sexta-feira, 7 de maio de 2010

Volta-te, Matas.

Nos últimos anos, Vila-Matas parece estar sempre a escrever o último livro da sua vida. Cada um é uma espécie de póstumo em que ao quotidiano ficcionado (pormenores da vida ao sabor de uma “imaginação vaidosa” ), acrescenta-se uma lista de autores como Barthes, Faulkner, Balzac, Céline, até Agatha Christie, para não falar no já inevitável Fernando pessoa e na sua centenária irmã (que não levava a sério os heterónimos do mano). A receita da “literatura sobre literatura” foi inventada por Borges. Nas mãos de Matas fica uma versão intelectual light. Entre o cardápio de livros e as crónicas do umbigo. Não é mau. Mas não mata saudades das suas primeiras ficções.

Versão do originalmente publicado aqui.

Gosto