Retomo hoje a minha coluna na página dois do CM.Disserto sobre o golpe de judo dado pelo governo à taxação das grandes fortunas que se virou contra os que mais impostos já pagam. O fado vai aliás continuar, pese os protestos de Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes e Vasco Graça Moura.O IMI irá disparar sobre a multidão pregada ao solo que ainda paga a prestação sob hipoteca do T2 ou T3 . Será o novo imposto sobre o luxo...
sábado, 3 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Nem tudo é 25 de Abril
Passos Coelho declarou que os sucessos na Líbia eram «uma espécie de 25 de Abril».Presumo que só se referia à queda do regime, pois não há nada de mais díspare do que a decisiva intervenção estrangeira na Líbia e o desencadear endógeno do movimento do 25 de Abril em Portugal.Os únicos aviões militares que sobrevoaram os céus de Lisboa foram os que se dirigiram ao RALIS em 11 de Março de 1975.Eram da FAP e voltaram para trás.Nada de confusões.
O governo não conhece a riqueza dos portugueses
Como antevi a campanha para fazer tributar «os ricos» acabou às mãos do governo para ser aproveitada para aumentar os impostos dos que já mais pagam, normalmente quadros superiores cujas declarações de rendimentos já constam nas repartições das Finanças. Nem um novo contribuinte é recenseado pela nova pauta preguiçosa e oportunista, nem uma nova tributação é lançada sobre as mais-valias ou os dividendos do capital. No fundo este governo não faz a mínima ideia de como alargar o universo tributário.Só sabe aumentar os impostos dos que já pagam: O Terceiro- Estado com com a sua escala de honorários e a sua propensão ao consumo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A parte secreta...
Espero que a parte secreta das «secretas» seja bem melhor do que a parte pública.Porque esta é uma miséria...
domingo, 28 de agosto de 2011
Miguel Cadilhe
Leio sempre com muita atenção Miguel Cadilhe. Desde o tempo dos Reformadores.Desta vez trata-se da sua proposta sobre o lançamento de um imposto extraordinário sobre as grandes fortunas, fora do quadro doIRS.Tem a vantagem de ter princípio, meio e fim.E de não ter ido a reboque dos afortunados filantrópicos.
sábado, 27 de agosto de 2011
O novo imposto sobre os afortunadods
O novo imposto sobre os afortunados vai por à prova a percentagem de ética na vida pública portuguesa.E a capacidade de cobrança das Finanças.Fico a aguardar.Mas nada de confundir grandes fortunas com rendimentos médios do trabalho...Assim não vale!
Um mau jogo de futebol
A final da super taça europeia entre o Barcelona e o FCPorto foi um mau jogo de futebol, cheio de interrupções, e que acabou com duas expulsões de jogadores do Porto.Pois o nacionalismo futebolístico fecha os olhos a essas faltas e tudo cobre com o manto diáfano do resultado normal e dos pénalties habituais.Revejam o jogo sem comentários...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A vez dos ricos
Em 1976 a UDP lançou o slogan Os ricos que paguem a crise. Porém num dos cartazes de rua uma das fotografias era minha enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros numa cerimónia protocolar no Palácio das Necessidades! Percebi então que a análise social não era o forte daquela organização...
De facto durante muito tempo o poder político serviu de biombo ao poder económico.Agora chegou a vez de fazer «os ricos» pagarem de facto um pouco mais. A ideia nasceu de um afortunado e já cativou o sentido pragmático de Sarkosy.Até em Portugal se chama para as imagens uma teoria de homens de negócios que são sempre mais ou menos os mesmos.
Temo que seja mais um episódio para entreter o Zé Povinho.O tema dos políticos está em panne.Quanto mais se retiram proventos aos titulares de cargos políticos mais se fala de corrupção.
Os ricos ficam agora na primeira linha.
Desde já declaro que faço uma distinção entre actividades lucrativas mal taxadas e património pessoal que deve ser tributado pelas regras gerais.E não se enganem mais!
De facto durante muito tempo o poder político serviu de biombo ao poder económico.Agora chegou a vez de fazer «os ricos» pagarem de facto um pouco mais. A ideia nasceu de um afortunado e já cativou o sentido pragmático de Sarkosy.Até em Portugal se chama para as imagens uma teoria de homens de negócios que são sempre mais ou menos os mesmos.
Temo que seja mais um episódio para entreter o Zé Povinho.O tema dos políticos está em panne.Quanto mais se retiram proventos aos titulares de cargos políticos mais se fala de corrupção.
Os ricos ficam agora na primeira linha.
Desde já declaro que faço uma distinção entre actividades lucrativas mal taxadas e património pessoal que deve ser tributado pelas regras gerais.E não se enganem mais!
As imagens de Strauss-Kahn em NY
Não direi nada sobre o conteúdo do caso DSK.Não sei se alguém pode.Mas admira-me muito que se veja virtude na forma grosseira como os agentes de Justiça do Estado de NY tratam os suspeitos que não opõem resistência quando os prendem. Mesmo que sejam todos. Mesmo que libertem alguns por falta de provas ou por acusações infundadas.
Espero que o caso Strauss-Kahn sirva para menos aparato e algemas nas detenções de quem não se opõe a elas pela força em NY. O resto é conversa.E uma grande ferida na imagem internacional daquele Estado de que tantos gostam.
Espero que o caso Strauss-Kahn sirva para menos aparato e algemas nas detenções de quem não se opõe a elas pela força em NY. O resto é conversa.E uma grande ferida na imagem internacional daquele Estado de que tantos gostam.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A Líbia não é só Khadafi
Parece que a «questão Khadafi» estará resolvida na Líbia.Mas em termos internacionais e europeus foi um triste processo que não valida seja o que for para o futuro.Tudo foi mal feito, o mandato da ONU uma comédia na sua aplicação, a NATO, na versão pilar europeu, envergonhada do seu próprio papel, os «rebeldes» uma incógnita.De certa maneira é o nasserismo que está a acabar no mundo árabe.Veremos o que nos trazem os novos poderes.Quando o forem.Mas há muita gente a por as mãos no fogo...
domingo, 21 de agosto de 2011
O prolongamento foi fatal
Foi uma excelente final. O Brasil ganhou bem. Portugal merece a medalha da bravura e inteligência de meios.Mas finalista derrotado sofre que se farta.Boa noite.
Prolongamento
Empatados. Lá vamos para o prolongamento. Confesso que adoro a cena dos pénalties. Ou seja, depois dos 90 minutos só devia haver pénalties. Assim ia a horas mais ou menos cristães para a cama...
Empate ao intervalo
Temo que haja prolongamento. E estes brasileiros não parecem cansados. Como eu a esta hora...Gostei de ver o Rui Caçador na equipa técnica.Anda nisto há muitos anos.
A «selecção coragem»
Esta «selecção coragem» de futebol sub-20 tem algo que me agrada. É uma equipa que joga como tal.Poucas ou nenhumas vedetas, nenhum culto da imagem, e uma gestão por resultados extraordinária. Até o portista Ilídio do Vale tem o meu reconhecimento como o anti-treinador narcísico perfeito.Sabe o que tem entre mãos e não promete nada, excepto jogo colectivo e dignidade individual.
A final joga-se daqui a uma hora em Bogotá.Até o João Gonçalves está de vigília.Nessun Dorma.
A final joga-se daqui a uma hora em Bogotá.Até o João Gonçalves está de vigília.Nessun Dorma.
sábado, 20 de agosto de 2011
O PR tem razão
Pena que tenha sido no bling facebook. Mas a rápida reacção de Cavaco Silva à proposta de Merkel e Sarkosy sobre a constitucionalizão dos limites do défice orçamental resgata Portugal de uma crescente e oportunista cultura de colonizados, e é coerente com a realidade económica e financeira.Além de ser corajosa e digna.Não se pode quere rever a constituição por ela ser demasiado programática e depois deformá-la com manifestos de rendição.Já estamos obrigados aos 3% do défice e aos 60% da dívida pelo TUM e pelo Pacto de Estabilidade.O convite à redundância é o maior sinal de impotência da actual liderança europeia
terça-feira, 16 de agosto de 2011
A agave só floresce uma vez
O meu Amigo Eurico Figueiredo é um homem do Douro e das arábias. Depois de ser líder estudantil, e dos que fez tremer a ditadura, depois de ter inovado na prática psiquiátrica na Suíça, depois de ter denunciado no Alentejo as derivas do PREC e de ter sido um deputado com iniciativa e influência até 1999-tanta que não foi reconduzido no cargo!-, criou uma marca de vinho numa quinta perto de Foz Côa- o Solar do Prado-, e não contente com tudo isso lançou-se na escrita de ficção.Primeiro foi o Guerrilheiro Sentimental, agora inicia um ciclo duriense com A Agave Só Floresce Uma Vez.
A agave, fiquei a saber pelo livro, é uma espécie de pita algarvia.Só floresce uma vez e depois morre. Aqui não há novas oportunidades.
A agave, fiquei a saber pelo livro, é uma espécie de pita algarvia.Só floresce uma vez e depois morre. Aqui não há novas oportunidades.
Jorge Silva Melo no nosso bairro
Um dos rituais dos dias de eleições consiste em encontrarmos o foragido do bairro Jorge Silva Melo na Rua da Escola Politécnica.Ele já descreveu a cena melhor do que eu o faria numa das suas magníficas, e perdidas, crónicas do jornal Público. Pois agora, numa subversora entrevista a esse mesmo jornal, JSM anuncia que vem ocupar, com a sua companhia Artistas Unidos, o espaço do Teatro da Politécnica: «Os poderes políticos acharam que era um teatrinho para o Jorge Silva Melo. Agora haverá um teatrinho estilo sepulcro para o Jorge Silva Melo.»
Toda a entrevista é um desassossego pessoal, e um desespero comunitário. De um ponto de vista egoísta fico regalado com esta nova vizinhança do irredento intelectual.Ele fará do «teatrinho» um lugar de cultura viva.
Toda a entrevista é um desassossego pessoal, e um desespero comunitário. De um ponto de vista egoísta fico regalado com esta nova vizinhança do irredento intelectual.Ele fará do «teatrinho» um lugar de cultura viva.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
As touradas na RTP1 estão a acabar?
A comissão que vai iluminar o governo sobre o que seja o «serviço público de televisão» tem gente para todos os gostos.Por mim preferiria uma presidida por Manuel Maria Carrilho- que tem o melhor artigo na imprensa sobre o assunto- que começasse pelo óbvio e poupasse nos prazos.Para ver se temos menos touradas na pantalha.
Daniel Bessa e a TSU
Deixo as páginas de Economia para os domingos e feriados. Por muito efémeros que sejam os saberes económicos presumo que resistam aos dias úteis.Neste fim de semana prolongado gostei especialmente do artigo de Daniel Bessa no suplemento do Expresso sobre a sua mudança de posição no grau de desvalorização fiscal da TSU. Bem sei que o estudo encomendado pelo governo explica muito claramente os prós e contras da medida, e esse também foi um bom serviço à transparência e à racionalidade .Mas é sempre admirável assistir a um ponderado exercício de seriedade intelectual como foi a explicação de Daniel Bessa sobre a sua nova posição no caso da redução da taxa social global em Portugal.Além da ironia do último parágrafo do artigo...
sábado, 13 de agosto de 2011
Equilíbrio instável
O artigo de hoje no CM chama a atenção para os efeitos perversos do neo-liberalismo anglo-saxão a prazo. O desmantelamento da força sindical britânica deu origem à anarquia actual em que a violência gratuita nem reivindicações apresenta.O unilateralismo de Washington levou os EUA para uma guerra de usura lhe faz perder o controlo da globalização, como se nota pela dimensão e notação da dívida.O que a Standard&Poor`s revelou foi a completa privatização da globalização financeira. E abriu caminho para a falência das instituições internacionais de regulação económica mundial.Más notícias portanto.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A TSU e a força da ideologia em Catroga e Álvaro
O recente estudo encomendado pelo governo veio demonstar como eram ideológicas as percentagens da baixa da TSU defendidas pelos eminentes economistas Eduardo Datroga e Álvaro Santos Pereira.O perigo continua já que o segundo é ministro...
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Agosto perigoso
As bolsas por um lado, as ruas de Londres por outro, o mundo de vez em quando fica perigoso. Bases instáveis.
domingo, 7 de agosto de 2011
PS crítico
São José Almeida apresenta hoje no Público um elaborado trabalho sobre a crise da social-democracia como ela é entendida na Europa que a criou originalmente. Deu especial enfoque a personalidades, bem diferentes entre si, que não se eximiram a criticar o modo de governar do PS em Portugal nos últimos anos, e que perspectivam um novo papel para a esquerda em termos portugueses e internacionais.Sou suspeito porque sou lá citado. Mas vale muito a pena ler.
sábado, 6 de agosto de 2011
Governo de Verão
O meu artigo de hoje no Correio da Manhã não é um artigo estival, embora trate das características deste Governo de Verão, que tem aprofundado os maus costumes do regime, ou seja exrece o pior serviço que podia prestar ao dito.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O Estado servidor
O Estado, com o aumento leonino das tarifas dos transportes públicos, facilita a vida à privatização do sector. Ou o Estado como fiel servidor de interesses privados em potência.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
O escândalo do BPN
O escândalo do BPN ainda não saiu à rua. Não há responsabilidades apuradas da gestão fraudulenta dois anos depois da falência amparada. Pelos vistos os dois mil e quinhentos milhões de euros ainda não é o último balanço do descomunal esforço que o tesouro português foi obrigado a fazer para evitar não se sabe o quê. A nacionalização do BPN foi uma das medidas mais polémicas e inexplicadas do regime democrático. Curioso que o agente da compra do banco em questão ,a preço irrisório e rodeado de garantias estatais, seja o mesmo que saldou os activos da República Portuguesa na barragem de Cahora Bassa, uma aventura maior -esta iniciada no «regime anterior»- que saiu muito cara a Portugal em termos de dívida externa durante dezenas de anos.
domingo, 31 de julho de 2011
Uma entrevista oportuna do PR
Cavaco Silva aproveitou bem a entrevista de Luísa Meireles ao Expresso para recentrar o seu discurso sobre as questões europeias muito vagabundo nas declarações avulsas que foi fazendo nos últimos tempos.A entrevista esclarece certos pontos pouco tratados pelos nossos especialistas. Como tenho defendido que já existem eurobondes em vários artigos no
Correio da Manhã, nomeadamente o penúltimo ,cito o PR nesta matéria:
« O abaixamento das taxas de juro e o alargamento do prazo dos empréstimos pelo menos para 15 anos, mas podendo ir até 30 e com um período de carência de 10 anos, significa que afinal se aceitou os eurobonds para os países com assistência financeira.O Fundo emite no mercado internacional obrigações com garantias dos Estados e depois empresta, praticamente à mesma taxa, aos países em crise».
O Presidente devia falar mais vezes sentado, como a presidência indica. Pelos vistos dá bons resultados!A entrevista do PR recomenda-se...
Correio da Manhã, nomeadamente o penúltimo ,cito o PR nesta matéria:
« O abaixamento das taxas de juro e o alargamento do prazo dos empréstimos pelo menos para 15 anos, mas podendo ir até 30 e com um período de carência de 10 anos, significa que afinal se aceitou os eurobonds para os países com assistência financeira.O Fundo emite no mercado internacional obrigações com garantias dos Estados e depois empresta, praticamente à mesma taxa, aos países em crise».
O Presidente devia falar mais vezes sentado, como a presidência indica. Pelos vistos dá bons resultados!A entrevista do PR recomenda-se...
sábado, 30 de julho de 2011
Os cinco desafios do PS
Hoje no Correio da Manhã apresento cinco dos desafios que o PS terá de enfrentar para fazer jus às intenções de António José Seguro de inaugurar um Novo Ciclo.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
À procura de um pretexto
O governo ainda não fixou o seu álibi para a hora em que decidiu invadir parte do 13º mês.Primeiro foi o nobre princípio de precaução, depois o clássico passa culpas da alternância sobre «desvio colossal» e «trabalho colossal», agora a notícia posta a correr que certos ministérios estariam na iminência de não poderem pagar aos seus funcionários, cujos pelo seu lado não iriam descontar nesses meses terminais para o IRS, a ADSE, e aquelas rubricas sobre solidariedade e montepio, o que obrigaria de novo a elaborar mapas sobre receitas estimadas... É definitivamente um governo sob suspeita!
terça-feira, 26 de julho de 2011
Maria Lúcia Lepecki
Esta blogue anda um pouco irregular.Mas tenho de fazer uma referência a Maria Lúcia Lepecki.Sempre muito cordial, quase terna, era uma das críticas literárias que lia com atenção e respeito. Fui um seu leitor constante quando o
Diário de Notícias tinha uma página literária de referência, ressuscitada pelo Mário Mesquita.A perda da página empobreceu a literatura adulta em Portugal.Lúcia Lepecki demonstrava que o gosto tinha a sua explicação.
Diário de Notícias tinha uma página literária de referência, ressuscitada pelo Mário Mesquita.A perda da página empobreceu a literatura adulta em Portugal.Lúcia Lepecki demonstrava que o gosto tinha a sua explicação.
domingo, 24 de julho de 2011
Novo ciclo ?
António José Seguro ganhou folgadamente as eleições a Francisco Assis.Seguro apresentou-se sob o signo de um novo ciclo para o PS, mais livre e desembaraçado do consulado de José Sócrates. Assis pretendeu uma «mudança na continuidade» mais próxima da recente herança governamental do PS. Os resultados estão à vista ,mas só o futuro dirá se entramos num «Novo Ciclo», ou se a herança guterrista acabará por consolidar uma certa hierarquia hegemónica como a que dominou o partido nas últimas passagens pelo poder.Lá se ia a «refundação do PS» proclamada por Mário Soares.
Volta o perigo à social-democracia?
A social-democracia europeia já viveu momentos perigosos no final do século XIX, e nos meados do século XX.Volta a ser ameaçada no início do XXI? e logo a norte onde primeiro triunfou? A tese do neo-nazi solitário na Noruega faz tocar todas as campainhas. Tanto adubo dá que pensar.
sábado, 23 de julho de 2011
Ganhar sem jogar
Portugal tem sido um dos Estados mais passívos na procura de soluções gerais e graduais para os problemas que se colocam à zona euro.Refugiado a meio do pelotão dos Estados da UE seria interessante conhecer o teor da participação dos nossos maiores nos diferentes conselhos: Europeu, de ministros, cimeiras extraordinárias, cimeiras da-hoc como esta última que trouxe algumas respostas poitivas aos problemas da Grécia, e por tabela a Portugal e à Irlanda.Como analiso no CM, é o que se chama Ganhar sem jogar. Ainda há dias o nosso ministro das Finanças dava por prematura a hipótese de uma baixa de juros do fundo de resgate europeu!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Ser adido de imprensa na livre Inglaterra
Watergate foi uma história de amadores americanos perante o que já se sabe na livre Inglaterra sobre escutas ilegais promovidas, ou aproveitadas, pelo jornal News of the World. David Cameron recrutou um assessor de imprensa bem por dentro do que se ouvia na boa sociedade britânica.Cameron chegou ontem à conclusão que tinha sido um erro essa sua nomeação.Nenhum serviço secreto avisou o inocente?
Grã-Cruz da Ordem de Cristo
Agora também se percebe melhor a atribuição da Grã-Cruz da Ordem de Cristo a Manuela Ferreira Leite no último 10 de Junho.Foi uma espécie de graduação antes de ser nomeada Chanceler do Conselho das Ordens Nacionais. Armada Cavaleira, pois.A vida palaciana segue sem interrupções.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Uma distância discreta
Passou despercebido o pedido de demissão de Mota Amaral de Chanceler das Ordens Honoríficas Nacionais.Renomeado em Abril pelo PR depois da tomada de posse deste, Mota Amaral pediu agora a demissão por motivos que caberá aos próprios esclarecer.Mas que o antigo presidente da AR tomou as suas distâncias em relação ao querer do Palácio de Belém isso merece nota política.Mesmo que tenha sido discreto.Discreto tem aliás um significado muito particular nos Açores.
Prever a corrupção
O combate à corrupção de que João Cravinho e AJ Seguro se têm feito arautos encontrou eco numa associação cívica Transparência e Integridade que alerta para as oportunidades de favores que a execução do programa da troika pode induzir, na área das privatizações e a na renegociação das PPP.O picante da coisa está em que aquela associação entregou o aviso aos elementos da troika...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Quanto valeram as golden-shares ?
O governo anunciou, naquele seu estilo impreciso e vago, que tinha abdicado das golden-shares que o Estado detinha como accionista em várias empresas que tinham sido privatizadas com aquela cautela e posição. Sabíamos que a Comissão de Bruxelas há muito que pretendia acabar com essa situação, e que aproveitou o Memorando de Entendimento para arrumar com o assunto.Entretanto Joe Berardo veio a público dizer que tinha oferecido, no tempo do interesse estratégico nacional, 200 milhões de euros pelas acções douradas na PT.Pergunta-se: o governo pretende manter as acções que o Estado possui nessas empresas, ou vai vendê-las agora que elas foram banalizadas e valem menos? Quem serão os felizes compradores? E sobre o pagamento da dívida externa o governo não pretende gerar receitas com pelo menos parte dessas acções ,que já foram «robustas»na linguagem de outro ilusionista?
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Conselho de Fiscalização
O presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação da República, Marques Júnior,veio declarar que os directores dos respectivos serviços lhe tinham garantido não ter recebido qualquer solicitação nem ter procedido a qualquer investigação a Bernardo Bairrão.O ministro Miguel Relvas também já veio desmentir a notícia do Espresso.Tudo bem.Mas como se averigua um caso destes?
domingo, 17 de julho de 2011
Sempre era um Tribunal...
No tempo do «Regime anterior» creio que era o Supremo Tribunal de Justiça quem passava uma espécie de Atestado aos candidatos a eleições, mesmo que estas não fossem livres.Agora leio no Expresso, um concorrente do Diário da República em versão impressa, que um relatório das «secretas» pode ser apreciado para fins de nomeação governamental, como terá acontecido com Bernardo Bairrão.Isto é mesmo assim? Ninguém chama ninguém à AR? Os serviços de fiscalização dos serviços de informação não dão de si? Ou também há relatórios sobre os membros que devem fazer essa fiscalização?
sábado, 16 de julho de 2011
O PS em debate
Hoje no Correio da Manhã foco a atenção nas eleições para SG que estão a decorrer no PS.Embora esteja distanciado da vida interna do partido, não concordo com a subalternização destas eleições na agenda política.É verdade que tudo indica que o PS será oposição nos próximos dois anos.Mas estas eleições são as mais abertas no interior do PS desde a axial de 1992-há vinte anos!- entre Guterres e Sampaio.Desde a sucessão de Guterres em 2002 que a a oligarquia formada no guterrismo governamental indicava uma espécie de candidato oficial com vitória amplamente assegurada.
A desvalorização do actual acto eleitoral é pois ssuspeita e não tem em conta a meta que Mário Soares apontou ao PS de se refundar.
A desvalorização do actual acto eleitoral é pois ssuspeita e não tem em conta a meta que Mário Soares apontou ao PS de se refundar.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Os novos fracturantes
O Homem Novo desta maioria viaja em económica, não usa gravata para agradar ao Ambiente, e leva a namorada na mota à praia ao fim-de-semana.Cada um tem a agenda fracturante que está ao seu alcance.Parabéns ao Alberto de Carvalho.Percebeu antes de todos aquela coisa da gravata e do ar condicionado nos estúdios de televisão.
Onde devia ter sido apresentado o corte no subsídio de Natal?
Alguém devia ter explicado ao primeiro-ministro que o corte no subsídio de Natal não era uma mera hipérbole literária como o termo «colossal», e que mais valia( perdão, não é essa!) ter esperado pela proposta orçamental, mesmo que rectificativa, sobre os vencimentos da função pública para apresentar essa meta.Teria sido mais transparente e rigoroso.O que temos agora é o alastramento da injustiça, coberta com mais uns milhões de receita fiscal.Como sempre só paga o Terceiro Estado...
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Impostos a olho
Anuncia-se uma grande trapalhada com a fórmula «técnuca» que dará corpo ao acrescento tributário anunciado por Passos Coelho na parte livre da sua intervenção no programa do governo.Será assim a metodologia trifásica: trapalhada, desigualdade, inconstitucionalidade?
Preocupações de um benfiquista
A pré-época futebolística normalmente deixa-me indiferente.Mas a insistência com que os resultados do SLB na Suiça são explicados pelos erros da defesa deixa-me «menente», como se diz em S.Miguel.Bastava ter visto parte dos jogos com o Servette e o Dijon para se perceber que o problema residiu no facto da equipa ter perdido a bola a meio-campo.E sem meio campo não há defesa nem ataque...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Não defendo uma agência de rating «europeia»
Admito com a maior facilidade que este «oligopólio» das agências de rating é perverso e merece estar sob suspeita.Estou à vontade porque nunca me entusiasmei quando essas agências distribuíam o triplo A a tudo que mexia em Portugal, e havia corretores a angariar clientes para estes receberem o garantido AAA com que se endividaram alegremente. Mas acrescentar a esse cortejo de encomendas mais uma «agência europeia», tão suspeita ou mais do que as instaladas, e cuja credibilidade internacional seria nula, dá a ideia da desorientação selectiva de que alguns responsáveis europeus dão sobejas provas.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Agências de Comunicação
Manuel Maria Carrilho, agora ilibado num processo judicial pela Relação de Lisboa, chamou estridentemente a atenção para a existência das «agências de comunicação», levantando questões pertinentes sobre o modo de funcionamento dessas agências, no seu livro Sob o Signo da Verdade. Todos os agentes agiram como se o problema não tivesse sido levantado, desde o legislador aos directores de jornais, desde os jornalistas e seus órgãos representativos à ERCS.Todos preferiram tolerar a obscuridade do tema.Cheguei a sugerir que os órgãos de comunicação social procedessem similarmente como é uso quando se citam as
agências de informação, tipo Lusa, AFP, Reuters, etc e que revelassem a matéria que lhe é fornecida pelas agências de comunicação, do tipo daquelas «pessoas colectivas» que Manuel Maria Carrilho atacou.Mas ninguém pegou na ideia...Era só um pequeno passo!
agências de informação, tipo Lusa, AFP, Reuters, etc e que revelassem a matéria que lhe é fornecida pelas agências de comunicação, do tipo daquelas «pessoas colectivas» que Manuel Maria Carrilho atacou.Mas ninguém pegou na ideia...Era só um pequeno passo!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Festival Internacional de Teatro de Almada
Regressado doa Açores mergulhei ontem no Festival de Teatro de Almada, cuja 28ª edição se prolonga até dia 18 deste mês, sob a orientação segura do Joaquim Benite.Recomendo a todos.Só a cultura nos salvará.
domingo, 10 de julho de 2011
Semana Cultural em Ponta Delgada
Acabo sempre as minhas aulas no Mestrado de Relações Internacionais naUniversidade dos Açores com uma semana de sessões em que são apresentados e discutidos os trabalhos dos mestrandos.É um momento forte dessas post-graduações, tendo já citado alguns desses trabalhos no meu recente livro sobre
Os Açores na Política Internacional.Desta vez essa semana coincidiu com uma série de realizações culturais nas noites de Ponta Delgada.Tudo começou com uma peça muito original de teatro do grupo Despe-te Que Suas, Credos, na Galeria Arco 8, com encenação de Nelson Cabral.Depois fomos à Galeria Fonseca Macedo ver a exposição de Urbano, o pintor de o Terceiro Dia , centrado sobre a criação do Mundo.E a Maria Emanuel Albergaria entreabriu-nos as portas da sua instalação Uma Casa na Floresta que estará aberta ao público a partir de 19 de Julho.Qualidade criativa insular.Uma semana ímpar.
Os Açores na Política Internacional.Desta vez essa semana coincidiu com uma série de realizações culturais nas noites de Ponta Delgada.Tudo começou com uma peça muito original de teatro do grupo Despe-te Que Suas, Credos, na Galeria Arco 8, com encenação de Nelson Cabral.Depois fomos à Galeria Fonseca Macedo ver a exposição de Urbano, o pintor de o Terceiro Dia , centrado sobre a criação do Mundo.E a Maria Emanuel Albergaria entreabriu-nos as portas da sua instalação Uma Casa na Floresta que estará aberta ao público a partir de 19 de Julho.Qualidade criativa insular.Uma semana ímpar.
sábado, 9 de julho de 2011
Murros no estômago
No CM já havia alertado Passos Coelho para a excessiva frequência com que apresentara um «rápido regresso aos mercados» como um dos seus principais objectivos de governo.Não perceber que o actual mercado financeiro global está orientado para se refinanciar da crise de 2008 espremendo ao máximo os produtos relacionados com as dívidas soberanas, é nada entender do que se está a passar.Os agentes dessa estratégia levarão esse refinanciamento até às fronteiras do insuportável e da tranquilidade internacionais.O resto é ideologia e ilusionismo.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Manifestações de repúdio
Sou do tempo em que Cavaco Silva achava que não valia a pena lançar anátemas sobre os mercados e seus agentes. Mas desde que a Moody's deu um soco no estômago de Passos Coelho as «forças vivas da nação» perderam as estribeiras e lançaram-se na senda das manifestações de repúdio, uma velha tradição. Mudar de estratégia nem lhes passa pela cabeça.Preferem dar com ela na parede.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Em Memória de Maria José Nogueira Pinto
Conheci melhor Maria José Nogueira Pinto quando coincidimos como deputados na Assembleia da República.Mesmo exibindo com garbo a sua forte ideologia, era fácil dialogar , e até dava prazer terçar armas com ela. Lembro-me particularmente de uma viagem presidencial com Jorge Sampaio à China em que Maria José, sempre Senhora, conviveu com alegria com a comitiva, chegando a tomar a iniciativa de ir buscar o deputado comunista Octávio Teixeira para dançar no histórico Hotel da Paz em Xangai.Era uma realizadora, uma qualidade rara entre nós.É inesquecível, pela personalidade,pela acção, por algumas frases escolhidas arrazadoras para os adversários.Tudo nos separava, mas com alguma simetria.Não quero também esquecer a sua Família neste momento.
O clero paga imposto sobre o subsídio de Natal?
Acabo de ouvir D. José Policarpo, presidente da Conferência Episcopal, bordar sobre a taxa que vai recair, em sede de IRS, sobre os portugueses que recebem subsídio de Natal.Desconheço se o clero ficará abrangido pelo imposto, ou se fica ao abrigo de algum normativo da Concordata.As tolerantes declarações do Cardeal mereciam que alguém da Igreja esclarecesse qual o esforço fiscal dos seus membros na actual conjuntura portuguesa.Deduções incluídas.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Pilar da ponte do tédio
Fernando Nobre estava posto em sossego no seu «pilar da cidadania» quando saltou para o pilar das candidaturas altas: à presidência da República, à liderança da lista do PSD por Lisboa, à presidência da Assembleia da República.Do alto do seu pilar da soberba humana acaba de renunciar ao mandato de deputado com indisfarçável desdém pelos seus eleitores e pares.Ninguém saberá o que se chocava num ovo de cuco como este.Mas houve várias chocadeiras na ascenção e queda de Fernando Nobre entre o pilar da cidadadia e o pilar do tédio.
domingo, 3 de julho de 2011
Affaire Dreyfus em New York?
A rocambolesca prisão de DSK a bordo de um avião no aeroporto Kennedy, a pressa com que o puritano FMI aceitou o pedido de demissão do detido sem culpa formada, o facto da sua substituição por Madame Lagarde ter ocorrido um dia antes da sua libertação por iniciativa do Procurador do Estado de NY, o contra relógio em andamento para as primárias socialistas em França, tudo isso concorre para alimentar as teorias da conspiração num caso desses.Agora que a espionagem militar perdeu o seu glamour infamante o Affaire Dreyfus regressa na versão emocional e internacional da «guerra dos sexos»?
sábado, 2 de julho de 2011
O trifásico Passos Coelho
O País Quer Acreditar é o título do meu artigo hoje no Correio da Manhã.Embora os primeiros sinais de Passos Coelho não sejam animadores os portugueses ainda acreditam que podem sair por cima deste aperto. O primeiro-ministro tem agido num registo quase permanente de ensaio, erro, e correcção. Também se pode ver em tudo trapalhadas: no organograma do governo, nos governos -civis sem governadores e sem lei, na fiscalidade ad-hoc, cuja «tecnicidade» fica entregue à intendência. O «princípio da precaução» aplicado à invasão de metade do território do subsídio de natal é o equivalente interno à «guerra preventiva» internacional.Um abuso de direito.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Qual é a lógica?
Leio que nem o BE nem o PCP avançam com qualquer moção de censura ao programa de governo, mesmo tendo em conta o anexo A ao programa apresentado sobre a tributação atribulada do subsídio de Natal em sede de IRS, uma confusão «técnica» não muito longe da inconstitucionalidade.Não percebo.Sem compromissos com o programa da troika, tendo votado contra o último PEC, não defrontando sequer o mínimo risco de queda imediata do governo, qual é a lógica da desistência daqueles partidos que contribuíram para as eleições antecipadas?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Menos Estado, mais contribuintes
Menos Estado, mais contribuintes, uma síntese dos «novos tempos» em Portugal?
«Este é um Tempo Novo»
Ouço mais uma vez na apresentação de um programa de governo na AR a expressão bíblica sobre a chegada «de um tempo novo».É uma pretensão messiânica sempre desmentida pelo século político.Nada cai do céu.Por muita fé que se exiba.Não é por aí o caminho da verdade.
Perdas e ganhos
Dois articulistas do Correio da Manhã foram chamados ao governo de Passos Coelho:Paula Teixeira da Cruz e Francisco José Viegas, que assim interropem a respectiva colaboração naquele jornal que operou uma revolução silenciosa no seu corpo de opinião nos últimos anos.No caso de Francisco José Viegas fica a esperança, ténue, que mantenha a Origem das Espécies.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Nuno Gomes entregue ao Sporting de Braga
Há dois anos que Jorge Jesus queria ver Nuno Gomes pelas costas.Talvez porque o antigo capitão não oferecesse mais valias, talvez porque marcasse golos sem ser de livre ou de pénalti, havia qualquer coisa que não entrava nos esquemas laboriosos e artificiosos do actual treinador.
Tudo indica que Nuno Gomes vai fazer a próxima época no Braga.É uma opção racional em termos dos seus objectivos desportivos: marcar golos e manter-se no radar dos selecionáveis.Só merece a maior sorte na continuação da sua carreira de desportista.
Tudo indica que Nuno Gomes vai fazer a próxima época no Braga.É uma opção racional em termos dos seus objectivos desportivos: marcar golos e manter-se no radar dos selecionáveis.Só merece a maior sorte na continuação da sua carreira de desportista.
terça-feira, 28 de junho de 2011
São tudo independentes?
Além do recrutamente intensivo em faixas etárias post-estágio, a coligação apresenta um número elevado de governantes independentes. Mas serão tudo independentes, ou há muito pessoal que apenas desesperava de ver os partidos de direita na oposição sem valimento político ?
11-25-35 (36)
Sempre achei um problema mal posto aquele do número de ministros, ministérios com leis orgânicas, secretários de Estado com conta peso e medida.Mas já que o primeiro-ministro deu tanta guita à questão quando o número de secretários de Estado estava fixado em 25, não nos quererá dar uma palavrinha sobre a derrapagem em mais de dez figuras dessas? Em termos de leis orgânicas que seja.Ou de qualquer critério que leve a eliminar a nomeação de um Secretário de Estado sem se dar pela sua substituião.Qualquer coisa que nos oriente, enfim.E seja tangível.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Vindo do Canadá para a feira do artesanato
O ministro Álvaro Santos Pereira gravou o seu nome proprio na visita que fez a uma feira do artezanato.Impressionado com a informalidade com que certos professores universitários, no estrangeiro, se apresentam aos estudantes , declinando o seu nome próprio, e tendo constatado ,com naturalidade, que o seu ainda não era conhecido na feira, ergueu bem alto o de Álvaro.Esse nome já o ganhou.Politicamente.O de ministro segue imediatamente.
domingo, 26 de junho de 2011
A demência da Europa
Todos os últimos conselhos europeus podem ser contados assim: “Correu muito bem porque não somos a Grécia. Os nossos parceiros fizeram-nos muitos elogios. Ainda assim, devem ser aplicadas medidas adicionais.” Ou seja, não foi surpresa ver Passos Coelho a afirmar que “do ponto de vista de Portugal não podia ter corrido melhor” enquanto, simultaneamente, anunciava um novo PEC.
Mas nesta reunião havia alguma coisa que poderia dar para o torto para o “nosso lado”? Mesmo que houvesse, não são os sorrisos de Merkel ou as palmadinhas de Sarkozy que resolvem o que quer que seja. Ou já esqueceram as loas da Alemanha a Sócrates? Face aos programas de austeridade, os líderes europeus batem sempre palmas. As questões surgem depois: quando se trata de os executar. Sobretudo, de avaliar os seus resultados. Enfim, “A UE parece ter adoptado uma nova regra: se um plano não está a funcionar, é preciso cumpri-lo.” Quem o diz não é um perigoso radical extremista de esquerda. É a insuspeita revista The Economist, que acrescenta que “O estado de negação da Europa tornou-se insustentável”. Exacto. É esse estado que faz com que os conselhos europeus sejam sempre um sucesso. E que seja a realidade a falhar.
Publicado no Correio da Manhã
sábado, 25 de junho de 2011
Primeiros Passos
Passos Coelho foi debutar a Bruxelas, um clube onde se dança cada vez menos.O entusiasmo pelas cimeiras atingiu o seu ponto mais baixo, e todos calculam apenas como podem perder o menos possível.A presença de Passos Coelho só pode ter contado para a fotografia.Daqui a dias já ninguém quer ser tradado por tu nessas andanças.Os Primeiros Passos do primeiro-ministro apenas indicaram uma mudança interna na hierarquia do PSD, e uma enorme vontade de desmantelar o Estado português como ele se foi construindo desde a Regeneração.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Aos comandos do Estado de Direito
Estes tempos vão obrigar a grandes cautelas sobre o respeito das normas do Estado de Direito.Não é só o programa da troika que pode trazer problemas. Alguém terá de cuidar de limpar os pés do primeiro.ministro depois do anúncio deste de que não nomeará governadores civís.Ficamos com os secretários, uma versão «classe económica» da administração? Mas é só isso?Ou apenas coisas mal-feitas?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Uma viagem em económica
Não me impressiona nada que Passos Coelho queira viajar em económica.Acho pouco adequado, é tudo.As condições oferecidas pela TAP são cada vez piores para o geral dos passageiros nessa classe geral.Já não há refeição quente, e se o primeiro-ministro se defrontar com um obeso como parceiro de viagem, fica mais amachucado do que o normal.Admito que ele vá a Bruxelas tratar dos interesses nacionais num tom mais autêntico do que as arengas paternalísticas de Durão Barroso.Tenho por isso o direito de exigir boas condições de circulação de oxigénio na cabecinha do primeiro-ministro antes das cimeiras em que participa para defender um país frágil.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Assunção Esteves não é só uma Mulher
A eleição de Assunção Esteves constituíu uma expressiva vitória de Passos Coelho, depois do imbróglio Fernando Nobre.Como não podia deixar de ser o facto de se ter pela primeira vez uma Mulher na presidência da Assembleia da República concentrou os comentários do dia.Mas convém ver mais fundo. Com essa escolha da transmontana, sua patrícia, Passos Coelho salta por cima dos «senadores» insulares, e reformula uma nova hierarquia no interior do PSD, com expressão institucional.Ser mulher apenas ajudou à operação.
Índice de situacionismo
A mentalidade Situacionista faz Portugal chegar tarde a tudo, e da pior maneira, como se ningém tivesse culpa de nada.Felicito pois o Pacheco Pereira por manter o seu Índice de Situacionismo nesta nova legislatura.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Não houve novidade nos discursos
Não me parece que os discursos da Ajuda tenham saído do registo dos últimos meses.Talvez o Primeiro-ministro tenha dado um passo arrojado com aquela ideia de promover um movimento para os cidadãos se libertarem das teias em que o Estado os envolve , e que pelos vistos os embaraçam nos seus movimentos empreendedores.Mas talvez seja melhor assegurarem-se dos novos estímulos que o Ministério da Economia dispensará à coluna de voluntários...
FALSA PARTIDA
Não se sabe como é que realmente foram as negociações entre PSD- CDS. Certo é que relativamente ao substantivo assunto da segunda figura de Estado, não correram bem, talvez porque as contrapartidas exigidas por Paulo Portas fossem onerosas. Mas, depois de Passos Coelho ter prometido a presidência da Assembleia da República a Fernando Nobre, em troca de o médico encabeçar a lista por Lisboa, uma coisa ficou demonstrada: antes de ganharem nas urnas, já os sociais-democratas se julgavam proprietários do aparelho de Estado, prometendo lugares. Ainda por cima, fazendo essa oferenda a pessoas sem o perfil certo. Afinal, como é que alguém com um passado político incoerente, sobre quem pairará sempre a dúvida de franco-atirador, que conquistou votos com um discurso anti-partidos e não tem experiência parlamentar, pode presidir aos respectivos trabalhos e substituir o Presidente da República em caso de impedimento ou vacatura do cargo?
Como Nobre não se afasta pelo seu próprio pé, é assim que Passos Coelho começa. Mal. Inicia rompendo com uma boa tradição de presidência da Assembleia da República e arriscando uma derrota política. Nobre e Passos Coelho desqualificaram o parlamento e expuseram-no a uma humilhação. Agora poderão ser eles os vencidos e vexados. Azar.
Publicado no Correio da Manhã.
Assunção-um nome que leva ao céu
Se há nomes que marcam «gerações»-um produto na moda- vamos entrar na era das Assunções.É meio caminho para o céu...
Alguém sabe a quanto monta a cláusula de rescissão de Jorge Jesus?
Antes que a política tome conta dos noticiários, alguém sabe a quanto monta a cláusula de rescisão de Jorge Jesus?
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Uma velha regra em vigor
Lembrei-me agora daquela sábia prevenção aos incautos: há convites que mais obrigam quem os recebe de quem os faz.
Quanto vale o partido mais votado?
Os «institucionalistas» inventaram que o PSD tinha o direito a indicar o nome do Presidente da Assembleia República.É uma posição simples que os deputados da maioria não seguiram para além de um número insuficiente.É tudo muito institucional, mas o que está em causa é se se vai formar rapidamente uma nova oligarquia indicada pelo «chefe», ou se os deputados da maioria vão marcar pontos, mesmo que a lógica seja meramente parlamentar.Que é como quem diz «institucional». mas não no sentido de uma disciplina concertada por «coteries».Uma maçada para futuras negociações« entre poucos». como diria um fundador da democracia moderna, Madison...
Teste de boa-fé
Leio que o luxemburguês Jean-Claude Juncker declarou «não perceber essa perversidade europeia que exige à Grécia co-financiamentos» nos programas comunitários.Aqueles que me seguem um pouco neste blogue, no Correio da Manhã. na TVI-24 na Prova dos Nove, sabem que tenho vindo a defender sozinho uma ideia simétrica para os programas comunitários em Portugal.
Desenvolvi o tema num artigo para o último número publicado da Revista de
Política Internacional dirigida por Carlos Gaspar.Como é uma pequena ideia capaz de trazer grandes resultados para o investimento em Portugal, sem aumento do orçamento comunitário já afectado e não-executado, e sem aumento da despesa pública nacional, ninguém se interessou por proposta tão construtiva.
Desenvolvi o tema num artigo para o último número publicado da Revista de
Política Internacional dirigida por Carlos Gaspar.Como é uma pequena ideia capaz de trazer grandes resultados para o investimento em Portugal, sem aumento do orçamento comunitário já afectado e não-executado, e sem aumento da despesa pública nacional, ninguém se interessou por proposta tão construtiva.
domingo, 19 de junho de 2011
O governo ministerial é fraco
O governo na sua dimensão ministerial, logo política, é fraco.Nem sequer é o espelho dos seus líderes.Vamos ver os secretários de Estado.Pode ser que melhore.Por exemplo, o Francisco José Viegas é por si só a verdadeira lei orgânica da Cultura deste governo. Seja ou não ministério.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Eu tenho um pesadelo
Cavaco Silva está imparável. Por estes dias, quem assista ao que o próprio agora chama de “o ruído dos noticiários”, poderá pensar que está a ver um canal memória. O Presidente acredita que “os portugueses querem curar a doença que os afecta”, que quem vive no interior é um exemplo porque tem um “espírito indomável”, “espírito de sacrifício”, “frugalidade” e que a solução é o regresso à agricultura. Por falar em memória, esse carpir pela lavoura não será uma furtiva lágrima de crocodilo?
Mas o melhor regresso ao passado (mais recente) foi o processo que o inquilino de Belém moveu contra o director da revista Sábado porque num editorial constava: “Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas”. Quando se pensava que, finalmente, nos tínhamos visto livre da verve censória de Sócrates, zás. Eis o Presidente a por jornalistas em tribunal, ignorando que quem exerce o poder tem muitos mecanismos de defesa ao seu dispor e não pode ultrapassar o direito à crítica, por muito que lhe custe perder prestígio.
Realmente, começou um novo ciclo político. E muito bem, já se vê. Afinal, é o sonho tornado dura realidade: uma maioria, um governo e um Presidente.
Publicado no Correio da Manhã
quinta-feira, 16 de junho de 2011
«Coragem, mudança e moderação».E muito espectáculo.
A cena da assinatura do acordo PSD-CDS foi patética.Se foi desorganização é mau sinal.Se foi uma «cena» comunicacional as do governo anterior eram mais bem feitas.Aqui não há mudança de natureza.Fica a frase de Paulo Portas«Coragem, mudança e moderação«.Vinte valores em marketing. A «moderação» destinava-se a quem?
quarta-feira, 15 de junho de 2011
«Com toda a autenticidade»
Paulo Portas fez a primeira declaração política do lado dos coligados.«Com toda a autenticidade», explicou que se Fernando Nobre for o candidato do PSD a presidente da AR leva um grande chumbo.O que vale é que o PR não tem uma especial pressa na eleição da segunda figura de Estado.É uma espécie de«bem não transacionável.»
terça-feira, 14 de junho de 2011
Quem recebe primeiro?
Creio que em breve se estará a discutir um calendário de prioridades no reembolso possível dos credores da Grécia.Renovar as maturidades, como propõe a Alemanha, parece um critério objectivo.
Mais de trinta anos
Conheço o João Gonçalves há mais de trinta anos no Movimento dos Reformadores.Os Reformadores propuzeram em 1979 uma revisão constitucional seguida de referendo, sem esperar por novas gerações ,pois o poder constituinte não se pauta por esse critério.De seguida estivemos com o General Eanes contra Soares Carneiro, depois perdemo-nos de vista, fora uns encontros no S.Carlos.
A blogosfera veio trazer novos laços.Não que eu partilhe o tipo de entusiasmo do João por mim mesmo, como também não lhe perdoo o facciosismo da última campanha eleitoral que o levou a tresler algumas das minhas intervenções no programa Prova dos Nove da TVI-24. Ser injusto faz parte do seu talento.Mas pronto.Confio que o Portugal dos Pequeninos, que agora faz 8 anos, redobre de espírito cáustico nestes novos tempos do poder.
A blogosfera veio trazer novos laços.Não que eu partilhe o tipo de entusiasmo do João por mim mesmo, como também não lhe perdoo o facciosismo da última campanha eleitoral que o levou a tresler algumas das minhas intervenções no programa Prova dos Nove da TVI-24. Ser injusto faz parte do seu talento.Mas pronto.Confio que o Portugal dos Pequeninos, que agora faz 8 anos, redobre de espírito cáustico nestes novos tempos do poder.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Os caminhos da Senhora II
Os empréstimos outorgados aos países do leste europeu nos anos noventa estiveram sujeitos a um entendimento, dito «Entendimento de Viena» que comprometia em certos termos os bancos credores desses países a renovarem os prazos de amortização dos empréstimos concedidos em caso de dificuldades de pagamento Esse modelo está a ser estudado para a Grécia.Por sugestão alemã.A seguir.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Direto ao Assunto
Hoje, o Direto ao Assunto (no seu novo horário às 22 horas), já conta com o João Adelino Faria e o Carlos Abreu Amorim, ambos regressados da campanha eleitoral.. Serão discutidos os resultados das eleições, o futuro do PS e a formação do novo governo.
FALHA TECTÓNICA
A grande novidade destas eleições é o resultado do BE: pela primeira vez, desceu. Aliás, inaugurou a derrota em modo operático: uma queda equivalente à sua maior subida (a de 2002 para 2005). Já o PC manteve-se igual a si próprio e só pode agradecer ao mundo sindical.
A esquerda permitiu que a direita provocasse a crise e ainda lucrasse com ela. Permitiu que, vivendo a Europa numa situação despoletada pela voragem liberal, se invertessem as responsabilidades e se convencessem os cidadãos que a culpa é da falência do Estado Social. Há muito que a esquerda, sobretudo a mais crítica, devia ter ido além do cavalgar o descontentamento e disponibilizar-se para ser poder. Só que, em vez de filhos, fez órfãos: os cidadãos não sentiram que essa ala política os protegesse nem antes nem durante a crise. Logo, além de mau, o resultado é merecido.
Este fenómeno não se restringe a Portugal. Mas por cá, o BE somou-lhe desacertos próprios, desde a estratégia para a Câmara de Lisboa até à das presidenciais, passando por desastres internos e, claro, pela moção de censura mal conduzida. Enfim, o Bloco provou que uma tragédia geralmente se deve a um somatório de erros e não a uma nota só.
O que resta a este lado? Fazer depressa e bem o que já devia ter consolidado: criar plataformas de compromisso, de preferência articuladas na Europa, que obriguem o PS a mudar em troca de uma maior responsabilidade governativa da restante esquerda. Difícil? Muito. Mas é a única saída.
À espera da nova época
Isto não vai dar certo.Também para o SLB.Temo o pior para a próxima época.Coentrão rende-se aos encantos madrilenos e tem quem o traduza para castelhano, língua que falará numa nova oportunidade ministrada por Jorga Mendes.Robero tem a confiança da SAD, ou faz parte do crédito mal-parado.Weldon é colocado no mercado secundário, onde sempre esteve.Nuno Gomes foi desligado do serviço por conselho desse novo benfiquista que é Jorge Jesus que nos levará para o abismo, mesmo que acerte nas marcações defensivas e no marcador de livres..Aposto que o Nuno Gomes se jogar na próxima época no Braga ou no Guimarães ganha a «Bola de Prata»!Vai ser bonito, vai...
terça-feira, 7 de junho de 2011
Cavaco Silva entre o político e o institucional
Ninguém o disse, porque somos todos juízes do tribunal constitucional, mas Cavaco Silva foi um dos vencedores das eleições.Nota-se aliás nele uma maior desenvoltura.Começou ontem com a indicação política das diligências para a formação do governo.O sorriso não engana
Um deles estava a mais
O Portugal castiço vibrou com as vitórias sucessivas de José Sócrates em 2005, e de Cavaco Silva em 2006. O país ter-se-ia dotado de duas personalidades« fortes» para uma década.Os possidentes começaram a fazer planos quinquenais. A deslocação do novo aeroporto da Ota para o Poçeirão foi um exemplo.Mas não era preciso ser um génio para perceber que um dos dois políticos estaria a mais. A crise de 2008 para a qual o produto não estava preparado fez o resto.Ficou Cavaco Silva.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Um dos vencedores da blogosfera
A blogosfera é muito diversa em géneros e personas, e por isso impossível de hierarquizar.Mas hoje apetece-me distinguir alguém que manteve uma serenidade e uma altura de vistas em todo este período eleitoral em que tantos soçobraram no facciosismos.Falo de Luis M Jorge e do seu Vida Breve.Desde aquela da História Secreta de Portugal ao post de hoje intitulado Reconciliação, sempre a mesma qualidade e lucidez.
Um governo de Altos-Comissários ?
A vitória do PSD foi mais expressiva do que as sondagens deram a entender, mas se calhar estamos perante uma consequência do apregoado «empate técnico» dos «estudos de opinião».
Passos Coelho parte em boa situação para negociar com Paulo Portas que não pretende ir para as Finanças nem para os Obras Públicas, o que permitirá vários brindes ao CDS.O meu maior receio é que o governo, independentemente do número de ministros que venha a ter, seja apenas um governo de Altos-Comissários...
Passos Coelho parte em boa situação para negociar com Paulo Portas que não pretende ir para as Finanças nem para os Obras Públicas, o que permitirá vários brindes ao CDS.O meu maior receio é que o governo, independentemente do número de ministros que venha a ter, seja apenas um governo de Altos-Comissários...
Só uma demissão esta noite?!
José Sócrates ganhou a maioria absoluta na primeira eleição em 2005 quando era SG do PS apenas há poucos meses .O PS perdeu a seguir as eleições presidênciais e as europeias.Voltou a ganhar as legislativas em 2009 mas já longe da maioria absoluta.Nunca apreciei o estilo e o modo de fazer política do ex-ministro do Ambiente que fez da co-incineração dos lixos um assunto de «autoridade de Estado» para se distinguir do Primeiro-Ministro Guterres.Afirmei-o desde cedo com outros, muito poucos então..Hoje José Sócrates demitiu-se sozinho.Mas esta noita muitos mais deviam ter apresentado a sua demissão.Dentro e fora do PS.
domingo, 5 de junho de 2011
GRANDE PEPINEIRA
O pepino assassino é um bom símbolo do estado da Europa. Confrontada com as infecções com E. Coli, a Alemanha decidiu, sem provas, culpar o produto espanhol. Estava encontrado o legume expiatório, só por acaso oriundo de um dos PIGS. Os tais que, por risco de contágio, devem ser isolados e entregues à sua sorte. Portanto, em vez de resolver um problema de saúde pública, os alemães criaram mais um problema político. Dupla incompetência.
Pelo caminho, ceifaram-se uns quantos agricultores quando, mediante o projecto da união e perante a crise, seria essencial aplicar medidas que protegessem o mercado interno. Mas qual quê. Em grande parte graças à Alemanha, a Europa é hoje governada sob o lema “cada um por si”. Daí que cobre juros mais altos aos estados-membro do que o FMI. E daí que, demonstrada que fosse a origem alemã da bactéria, dificilmente existiriam restrições às suas exportações.
Caramba, mas um pepino? Sim, isso mesmo. Afinal, a fúria eurocrata começou com a normalização desses produtos, nomeadamente do dito vegetal homicida nesse inesquecível regulamento nº1677/88 da CEE. Ou seja, o início da história da UE foi marcado pelo adestramento dessa cucurbitácea. Não se admirem que o fim passe pelo seu contra-ataque.
Publicado no Correio da Manhã
Pelo caminho, ceifaram-se uns quantos agricultores quando, mediante o projecto da união e perante a crise, seria essencial aplicar medidas que protegessem o mercado interno. Mas qual quê. Em grande parte graças à Alemanha, a Europa é hoje governada sob o lema “cada um por si”. Daí que cobre juros mais altos aos estados-membro do que o FMI. E daí que, demonstrada que fosse a origem alemã da bactéria, dificilmente existiriam restrições às suas exportações.
Caramba, mas um pepino? Sim, isso mesmo. Afinal, a fúria eurocrata começou com a normalização desses produtos, nomeadamente do dito vegetal homicida nesse inesquecível regulamento nº1677/88 da CEE. Ou seja, o início da história da UE foi marcado pelo adestramento dessa cucurbitácea. Não se admirem que o fim passe pelo seu contra-ataque.
Publicado no Correio da Manhã
Uma boa vingança de Eduardo Souto Moura
Gostei de tudo na atribuição do Prémio Pritzker a Eduardo Souto Moura que conheci pessoalmente em casa de uns amigos muito especiais no Algarve, em plenas férias.Em primeiro lugar a distinção à escola de arquitectura do Porto que tais arquitectos deu.Conheço vários , um deles Mário Borges eterno exilado em Genebra onde foi responsávei pelo novo edifício da Cruz Vermelha Internacional ; depois as declarações do premiado que não escondeu o que lhe ia na alma de português ao ver uma chancelerina de uma grande potência ocupar-se a contar-mal- os dias de férias dos portugueses sem lhes contar o ordenado.«Foi uma boa vingança», disse, possivelmente porque arquitectou alguma obra de arte num momento de ócio feriado.
Também apreciei a presença e o discurso de Obama.De Jefferson ao estádio de Braga tudo fez sentido.Visto de longe a perspectiva é mais ampla sobre Portugal.
Também apreciei a presença e o discurso de Obama.De Jefferson ao estádio de Braga tudo fez sentido.Visto de longe a perspectiva é mais ampla sobre Portugal.
Paulo Bento
Paulo Bento fez um bom trabalho de recuperação da selecção este ano.Mas ontem deu-me a impressão de acabar a época um bocado cansado.
sábado, 4 de junho de 2011
Ordem para emigrar
Hoje no CM, em vez de me queixar do dia de reflexão, dedico-me a analisar para onde irá tanta disponibilidade de mão-de obra e tanta mobilidade de recursos humanos incentivadas pelo «Memorando de Entendimento» num país em depressão programada.Não se percebe como vai o mercado interno absorver tanta flexibilidade .A ordem da troika, percebendo bem as imperfeições da zona monetária onde Portugal está inserido, é clara: trata-se de incentivar a emigração para o mercado externo.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Os caminhos da Senhora
Merkel está a tentar dar um passo em frente na co-responsabilização dos credores privados da dívida grega ao avançar com a ideia de que os novos empréstimos públicos europeus à Grécia devem ser acompanhados do contributo dos credores privados, em termos a estudar e discutir, mas que pode passar por novas maturações dos títulos de divida.À primeira vista é mais um obstáculo a um novo plano grego, mas é assim que a história faz o seu caminho na direcção mais adequada.A de uma conferência entre Estados devedores e credores, com a arbitragem do BCE e da Comissão, para reavaliar metas, calendários e taxas de juro.Bismark teria conseguido...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Direto ao Assunto
Hoje, o Direto ao Assunto será dedicado à campanha eleitoral. Na RTP N, agora às 22 horas.
Qual elefante?
Lembram-se das queixas de demasiados fait-divers nas campanhas? Recordam-se das lamentações sobre os tabus de Cavaco? E do que se dizia ser a silly-season? Realmente, era difícil imaginar que chegaríamos a este ponto mas, observando esta corrida a S.Bento, conclui-se que chorávamos de barriga cheia. Em democracia, o país nunca precisou tanto de discussão política como agora. E nunca teve tão pouca. PS, PSD e CDS entretêm-se com nomeações, aborto, listas de deputados, imigrantes em comícios, sondagens, cenários pós-eleitorais. Já sobre o compromisso que estabeleceram com a troika para aplicar em Julho, sobre o essencial, dívida, juros, desemprego, recessão, falência, bancarrota, Grécia, Irlanda, Europa, nada dizem. Há um elefante no meio da sala e esses partidos tapam-no com um guardanapo enquanto discutem a mosquinha na parede.
Até o futebol
O futebol em Portugal, visto do exterior ainda é um «cluster» de excelência:alguns treinadores excepcionais, alguns jogadores superdotados, algumas equipas que ganham títulos europeus, uma boa selecção sempre aquém das esperanças depositadas, uma óptima classificação nos «rankings» da FIFA e da UEFA.Mas visto de dentro notam-se os pés de barro: diminuição de espectadores nos estádios, média alta de faltas marcadas durante um jogo( 32, segundo a notícia do Público), violência tolerada das claques, muitas dúvidas sobre o que se passa nos bastidores, classificações e metas alcançadas com antecedência, desde o campeão até às equipas que baixam de divisão.
Reside na Liga de Honra uma das poucas variáveis do «déja vu».Acho até que a Liga devia aumentar o número de clubes que desce e sobe de escalão profissional. Se descerem e subirem por época quatros equipas de cada liga tudo de torna mais competitivo e móvel, atenuando vícios e quiçá combinações.Experimentem.
Reside na Liga de Honra uma das poucas variáveis do «déja vu».Acho até que a Liga devia aumentar o número de clubes que desce e sobe de escalão profissional. Se descerem e subirem por época quatros equipas de cada liga tudo de torna mais competitivo e móvel, atenuando vícios e quiçá combinações.Experimentem.
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