quinta-feira, 2 de junho de 2011
Os caminhos da Senhora
Merkel está a tentar dar um passo em frente na co-responsabilização dos credores privados da dívida grega ao avançar com a ideia de que os novos empréstimos públicos europeus à Grécia devem ser acompanhados do contributo dos credores privados, em termos a estudar e discutir, mas que pode passar por novas maturações dos títulos de divida.À primeira vista é mais um obstáculo a um novo plano grego, mas é assim que a história faz o seu caminho na direcção mais adequada.A de uma conferência entre Estados devedores e credores, com a arbitragem do BCE e da Comissão, para reavaliar metas, calendários e taxas de juro.Bismark teria conseguido...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Direto ao Assunto
Hoje, o Direto ao Assunto será dedicado à campanha eleitoral. Na RTP N, agora às 22 horas.
Qual elefante?
Lembram-se das queixas de demasiados fait-divers nas campanhas? Recordam-se das lamentações sobre os tabus de Cavaco? E do que se dizia ser a silly-season? Realmente, era difícil imaginar que chegaríamos a este ponto mas, observando esta corrida a S.Bento, conclui-se que chorávamos de barriga cheia. Em democracia, o país nunca precisou tanto de discussão política como agora. E nunca teve tão pouca. PS, PSD e CDS entretêm-se com nomeações, aborto, listas de deputados, imigrantes em comícios, sondagens, cenários pós-eleitorais. Já sobre o compromisso que estabeleceram com a troika para aplicar em Julho, sobre o essencial, dívida, juros, desemprego, recessão, falência, bancarrota, Grécia, Irlanda, Europa, nada dizem. Há um elefante no meio da sala e esses partidos tapam-no com um guardanapo enquanto discutem a mosquinha na parede.
Até o futebol
O futebol em Portugal, visto do exterior ainda é um «cluster» de excelência:alguns treinadores excepcionais, alguns jogadores superdotados, algumas equipas que ganham títulos europeus, uma boa selecção sempre aquém das esperanças depositadas, uma óptima classificação nos «rankings» da FIFA e da UEFA.Mas visto de dentro notam-se os pés de barro: diminuição de espectadores nos estádios, média alta de faltas marcadas durante um jogo( 32, segundo a notícia do Público), violência tolerada das claques, muitas dúvidas sobre o que se passa nos bastidores, classificações e metas alcançadas com antecedência, desde o campeão até às equipas que baixam de divisão.
Reside na Liga de Honra uma das poucas variáveis do «déja vu».Acho até que a Liga devia aumentar o número de clubes que desce e sobe de escalão profissional. Se descerem e subirem por época quatros equipas de cada liga tudo de torna mais competitivo e móvel, atenuando vícios e quiçá combinações.Experimentem.
Reside na Liga de Honra uma das poucas variáveis do «déja vu».Acho até que a Liga devia aumentar o número de clubes que desce e sobe de escalão profissional. Se descerem e subirem por época quatros equipas de cada liga tudo de torna mais competitivo e móvel, atenuando vícios e quiçá combinações.Experimentem.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Prazos e regular funcionamento das instituições
Anda por aí outra arbitrariedade no ar: os prazos apertados e pretensamente necessários impostos pela «troika» ao governo português, que não se conjugam com o calendário eleitoral e político interno.Cuidado com os entorses ao «regular funcionamento das instituições democráticas», cujo primeiro responsável é o PR.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Prova dos 9
Como previ no Programa da TVI-24 «Prova dos Nove», moderado pela Constança Cunha e Sá, a mania da falsa concretização do número de ministros por parte de Passos Coelho acabaria por lhe trazer problemas escusados, e só não lhe trará mais se não constituir governo.Até porque na República Portuguesa não há a diferença que existe no Goveno de SM Britânica entre ministros do «Gabinete» e os «outros».
domingo, 29 de maio de 2011
Lista de incompatibilidades
É incompatível com o espírito de livre opinião procurar pretextos ocasionais para silenciar vozes incómodas.A malta do CDS deve rebater Marcelo Rebelo de Sousa, não querer calá-lo. Arrajem lá uns argumentos.Não devem faltar...
Barcelona FC
É a melhor equipa de futebol da actualidade, ou pelo menos é aquela que mais prazer me dá ver jogar, e isso é fundamental num espectáculo televisivo como se tornou o futebol.Também gosto da sua filosofia de formação precoce de jogadores , criando desde cedo uma cultura própria bem simbolizada no seu treinador, e evitando o amontoado de transferências de mercenários sortidos .Ah, e obrigando os jogadores estrangeiros, no contrato, a aprender as duas línguas da Catalunha...Isto não é só futebol! Mas é assim que se ganha.
sábado, 28 de maio de 2011
Regressar ao passado
Hoje explico o erro de Passos Coelho em ter admitido a realização de um novo referendo sobre a IVG, tendo em conta a sua posição anterior favorável ao SIM, e o facto de nada disso constar do mastigado programa do PSD.Se tivesse sido mais directo na Rádio Renascença teria ganho em credibilidade, e evitado iludir o auditório daquela rádio.Foi um regresso ao passado.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Anne Sinclair à presidência?
Anne Sinclair tem defendido um francês, que se preparava para se candidatar à presidência da RF, em pleno Estado de New York, com unhas e dentes e muito património.São as autoridades judiciais que impõem uma caução inimaginável para o comum dos detidos, são os vizinhos da grande Maçã que se mostram hostis perante DSK em detenção domiciliária, é o silêncio das autoridades gaulesas perante as condições de detenção de alguém que Sarkosy escolheu para director do FMI em nome da França e da Europa.O General De Gaulle já teria manifestado algum mal-estar.Uma personalidade destas não deixa mal, nem o seu marido, nem o seu país
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Roubaram-nos a Taça Latina
Tudo indica que a Taça Latina voltará a ser organizada num continente europeu diminuído na utilização competitiva dos aeroportos nórdicos à merçê dos vulcões islandeses.Vejam os temores sobre a final das «Champions» em Wembley!
Pois agora a FIFA não quer oficializar a Taça Latina organizada pelos países mais próximos da civilização romana, ainda fumegavam os destroços da II Guerra Mundial na Europa competitiva.É um rude golpe nas minhas memórias de infância.Lembro-me perfeitamente das fotografias da vitória do Benfica sobre os franceses dos Girondinos em 1950, ainda mal sabia ler. Lembro-me do capitão Francisco Ferreira a erguer a taça.Na altura o SLB perdia cá dentro os campeonatos para o Sporting dos «cinco violinos».Agora perde nas estatísticas da FIFA, móveis como os critérios do Eurostat, para o Porto...É só sofrer!
Pois agora a FIFA não quer oficializar a Taça Latina organizada pelos países mais próximos da civilização romana, ainda fumegavam os destroços da II Guerra Mundial na Europa competitiva.É um rude golpe nas minhas memórias de infância.Lembro-me perfeitamente das fotografias da vitória do Benfica sobre os franceses dos Girondinos em 1950, ainda mal sabia ler. Lembro-me do capitão Francisco Ferreira a erguer a taça.Na altura o SLB perdia cá dentro os campeonatos para o Sporting dos «cinco violinos».Agora perde nas estatísticas da FIFA, móveis como os critérios do Eurostat, para o Porto...É só sofrer!
terça-feira, 24 de maio de 2011
Reperfilar a dívida grega
O PASOK ganhou as eleições na Grécia contra um governo de direita liderado pela Nova Democracia acusado de ter levado o país à beira da bancarrota.As medidas do PASOK passaram por medidas da ética da responsabilidade já que só quem não conhece a esquerda grega pode imaginar alguma convicção no que estão a fazer.As medidas não vão resolver o problema, nem sequer do ponto de vista estrito dos credores.Até Jean-Claude Juncker, o presidente do euro-grupo, já começou a falar de um reperfilar «soft» da dívida grega. Chegar-se-à a tempo de uma conferência financeira internacional que consiga estabelecer um método equilibrado de defender as possibilidades de pagamento dos Estados e os interesses dos credores? Ou o preço será a saída de alguns países da zona euro, seguido do «Agio do Euro», mais a renegociação das modalidades de pagamento das dívidas soberanas?
Ilusões Ibéricas
A derrota do PSOE nas regionais fez-me lembrar uma das previsões de Cunha Rego sobre as consequências políticas do Euro, logo no início. Zapatero imolou-se na tomada de medidas de austeridade, ainda mais do que José Sócrates por cá .Mas que ninguém se alegre na península.O que vem aí dará cabo de vários partidos.Os contentinhos só têm de esperar em ser governo.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Passos Coelho respondeu à chamada
Passos Coelho, que eu tinha por mais pró-britânico, respondeu também à chamada da Senhora Merkel sobre a questão dos feriados nacionais.Ele promete dar voltas à cabeça para tirar um ou dois feriados por ano, o que deve levar à constituição de um «grupo de missão».Ora os feriados portugueses, aliás dentro da média europeia mesmo contando com os concordatários, situam-se, com a excepção do 15 de Agosto, na época baixa, e até permitem animar, no intervalo, o turismo doméstico.Não comece já a dobrar para além do necessário...
domingo, 22 de maio de 2011
«Se a Alemanha cair no erro da uniformização excessiva...»
Lembrei-me desta frase de um diplomata português em posto em Berlim em Novembro de 1941.Versava, em termos elogiosos, a concepção de uma «Nova Ordem Europeia», em que apenas criticava essa inclinação- »abstracta» como lhe chamaria o insuspeito Salazar na ocasião- para «cair no erro da uniformização».
A apresentação da lista dos nossos feriados e dias de férias dos trabalhaores ao Embaixador alemão pelo MNE, noticiada pelo Expresso, dá a ideia da uniformização em marcha.Vai acabar mal, não acham?
A apresentação da lista dos nossos feriados e dias de férias dos trabalhaores ao Embaixador alemão pelo MNE, noticiada pelo Expresso, dá a ideia da uniformização em marcha.Vai acabar mal, não acham?
sábado, 21 de maio de 2011
Os erros do PSD
Os erros do PSD no período pré-eleitoral foram impressionantes.A maior parte derivada de preconceitos ideológicos , como o ataque à iniciativa Novas Oportunidades.Veja a lista no Cabo Submarino de hoje.
Uma hora de reflexão, por piedade
Dirigo-me à liga dos provedores para pedir encarecidamente às estações de televisão a oferta de uma hora de reflexão aos espectadores antes de serem bombardeados com as sentenças sobre vencedores e vencidos dos debates pelos comentadores.Os próprios comentadores devem precisar de algum tempo, imagino.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Pauvres gens.
A s vítimas futuras de Dominique Straus-Kahn serão o FMI, a zona euro, a UE, a evolução para uma governança mundial, o PSF, tal era a envergadura que o personagem estava a tomar.É pois muito triste ver autênticos pigmeus políticos apressarem-se a disputar o cargo de um homem que ia a caminho do seu destino, ou de uma tragédia instintiva.Um grande vazio espera os seus sucessores.
Portugal a Arder
Participei ontem no lançamento do novo livro da co-autora deste blogue, que reune artigos publicados durante mais de um lustre pela Joana Amaral Dias.Para «cometa da comunicação social», ela dura mais do que muitos aparelhistas do sistema satelitário.E tem mais futuro.
A editora Objectiva fez dos títulos inventados pela JAD um mapa do
Portugal a Arder , mas poupando os Açores...
Sobre o livro podem ler o meu Prefácio.!
A editora Objectiva fez dos títulos inventados pela JAD um mapa do
Portugal a Arder , mas poupando os Açores...
Sobre o livro podem ler o meu Prefácio.!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Encontro com Eduardo Lourenço nos Açores
Estive uns dias em S.Miguel onde apresentei o livro do meu amigo Teixeira Dias sobre a História do Povo Açoriano, com o anfiteatro da Biblioteca Pública de Ponta Delgada cheio, proferi uma conferência sobre a UE por iniciativa dos estudantes de Estudos Europeus da Universidade dos Açores, e dei aulas no Mestrado de Relações Internacionais.
Por jubilosa coincidência encontrei Eduardo Lourenço em Ponta Delgada, convidado por Mário Mesquita, para falar de Antero de Quental a propósito do livro de Ana Maria Martins sobre a mítica viagem de Antero à América.Fosse na saudosa biblioteca do Liceu onde passei horas infinitas enquanto aluno, fosse nos restaurantes aonde coincidimos, fosse no hotel ao fim da noite , encontrei sempre um Eduardo Lourenço em pleno exercício directo do pensamento, da tertúlia e da alegria de viver.Um momento mágico.E ainda recordamos outros em que estivemos juntos dos States à China...
Por jubilosa coincidência encontrei Eduardo Lourenço em Ponta Delgada, convidado por Mário Mesquita, para falar de Antero de Quental a propósito do livro de Ana Maria Martins sobre a mítica viagem de Antero à América.Fosse na saudosa biblioteca do Liceu onde passei horas infinitas enquanto aluno, fosse nos restaurantes aonde coincidimos, fosse no hotel ao fim da noite , encontrei sempre um Eduardo Lourenço em pleno exercício directo do pensamento, da tertúlia e da alegria de viver.Um momento mágico.E ainda recordamos outros em que estivemos juntos dos States à China...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A oitava vida de Portas
Paulo Portas devia agradecer a todos os seus adversários pois possibilitaram-lhe algo inédito desde que deixou o centro de sondagens da Universidade Moderna: que não se queixe das ditas. A esquerda tem estado mais preocupada em disparar sobre o PS e o PSD. Já Sócrates aparece, naturalmente, enquanto o responsável pela crise e P. Coelho como um pasmo. Ambos, porque podem precisar de Portas para formar governo, atacam-se mutuamente e poupam-no, embora razões para o criticar não faltem: os escândalos associados à sua passagem pelo governo, as suas contradições face aos PEC’s e à troika, a manipulação descarada de dados nos debates. Enfim, o ex-ministro da defesa tem sido protegido. Por isso, recentemente dizia que aspirava ser Primeiro-Ministro. Como em todas legislativas, todos os candidatos aspiram, inclusive o dirigente do Partido da Terra. A diferença é que Portas pode afirmá-lo e ninguém se ri, a não ser ele mesmo. E é de prazer.
Publicado no Correio da Manhã
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Direto ao Assunto
Hoje, o Direto ao Assunto passa a ser diferente. Vai para o ar às 22 horas e, visto que o Carlos Abreu Amorim está em campanha eleitoral, conta com a participação do Pedro Lomba. Até logo.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Compromisso Histórico?
Muito interessante este debate na TVI entre Passos Coelho e Jerónimo de Sousa.Pouparam-se tanto entre si quanto bateram no PS. Deixaram um cheirinho a «Compromisso Histórico» à italiana.
Perder tempo
Já percebi que o SLB vai perder um tempo precioso-e bastante numerário- a tentar «equilibrar o plantel», uma conclusão mais do que tardia para um fim de época que parecia quase glorioso, não fossem os adversários. Uma coisa é certa: Jorge Jesus ´demonstrou nada ter a ver com a cultura histórica do Benfica.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
2 mais 2 são quatro?
O plano de privatizações da troika mais o «plus» do programa do PSD na matéria, vai requerer um grade concurso de capitais que não será possível encontrar internamente.A visita de Passos Coelho a Londres já se prende com esse contributo?
domingo, 8 de maio de 2011
Uma boa iniciativa
O blogue Aventar teve a ideia de traduzir para português o memorando de entendimento que o governo assinou com a «troika».Foi uma boa iniciativa, embora com alguns riscos, tendo em conta a natureza do documento que sempre precisará de uma versão oficial na nossa língua (penso eu!).
TROIKA PARA TÓTÓS
Ajuda Externa: Empréstimo (dá lucro) para garantir pagamento aos credores.
Acordo: imposição de políticas.
A renegociação da dívida é impossível: guarda-se para quando só sobrarem os ossos.
Defesa do Estado social: privatização do que é rentável, diminuição do que não é.
Democracia/Eleições: romance histórico.
Flexibilidade laboral: menos subsídio de desemprego, horários mais longos, despedimento rápido e barato.
Há limites para os sacrifícios (Cavaco Silva): O céu é o limite (poesia).
Incentivos aos desempregados: Vão trabalhar, malandros (ou aldrabões, segundo o vice-presidente do PSD)
Não há corte no 13º e 14º mês: Aumento dos impostos, da electricidade e dos transportes, menos horas extraordinárias pagas, salários e pensões congeladas- “É fazer as contas” (A. Guterres).
Não há despedimentos na função pública (Sócrates): Menos oito mil funcionários ano (Troika)
Negociação: charada do PS, PSD e CDS, para fingirem que sem eles tudo seria pior.
Mais sociedade: visa a redução dos custos de trabalho e a privatização dos sectores do Estado que dão lucro- (Menos Sociedade ou país de tanga- Durão Barroso).
Manter a solvabilidade do sector financeiro: todo o apoio à banca sem contrapartidas.
Primeiro-Ministro: megafone da troika
Programa Eleitoral PS/PSD/CDS: ficção pouco científica.
Publicado no Correio da Manhã.
Acordo: imposição de políticas.
A renegociação da dívida é impossível: guarda-se para quando só sobrarem os ossos.
Defesa do Estado social: privatização do que é rentável, diminuição do que não é.
Democracia/Eleições: romance histórico.
Flexibilidade laboral: menos subsídio de desemprego, horários mais longos, despedimento rápido e barato.
Há limites para os sacrifícios (Cavaco Silva): O céu é o limite (poesia).
Incentivos aos desempregados: Vão trabalhar, malandros (ou aldrabões, segundo o vice-presidente do PSD)
Não há corte no 13º e 14º mês: Aumento dos impostos, da electricidade e dos transportes, menos horas extraordinárias pagas, salários e pensões congeladas- “É fazer as contas” (A. Guterres).
Não há despedimentos na função pública (Sócrates): Menos oito mil funcionários ano (Troika)
Negociação: charada do PS, PSD e CDS, para fingirem que sem eles tudo seria pior.
Mais sociedade: visa a redução dos custos de trabalho e a privatização dos sectores do Estado que dão lucro- (Menos Sociedade ou país de tanga- Durão Barroso).
Manter a solvabilidade do sector financeiro: todo o apoio à banca sem contrapartidas.
Primeiro-Ministro: megafone da troika
Programa Eleitoral PS/PSD/CDS: ficção pouco científica.
Publicado no Correio da Manhã.
sábado, 7 de maio de 2011
Ao sábado no Correio da Manhã
O meu artigo de hoje intitula-se Luta de Fundos, e analisa o «mix» que as relações entre o FMI, a Comissão Europeia e o BCE revelaram.O FMI tem vindo a contribuir cada vez mais para ajudar a zona euro, uma ironia internacional digna de registo.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Está tudo dito
Na entrevista à RTP (4 Maio) Passos Coelho não revela se assina a imposição da Troika
Umas horas depois, no programa de humor 5 para a meia-noite, já diz que assina
Umas horas depois, no programa de humor 5 para a meia-noite, já diz que assina
Boletins de voto personalizados
" Já escolhi em quem vou votar no próximo dia 5 de Junho: na 'troika' "
António Costa, director do Diário Económico
António Costa, director do Diário Económico
Economia Social
As medidas de fragilização dos contratos de trabalho, a redução dos subsídios de desemprego, o fim das facilidades para a compra de casa própria, a recessão programada da economia portuguesa com o cortejo do aumento do desemprego, conjugam-se para uma estratégia imperativa de um novo ciclo de emigração emPortugal.Algumas medidas «fracturantes» também ajudam a essa «leveza» individual para emigrar: divórcio rápido, IVG, etc.São muitos os caminhos da economia social da globalização ...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Dublin por um canudo
Não sei bem se o SLB tem um departamento de futebol.É verdade que o Shéu conseguiu não ser suspenso durante toda a época, e percebe-se perfeitamente quais são as suas funções na «estrutura». Mas temo que só se perceba que o vazio não compensa quando o Benfica for eliminado da Liga dos Campeões, logo em Agosto Venha o Scolari!Ou o Mourinho...
Fitas
Quero ver como o PSD e o CDS se vão distinguir nos seus compromissos voluntários com o «Memorando de Entendimento».Deve ser obra barroca.
terça-feira, 3 de maio de 2011
O «plus» da ajuda externa
As medidas deste PEC têm um «plus»: já incluem o refinanciamento do sistema financeiro português.Um detalhe a juntar aos próximos.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
PRÓ-GRAMA
Ganhe o PS ou o PSD, o programa que irá governar o país é um e apenas um: o do FMI. Aliás, essa imposição política será conhecida um mês antes das eleições transformadas, portanto, num plebiscito. Abandonadas as ideias, sobraria a personalidade. Assim, PS e PSD, mais do que nunca, procurariam teatralizar grandes diferenças para se distinguirem. Qual escolher?
Os portugueses preferirão alguém que é o responsável pelos últimos seis anos, ou alguém que nunca assumiu responsabilidades? Incompetência ou inexperiência? Escolherão um currículo com licenciatura ao Domingo ou um CV resumido a “jotinha-líder”? Optarão por um estilo animal-feroz ou por um género mais Páscoa-Feliz? Preferirão um líder que finge que tem programa apresentando o anterior (com prazo de validade expirado), ou um líder que finge que tem programa chovendo propostas (com prazos de validade inferiores ao de um iogurte)? Um verdadeiro dilema, não é?
Não. O próximo inquilino de São Bento não será Primeiro-Ministro, nem sequer um gestor. Tratar-se-á apenas de um porta-voz. Logo, sem ideias e sem personalidades, as craveiras do PS e PSD descobriram uma terceira via para se diferenciarem: insultos. O concurso já abriu e é bastante foleiro. Mas foi o que se arranjou.
Publicado no Correio da Manhã
quarta-feira, 27 de abril de 2011
AMOR À PATRIA
Em toda a Europa, discutem-se novos caminhos para a sua construção, a intervenção em Portugal (nomeadamente considerando o fracasso na Grécia e na Irlanda), debate-se a criopreservação da democracia que essas operações têm implicado. Por cá, impera o consenso. E ainda se pede à troika que interfira estruturalmente no Estado, desde direitos sociais a questões fiscais. Roga-se-lhe que, sem ser eleita, governe o país.
Há quem pense que este coro se deve ao messianismo sebastiânico. Outros acreditam que se trata da espinha partida por quase meio século de ditadura. Alguns crêem que se deve a esse provinciano deslumbre pelo estrangeiro. Ou que, simplesmente, é uma admissão de incompetência. Nada disso. É tudo por amor. “Compromissos Portugal”, governos de salvação nacional, garantir o apoio dos maiores partidos para que o resultado das legislativas não altere as imposições externas, desprezar a vontade popular, tudo isso e muito mais é por amor. Afinal, adaptando uma velha tirada, se tivessem graça e franqueza (uma elevada improbabilidade, reconheça-se), à pergunta “Comprometeram-se pelo país por amor ou por interesse?” esses pastores unanimistas responderiam: “Deve ter sido por amor, porque interesse não tínhamos nenhum.”
Mais uma pausa
Mais uma pausa minha aqui no Córtex.Mas ainda tive tempo de ir à Bertrand avistar o promontório do Moledo na perpectiva de António Sousa Homem, e da sua sobrinha Maria Luísa, ambos muito bem representados por Francisco José Viegas e pela Joana Amaral Dias...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Uma boa ideia
Com a dissolução da legislatura as comemorações do dia 25 de Abril foram obrigadas a romper com hábitos instalados.A ideia de Cavaco Silva em convidar os antigos presidentes a discursar em Belém apaziguou os espíritos desconfiados.Estou com curiosidade em seguir a liga dos presidentes.
sábado, 23 de abril de 2011
Por que cai o Presidente?
O Presidente deu um grande tombo no barómetro da Markteste.O maior desde o ano dois mil, onde havia menos que contar.Mas não deixa de ser surpreendente que Cacaco Silva mal tenha dissolvido o parlamento por uma espécie de dupla unanimidade dos partidos e dos conselheiros de Estado se veja envolvido neste descontentamento cruzado.Por que cai o Presidente? Deve ter ficado algo por esclarecer.Um vazio qualquer de poder...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O meu deputado inesquecível
Conheci Jorge Strech Ribeiro nos idos dos anos sessenta, entre Lisboa e Coimbra.Mais Vává do que o Choupal, para dizer a verdade.O teatro dava para muito mundo nessa altura.O Citac e o Teuc despertaram mais vocações políticas e revolucionárias do que teatrais.
Até 1980 praticamente não mais me cruzei com o «Strech».Mas lembro-me muito bem de uma «negociação» nesse ano para apoio do General Eanes.
Foi porém em 1995 que a nossa amizade geracional retomou todo o seu sentido no grupo parlamentar do PS.Responsabilidade e firmeza marcaram um número informal e impreciso de consciências livres e alertadas que discutiam, apresentavam projectos, declarações de votos, votações ditadas pela liberdade de consciência.Foram dez anos de combates suplementares, mas onde ainda havia liberdade, entusiasmo e alegria de viver.
O meu tempo de deputado terminou em 2005 no momento certo para mim.Mesmo assim, embora não alimentasse qualquer ilusão sobre os novos tempos, sabia que lá no fundo o Jorge Strech não se conseguiria domesticar inteiramente e manter-se-ia até ao fim como um rebelde tranquilo.
Agora desapareceu das listas em que ninguém o tivesse saudado como mereceria.
PS-Marques Júnior que se alimentava das mesma seiva também foi abatido ao efectivo.Mais ou menos pela mesma cultura dominante.
Até 1980 praticamente não mais me cruzei com o «Strech».Mas lembro-me muito bem de uma «negociação» nesse ano para apoio do General Eanes.
Foi porém em 1995 que a nossa amizade geracional retomou todo o seu sentido no grupo parlamentar do PS.Responsabilidade e firmeza marcaram um número informal e impreciso de consciências livres e alertadas que discutiam, apresentavam projectos, declarações de votos, votações ditadas pela liberdade de consciência.Foram dez anos de combates suplementares, mas onde ainda havia liberdade, entusiasmo e alegria de viver.
O meu tempo de deputado terminou em 2005 no momento certo para mim.Mesmo assim, embora não alimentasse qualquer ilusão sobre os novos tempos, sabia que lá no fundo o Jorge Strech não se conseguiria domesticar inteiramente e manter-se-ia até ao fim como um rebelde tranquilo.
Agora desapareceu das listas em que ninguém o tivesse saudado como mereceria.
PS-Marques Júnior que se alimentava das mesma seiva também foi abatido ao efectivo.Mais ou menos pela mesma cultura dominante.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O FMI ainda é expulso da UE
O relatório semestral do FMI, publicado a 15 deAbril não traz boas notícias para o sistema bancário europeu no seu conjunto.O relatório chama a atenção para um «muro da dívida», cuja maturação ocorrerá dentro de dois anos,com acrescidas necessidades de refinanciamento, sobretudo da banca privada alemã e da irlandesa.O racio do capital próprio dos bancos também não se apresenta saudável.
Chama-se a isto viver perigosamente.
Chama-se a isto viver perigosamente.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Cabeça de lista por Leiria
Na tipologia dos cabeças-de-lista, há muito que ganhou direito de malícia o número um pelo círculo de Leiria, pelo menos no que diz respeito às listas do PS.Não sei quantos já passaram pelo lugar.Agora é Basílio Horta que se estreia nas lides.Mas não é caso para escândalo.Começou por ajudar o Drº Mário Soares a meter o socialismo na gaveta no governo PS-CDS-o que terá feito com maior convicção do que muitos.Democrata -cristão para a eternidade, sempre dará alguma consistência ao aguerrido grupo de deputadas independentes que estão dispostas a trocar uns feriados laicos por alguns outros concordatários.
Pés de lista
Não sei como designar a metade dos cabeças de lista do PSD que ficou enquadrada pelo plano inferior do camara-man, numa destas estações mais sucintas.Pés de listas? Mas as caras não valem nada?Ainda vi Francisco José Viegas a descer do Marão sem gravata, mas juro que não vi metade da missa.E como gosto de umas fotografias para mais tarde recordar!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Milagre da Lapa
Os navegantes portugueses transformaram o Cabo das Tormentas no Cabo da Boa Esperança. Para os militantes da Lapa, Passos Coelho alcançou o contrário. Em poucos meses passou de “o próximo primeiro-ministro” a “mais recente aquisição da geração à rasca”. Depois de seis desgastantes anos de governação socialista, com o país a rapar o fundo ao tacho, após os sucessivos escândalos-Sócrates, o timoneiro do PSD conseguiu descer nas sondagens. E não é que tudo se deve ao seu mérito? Como o melhor que os sociais-democratas arranjaram foi alguém cujo CV tem como maior destaque “ex-líder de uma jotinha”, talvez não devesse surpreender. Mas comove.
Passos Coelho caiu em todas as ratoeiras que Sócrates causalmente lhe lançou. E ainda conseguiu entalar-se sozinho. Desde um aberrante projecto de revisão constitucional ao programa que não nasce, das contradições com os PECs à peta do “foi só um telefonema”, desde Nobre ao IVA, o “homem invulgar” já estrebucha para se manter à tona dentro ou fora do seu partido e arrisca-se a ser tanto primeira vítima da nova época balnear, como o salva-vidas de Sócrates. É obra e os debates televisivos ainda nem sequer começaram. Mas calma: alguém que afirma que Passos Coelho é um grande estadista. É Alberto João jardim e isso diz tudo.
Publicado no Correio da Manhã
sexta-feira, 15 de abril de 2011
The dark side da didadania
Fernando Nobre nem sonha com os dias que estão para vir.A mercancia daria para um honroso cargo de deputado ,quiçá com uns perfumes do lado na cidadania.Assim Mota Amaral e Jaime Gama irão ser eternanente lembrados. E depois não se troca um Pacheco Pereira por maus fígados
quarta-feira, 13 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
FOI SÓ UM PESADELO
Num país distante, há muitos muitos anos, governo, Presidente e o maior partido da oposição seguiram a linha política X para resolver os problemas nacionais. Mas essas medidas só criaram mais dificuldades. Ainda assim, o governo queria mais X. Já o Presidente declarou que, afinal, essa linha estava errada pois existiam limites para os sacrifícios impostos aos cidadãos. Solução? Pedir intervenção internacional, nada mais, nada menos do que a linha política X + X.
O maior partido da oposição também achou que a população não aguentava mais X porque “mais X” não era “suficientemente X”. O governo caiu. A intervenção X+X acabou por ser chamada. Nessa longínqua pátria, o governo que fora criticado por tentar adoptar mais X sem dialogar foi depois aplaudido por pedir X+X sem dialogar. O executivo que afiançara ser bom governar com X mas inadmissível com X+X, jurou então que queria ganhar eleições para governar com X+X. Deste modo, um mês antes do escrutínio, o destino do país estava decidido. Governo e maior partido da oposição apresentaram-se a eleições discutindo apenas quem tinha a responsabilidade de X e a de X+X, embora ambos a tivessem, claro. E nunca mais se lembraram das consequências dessa cruz em cima dos cidadãos. Muito menos do restante alfabeto.
Publicado no Correio da Manhã.
PASSIVO-AGRESSIVO
As legislativas de 2011 fazem sentido para todos os que são contra a austeridade. Para os que a defendem, esse pedido pode até ser legítimo mas só se compreende pela vontade de “ir ao pote” (para empregar a expressão de Passos Coelho). Já para Cavaco Silva, que advoga a actual política (lembremo-nos de Eduardo Catroga), ocupa Belém com a inerente função de árbitro e recentemente garantiu que seria insustentável somar crises, nada dizer e limitar-se a marcar legislativas não é incompreensível. É inaceitável. Para isso qualquer burocrata bastaria.
No mínimo, mediante a maior crise em democracia, Cavaco deveria ter procurado formar outro governo sem dissolver o parlamento. Mas o seu erro não foi só pela ausência. Foi também por excesso. Afinal, ajudou à combustão com os discursos de vitória e de tomada de posse; com a imprópria nota dirigida a uma agência financeira; e com a sugestão que o governo de gestão pode chamar o FMI (o que muito agrada ao PSD).
Enfim, o Presidente tem-se calado quando devia falar e falado sobre o que devia guardar silêncio. Em vez da prometida magistratura activa, o país foi presenteado com uma magistratura passivo-agressiva. A única estratégia que nunca, mesmo nunca, deve ser adoptada em qualquer tipo de crise.
UM APELO ESPERANÇADO
Nesta altura, o país tem muitas dúvidas. E uma certeza: vença este PS ou o PSD, prosseguirá a austeridade que leva a mais austeridade, o PEC IV, V, N. Será inevitável? A última coisa que apetece é acrescentar mais crise. Mas, além da financeira, da economica- social, da dívida soberana, da Europa, existe a crise da esquerda. Do seu projecto. Daí que essa ala não tenha impedido nem as outras crises, nem que aqueles que as provocaram lucrem agora com elas.
Logo, ao PCP, ao BE, a muitos socialistas, sindicalistas, independentes e à esquerda órfã, a que continua não representada, não basta continuar a gritar que vem lá o Lobo. Devem juntar-se e, a partir das propostas já avançadas e outras que surjam, criar plataformas de compromisso. Essa base, articulada com a contestação a nível europeu, pode até apresentar ao PS um conjunto de condições mínimas para uma maioria de esquerda parlamentar. O actual PS nunca a aceitará? Provável. Mas nada dura sempre, o Largo do Rato não poderia continuar a vitimizar-se, o ónus da recusa seria seu e a semente ficaria lançada. Sobretudo, numas eleições que serão crispadas e profundamente marcadas pelo medo e pela lógica do voto útil, essa esquerda criadora mostraria que existe alternativa à barbárie. Essa mesmo que, de outro modo, triunfará.
Publicado no Correio da Manhã.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Uma pausa
Esta semana é um tempo de pausa nas minhas aparições públicas aqui no blogue e na televisão.Volto em breve.
Tempo republicano
Zapatero decidiu não se apresentar como candidato do PSOE a primeiro-ministro na próxima eleição.Fê-lo sem dramatismos inúteis, marcando um tempo e uma prática republicana na Espanha monárquica, dando todas as condições para a renovação do seu próprio partido.Uma lição a reter.A cultura política democrática é uma coisa muito bonita.
sábado, 2 de abril de 2011
A crise por unanimidade
Depois do intenso dramatismo opinativo da semana passada sobre os malefícios da instabilidade política seguiu-se a tranquila dupla unanimidade-dos partidos e dos conselheiros de Estado-sobre a dissolução da AR e a marcação de novas eleições, como forma de ultrapassar a demissão do primeiro-ministro.Como escrevo no Correio da Manhã: «A conclusão é clara: todos queriam eleições antecipadas». O PR nem teve de esfregar as mãos.Guarda a «magistratura activa» para outra ocasião?
quinta-feira, 31 de março de 2011
A hermenêutica do voto contra do PSD
Vai avançada a hermenêutica do voto contra do PSD no PEC IV.Se foi por razões de defeito ou de excesso.Nada disso.O voto contra no pacote foi tão só para obrigar a República a eleições antecipadas.E isso o PSD vai ter, com a anuência de todos os partidos, do Conselho de Estado e do Presidente da República.O resultado dessas é que pecarão por defeito ou por excesso.Ninguém acredita numa palavra que se diga agora sobre peques.
Júlio Magalhães
Estive esta noite na TVI-24 num dos paineis moderados por Júlio Magalhães com os comentadores que convidou para aquela estação enquanto director de informação, cargo que agora abandona por viver no Porto.Fiquei com óptima impressão dele quer como jornalista quer como pessoa.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Testes anti-stress
Percebe-se que haja jogos particulares da selecção contra adversários anestesiados, desde que sirvam para «entrosar» a equipa e não se retenham lições erradas.Ontem Portugal ganhou sem dificuldade a uma frágil Finlândia.Hoje todos os analistas realçam os dois golos do médio Rúben Micael quando se deviam interrogar sobre o motivo porque nenhum avançado marcou num jogo aberto e macio.Mesmo estes testes anti-stress podem ser úteis para corrigir o regressado individualismo de algumas vedetas libertas de Cristiano Ronaldo.O desgraçado do Hugo Almeida passou o jogo a indicar com as mãos onde estavam os seus pés...Espero que o Paulo Bento não ande à procura de um substituto para si próprio na linha média da selecção...
terça-feira, 29 de março de 2011
Eduardo Paz Ferreira
Conheço o Eduardo Paz Ferreira há muitos anos.Tem uma inteligência fulgurante ajudada por uma cultura cosmopolita muito trabalhada, e uma intuição açórica. Tem um tropismo pelas coisas justas que o norteia.Professor de Finanças Públicas foi ontem uma presença original e refrescante na televisão em Portugal.Temos de o ouvir mais vezes.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Internacionais breves
-O Príncipe Carlos visita Portugal, antes de viajar para Espanha e Marrocos.Desta ve não é só Algarve; -A Chanceler Merkel voltou a perder estrondosamente uma eleição regional, se assim se pode dizer.Agora a culpa é do nuclear, antes era da ajuda à Grécia.Pois, pois... -O Presidente Sarkosy, embora a subir nas sondagens com a metralha aérea na Líbia, perdeu as eleições regionais em França.Está bonito, está.
sábado, 26 de março de 2011
A crise portuguesa na cimeira europeia
A crise portuguesa na cimeira europeia, é o tema do meu artigo de hoje no Correio da Manhã..Pela primeira vez em 25 anos Portugal não faz figura de aluno bem comportado mesmo com más notas.A UE devia interrogar-se.Tudo adiado para Junho.Até lá os juros sobem.Mesmo os do BCE, como anunciado.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Ninguém se espanta
Não causou qualquer surpresa a unanimidade dos partidos à volta da marcação de novas eleições nem esta unanimidade suscitou qualquer comentário dissonante mesmo dos que prefeririam uma solução dentro do actual quadro parlamentar.O PR sai assim ilibado desta crise.
Blogue, twitter e facebook
Venho aqui agradecer ao Sérgio a chamada de atenção para a entrevista que concedi ao jornal I, e agradecer~lhe a ajuda preciosa que ele deu na criação e manutenção deste blogue, onde quando xheguei nem sabia escrever no teclado!
Ontem, num jantar celebrativo do Dia do Estudante de 1962, em que predominavam os cabelos brancos, o José Carlos Abrantes pretendeu iniciar-me nas artes do twitter e do facebook com o seu moderno Ipad.Veremos.Mas não me parece.
Ontem, num jantar celebrativo do Dia do Estudante de 1962, em que predominavam os cabelos brancos, o José Carlos Abrantes pretendeu iniciar-me nas artes do twitter e do facebook com o seu moderno Ipad.Veremos.Mas não me parece.
A Universidade e o Pensamento Crítico
Ontem, na reitoria da Universidade de Lisboa, proferi uma das cem«lições» com que Sampaio da Nóvoa entendeu celebrar o centenário da Universidade que foi minha até à expulsão, por motivos políticos. em Outubro de 1965.
Ora ontem também se celebrava o Dia do Estudante proíbido pelo governo de Salazar em 1962.Muito reconfortante a presença de tanta gente da minha geração e de uma delegação de dirigentes estudantis actuais com o Presidente da Associação Académica de Lisboa à frente.No meio o Professor e Amigo Eduardo Paz Ferreira que interpelou a Universidade por nada ter feito juridicamente sobre a situação dos estudantes expulsos, e foram centenas, durante a ditadura.Gosto destas coisas intergeracionais.
Ora ontem também se celebrava o Dia do Estudante proíbido pelo governo de Salazar em 1962.Muito reconfortante a presença de tanta gente da minha geração e de uma delegação de dirigentes estudantis actuais com o Presidente da Associação Académica de Lisboa à frente.No meio o Professor e Amigo Eduardo Paz Ferreira que interpelou a Universidade por nada ter feito juridicamente sobre a situação dos estudantes expulsos, e foram centenas, durante a ditadura.Gosto destas coisas intergeracionais.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Esquizofrenias
Por um lado cavam-se trincheiras.Por outro apela-se a governos de compromisso e abrangência.
quarta-feira, 23 de março de 2011
No dia da oratória
Hoje foi, como não se via há muito, um dia de oratória política.Ganhou, entre todos, Francisco Assis.Deu o mote e o tom para a campanha que se avizinha.Um dia que valeu o sacrifício de uma sessão legislativa como líder parlamentar.
terça-feira, 22 de março de 2011
Recolhido a quarteis
Já agora refira-se que no meu artigo de sábado no CM, chamava a atenção para o facto da crise política em Portugal se estar a desenrolar com o PR «recolhido a quarteis», para usar uma imagem que lhe deve ser familiar.
Mário Soares em forma
Os últimos artigos de Mário Soares no DN ajudam a compreender melhor o que está em jogo no tempo presente, quer a nível português quer a nível europeu.O excelente artigo de hoje salienta as responsabilidades do PR na emergência.
Nuno Gomes na selecção, já!
É um prazer ver Nuno Gomes entrar a poucos minutos do fim e marcar.Seja com o Benfica a perder, como contra o Portimonense, ou contra o Paços de Ferreira«mais cansado e a perder rigor táctico», na teorização justificativa de Jorge Jesus. Só falta a Nuno Gomes voltar a ser chamado de novo à selecção para ter o final de carreira que merece.O problema é que ele já não dá mais- valias monetárias a ninguém.O valor futebolístico está à mostra, como se vê.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Sucessores institucionais e políticos
Dei uma entrevista ao jornal I em que respondi a uma pergunta sobre ´nomes que o PS podia sugerir para primeiro-ministro.Avancei com critérios.Um critério institucional, levaria a que se indicasse um membro do actual governo que se tivesse distinguido por um bom desenpenho, caso o houvesse; ou o presidente da Assembleia da AR que ocupa o segundo lugar na hierarquia do Estado.Por um critério político, apareceu o nome de António Costa.Pois foi este o nome que a comunicação social reteve.Já é significativo de alguma coisa, mas não foi a minha única sugestão.Só não gosto de insubstituíveis.Não existem.
quarta-feira, 16 de março de 2011
No Programa PROVA dos NOVE
Recomeçou o programa moderado pela Constança Cunha e Sá-PROVA dos NOVE-na TVI-24, todas as terças das 23 às 24h.Estou a gostar de participar.Com o Fernando Rosas e o Pedro Santana Lopes.
terça-feira, 15 de março de 2011
Sobre os programas de debate desportivo
Participei num programa de debate desportivo na Antena 1-Artistas da Bola, Novos Artistas da Bola, Grandes Adeptos- durante cinco anos com espirito lúdico e em inteira liberdade. Mas fui-me dando conta que os dirigentes dos clubes são muito ciosos dessas posições de opinião, e que um certo género de adeptos facilmente se exalta em defesa das suas cores.Esses programas, quer na rádio quer na televisão, sao líderes de audiência e têm enorme eco nos mais variados meios sociais.
A agressão no Porto, num restaurante da zona da Foz, a Gomes da Silva, dirigente do SLB, que participa num desses programas televisivos é condenável por si mesma, e pelo que significa de intolerância no mundo do futebol, e na redução da liberdade de expressão.
A agressão no Porto, num restaurante da zona da Foz, a Gomes da Silva, dirigente do SLB, que participa num desses programas televisivos é condenável por si mesma, e pelo que significa de intolerância no mundo do futebol, e na redução da liberdade de expressão.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Vai ser mais difícil governar
Depois das manifestações de sábado vai ser mais difícil governar como até aqui.Aliás, vai ser mais difícil governar em geral.
domingo, 13 de março de 2011
«Je vous ai compris»
Vista pela televisão foi impressionante a manifestação em Lisboa, e também a do Porto, embora se possam entrever diferenças entre as duas.Muitos desejos desencontrados, muitos cartazes exibindo culturas políticas desiguais, muitas declarações elementares, e um profundo descontentamento geral.Lembrei-me das reflexões do general De Gaulle nas suas Memórias quando, em Junho de 1958, se chegou ao balcão na Place du Forum em Argel a rebentar de franceses e de árabes misturados.A primeira frase que lhe saíu, depois de alguns minutos de silêncio, foi a célebre exclamação « Je vous ai compris».Quem estará em condições de compreender o que se passa em Portugal?
sábado, 12 de março de 2011
O que espero da manif de hoje
Espero ums manifestação favorável à expansão das liberdades, ao aparecimento de novos temas societais, de gente com cultura democrática para um mundo novo, e com sentido comunitário intergeracional.E que saiba conter, no terreno, as provocações e oportunismos.Pode ser muito, mas é o mínimo.
No Correio da Manhã
A tenaz política, intitula-se o artigo deste sábado.Sobre uma tomada de posse presidencial com sinais errados.Dividir a AR entre direita e esquerda não abre caminho para uma «magistratura activa».De qualquer maneira já se percebeu que será o governo a marcar a data das eleições.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Cimeira intercalar
As repetidas cimeiras europeias intergovernamentais estão a contribuir para o apagamento da Comissão Europeia, remetida para os assuntos correntes.Sem resultados práticos, nem ganhos de «produtividade», mesmo com «pactos».Venha outra gente, ou a UE desfalece.
quinta-feira, 10 de março de 2011
«Carta de um velho a um novo»
Ramalho Ortigão, quando se encaminhava para o Integralismo Lusitano, escreveu em 1914 uma «Carta de um velho a um novo», em que defendia que a elite dos velhos devia inclinar-se, respeitosamente, perante a elite dos novos.A demissão começa em inclinações deste género.
A dúvida que o discurso não dissipou
O discurso do PR não dissipou a minha principal dúvida: estará Cavaco Silva à altura dos tempos difíceis que se avizinham?Porque o discurso, na parte em que não é analítico ,é demasiado doutrinário.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Coisas de que não gosto
Não gosto que se interrompam comícios partidários em recintos previamente reservados, mesmo com intuitos«pacíficos»Sabemos como começa a «espontaneidade» , não se sabe como acaba, ou quem a acaba.O direito de manifestação não se deve exercer contra o direito de reunião.Manifestar à entrada, noutro local, tudo bem.Interromper uma reunião partidária, não.
Também não apreciei esta manhã de Cavaco Silva, às voltas por Lisboa, pela mocidade e pelo mar, quando o dia é de posse para novo mandato perante a Assembleia da República.Sinais errados do PR são sinais perigosos. Ontem, amanhá, sábado, seriam dias estimáveis para a marinha e a juventude.
Também não apreciei esta manhã de Cavaco Silva, às voltas por Lisboa, pela mocidade e pelo mar, quando o dia é de posse para novo mandato perante a Assembleia da República.Sinais errados do PR são sinais perigosos. Ontem, amanhá, sábado, seriam dias estimáveis para a marinha e a juventude.
A confissão auricular
Estará a decrescer o número de católicos que se aproximam do confessionário, segundo números da própria Igreja.Lembrei-me das suspeitas levantadas a Damião de Gois há 5 séculos por este ter duvidado do preceito da «confissão auricular».Por essas e por outras foi parar com os costados às masmorras da Inquisição.Felizmente que hoje em dia a confissão é voluntária.Mesmo na Quaresma .Caso contrário, já imaginaram como estaria o sistema prisional?
terça-feira, 8 de março de 2011
O que está em jogo na Grécia
O governo do PASOK, que chegara recentemente ao poder depois da governação desastrosa da direita da Nova Democracia, sentiu-se à vontade para recorrer à ajuda externa do FMI e de um saco azul ad-hoc da UE fornecido de má vontade e às pinguinhas, a forma burra de solidariedade europeia.Foi há cerca de um anoAs fortes medidas de austeridade desencadearam protestos violentos nas ruas, mas sem perspectivas políticas pois Papandreou de tudo podia responsabilizar a direita doméstica.Passado este tempo uma das famigeradas agências de rating desce em três pontos o nível de credibilidade da Grécia.A pergunta é: foi só a Grécia que desceu no ranking, ou o FMI, e o saquinho azul da UE também estão mal cotados na emergência?
segunda-feira, 7 de março de 2011
Referências ao Longo Curso
Foram várias as referências, este fim-de-semana, ao livro O Longo Curso , organizado pela Inácia Rezola e o Pedro Oliveira, e que me é dedicado.Na TVI-24, no programa A Torto e a Direito, moderado pela Constança Cunha e Sá, Teixeira da Mota exibiu-o como leitura recomendada. Marcelo Rebelo de Sousa, ao mostrar a capa do meu mais recente livro-
Os Açores na Política Internacional-também editado pela Tinta da China-falou do Longo Curso em termos virtuosos.
Na blogosfera, o Francisco Seixas da Costa encheu-me de mimos a propósito do livro, naquela prosa encantadora que o caracteriza.O João Bonifácio Serra, nas suas andanças pelo Norte, depara-se com ele nos escaparates .Uma consolação, como se diria em S.Miguel.
Os Açores na Política Internacional-também editado pela Tinta da China-falou do Longo Curso em termos virtuosos.
Na blogosfera, o Francisco Seixas da Costa encheu-me de mimos a propósito do livro, naquela prosa encantadora que o caracteriza.O João Bonifácio Serra, nas suas andanças pelo Norte, depara-se com ele nos escaparates .Uma consolação, como se diria em S.Miguel.
Sem árbitros?
Parece que Vítor Pereira recebeu várias negas de árbitros para o jogo Braga-Benfica.Porquê, e quais foram?Transparência também é isto.
Luis Nazaré falou verdade
Com a derrota do SLB em Braga acabou a ocultação da óbvia perda do campeonato nesta época.As boas exibições desde a eliminação da Liga dos Campeões ajudaram à ilusão.Mas Luis Nazaré tinha razão quando disse, antes do campeonato de inverno acabar, qua era o segundo lugar aquele que estava ao alcance da equipa treinada por Jorge Jesus.Esperemos agora que as atraentes exibições continuem nas três frentes em que a vitória é possível.E que se tenha em conta que um clube como o Benfica tem uma identidade própria que não pode ficar à mercê de meros passantes no clube.
sábado, 5 de março de 2011
O unilateralismo chegou à UE?
Hoje no Correio da Manhã, analiso alguns aspectos da ida de José Sócrates a Berlim, para concluir que na União Europeia não há espaço para qualquer unilateralismo.A UE é uma Comunidade.Quando deixar de o ser acabou.
A taxa de referência do BCE
A taxa de referência do BCE está fixada em 1% desde 2009 para permitir o refinanciamento do sistema bancário europeu, e por consequência manter o mais baixo que lhe é possível o preço do dinheiro, enquanto o preço das matérias primas e dos bens alimentares subiram e continuam a subir, acastelando as pressões inflacionistas.Inclusivamente o BCE tem socorrido a banca nacional a essa taxa de juro, e tem comprado em doses massiças os títulos de tesouro de vários Estados, entre os quais Portugal.Não resolveu o problema da dívida soberana desses Estadoa mas foi, e é, a instituição da zona euro que mais tem operado no mercado para atenuar os efeitos da crise financeira e das pressões inflacionistas.Pois bem, há na RTP alguém que nos quer convencer que foram as declarações de Trichet ante-ontem que impediram uma descida das taxas de juro nos mercados internacionais.Era o que nos faltava, acusar Trichet para desculpar Merkel.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Revisitar o fim do século XIX
Correia Pinto faz no seu blogue uma referência ao livro Longo Curso, pondo em evidência um artigo de Valentim Alexandre sobre Hintze Ribeiro, o epígono dramático de Fontes Pereira de Melo.De facto temos de reler com atenção a história da segunda parte da monarquia constitucional, aquela que vai do fontismo à bancarrota de 1892, e desta à negociação internacional com os credores em 1902.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Mandatos europeus
A visita de José Sócrates a Berlim foi mal preparada, e mal anunciada.O resultado do encontro com Angela Merkel foi virtualmente positivo.Mas só virtualmente.Politicamente só o futuro dirá o que se está a tecer nesta fase informal das decisões europeias.Seria uma diminuição perante os outros parceiros portugueses da zona euro, e da UE, aparecermos já comprometidos com todo o plano alemão nas próximas cimeiras.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Um feliz final de tarde
Ontem vivi um feliz final de tarde na reitoria da Universidade Nova de Lisboa, por ocasião do lançamento do livro O Longo Curso de José Medeiros Ferreira, organizado pelos meus antigos alunos-hoje distintos Professores universitários-Maria Inácia Rezola e Pedro Aires de Oliveira, e editado com tanta qualidade pela Tinta da China.A sessão presidida pelo Reitor António Rendas foi tudo menos pomposa.Foi muito agradável ver o anfiteatro pleno de amigos velhos e novos, e ouvir as palavras, jamais de circunstância, do Reitor, dos Professores Rui Santos, Fernando Rosas, Villaverde Cabral, Inácia Rezola e Pedro Oliveira.
Como contrapartida de tanta generosidade académica, publiquei, na mesma editora, um novo livro sobre Os Acores na Política Internacional.
Como disse na sessão ontem foi o dia de eu dizer Muito Obrigado!
Como contrapartida de tanta generosidade académica, publiquei, na mesma editora, um novo livro sobre Os Acores na Política Internacional.
Como disse na sessão ontem foi o dia de eu dizer Muito Obrigado!
terça-feira, 1 de março de 2011
Frases que dizem tudo
Você não é político, espero-disse Fátima Campos Ferreira a um dos seus convidados jovens .Há frases que são todo um programa
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