ciência  perante a subida das taxas a curto e a longo prazo. É sempre um choque ver uma crença que se desmorona

domingo, 22 de setembro de 2013

Os Caminhos da Senhora

Merkel alcançou mais de 40% de votos. O SPD ficou-se pelos 25%. A Alemanha não está em estado de salvação nacional, uma especialidade dos nossos consensualistas. Por isso só haverá uma «grande coligação» em Berlim caso a chancelar queira um pretexto para mudar a política externa, do euro à política internacional. De resto não faz sentido para as partes. Os verdes é que têm vocação para os arranjinhos internos, à falta dos liberais.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Da série «Os caminhos da Senhora»...

Nós conhecíamos Ângela Merkel vista do exterior. Das suas chegadas às cimeiras europeias sem um único papel na mão a contrastar com o peso das pastas dos governantes com menos poder. A sua palavra bastava para dar o tom à conversa. Agora, por causa da campanha eleitoral, sabemos que, na Alemanha, é menos assertiva, menos decisionária, mais prudente, mais «Estado Social». Pode ser que alguém perceba o porquê na Europa.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Da série «A Grécia vai à frente?»

Os gregos voltaram às ruas sem esperar pelas eleições alemães. Fala-se de novo de uma modificação do perfil da dívida pública e de um novo plano de apoio de 10 a 15 mil milhões de euros a Atenas para os anos de 2014 e 2015. Mesmo sem copiar a Grécia convém vê-la de longe. Pode ser que se veja melhor o futuro do que se imagina.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A linha vermelha de Portas ainda se enxerga?

O governo lançou contra os pensionistas da CGA uma operação de cerco e limpeza. Correia de Campos hoje no Público  recorda que a CGA foi obrigada a incorporar os fundos de reforma dos CTT, e depois da PT, e a seguir a dos bancários, acumulando dificuldades para o futuro.
 Sobre as reformas dos funcionários públicos propriamente ditos fazem-se contas dos financiamentos do Estado sem ponderar a contribuição devida à CGA como entidade patronal que o Estado também é. 
Hoje chega a troika  muito presumida nas suas receitas, com a «linha vermelha» de Portas muito esbatida para não dizer inexistente. Quem nos defende?

domingo, 15 de setembro de 2013

Os 360 graus da RTP

A RTP1 abriu hoje às 20h com Cristiano Ronaldo. O pretexto foi a assinatura de um novo contrato com o Real Madrid depois daquele clube ter dado mais dinheiro pela transferência de um outro jogador, Bale, esta época.Em compensação há quem festeje a sua ultrapassagem de Eusébio em golos na selecção, embora a média  por jogo não seja lisonjeira ao CR7 por comparação com o moçambicano. A mim tanto me faz. Prefiro o anti-vedetismo de Pauleta. Mas os critérios da RTP tinham tudo a ganhar se o seu ângulo de apreciação não fosse tão coincidente com certas campanhas publicitárias.

sábado, 14 de setembro de 2013

Os papéis dos swaps foram destruídos para não haver dúvidas

A Inspecção Geral de Finanças mandou destruir os papéis «de trabalho» que estavam associados às auditorias realizadas a 4 empresas subscritoras dos swaps e produtos derivados. Informa o jornal Público que ficará assim sem resposta o requerimento feito pelos socialistas na comissão parlamentar de inquérito aos swaps. Tudo muito eloquente e desenvergonhado.Há muita gente que se sente impune, daí este farrabadó.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Querida auto-estrada

Vejo ainda um grupo de 4 professoras de Vila Real que foram colocadas numa escola de Viana do Castelo. Tencionam organizar-se para viajar diariamente em conjunto. Queridas auto-estradas...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Qual será o futuro de Helder Rosalino?

Vejo Helder Rosalino a dispor das pensões dos funcionários públicos, a coberto da uniformização das reformas, por baixo, entre o «público» e o «privado», e pergunto-me qual será o futuro dele, e se se salva disto tudo voltando para o Banco de Portugal e o seu particular sistema de aposentações...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O condicionamento televisivo

No salazarismo havia o «condicionamento industrial», que ajudou a fortalecer alguns grupos económicos que não deixaram depois de mandar no governo. No regime actual emergiu o «condicionamento televisivo» com a escolha de dois canais privados generalistas, o rateio do mercado da publicidade com fortes limitações legais para a televisão pública, e a não abertura de mais canais generalistas em nome ainda da distribuição das receitas geradas pela «santa publicidade» que comanda o pluralismo. Os canais generalistas uniram-se agora contra um certo tipo de cobertura das eleições autárquicas, e vão impor a sua lei no território que ganharam aos poderes públicos. Não se percebe o que a RTP faz nesse conjunto. Talvez só queira entrevistar o primeiro-ministro antes do fim da campanha...
Fazem muita falta canais regionais nestas eleições autárquicas.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Judo diplomático

Ontem o ministro russo Sergei Lavrov marcou pontos na questão das armas químicas sírias ao propor a internacionalização destas. A proposta, se for por diante, ajuda a resolver uma questão à ONU, (como escreveu Ferreira Fernandes hoje, a guerra síria é um dilema, de um lado, um ditador, do outro, terroristas), e, em qualquer caso, altera o calendário das agendas de várias potências sobre o assunto, EUA incluídos. A Rússia começa a beneficiar da sua derrota na guerra-fria, de uma política externa muito profissional, da concentração dos seus meios e objectivos, das poupanças económicas e financeiras que tem feito entretanto. Um tema de futuro.

domingo, 8 de setembro de 2013

Não foi o Poiares Maduro

A ideia da entrevista a Passos Coelho na RTP antes das eleições autárquicas, e a Seguro depois destas, não foi de Poiares Maduro. Ele é contra qualquer interferência da tutela na estação pública. De quem terá sido a subtileza da ideia a que Passos Coelho aparentemente não resistiu? 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os mais fortes do regime

Os autarcas são os agentes políticos mais fortes do regime. As competências do Poder Local e a Lei de Finanças Locais dão-lhes um poder sem paralelo no sistema, e mesmo os «troikos» não lhes tocam. Esse poder revelou-se na regra da perpetuação nos cargos que ocupavam, e que lhes multiplicava a influência e o poder de decisão em matérias muito sensíveis. Os deputados- sem influência que lhes seja comparável a não ser no imaginário catártico dos programas de opinião pública!- tentaram levar para a frente uma lei de limitação de mandatos, mas deixaram a obra a meio por fraqueza própria e cumplicidades partidárias. Agora o truque da demissão a meio do segundo mandato, ou da boa vizinhança com outros municípios vai proliferar rebentando com a lei.A não ser que o legislador não se deixe escarnecer e torne tudo muito claro.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Líbia, Mali, Síria...

Desde que perdeu para a Alemanha a liderança europeia-continental que a França se dotou de uma agenda ultramarina, desde a Líbia com Sarkosy ao Mali e à Síria já com Hollande. Foi o conselho que Bismarck deu a Paris depois da guerra franco-prussiana...
Ao menos agora a França ficou no lugar de parceiro especial dos EUA para a Síria.

Os parlamentos e a guerra

Os parlamentos das grandes democracias começam a reagir à facilidade com que os governos decidem levar por diante operações militares no estrangeiro sem uma real participação dos deputados. As falsas informações que estiveram na base da invasão do Iraque em 2003, o desastre militar, político e financeiro que se seguiu deixou marcas nas Câmaras. Onde elas existem e funcionam, claro.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Estou de férias enquanto houver temperaturas superiores a 30 gaus

Pasmo sempre quando vejo as crianças serem arrancadas às férias para entrarem numa escola com uma temperatura superior a 30 graus!Ficam logo treinadas para os trópicos. Por mim continuo de férias como os turistas alemães que nos visitam. Não trato pois de assuntos sérios, e há alguns. Mas dou-me por satisfeito por ter previsto aqui acima que o Jorge Jesus ia fazer entrar o Cardozo na segunda parte contra o Sporting.Quando a temperatura descer falo-vos do deserto, e da redescoberta das ilhas em termos de plataforma continental

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Primeiros e últimos minutos

Ontem, como há muitos anos, fui com o meu filho ver o primeiro jogo do SLB na Luz para a Liga. Pelo caminho fui-lhe dizendo que está na hora dele levar os seus filhos, agora que em boa hora os desafios vão disputar-se mais cedo. Guardo-me para a Europa. O jogo foi uma pepineira, que as crianças podem tolerar mas não dá para os sermões de Jorge Jesus aos adeptos.A casa estava aliás fraquita. Ficámos até ao empate, porque saímos sempre durante os descontos, um momento que tem sido traumatizante para os benfiquistas nos últimos tempos. Não teve nada a ver com desconfiança ou desconfiança. Todos sabemos que Jorge Jesus vai fazer entrar Cardozo na segunda parte do jogo com o Sporting...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O terceiro resgate da Grécia

Em plena campanha eleitoral na Alemanha, fala-se, do lado dos partidos do actual governo de um mais do que eventual terceiro «resgate» da Grécia, até ao fim do ano. A senhora Merkel já sabe que não perderá as eleições por causa dos «resgates». Mais importante será conhecer os novos parceiros para essa nova operação. O FMI fica? Sai? Quem entra, e em que montantes, com os novos empréstimos? Só o Mecanismo de Estabilidade Financeira Europeia?Haverá cortes na dívida por parte dos credores institucionais? A Grécia marca o ritmo da crise das dívidas soberanas? 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Mercantilismo financeiro

O Público cita hoje a revista Der Spiegel, segundo a qual um estudo oficial do ministério das Finanças alemão cifra em 41 mil milhões de euros os ganhos em juros com os empréstimos contraídos pelo tesouro federal desde o início da crise das «dividas soberanas» dos países periféricos da zona euro, desde 2010 até agora.
Além disso Berlim começou a repatriar o ouro que tinha depositado noutras praças estrangeiras, tornando-se assim um caso de entesouramente de meios monetários e financeiros sem precedentes na UE. Chama-se a isso ter os meios da sua política à disposição.

Começou a época das arbitragens

O SLB perdeu na Madeira. Com ou sem Cardozo será uma época de tensão entre dirigentes e adeptos. Com ou sem«comando».

Começou mal a época no campo das arbitragens, e não só com equipas «grandes». Quem viu certas passagens do Guimarães- Olhanense não pode deixar de ficar arrepiado com o que se possa passar entre candidatos a lugares europeus e candidatos à descida de divisão.O jogo mais notório ainda foi entre o Setúbal e o FCP. Paulo Fonseca, recrutado directamente das juventudes desportivas por Pinto da Costa, ainda não percebeu que cada penalti mal marcado a favor do FCP, cada golo duvidoso que o favoreça, só o diminui como treinador aos olhos de todos. O seu ataque a José Mota foi o de quem não sabe ainda o seu papel.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Uff, a pré época...

A pré -época desde 1 de Julho até meados de Agosto deve ser um dos maiores desperdícios de dinheiro para os clubes e mesmo para as SAD. Uns joguitos sem público, sem grandes receitas de televisão, sobretudo sem interesse nenhum, dão tempo para as manobras empresariais das transferências, o verdadeiro negócio da pré-época, mas este não é em directo. Há sempre a volta a Portugal em bicicleta para os tradicionalistas.
Por isso ontem vi os dois desafios de Portugal. Gostei dos sub-21, e do jovem Cavaleiro que marcou três golos sem direito a histerias.Quanto aos seniores estiveram quase todo o jogo a perder com a Holanda, mas os tambores rufaram quando o Ronaldo empatou e marcou o seu 40º golo na selecção, ficando a 1 e a 5  das marcas de Eusébio e de Pauleta. Dois insulares e um ultramarino, portanto. Ninguém pergunta porque os metropolitanos não chegam lá. Talvez porque o Cardoso só em Portugal tenha mercado neste momento...

Nada contra o crescimento

O governo não estaria à espera da subida do PIB neste trimestre, tanto se queixou dos efeitos do acórdão do Tribunal Constitucional que atenuou o radicalismo da austeridade.Mas eu não me vou queixar do crescimento mesmo que fraco, mesmo que seja alcançado com o auxílio das exportações da GALP, por excesso de produção, dada a míngua do nosso mercado interno na procura dos seus bens transaccionáveis com tudo o que isso significa. Afinal foi na guerra civil  de Espanha que os produtos derivados do petróleo começaram a ter esse papel na balança comercial portuguesa...Pode é não durar muito.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Soberanias entre recifes

Com a UE em férias, multiplicam-se os casos de afirmação de soberania. Neste caso o Presidente da República Portuguesa até foi o primeiro a dar o pontapé de saída com a visita às ilhas Selvagens,-uma questão resolvida com Madrid desde 1912- onde terá avaliado as potencialidades de expansão da plataforma continental, a pacífica biodiversidade, e o local mais a sul que Portugal fornece como «fronteira externa da UE.»... Agora são os espanhóis que disputam a construção de «recifes artificiais» no mar de Gibraltar em competição com os «recifes artificiais» britânicos noutra zona fronteiriça da UE. Soberania e fronteiras, um tema de verão, ou será para continuar sob o signo das «fronteiras externas» europeias?

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O motorista não usa retrovisor

Mais uma demissão de um secretário de Estado de uma pasta que mexe com dinheiros, desta vez apenas um mês depois de ter tomado posse. O secretário de Estado do Tesouro- aonde o «pote» está concentrado-, Pais Jorge pediu a demissão perante o silêncio inadmissível da ministra das Finanças, que o escolheu para a substituir no cargo!, do primeiro-ministro tão seguro da solidez pastosa do seu governo, e do PR tão entrincheirado no novo calendário da era de Bruxelas-Berlim. O governo chega a 2015? Nem pensar...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Nuno Godinho de Matos

Nuno Godinho de Matos pediu a exoneração de membro e porta-voz da Comissão Nacional de Eleições que exercia há 17 anos e que fazia dele uma referência daquele órgão responsável pela seriedade e pela confiança que os portugueses ainda depositam no processo eleitoral. Membro fundador do PS, deputado constituinte e deputado reformador, Nuno Godinho de Matos foi dos que se afastou das lides partidárias cedo, certamente desapontado e desiludido. Agora, numa refrega menor sobre incompatibilidades, um correligionário de colheita mais recente colocou a credibilidade dele em causa. Nuno Godinho, do alto do seu entendimento, demitiu-se da CNE. Que pena que seja ele, e não outros noutras instâncias.

Teresa Amado

Quando regressei a Lisboa de uma férias intermitentes notei no meu bairro, ao entardecer, a circulação de várias caras amigas que não via há muito tempo. O mistério desfez-se ao chegar a casa: a nossa querida Teresa Amado havia falecido.Tínhamos sido da mesma direcção associativa da Faculdade de Letras na crise de 1962- onde aliás as mulheres estavam em maioria sem necessidade de quotas, a Benedita Vassalo, a Isabel Franco, a Yolanda Barbosa- num momento axial dos estudantes contra o regime da União Nacional. A Teresa Amado optou uma carreira universitária mas mantivemos sempre o contacto- que se acentuou nos últimos tempos- porque éramos vizinhos e ambos motivados pelo combate às nossas doenças de civilização. Sempre segura, sempre calma, sempre doce- não cheguei a perceber se alguma vez desesperou. Ontem os amigos estavam lá com ela.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A «União Nacional» de Passos Coelho na versão do PSD do Baixo-Douro

Passos Coelho gosta de expressões que fizeram história nas escolas da sua infância. «Chefe de Governo», e «União Nacional» foram das mais recentes que foi buscar aos compêndios. Mas mal saboreava o efeito desta última novidade perturbadora, eis que os seus corregelionários Rui Rio e Filipe Menezes se envolviam numa linguagem de desunião digna dos «inimigos da retaguarda» de antanho...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Finalmente, uma «perita em swaps»

O Tesouro português esbanjou-se em Parcerias Público-Privadas, socorro ao BPN, rendas excessivas, e mais recentemente veio à tona de água a questão dos «Swaps» e seus prejuízos estimados em três mil milhões de euros.Não abundam gráficos dessas despesas cativadas pelos defensores da austeridade para os outros. Tudo isto será pago com o suor dos portugueses sob a tutela da competitividade. Sobre os «swaps» havia a sensação de que nenhum dos excelentíssimos gestores que os assinaram dominava a hidra da cabeça financeira que vendia esses produtos através dos seus especialistas.Mas ontem, na AR, Vítor Gaspar declarou que Maria Luís Albuquerque « é uma pessoa que pode ser considerada perita nesta matéria». Uff, tinha a impressão de que não havia ninguém do lado dos serviços públicos...

Fernando Martins

Fernando Martins era um senhor com naturalidade. Encontrei-o a mais das vezes no seu Altis, desde as primeiras reuniões do grupo parlamentar do PS na Assembleia Constituinte, até aos inúmeros colóquios,conferências e noites eleitorais marcantes, umas legislativas, outras presidenciais. Lembro-me de ter lançado a 18 de Abril de 1979, com António Barreto, o «Manifesto Reformador»  numa das salas de um dos pisos superiores, e nesse período almocei por vezes com ele. Era um pluralista por vocação, mas com preferência nítida pelos bons combates. Benfiquista, e presidente do SLB, recebia com cavalheirismo os grandes rivais do Porto. Era um empreendedor extraordinário que nunca maçou ninguém com lições de «empreendorismo». 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Torpedeados

Paulo Portas torpedeou Santos Pereira. Santos Pereira retirou os torpedos aos submarinos de Portas. Portas vai ter de se habituar a este à-vontade de ministros e ex-ministros da àrea do PSD para com ele depois da demissão «irrevogável».

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ana Maria Bettencourt

Ana Maria Bettencourt sai por estes dias do cargo de Presidente do Conselho Nacional de Educação, eleita por larga maioria dos grupos parlamentares da AR. Manteve sempre um óptimo relacionamento com todos os agentes do mundo da instrução através de um diálogo discreto, de um debate aberto, e de uma grande proximidade das escolas. Ressalta  da sua presidência a elaboração de um estudo anual sobre O Estado da Educação em Portugal, que teve três edições, e onde se desmitifica algumas ideias preconceituosas sobre o desempenho do sistema educativo, nomeadamente em termos comparativos internacionais. Por motivos familiares posso testemunhar o grande esforço que dispensou nestes últimos quatro anos. Precisamos da Ana Maria Bettencourt em actividade.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Sol fica de prevenção ao Tribunal Constitucional

O semanário SOL informa-nos que o TC «não fecha para férias», e que «O medo do TC volta a assombrar o Governo», pois «Dois ou três chumbos inviabilizarão as metas e não temos alternativas», disse fonte governamental. É uma peça e peras. Tendo em conta a filosofia política do jornal não seria mau lerem numa reunião de direcção aquela frase de Alexis de Tocqueville, segundo a qual
o controlo judicial da constitucionalidade« é uma das barreiras mais poderosas levantadas contra a tirania das assembleias políticas.»

O Reitor da Universidade de Lisboa

Estive presente ontem, como membro do Conselho Geral, na tomada de posse do primeiro Reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, saída de um bem conduzido processo de fusão entre a Clássica e a Tecnica, cujos pricipais protagonistas foram de facto António da Nóvoa e António Cruz Serra. Fiquei bem impressionado com o que assisti, e como estamos todos viciados em notícias negativas, é salutar ver a Universidade Portuguesa a querer contribuir para emendar o País e ajudar ao seu progresso.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Haverá um homem forte no governo?

Hoje foi dia de avaliação do governo remodelado. Contrariamente aos que olham para Paulo Portas como o governante que sai reforçado, eu só vejo um vencedor neste torneio político de verão: Passos Coelho. Ultrapassou a crise aberta pela demissão havida por apocalíptica de Vítor Gaspar, e substituiu-o por uma amiga de longa data; meteu na algibeira a demissão «irrevogável» de Portas; não se misturou nas conversações tripartidas cenariadas pelo PR, atitude que António José Seguro não explorou;pagou a dívida política contraída junto de Cavaco Silva com uma moção de confiança que apresentaria mais cedo ou mais tarde; acabou por ter o líder do CDS onde o quer: a responsabilizar-se  pelas negociações com a troika sob o sorriso malandro do secretário Carlos Moedas,  e a estar presente com carácter permanente no Conselho de Ministros. Aumentou este para 14 membros com a mesma ligeireza com que havia defendido um governo com 11 ministros. A haver um homem forte na maioria é Passos Coelho. Pode não durar muito, mas é assim.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Alfredo de Sousa, um protector dos cidadãos

Acompanhei razoavelmente o mandato de Alfredo de Sousa enquanto Provedor de Justiça, cargo que não foi renovado por esta maioria parlamentar que se sentiu ofendida pela liberdade de opinião noutras matérias do Juiz Conselheiro, sem que a oposição tenha reagido. Perde-se assim um real defensor dos cidadãos. Não nos podemos esquecer que Alfredo de Sousa pediu ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva de alguns artigos do Orçamento de Estado para 2013.E opinou, sem defender especificamente, que a haver eleições antecipadas elas deveriam realizar-se na altura das autárquicas.Foi punido pela intolerância desta coligação. Há quem prefira fazer de conta não perceber o que está em curso e manter a aparência do «business as usual»...

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Grécia à frente de Portas no IVA da restauração

Um dos grandes debates nas negociações tripartidárias em Lisboa, foi a baixa, ou não, do «IVA da restauração»! O CDS,  partido governamental, já se havia pronunciado com pompa sobre a descida do imposto. Mas foi o governo grego que  tomou essa medida agora, e contra a Comissão Europeia, vejam lá. Há «protectorados» e «protectorados»...Fitas e fitas.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Quanto tempo demorará Passos Coelho a apresentar a moção?

Passos Coelho tornou-se o Tarzan desta selva política. Vejam como enche o peito. Apoiado pela Comissão Europeia- leia-se Barroso-, terá prometido a Cavaco Silva a apresentação de uma Moção de Confiança na AR, para ilibar este de proteccionismo partidário. Mas será que apresenta a moção antes do final desta sessão legislativa, ou arrasta os pés até Setembro? Muito gostaria de saber a previsão de Barradas de Oliveira...

domingo, 21 de julho de 2013

Garantias adicionais e Moção de Confiança

O PR dará posse ao governo remodelado, depois de ter recebido «garantias adicionais» da coligação - que se desconhecem- e de Passos Coelho se ter comprometido em apresentar uma Moção de Confiança na AR.Fica na berlinda o CDS. Cavaco Silva fica de novo na varanda de Pilatos.

sábado, 20 de julho de 2013

Uma comédia

É precisa muita paciência para assistir às notícias sobre o malogro das negociações interpartidárias promovidas pelo PR como se fosse  uma «novidade».

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Na candidatura de António Costa a Lisboa

Gostei do discurso de candidatura de António Costa a presidente da CML, proferido num fim-de-tarde luminoso à beira-Tejo. Ele frisou, e muito bem, que governou em contraciclo a cidade de Lisboa:
«Foram quatro anos sempre em contraciclo.Reduzimos a dívida do município quando o endividamente do país aumentava, reforçámos o investimento quando tudo parava, demos prioridade à escola pública e aos apoios sociais contra o empobrecimento, baixámos os impostos quando todos aumentavam, estimulámos o emprego e apostámos nas empresas contra o desemprego e a recessão.»
Que tal um consenso sobre este modo de governar?

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um acordo para renegociar com os credores ?

Jorge Sampaio sintetizou muito bem o único ponto positivo que eventualmente podia sair destas conversas inter-partidárias de iniciativa presidencial: reforçar o poder negocial da República perante a troika e restantes credores. Mas este não será manifestamente o destino desta «ronda».

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Imaginem!

Sabem porque o «acordo» PSD-CDS-PS não será possível? Pois porque a RTP ouve «os críticos» do PS e estes não o querem.Está instalada a «divisão» no PS, concluem.  no Telejornal das 20h. Tão simples, não acham? Os «críticos» no PSD e no CDS só serão chamados mais tarde.Quando efectivamente o «acordo» der no que terá de dar. À ordem, ou por ordem, logo se verá.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ao ritmo das negociações

Este blogue segue agora ao ritmo estival das negociações. De todas as negociações, desde a oitava avaliação da troika que foi adiada dentro do melhor entendimento do que pode ser a «emergência nacional», até esta sobre o calendário eleitoral das legislativas a coberto da ideia de um governo de salvação nacional.Em política nem tudo o que parece, é. Também escusam de me procurar na CMTV ou no Correio da Manhã. Ando a preparar a minha «rentrée» e tenho convites diferentes dos habituais.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Que grande embrulhada!

A contagem para novas eleições foi retardada com os procedimentos anunciados pelo PR mas irá ser retomada. O governo já está em gestão. As culpas de tudo isto diluídas entre «os parceiros» Só teremos governo de salvação nacional mais para a frente. Ou para trás...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Tudo menos o Conselho de Estado

O PR irá falar hoje ao país depois de ouvir «os parceiroa políticos e sociais», mas sem ter convocado o Conselho de Estado. Esta é a versão assimilada de «protectorado».

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sobre a «Deslealdade Institucional»

Cavaco Silva deve passar esta noite a debater-se com o fantasma da deslealdade institucional. Fará caso dela? Cederá à insignificância institucional que querem transmitir de alguns centros de decisão externos ? Uma noite decisiva para a sua personalidade

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Muito teatro

Passei o fim-de-semana no festival internacional de teatro de Almada. Os encenadores e actores eram profissionais. Mas nada de desmerecer os amadores mesmo quando se ouve o «ponto»...

sábado, 6 de julho de 2013

Comissão Administrativa

Começou o pós-troika à maneira de Passos e Portas. Nenhum quer governar com o outro, mas arranjam «esquemas» negociais para se mostrarem «responsáveis» e para atirarem a batata escaldante para as mãos do PR, que por sua vez a atira para a AR. Como escrevo no Cabo Submarino: «Não se pode manter em funções um governo como se este fosse uma comissão administrativa. Esta grave crise revela a putrefação da maioria.»

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Festival Internacional de Teatro de Almada

Nem tudo são coisas mal-feitas em Portugal, como estas a que temos assistido nos últimos dias. Hoje começa em Almada um grande festival internacional de Teatro  e que vai durar até ao dia18 de Julho espalhado por várias áreas desde a Escola D. António da Costa, Teatro Municipal de Almada, Teatro D. Luis, Dona Maria II, Culturgest, Maria Matos, Teatro da Politécnica, etc
Todos os anos tem sido uma festa da cultura. Este é o 30 festival. Este ano já não está connosco o seu fundador Joaquim Benite que será justamente homenageado. Mas Rodrigo Francisco, que nos habituamos a ver ao seu lado, reteve a inspiração e manteve o modo de produção de qualidade e diversidade.

Gosto