domingo, 9 de fevereiro de 2014
O novo inferno da Luz
Hoje o dia estava tão mau que não fui ao estádio da Luz para ver o Benfica-Sporting. Em boa hora o fiz. Mesmo em casa com o apoio da televisão e da rádio não consegui acompanhar o que se estava a passar em directo. Com a UEFA presente, a a ausência de esclarecimentos da direcção do SLB, ainda pensei que se tratava de um exercício ao vivo das autoridades de segurança da PSP, da FPF, e da UEFA. as a bagunça foi um pouco amais além...
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Dia de Amigos
Ontem foi dia de AMIGOS em S.MIGUEL, uma tradiçao que ontem foi acrescentada com o lancamento do meu livro no Teatro MIcaelense, com a presenca de Vasco Cordeiro, Carlos Cesar,Alexandre Pascoal. e muitos amigos na plateia, com os organizadores, os livreiros J. Carlos Frias e Helena Frias a comandar as operacoes. Tive ainda direito a 3 apresentadores de luxo: Vamberto de Freitas, Roberto Amaral e Pilar Damiao. O lancamento prolongou-se-com os autografos- por 3 horas!
O que me valeu foi o esgotamento dos exemplares!Pelas 22h fomos fazer o nosso jantarde amigos com as ruas de Ponta Delgada cheia de gente a procurar lugares nos restaurantes. Catarina, o meu anjo da guarda, ja tinha pensado em tudo!
Este computador foi emprestado e ressente-se disso!
O que me valeu foi o esgotamento dos exemplares!Pelas 22h fomos fazer o nosso jantarde amigos com as ruas de Ponta Delgada cheia de gente a procurar lugares nos restaurantes. Catarina, o meu anjo da guarda, ja tinha pensado em tudo!
Este computador foi emprestado e ressente-se disso!
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Ora bate o Lima, ora bate o Cardozo!
Eu já desconfiava que também havia rotativismo no futebol nacional, só não sabia que também se aplicava aos penaltis. Estava iludido. Tanto faz que esteja a chover como não, que o jogador esteja parado no Inverno, ou que a estatística possa ajudar a uma decisão, que eu pensava ser do foro do treinador. Afinal a coisa é muito mais simples: ora bate o Lima ora bate o Cardozo! No fim vamos ver se dá certo...
Avaliações e leilões
A nacionalização do BPN deu um enorme prejuízo ao Tesouro nacional,que alguns cifram em mais de cinco mil milhões de euros; pelo seu lado a privatização para o BIC foi avaliada a olho por 40 milhões , assim como quem percebe da coisa! Nas caves do escândalo ainda ficou por dirimir muito débitos avulsos a certos clientes que ainda hoje são pagos pelos contribuintes. Também ficaram umas «obras de arte» cujo valor patrimonial é por natureza especulativo e sujeito a «avaliações», uma actividade sublime.
Pois a República Portuguesa resolveu agora levar a leilão a colecção MIRÓ do BPN . Não acompanho a campanha de congelamento do leilão. Prefira saber, no leilão, o valor efectivo do activo em arte do BPN que pertence ao Estado do que ficar de novo na mão do circuito dos avaliadores.Os meus amigos compreenderão...
Pois a República Portuguesa resolveu agora levar a leilão a colecção MIRÓ do BPN . Não acompanho a campanha de congelamento do leilão. Prefira saber, no leilão, o valor efectivo do activo em arte do BPN que pertence ao Estado do que ficar de novo na mão do circuito dos avaliadores.Os meus amigos compreenderão...
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Depois da morte de Eusébio, e da comenda presidencial de Ronaldo, há um mês que a inteligência portuguesa se debate com a Praxe!
Há um mês que o país discute com afinco a dogmática das praxes «académicas!»: teólogos, filósofos, sociológicos, comissionados da «ética», e claro está, jornalistas, políticos e governantes dão o seu melhor para centrarem bem o corpo do delito no seio da nação. Um mês de desvario opinativo ninguém nos tira.
Até aqui o grande problema era o de saber como vai ser o país pós-troika, há semanas que tudo agora roda à volta de como fazer «homenzinhos» desses mancebos e mancebas que chegam às universidades de capa e batina e com cultura sub-urbana.
Tenho a certeza que de todo este esforço sairá um «Livro Branco» de como é diferente a praxe em Portugal. Um livro branco que esconda o essencial: quando a praxe derrapa o livro que se aplica é o do Código Penal...
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Rui Namorado- Um que não desiste
Ontem fui a Coimbra participar num colóquio organizado pelo «Clube- Manifesto para uma Renovação Socialista», ou seja organizado Pelo Rui Namorado-que conheço desde as expulsões políticas da Universidade nos anos sessenta!
O tema era o da questão europeia, vista esta mais de uma perspectiva social do que propriamente MACRO que tanto atrai os nossos pensadores.
Rui Namorado consegui reunir pessoas como Maria de Belém,presidente do PS, Carlos Silva o novo Secretário-Geral da UGT.
O meu painel, intitulado «A Europa em tempo de crise» foi moderado por outro membro do Clube da Renovação Socialista, Jorge Strecht Ribeiro, e contou ainda com a participação do Luis Marinho, que não via praticamente dos tempos do PE.
Foi um dia de intensos debates sobre a Europa Social e o papel dos partidos socialistas na actual fase da crise europeia.
Tudo isto graças ao Rui Namorado, sem subsídios nem apoios dos gabinetes da dogmática situacionista.
O tema era o da questão europeia, vista esta mais de uma perspectiva social do que propriamente MACRO que tanto atrai os nossos pensadores.
Rui Namorado consegui reunir pessoas como Maria de Belém,presidente do PS, Carlos Silva o novo Secretário-Geral da UGT.
O meu painel, intitulado «A Europa em tempo de crise» foi moderado por outro membro do Clube da Renovação Socialista, Jorge Strecht Ribeiro, e contou ainda com a participação do Luis Marinho, que não via praticamente dos tempos do PE.
Foi um dia de intensos debates sobre a Europa Social e o papel dos partidos socialistas na actual fase da crise europeia.
Tudo isto graças ao Rui Namorado, sem subsídios nem apoios dos gabinetes da dogmática situacionista.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Jorge Sampaio
Revisitando a sessão sobre os« Advogados e os Tribunais Plenários», gostaria de realçar o excelente discurso de Jorge Sampaio, que sabia de cor do que falava, mas que acrescentou alguns temas fundamentais para o entendimento do passado, e sobretudo como nos devemos orientar na dilemática questão histórica que se tem colocado nos processos de transição de ditaduras para regimes democráticos: que relações os regimes democráticos devem estabelecer entre verdade histórica e justiça. Em Portugal nenhuma «comissão de ética» tocou sequer nesta questão quanto mais estudá-la. E matéria não falta.O discurso de Jorge Sampaio foi marcante neste domínio como no tema da sessão.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Homenagem aos advogados dos presos políticos
Hoje de manhã regressei à bela sala do Senado da Assembleia da República para acompanhar a Maria Emília à sessão de «Homenagem aos advogados dos presos políticos nos tribunais plenários.», pois o Pai, Nuno Rodrigues dos Santos, foi um dos advogados que disseram presente na defesa de presos antisalazaristas desde os tempos dos tribunais militares dos anos trinta. O título do colóquio é talvez grande demais mas serviu para formalizar apenas os casos em que a PIDE instruíra um processo até o levar a julgamento, uma percentagem baixa de toda a sua acção política policial. Ou seja, foram os Juízes dos tribunais plenários que estiveram hoje no banco dos réus, e os presos e advogados os heróis do dia.
O colóquio foi da iniciativa do movimento «Não Apaguem a Memória», mas hoje o José Augusto Rocha, no jornal PÚBLICO, revela que o Conselho Geral da Ordem dos Advogados, em 2008, negou seguimento a uma iniciativa da respectiva Comissão dos Direitos Humanos para enaltecer os advogados que se bateram em condições desiguais nos tribunais plenários. Ninguém da O.A. quer esclarecer esse assunto.?
O colóquio foi da iniciativa do movimento «Não Apaguem a Memória», mas hoje o José Augusto Rocha, no jornal PÚBLICO, revela que o Conselho Geral da Ordem dos Advogados, em 2008, negou seguimento a uma iniciativa da respectiva Comissão dos Direitos Humanos para enaltecer os advogados que se bateram em condições desiguais nos tribunais plenários. Ninguém da O.A. quer esclarecer esse assunto.?
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
O BE esfuma-se
O Bloco de Esquerda está a perder massa critica e a desfazer-se Primeiro foram ostracismos individuais: Daniel Oliveira, Joana Amaral Dias, Teixeira Lopes. Depois alguém começou a teorizar a saída em peso dos fundadores do BE-um hara-kiri nunca visto nestes quarenta anos de sistema de partidos.Saíram, aparentemente para renovarem os quadros Fernando Rosas, e, Francisco Louçã o verdadeiro líder do BE, capaz de multiplicar a força eleitoral, e de credibilizar pelos seus conhecimentos um partido sem história. Impávido Luís Fazenda a tudo assistiu com uma fé inabalável na capacidade de reprodução da sua escola de quadros. Chegou porém agora a vez de Ana Drago se demitir do cargo que ocupava na direcção do Bloco.
Carismática, estudiosa, dedicada, bem preparada, com uma excelente argumentação política,teria sido uma solução mais forte do que a divisão bicéfala inventada por ocasião da morte assistida do BE. Sempre disse que ela não aceitaria a operação em curso. Quem ficará com muitos dos votos do partido de Louçã?
Carismática, estudiosa, dedicada, bem preparada, com uma excelente argumentação política,teria sido uma solução mais forte do que a divisão bicéfala inventada por ocasião da morte assistida do BE. Sempre disse que ela não aceitaria a operação em curso. Quem ficará com muitos dos votos do partido de Louçã?
Quarenta anos
O meu filho fez este domingo 40 anos. Foi um dia muito bem passado entre nós. Não sei com que idade cessam as responsabilidades morais dos pais para com os filhos mas durante estes anos não houve um só dia em que o não tivesse visto crescer autonomamente como pessoa. Agora que ele está simbolicamente a meio da vida, tenho a certeza de que irá continuar a irradiar a sua bela personalidade junto da família e dos amigos
sábado, 25 de janeiro de 2014
Sabáticas de governante
Em meados de 2004 Durão Barroso percebeu o que seria uma longa sabática de governante. O primeiro-ministro do Luxemburgo achou um despropósito deixar o seu cargo e ir presidir à Comissão Europeia. Recusou. Durão Barroso, que vinha esfarrapado da procissão infeliz da invasão do Iraque depois de ter visto muitas fotografias do arsenal de armas químicas que lhe tinham mostrado no intervalo de um filme de ficção conjuntamente com Blair e Aznar, aceitou. Aí começou a sua verdadeira sabática de responsabilidades governamentais em Lisboa. Parece que as quer continuar, contrariamente ao que fez o honrado Prodi quando aceitou voltar a presidir a um daqueles improváveis governos de coligação à italiana. A sabática de Barroso serve agora para se abrigar da briga da direita portuguesa sobre as próximas presidenciais, já de si uma sabática à de Cavaco Silva...Ainda ficamos sem candidatos com toda este gente a oferecer os seus serviços às instâncias internacionais. Vão ver que ele ainda dá cabo da ONU...
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Começa-se por centralizar, depois adeus autonomia científica
Quando regressei,em dedicação exclusive, à Universidade Nova de Lisboa em 2005, esvoaçava na FCSH um clima de entusiasmo devido ao «espírito de Bolonha»- mesmo na versão bastarda da uniformização padronizada com que foi introduzida em Portugal. Coincidente, criara-se a Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT), cuja verdadeira vocação seria a de retirar às universidades o melhor espaço de investigação que tinham assegurado até aí, através da atribuição de bolsas, da aprovação de projectos por júris escolhidos pela FCT, estabelecimento de novas regras, com a ambição assumida de internacionalizar a Ciência e a Tecnologia. O apoio era quase total: direcções crentes nas faculdades, jovens a meio da carreira, novos clientes, novas equipes, novas burocracias, e sobretudo novas filas para os «guichets» abertos pelas respectivas rubricas orçamentais.
Era no entanto uma fase de crescimento na investigação, na cooperação com institutos estrangeiros, com dinheiro da UE, fase organizada e impulsionada por um dos nossos melhores ministros,
Maria Gago.Os pressupostos eram porém perigosos para a liberdade de investigar e ensinar dos professores universitários, remetidos para um papel subordinado em relação à FCT.
A experiência levava-me assim a ficar de pé atrás, sobretudo com a burocracia avassaladora e centralizadora, a alienação da liberdade
de investigação individual em sede das universidades, uma internacionalização copiada por um modelo sem vida..
Dez anos depois o actual presidente da FCT corta nas bolsas individuais, obriga os post-doutorados a alinhar em equipas de investigação forçadas orientadas para a ciência e a tecnologia
aplicadas. O ridículo de tudo reside em só haver 16 bolsas atribuídas por empresas.Que raio de tecnologia aplicada que as empresas não dão um escudo por ela.
No fundo os candidatos às bolsas ficam agora à espera de um paradigma de transição para a internacionalização da ciência e
tecnologia, como o The ECONOMIST já divulgou há meses...
Era no entanto uma fase de crescimento na investigação, na cooperação com institutos estrangeiros, com dinheiro da UE, fase organizada e impulsionada por um dos nossos melhores ministros,
Maria Gago.Os pressupostos eram porém perigosos para a liberdade de investigar e ensinar dos professores universitários, remetidos para um papel subordinado em relação à FCT.
A experiência levava-me assim a ficar de pé atrás, sobretudo com a burocracia avassaladora e centralizadora, a alienação da liberdade
de investigação individual em sede das universidades, uma internacionalização copiada por um modelo sem vida..
Dez anos depois o actual presidente da FCT corta nas bolsas individuais, obriga os post-doutorados a alinhar em equipas de investigação forçadas orientadas para a ciência e a tecnologia
aplicadas. O ridículo de tudo reside em só haver 16 bolsas atribuídas por empresas.Que raio de tecnologia aplicada que as empresas não dão um escudo por ela.
No fundo os candidatos às bolsas ficam agora à espera de um paradigma de transição para a internacionalização da ciência e
tecnologia, como o The ECONOMIST já divulgou há meses...
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
A autonomia financeira exerce-se no quadros das verbas arrecadadas e atribuídas aos Açores
Ontem os Açores ganharam uma das batalhas mais severas lançadas pelos velhos centralistas do Restelo. O representante da República na RAA deu um grande tiro nos pés ao enviar para a fiscalização preventiva umas normas relacionadas com os chamados «custos da insularidade», pois o TC considerou, e bem, que «as verbas necessárias para suportar alteração saem exclusivamente do Orçamento dos Açores, não implicando maiores transferências do Estado para a região autónoma». Ou seja, dentro das verbas que lhe são atribuídas, a Assembleia regional pode modular o seu próprio orçamento.
Pedro Catarino não tinha percebido isso, e não teve o mesmo cuidado do PR em não paralizar a execução do Orçamento açoriano como Cavaco demonstrou com as inconstitucionalidades do OE bem à vista!
Pedro Catarino não tinha percebido isso, e não teve o mesmo cuidado do PR em não paralizar a execução do Orçamento açoriano como Cavaco demonstrou com as inconstitucionalidades do OE bem à vista!
Passos prepara as condições de escravidão política da figura presidencial.
Não sei o que acontecerá ao sistema política em Portugal se se deixa Passos Coelho voltar a trilhar o caminho da subversão do equilíbrio e separação de poderes. Depois de dois anos de atalaia ao Tribunal Constitucional, vira-se de novo contra o papel do Presidente da República, ele que há muito que meteu Cavaco Silva no bolso. e já está à procura de um ser débil para o futuro. Atenção a este rapaz. Precisa de quem o trave
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Marcelo indesejado por Passos
Marcelo fez o possível para tratar bem Passos Coelho nestes três anos de desastre nacional. Encontrava nas suas posições alguma coisa que se aproveitasse e os aproximasse. Era um exercício lúdico do professor com um objectivo à vista: poder ser pré-candidato às presidenciais de 2015. Mas a contra-revolução que Passos prepara requer muito pior do que Marcelo Rebelo de Sousa. Por isso este é indesejado.
É claro que Marcelo desde que optou pela caixa da televisão ficou com residência fixa em termos políticos. Não se pode ser tudo.
É claro que Marcelo desde que optou pela caixa da televisão ficou com residência fixa em termos políticos. Não se pode ser tudo.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Valores que nos surgem de fora
De vez em quando um órgão de imprensa nacional de «referência» elabora, e promove, um conjunto, mais ou menos alienatório de personalidades emergentes da sociedade portuguesa e arredores, sempre com o seu «quê» de cooptação voluntária e situacionista.Nem sempre desacertam. Mas o número, e a qualidade dos valores que não detectam nesses exercícios de prospectiva também dá que pensar.Vela-se o caso recente do cineasta português de origem caboverdiana, Daniel de Sousa, nomeado para os óscares de Hollywood na modalidade de curta-metragem de animação com o filme Ferral. Chegou lá sozinho sem promoções lusitanas de qualquer espécie. Um verdadeiro emigrante de sucesso.
sábado, 18 de janeiro de 2014
POP Saúde
As pensões políticas «à la João de Almeida» continuam perante o seu olhar de lince. Foi agora anunciado que um casal empreendedor instituíra há sete dias uma empresa com um capital de mil euros que foi contratada, sem concurso, para dar assessoria à reorganização na área da
«saúde de urgência» na Grande Lisboa pelo valor de 74.390 euros anuais. Acontece que a senhora, que tinha participado com 500 euros no capital da empresa, era chefe de gabinete do Ministro da Administração Interna, ali bem pertinho do João. Ao contrário da regra instituída na maioria a senhora teve o saudável reflexo de pedir a demissão. O marido parece ter mérito individual que dá e sobra para a «baixa» sofrida na sua área de influência e os setenta mil euros numa empresa tão paritária e familiar devem ser para dividir por dois. Não é uma fortuna, mas as pensões também não o eram...Só que eram mais transparentes e sujeitas a cortes...
«saúde de urgência» na Grande Lisboa pelo valor de 74.390 euros anuais. Acontece que a senhora, que tinha participado com 500 euros no capital da empresa, era chefe de gabinete do Ministro da Administração Interna, ali bem pertinho do João. Ao contrário da regra instituída na maioria a senhora teve o saudável reflexo de pedir a demissão. O marido parece ter mérito individual que dá e sobra para a «baixa» sofrida na sua área de influência e os setenta mil euros numa empresa tão paritária e familiar devem ser para dividir por dois. Não é uma fortuna, mas as pensões também não o eram...Só que eram mais transparentes e sujeitas a cortes...
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Um porto na Calábria
Desde as minhas primeiras declarações sobre o pedido dos EUA de uma eventual utilização do porto oceânico da Praia da Vitória na ilha Terceira para uma operação de transbordo das armas químicas sírias feitas à TSF em cima da hora do dia 14 , com base num «take» da Lusa a abrir o noticiário das 19h, até entrevista dada ontem no Jornal de Notícias, que defendi que a diplomacia portuguesa devia mostrar abertura para essa operação resultante de uma Resolução do Conselho de Segurança, mas, ao mesmo tempo devia entrar em contacto com o governo italiano para saber se Roma recebera convite idêntico e se manifestara reticências, e nesse caso quais as principais, ao mesmo tempo que indagaria da atitude italiana sobre uma eventual disponibilidade portuguesa para o efeito. Os noticiários internacionais mantiveram sempre em aberto a hipótese de um porto italiano, e efectivamente assim aconteceu. A escolha recaíu num porto da Calábria-La Gioa!- mas isso não afecta em nada o potencial estratégico da Região Autónoma dos Açores, demasiado excentrica para cada milha náutica a mais que teria de ser dada pelos 3 navios envolvidos nesta complexa operação. Um dia se saberá o porquê rápido do noticiário nacional sobre uma matéria de natureza delicada e diplomática.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Hollande entre as medidas de rigor e as fugas sobre a sua movimentada vida plurisentimental
François Hollande caía desamparado nas sondagens. De repente a cena transmuda-se: toma medidas «de rigor», e sabe-se que tem um caso sentimental com uma actriz. A opinião pública tem dificuldade em seguir a estonteante capacidade de sedução do PRF, e baralha-se, pouco republicanamente aliás, sobre quem será, ou se haverá, uma primeira dama. Como aconselhava o outro François, o Miterrand, a um jornalista que lhe seguiu os derradeiros passos como presidente, e estava «em panne» de casamento: «prenez une actrice». Estou muito curioso com a próxima sondagem sobre a popularidade de Hollande nesta emergência francesa...
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Aprender inglês desde o 1º Ciclo
O Conselho Nacional de Educação habilitou o governo a avançar com o ensino do inglês integrado no curriculum desde a terceira classe.É um avanço no contexto actual. O problema estará no aumento necessário de professores habilitados em termos do domínio da língua e das metodologias e materiais didácticos para o efeito. Devia haver, aliás, um intercâmbio de professores de línguas na plurilinguística União Europeia por forma a aprofundar a fluência nas línguas estrangeiras. Caso contrário corremos o risco de se estar a formar «papagaios» sem capacidade de expressão de um pensamento próprio, rigoroso e crítico como se nota em tantos domínios. Ou, como contabilizou Gandhi no seu célebre discurso sobre a autodeterminação da Índia em 1916, «cada jovem indiano, ao adquirir os seus conhecimentos através do inglês, gasta mais seis anos», em relação aos jovens que nasceram naquela língua materna...
Subscrever:
Mensagens (Atom)