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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Bloco das tangas


Passos Coelho revelou que numa noite abdicou de contrariar o aumento de impostos, em troca do Governo adiar algumas obras públicas que defendia. Rápida mudança de convicções. E em menos de 24 horas o PSD alterou a sua ameaça de uma moção de censura (caso a Comissão de Inquérito concluísse que Sócrates mentiu), para a formalização do fim desses trabalhos. Aliás, o presidente social-democrata especializou-se em ser oposição de manhã e vice-primeiro-ministro à tardinha. Ou seja, o Bloco Central encontra-se numa relação do tipo é só uma noite (de cada vez). E não assume um compromisso.
É um laço tenso. Sócrates quer liderar os passos. Mas precisa do par e arrisca-se a que pareça que já não governa. O líder do PSD quer dois passos à frente e um atrás: tanto as piscadelas e a imagem de responsabilidade, como a imputação apenas ao governo das pisadelas aos portugueses. Mas ainda tropeça na pirueta. Enfim, até às presidenciais, haverá mesmo um tango, coreografia dura de rostos virados, braço de ferro bailado, em que ambos farão uma prova de resistência.
 Depois, PS e PSD ou vão do tango ao Kung Fu, ou oficializam a aliança. Mas nessa altura o país já estará de tanga. A não ser que, entretanto, uma outra resistência venha para a rua dançar.

Publicado aqui.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Os grandes dilemas nacionais segundo o Bloco Central

DILEMA 1º


DUPONT & DUPONT   OU COELHÓCRATES OU SOCRELHO






DILEMA 2º 

PAÍS DA TANGA OU PAÍS DO TANGO


  

DILEMA 3º 

POLÍCIA BOM OU POLÍCIA MAU

domingo, 16 de maio de 2010

EMPAPADOS

O papa citou o cardeal Cerejeira, homenageando a ditadura de Salazar. O Estado surgiu curvado em vassalagem e oportunismo. A comunicação social rejubilou incessantemente com detalhes patéticos. Meio país entreteve-se com a bola, a festa que foi e o mundial que virá. O governo, engajado com o PSD e Bruxelas mais feudal que federalista, optou por castigar quem ganha 5 e poupar quem leva 5000, garantindo que não há alternativa.
No centenário da República, quase quatro décadas após o 25 de Abril, eis Portugal dirigido por gente sem rasgo ou coragem, a insistir na pá que nos cava o túmulo e que já perdeu a vergonha ou até o medo do ridículo. Sócrates diz que a nossa economia está bem, mas como os outros estão a controlar o défice, temos de fazer o mesmo. Passos Coelho pede desculpas pelas medidas que defende. Tudo isto seria hilariante não fosse o aumento de impostos praticamente igual para todos, o aumento geral do IVA ou os cortes do défice sempre à custa dos salários e nunca dos lucros, levar quem apertou o cinto tantos anos, a ter de agora apertar a garganta. Assim, não é cómico. É uma tragédia. Provavelmente, grega. 

Publicado no Correio da Manhã

domingo, 3 de janeiro de 2010

À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA


Provavelmente, nem outra coisa seria de esperar, considerando as posições políticas de Luís Amado. Hoje, no Público, o Ministro afirma que “é importante que o PSD se defina como principal partido da oposição”. Ok. Compreende-se. Mas para quê? Amado explica em bloquês central: para que “estruture uma visão do país, que não será muito diferente daquela que é a visão do Governo.”

Gosto