Ajuda Externa: Empréstimo (dá lucro) para garantir pagamento aos credores.
Acordo: imposição de políticas.
A renegociação da dívida é impossível: guarda-se para quando só sobrarem os ossos.
Defesa do Estado social: privatização do que é rentável, diminuição do que não é.
Democracia/Eleições: romance histórico.
Flexibilidade laboral: menos subsídio de desemprego, horários mais longos, despedimento rápido e barato.
Há limites para os sacrifícios (Cavaco Silva): O céu é o limite (poesia).
Incentivos aos desempregados: Vão trabalhar, malandros (ou aldrabões, segundo o vice-presidente do PSD)
Não há corte no 13º e 14º mês: Aumento dos impostos, da electricidade e dos transportes, menos horas extraordinárias pagas, salários e pensões congeladas- “É fazer as contas” (A. Guterres).
Não há despedimentos na função pública (Sócrates): Menos oito mil funcionários ano (Troika)
Negociação: charada do PS, PSD e CDS, para fingirem que sem eles tudo seria pior.
Mais sociedade: visa a redução dos custos de trabalho e a privatização dos sectores do Estado que dão lucro- (Menos Sociedade ou país de tanga- Durão Barroso).
Manter a solvabilidade do sector financeiro: todo o apoio à banca sem contrapartidas.
Primeiro-Ministro: megafone da troika
Programa Eleitoral PS/PSD/CDS: ficção pouco científica.
Publicado no Correio da Manhã.
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Ao sábado no Correio da Manhã
O meu artigo de hoje intitula-se Luta de Fundos, e analisa o «mix» que as relações entre o FMI, a Comissão Europeia e o BCE revelaram.O FMI tem vindo a contribuir cada vez mais para ajudar a zona euro, uma ironia internacional digna de registo.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Está tudo dito
Na entrevista à RTP (4 Maio) Passos Coelho não revela se assina a imposição da Troika
Umas horas depois, no programa de humor 5 para a meia-noite, já diz que assina
Umas horas depois, no programa de humor 5 para a meia-noite, já diz que assina
Boletins de voto personalizados
" Já escolhi em quem vou votar no próximo dia 5 de Junho: na 'troika' "
António Costa, director do Diário Económico
António Costa, director do Diário Económico
Economia Social
As medidas de fragilização dos contratos de trabalho, a redução dos subsídios de desemprego, o fim das facilidades para a compra de casa própria, a recessão programada da economia portuguesa com o cortejo do aumento do desemprego, conjugam-se para uma estratégia imperativa de um novo ciclo de emigração emPortugal.Algumas medidas «fracturantes» também ajudam a essa «leveza» individual para emigrar: divórcio rápido, IVG, etc.São muitos os caminhos da economia social da globalização ...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Dublin por um canudo
Não sei bem se o SLB tem um departamento de futebol.É verdade que o Shéu conseguiu não ser suspenso durante toda a época, e percebe-se perfeitamente quais são as suas funções na «estrutura». Mas temo que só se perceba que o vazio não compensa quando o Benfica for eliminado da Liga dos Campeões, logo em Agosto Venha o Scolari!Ou o Mourinho...
Fitas
Quero ver como o PSD e o CDS se vão distinguir nos seus compromissos voluntários com o «Memorando de Entendimento».Deve ser obra barroca.
terça-feira, 3 de maio de 2011
O «plus» da ajuda externa
As medidas deste PEC têm um «plus»: já incluem o refinanciamento do sistema financeiro português.Um detalhe a juntar aos próximos.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
PRÓ-GRAMA
Ganhe o PS ou o PSD, o programa que irá governar o país é um e apenas um: o do FMI. Aliás, essa imposição política será conhecida um mês antes das eleições transformadas, portanto, num plebiscito. Abandonadas as ideias, sobraria a personalidade. Assim, PS e PSD, mais do que nunca, procurariam teatralizar grandes diferenças para se distinguirem. Qual escolher?
Os portugueses preferirão alguém que é o responsável pelos últimos seis anos, ou alguém que nunca assumiu responsabilidades? Incompetência ou inexperiência? Escolherão um currículo com licenciatura ao Domingo ou um CV resumido a “jotinha-líder”? Optarão por um estilo animal-feroz ou por um género mais Páscoa-Feliz? Preferirão um líder que finge que tem programa apresentando o anterior (com prazo de validade expirado), ou um líder que finge que tem programa chovendo propostas (com prazos de validade inferiores ao de um iogurte)? Um verdadeiro dilema, não é?
Não. O próximo inquilino de São Bento não será Primeiro-Ministro, nem sequer um gestor. Tratar-se-á apenas de um porta-voz. Logo, sem ideias e sem personalidades, as craveiras do PS e PSD descobriram uma terceira via para se diferenciarem: insultos. O concurso já abriu e é bastante foleiro. Mas foi o que se arranjou.
Publicado no Correio da Manhã
quarta-feira, 27 de abril de 2011
AMOR À PATRIA
Em toda a Europa, discutem-se novos caminhos para a sua construção, a intervenção em Portugal (nomeadamente considerando o fracasso na Grécia e na Irlanda), debate-se a criopreservação da democracia que essas operações têm implicado. Por cá, impera o consenso. E ainda se pede à troika que interfira estruturalmente no Estado, desde direitos sociais a questões fiscais. Roga-se-lhe que, sem ser eleita, governe o país.
Há quem pense que este coro se deve ao messianismo sebastiânico. Outros acreditam que se trata da espinha partida por quase meio século de ditadura. Alguns crêem que se deve a esse provinciano deslumbre pelo estrangeiro. Ou que, simplesmente, é uma admissão de incompetência. Nada disso. É tudo por amor. “Compromissos Portugal”, governos de salvação nacional, garantir o apoio dos maiores partidos para que o resultado das legislativas não altere as imposições externas, desprezar a vontade popular, tudo isso e muito mais é por amor. Afinal, adaptando uma velha tirada, se tivessem graça e franqueza (uma elevada improbabilidade, reconheça-se), à pergunta “Comprometeram-se pelo país por amor ou por interesse?” esses pastores unanimistas responderiam: “Deve ter sido por amor, porque interesse não tínhamos nenhum.”
Mais uma pausa
Mais uma pausa minha aqui no Córtex.Mas ainda tive tempo de ir à Bertrand avistar o promontório do Moledo na perpectiva de António Sousa Homem, e da sua sobrinha Maria Luísa, ambos muito bem representados por Francisco José Viegas e pela Joana Amaral Dias...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Uma boa ideia
Com a dissolução da legislatura as comemorações do dia 25 de Abril foram obrigadas a romper com hábitos instalados.A ideia de Cavaco Silva em convidar os antigos presidentes a discursar em Belém apaziguou os espíritos desconfiados.Estou com curiosidade em seguir a liga dos presidentes.
sábado, 23 de abril de 2011
Por que cai o Presidente?
O Presidente deu um grande tombo no barómetro da Markteste.O maior desde o ano dois mil, onde havia menos que contar.Mas não deixa de ser surpreendente que Cacaco Silva mal tenha dissolvido o parlamento por uma espécie de dupla unanimidade dos partidos e dos conselheiros de Estado se veja envolvido neste descontentamento cruzado.Por que cai o Presidente? Deve ter ficado algo por esclarecer.Um vazio qualquer de poder...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O meu deputado inesquecível
Conheci Jorge Strech Ribeiro nos idos dos anos sessenta, entre Lisboa e Coimbra.Mais Vává do que o Choupal, para dizer a verdade.O teatro dava para muito mundo nessa altura.O Citac e o Teuc despertaram mais vocações políticas e revolucionárias do que teatrais.
Até 1980 praticamente não mais me cruzei com o «Strech».Mas lembro-me muito bem de uma «negociação» nesse ano para apoio do General Eanes.
Foi porém em 1995 que a nossa amizade geracional retomou todo o seu sentido no grupo parlamentar do PS.Responsabilidade e firmeza marcaram um número informal e impreciso de consciências livres e alertadas que discutiam, apresentavam projectos, declarações de votos, votações ditadas pela liberdade de consciência.Foram dez anos de combates suplementares, mas onde ainda havia liberdade, entusiasmo e alegria de viver.
O meu tempo de deputado terminou em 2005 no momento certo para mim.Mesmo assim, embora não alimentasse qualquer ilusão sobre os novos tempos, sabia que lá no fundo o Jorge Strech não se conseguiria domesticar inteiramente e manter-se-ia até ao fim como um rebelde tranquilo.
Agora desapareceu das listas em que ninguém o tivesse saudado como mereceria.
PS-Marques Júnior que se alimentava das mesma seiva também foi abatido ao efectivo.Mais ou menos pela mesma cultura dominante.
Até 1980 praticamente não mais me cruzei com o «Strech».Mas lembro-me muito bem de uma «negociação» nesse ano para apoio do General Eanes.
Foi porém em 1995 que a nossa amizade geracional retomou todo o seu sentido no grupo parlamentar do PS.Responsabilidade e firmeza marcaram um número informal e impreciso de consciências livres e alertadas que discutiam, apresentavam projectos, declarações de votos, votações ditadas pela liberdade de consciência.Foram dez anos de combates suplementares, mas onde ainda havia liberdade, entusiasmo e alegria de viver.
O meu tempo de deputado terminou em 2005 no momento certo para mim.Mesmo assim, embora não alimentasse qualquer ilusão sobre os novos tempos, sabia que lá no fundo o Jorge Strech não se conseguiria domesticar inteiramente e manter-se-ia até ao fim como um rebelde tranquilo.
Agora desapareceu das listas em que ninguém o tivesse saudado como mereceria.
PS-Marques Júnior que se alimentava das mesma seiva também foi abatido ao efectivo.Mais ou menos pela mesma cultura dominante.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O FMI ainda é expulso da UE
O relatório semestral do FMI, publicado a 15 deAbril não traz boas notícias para o sistema bancário europeu no seu conjunto.O relatório chama a atenção para um «muro da dívida», cuja maturação ocorrerá dentro de dois anos,com acrescidas necessidades de refinanciamento, sobretudo da banca privada alemã e da irlandesa.O racio do capital próprio dos bancos também não se apresenta saudável.
Chama-se a isto viver perigosamente.
Chama-se a isto viver perigosamente.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Cabeça de lista por Leiria
Na tipologia dos cabeças-de-lista, há muito que ganhou direito de malícia o número um pelo círculo de Leiria, pelo menos no que diz respeito às listas do PS.Não sei quantos já passaram pelo lugar.Agora é Basílio Horta que se estreia nas lides.Mas não é caso para escândalo.Começou por ajudar o Drº Mário Soares a meter o socialismo na gaveta no governo PS-CDS-o que terá feito com maior convicção do que muitos.Democrata -cristão para a eternidade, sempre dará alguma consistência ao aguerrido grupo de deputadas independentes que estão dispostas a trocar uns feriados laicos por alguns outros concordatários.
Pés de lista
Não sei como designar a metade dos cabeças de lista do PSD que ficou enquadrada pelo plano inferior do camara-man, numa destas estações mais sucintas.Pés de listas? Mas as caras não valem nada?Ainda vi Francisco José Viegas a descer do Marão sem gravata, mas juro que não vi metade da missa.E como gosto de umas fotografias para mais tarde recordar!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Milagre da Lapa
Os navegantes portugueses transformaram o Cabo das Tormentas no Cabo da Boa Esperança. Para os militantes da Lapa, Passos Coelho alcançou o contrário. Em poucos meses passou de “o próximo primeiro-ministro” a “mais recente aquisição da geração à rasca”. Depois de seis desgastantes anos de governação socialista, com o país a rapar o fundo ao tacho, após os sucessivos escândalos-Sócrates, o timoneiro do PSD conseguiu descer nas sondagens. E não é que tudo se deve ao seu mérito? Como o melhor que os sociais-democratas arranjaram foi alguém cujo CV tem como maior destaque “ex-líder de uma jotinha”, talvez não devesse surpreender. Mas comove.
Passos Coelho caiu em todas as ratoeiras que Sócrates causalmente lhe lançou. E ainda conseguiu entalar-se sozinho. Desde um aberrante projecto de revisão constitucional ao programa que não nasce, das contradições com os PECs à peta do “foi só um telefonema”, desde Nobre ao IVA, o “homem invulgar” já estrebucha para se manter à tona dentro ou fora do seu partido e arrisca-se a ser tanto primeira vítima da nova época balnear, como o salva-vidas de Sócrates. É obra e os debates televisivos ainda nem sequer começaram. Mas calma: alguém que afirma que Passos Coelho é um grande estadista. É Alberto João jardim e isso diz tudo.
Publicado no Correio da Manhã
sexta-feira, 15 de abril de 2011
The dark side da didadania
Fernando Nobre nem sonha com os dias que estão para vir.A mercancia daria para um honroso cargo de deputado ,quiçá com uns perfumes do lado na cidadania.Assim Mota Amaral e Jaime Gama irão ser eternanente lembrados. E depois não se troca um Pacheco Pereira por maus fígados
quarta-feira, 13 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
FOI SÓ UM PESADELO
Num país distante, há muitos muitos anos, governo, Presidente e o maior partido da oposição seguiram a linha política X para resolver os problemas nacionais. Mas essas medidas só criaram mais dificuldades. Ainda assim, o governo queria mais X. Já o Presidente declarou que, afinal, essa linha estava errada pois existiam limites para os sacrifícios impostos aos cidadãos. Solução? Pedir intervenção internacional, nada mais, nada menos do que a linha política X + X.
O maior partido da oposição também achou que a população não aguentava mais X porque “mais X” não era “suficientemente X”. O governo caiu. A intervenção X+X acabou por ser chamada. Nessa longínqua pátria, o governo que fora criticado por tentar adoptar mais X sem dialogar foi depois aplaudido por pedir X+X sem dialogar. O executivo que afiançara ser bom governar com X mas inadmissível com X+X, jurou então que queria ganhar eleições para governar com X+X. Deste modo, um mês antes do escrutínio, o destino do país estava decidido. Governo e maior partido da oposição apresentaram-se a eleições discutindo apenas quem tinha a responsabilidade de X e a de X+X, embora ambos a tivessem, claro. E nunca mais se lembraram das consequências dessa cruz em cima dos cidadãos. Muito menos do restante alfabeto.
Publicado no Correio da Manhã.
PASSIVO-AGRESSIVO
As legislativas de 2011 fazem sentido para todos os que são contra a austeridade. Para os que a defendem, esse pedido pode até ser legítimo mas só se compreende pela vontade de “ir ao pote” (para empregar a expressão de Passos Coelho). Já para Cavaco Silva, que advoga a actual política (lembremo-nos de Eduardo Catroga), ocupa Belém com a inerente função de árbitro e recentemente garantiu que seria insustentável somar crises, nada dizer e limitar-se a marcar legislativas não é incompreensível. É inaceitável. Para isso qualquer burocrata bastaria.
No mínimo, mediante a maior crise em democracia, Cavaco deveria ter procurado formar outro governo sem dissolver o parlamento. Mas o seu erro não foi só pela ausência. Foi também por excesso. Afinal, ajudou à combustão com os discursos de vitória e de tomada de posse; com a imprópria nota dirigida a uma agência financeira; e com a sugestão que o governo de gestão pode chamar o FMI (o que muito agrada ao PSD).
Enfim, o Presidente tem-se calado quando devia falar e falado sobre o que devia guardar silêncio. Em vez da prometida magistratura activa, o país foi presenteado com uma magistratura passivo-agressiva. A única estratégia que nunca, mesmo nunca, deve ser adoptada em qualquer tipo de crise.
UM APELO ESPERANÇADO
Nesta altura, o país tem muitas dúvidas. E uma certeza: vença este PS ou o PSD, prosseguirá a austeridade que leva a mais austeridade, o PEC IV, V, N. Será inevitável? A última coisa que apetece é acrescentar mais crise. Mas, além da financeira, da economica- social, da dívida soberana, da Europa, existe a crise da esquerda. Do seu projecto. Daí que essa ala não tenha impedido nem as outras crises, nem que aqueles que as provocaram lucrem agora com elas.
Logo, ao PCP, ao BE, a muitos socialistas, sindicalistas, independentes e à esquerda órfã, a que continua não representada, não basta continuar a gritar que vem lá o Lobo. Devem juntar-se e, a partir das propostas já avançadas e outras que surjam, criar plataformas de compromisso. Essa base, articulada com a contestação a nível europeu, pode até apresentar ao PS um conjunto de condições mínimas para uma maioria de esquerda parlamentar. O actual PS nunca a aceitará? Provável. Mas nada dura sempre, o Largo do Rato não poderia continuar a vitimizar-se, o ónus da recusa seria seu e a semente ficaria lançada. Sobretudo, numas eleições que serão crispadas e profundamente marcadas pelo medo e pela lógica do voto útil, essa esquerda criadora mostraria que existe alternativa à barbárie. Essa mesmo que, de outro modo, triunfará.
Publicado no Correio da Manhã.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Uma pausa
Esta semana é um tempo de pausa nas minhas aparições públicas aqui no blogue e na televisão.Volto em breve.
Tempo republicano
Zapatero decidiu não se apresentar como candidato do PSOE a primeiro-ministro na próxima eleição.Fê-lo sem dramatismos inúteis, marcando um tempo e uma prática republicana na Espanha monárquica, dando todas as condições para a renovação do seu próprio partido.Uma lição a reter.A cultura política democrática é uma coisa muito bonita.
sábado, 2 de abril de 2011
A crise por unanimidade
Depois do intenso dramatismo opinativo da semana passada sobre os malefícios da instabilidade política seguiu-se a tranquila dupla unanimidade-dos partidos e dos conselheiros de Estado-sobre a dissolução da AR e a marcação de novas eleições, como forma de ultrapassar a demissão do primeiro-ministro.Como escrevo no Correio da Manhã: «A conclusão é clara: todos queriam eleições antecipadas». O PR nem teve de esfregar as mãos.Guarda a «magistratura activa» para outra ocasião?
quinta-feira, 31 de março de 2011
A hermenêutica do voto contra do PSD
Vai avançada a hermenêutica do voto contra do PSD no PEC IV.Se foi por razões de defeito ou de excesso.Nada disso.O voto contra no pacote foi tão só para obrigar a República a eleições antecipadas.E isso o PSD vai ter, com a anuência de todos os partidos, do Conselho de Estado e do Presidente da República.O resultado dessas é que pecarão por defeito ou por excesso.Ninguém acredita numa palavra que se diga agora sobre peques.
Júlio Magalhães
Estive esta noite na TVI-24 num dos paineis moderados por Júlio Magalhães com os comentadores que convidou para aquela estação enquanto director de informação, cargo que agora abandona por viver no Porto.Fiquei com óptima impressão dele quer como jornalista quer como pessoa.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Testes anti-stress
Percebe-se que haja jogos particulares da selecção contra adversários anestesiados, desde que sirvam para «entrosar» a equipa e não se retenham lições erradas.Ontem Portugal ganhou sem dificuldade a uma frágil Finlândia.Hoje todos os analistas realçam os dois golos do médio Rúben Micael quando se deviam interrogar sobre o motivo porque nenhum avançado marcou num jogo aberto e macio.Mesmo estes testes anti-stress podem ser úteis para corrigir o regressado individualismo de algumas vedetas libertas de Cristiano Ronaldo.O desgraçado do Hugo Almeida passou o jogo a indicar com as mãos onde estavam os seus pés...Espero que o Paulo Bento não ande à procura de um substituto para si próprio na linha média da selecção...
terça-feira, 29 de março de 2011
Eduardo Paz Ferreira
Conheço o Eduardo Paz Ferreira há muitos anos.Tem uma inteligência fulgurante ajudada por uma cultura cosmopolita muito trabalhada, e uma intuição açórica. Tem um tropismo pelas coisas justas que o norteia.Professor de Finanças Públicas foi ontem uma presença original e refrescante na televisão em Portugal.Temos de o ouvir mais vezes.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Internacionais breves
-O Príncipe Carlos visita Portugal, antes de viajar para Espanha e Marrocos.Desta ve não é só Algarve; -A Chanceler Merkel voltou a perder estrondosamente uma eleição regional, se assim se pode dizer.Agora a culpa é do nuclear, antes era da ajuda à Grécia.Pois, pois... -O Presidente Sarkosy, embora a subir nas sondagens com a metralha aérea na Líbia, perdeu as eleições regionais em França.Está bonito, está.
sábado, 26 de março de 2011
A crise portuguesa na cimeira europeia
A crise portuguesa na cimeira europeia, é o tema do meu artigo de hoje no Correio da Manhã..Pela primeira vez em 25 anos Portugal não faz figura de aluno bem comportado mesmo com más notas.A UE devia interrogar-se.Tudo adiado para Junho.Até lá os juros sobem.Mesmo os do BCE, como anunciado.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Ninguém se espanta
Não causou qualquer surpresa a unanimidade dos partidos à volta da marcação de novas eleições nem esta unanimidade suscitou qualquer comentário dissonante mesmo dos que prefeririam uma solução dentro do actual quadro parlamentar.O PR sai assim ilibado desta crise.
Blogue, twitter e facebook
Venho aqui agradecer ao Sérgio a chamada de atenção para a entrevista que concedi ao jornal I, e agradecer~lhe a ajuda preciosa que ele deu na criação e manutenção deste blogue, onde quando xheguei nem sabia escrever no teclado!
Ontem, num jantar celebrativo do Dia do Estudante de 1962, em que predominavam os cabelos brancos, o José Carlos Abrantes pretendeu iniciar-me nas artes do twitter e do facebook com o seu moderno Ipad.Veremos.Mas não me parece.
Ontem, num jantar celebrativo do Dia do Estudante de 1962, em que predominavam os cabelos brancos, o José Carlos Abrantes pretendeu iniciar-me nas artes do twitter e do facebook com o seu moderno Ipad.Veremos.Mas não me parece.
A Universidade e o Pensamento Crítico
Ontem, na reitoria da Universidade de Lisboa, proferi uma das cem«lições» com que Sampaio da Nóvoa entendeu celebrar o centenário da Universidade que foi minha até à expulsão, por motivos políticos. em Outubro de 1965.
Ora ontem também se celebrava o Dia do Estudante proíbido pelo governo de Salazar em 1962.Muito reconfortante a presença de tanta gente da minha geração e de uma delegação de dirigentes estudantis actuais com o Presidente da Associação Académica de Lisboa à frente.No meio o Professor e Amigo Eduardo Paz Ferreira que interpelou a Universidade por nada ter feito juridicamente sobre a situação dos estudantes expulsos, e foram centenas, durante a ditadura.Gosto destas coisas intergeracionais.
Ora ontem também se celebrava o Dia do Estudante proíbido pelo governo de Salazar em 1962.Muito reconfortante a presença de tanta gente da minha geração e de uma delegação de dirigentes estudantis actuais com o Presidente da Associação Académica de Lisboa à frente.No meio o Professor e Amigo Eduardo Paz Ferreira que interpelou a Universidade por nada ter feito juridicamente sobre a situação dos estudantes expulsos, e foram centenas, durante a ditadura.Gosto destas coisas intergeracionais.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Esquizofrenias
Por um lado cavam-se trincheiras.Por outro apela-se a governos de compromisso e abrangência.
quarta-feira, 23 de março de 2011
No dia da oratória
Hoje foi, como não se via há muito, um dia de oratória política.Ganhou, entre todos, Francisco Assis.Deu o mote e o tom para a campanha que se avizinha.Um dia que valeu o sacrifício de uma sessão legislativa como líder parlamentar.
terça-feira, 22 de março de 2011
Recolhido a quarteis
Já agora refira-se que no meu artigo de sábado no CM, chamava a atenção para o facto da crise política em Portugal se estar a desenrolar com o PR «recolhido a quarteis», para usar uma imagem que lhe deve ser familiar.
Mário Soares em forma
Os últimos artigos de Mário Soares no DN ajudam a compreender melhor o que está em jogo no tempo presente, quer a nível português quer a nível europeu.O excelente artigo de hoje salienta as responsabilidades do PR na emergência.
Nuno Gomes na selecção, já!
É um prazer ver Nuno Gomes entrar a poucos minutos do fim e marcar.Seja com o Benfica a perder, como contra o Portimonense, ou contra o Paços de Ferreira«mais cansado e a perder rigor táctico», na teorização justificativa de Jorge Jesus. Só falta a Nuno Gomes voltar a ser chamado de novo à selecção para ter o final de carreira que merece.O problema é que ele já não dá mais- valias monetárias a ninguém.O valor futebolístico está à mostra, como se vê.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Sucessores institucionais e políticos
Dei uma entrevista ao jornal I em que respondi a uma pergunta sobre ´nomes que o PS podia sugerir para primeiro-ministro.Avancei com critérios.Um critério institucional, levaria a que se indicasse um membro do actual governo que se tivesse distinguido por um bom desenpenho, caso o houvesse; ou o presidente da Assembleia da AR que ocupa o segundo lugar na hierarquia do Estado.Por um critério político, apareceu o nome de António Costa.Pois foi este o nome que a comunicação social reteve.Já é significativo de alguma coisa, mas não foi a minha única sugestão.Só não gosto de insubstituíveis.Não existem.
quarta-feira, 16 de março de 2011
No Programa PROVA dos NOVE
Recomeçou o programa moderado pela Constança Cunha e Sá-PROVA dos NOVE-na TVI-24, todas as terças das 23 às 24h.Estou a gostar de participar.Com o Fernando Rosas e o Pedro Santana Lopes.
terça-feira, 15 de março de 2011
Sobre os programas de debate desportivo
Participei num programa de debate desportivo na Antena 1-Artistas da Bola, Novos Artistas da Bola, Grandes Adeptos- durante cinco anos com espirito lúdico e em inteira liberdade. Mas fui-me dando conta que os dirigentes dos clubes são muito ciosos dessas posições de opinião, e que um certo género de adeptos facilmente se exalta em defesa das suas cores.Esses programas, quer na rádio quer na televisão, sao líderes de audiência e têm enorme eco nos mais variados meios sociais.
A agressão no Porto, num restaurante da zona da Foz, a Gomes da Silva, dirigente do SLB, que participa num desses programas televisivos é condenável por si mesma, e pelo que significa de intolerância no mundo do futebol, e na redução da liberdade de expressão.
A agressão no Porto, num restaurante da zona da Foz, a Gomes da Silva, dirigente do SLB, que participa num desses programas televisivos é condenável por si mesma, e pelo que significa de intolerância no mundo do futebol, e na redução da liberdade de expressão.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Vai ser mais difícil governar
Depois das manifestações de sábado vai ser mais difícil governar como até aqui.Aliás, vai ser mais difícil governar em geral.
domingo, 13 de março de 2011
«Je vous ai compris»
Vista pela televisão foi impressionante a manifestação em Lisboa, e também a do Porto, embora se possam entrever diferenças entre as duas.Muitos desejos desencontrados, muitos cartazes exibindo culturas políticas desiguais, muitas declarações elementares, e um profundo descontentamento geral.Lembrei-me das reflexões do general De Gaulle nas suas Memórias quando, em Junho de 1958, se chegou ao balcão na Place du Forum em Argel a rebentar de franceses e de árabes misturados.A primeira frase que lhe saíu, depois de alguns minutos de silêncio, foi a célebre exclamação « Je vous ai compris».Quem estará em condições de compreender o que se passa em Portugal?
sábado, 12 de março de 2011
O que espero da manif de hoje
Espero ums manifestação favorável à expansão das liberdades, ao aparecimento de novos temas societais, de gente com cultura democrática para um mundo novo, e com sentido comunitário intergeracional.E que saiba conter, no terreno, as provocações e oportunismos.Pode ser muito, mas é o mínimo.
No Correio da Manhã
A tenaz política, intitula-se o artigo deste sábado.Sobre uma tomada de posse presidencial com sinais errados.Dividir a AR entre direita e esquerda não abre caminho para uma «magistratura activa».De qualquer maneira já se percebeu que será o governo a marcar a data das eleições.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Cimeira intercalar
As repetidas cimeiras europeias intergovernamentais estão a contribuir para o apagamento da Comissão Europeia, remetida para os assuntos correntes.Sem resultados práticos, nem ganhos de «produtividade», mesmo com «pactos».Venha outra gente, ou a UE desfalece.
quinta-feira, 10 de março de 2011
«Carta de um velho a um novo»
Ramalho Ortigão, quando se encaminhava para o Integralismo Lusitano, escreveu em 1914 uma «Carta de um velho a um novo», em que defendia que a elite dos velhos devia inclinar-se, respeitosamente, perante a elite dos novos.A demissão começa em inclinações deste género.
A dúvida que o discurso não dissipou
O discurso do PR não dissipou a minha principal dúvida: estará Cavaco Silva à altura dos tempos difíceis que se avizinham?Porque o discurso, na parte em que não é analítico ,é demasiado doutrinário.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Coisas de que não gosto
Não gosto que se interrompam comícios partidários em recintos previamente reservados, mesmo com intuitos«pacíficos»Sabemos como começa a «espontaneidade» , não se sabe como acaba, ou quem a acaba.O direito de manifestação não se deve exercer contra o direito de reunião.Manifestar à entrada, noutro local, tudo bem.Interromper uma reunião partidária, não.
Também não apreciei esta manhã de Cavaco Silva, às voltas por Lisboa, pela mocidade e pelo mar, quando o dia é de posse para novo mandato perante a Assembleia da República.Sinais errados do PR são sinais perigosos. Ontem, amanhá, sábado, seriam dias estimáveis para a marinha e a juventude.
Também não apreciei esta manhã de Cavaco Silva, às voltas por Lisboa, pela mocidade e pelo mar, quando o dia é de posse para novo mandato perante a Assembleia da República.Sinais errados do PR são sinais perigosos. Ontem, amanhá, sábado, seriam dias estimáveis para a marinha e a juventude.
A confissão auricular
Estará a decrescer o número de católicos que se aproximam do confessionário, segundo números da própria Igreja.Lembrei-me das suspeitas levantadas a Damião de Gois há 5 séculos por este ter duvidado do preceito da «confissão auricular».Por essas e por outras foi parar com os costados às masmorras da Inquisição.Felizmente que hoje em dia a confissão é voluntária.Mesmo na Quaresma .Caso contrário, já imaginaram como estaria o sistema prisional?
terça-feira, 8 de março de 2011
O que está em jogo na Grécia
O governo do PASOK, que chegara recentemente ao poder depois da governação desastrosa da direita da Nova Democracia, sentiu-se à vontade para recorrer à ajuda externa do FMI e de um saco azul ad-hoc da UE fornecido de má vontade e às pinguinhas, a forma burra de solidariedade europeia.Foi há cerca de um anoAs fortes medidas de austeridade desencadearam protestos violentos nas ruas, mas sem perspectivas políticas pois Papandreou de tudo podia responsabilizar a direita doméstica.Passado este tempo uma das famigeradas agências de rating desce em três pontos o nível de credibilidade da Grécia.A pergunta é: foi só a Grécia que desceu no ranking, ou o FMI, e o saquinho azul da UE também estão mal cotados na emergência?
segunda-feira, 7 de março de 2011
Referências ao Longo Curso
Foram várias as referências, este fim-de-semana, ao livro O Longo Curso , organizado pela Inácia Rezola e o Pedro Oliveira, e que me é dedicado.Na TVI-24, no programa A Torto e a Direito, moderado pela Constança Cunha e Sá, Teixeira da Mota exibiu-o como leitura recomendada. Marcelo Rebelo de Sousa, ao mostrar a capa do meu mais recente livro-
Os Açores na Política Internacional-também editado pela Tinta da China-falou do Longo Curso em termos virtuosos.
Na blogosfera, o Francisco Seixas da Costa encheu-me de mimos a propósito do livro, naquela prosa encantadora que o caracteriza.O João Bonifácio Serra, nas suas andanças pelo Norte, depara-se com ele nos escaparates .Uma consolação, como se diria em S.Miguel.
Os Açores na Política Internacional-também editado pela Tinta da China-falou do Longo Curso em termos virtuosos.
Na blogosfera, o Francisco Seixas da Costa encheu-me de mimos a propósito do livro, naquela prosa encantadora que o caracteriza.O João Bonifácio Serra, nas suas andanças pelo Norte, depara-se com ele nos escaparates .Uma consolação, como se diria em S.Miguel.
Sem árbitros?
Parece que Vítor Pereira recebeu várias negas de árbitros para o jogo Braga-Benfica.Porquê, e quais foram?Transparência também é isto.
Luis Nazaré falou verdade
Com a derrota do SLB em Braga acabou a ocultação da óbvia perda do campeonato nesta época.As boas exibições desde a eliminação da Liga dos Campeões ajudaram à ilusão.Mas Luis Nazaré tinha razão quando disse, antes do campeonato de inverno acabar, qua era o segundo lugar aquele que estava ao alcance da equipa treinada por Jorge Jesus.Esperemos agora que as atraentes exibições continuem nas três frentes em que a vitória é possível.E que se tenha em conta que um clube como o Benfica tem uma identidade própria que não pode ficar à mercê de meros passantes no clube.
sábado, 5 de março de 2011
O unilateralismo chegou à UE?
Hoje no Correio da Manhã, analiso alguns aspectos da ida de José Sócrates a Berlim, para concluir que na União Europeia não há espaço para qualquer unilateralismo.A UE é uma Comunidade.Quando deixar de o ser acabou.
A taxa de referência do BCE
A taxa de referência do BCE está fixada em 1% desde 2009 para permitir o refinanciamento do sistema bancário europeu, e por consequência manter o mais baixo que lhe é possível o preço do dinheiro, enquanto o preço das matérias primas e dos bens alimentares subiram e continuam a subir, acastelando as pressões inflacionistas.Inclusivamente o BCE tem socorrido a banca nacional a essa taxa de juro, e tem comprado em doses massiças os títulos de tesouro de vários Estados, entre os quais Portugal.Não resolveu o problema da dívida soberana desses Estadoa mas foi, e é, a instituição da zona euro que mais tem operado no mercado para atenuar os efeitos da crise financeira e das pressões inflacionistas.Pois bem, há na RTP alguém que nos quer convencer que foram as declarações de Trichet ante-ontem que impediram uma descida das taxas de juro nos mercados internacionais.Era o que nos faltava, acusar Trichet para desculpar Merkel.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Revisitar o fim do século XIX
Correia Pinto faz no seu blogue uma referência ao livro Longo Curso, pondo em evidência um artigo de Valentim Alexandre sobre Hintze Ribeiro, o epígono dramático de Fontes Pereira de Melo.De facto temos de reler com atenção a história da segunda parte da monarquia constitucional, aquela que vai do fontismo à bancarrota de 1892, e desta à negociação internacional com os credores em 1902.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Mandatos europeus
A visita de José Sócrates a Berlim foi mal preparada, e mal anunciada.O resultado do encontro com Angela Merkel foi virtualmente positivo.Mas só virtualmente.Politicamente só o futuro dirá o que se está a tecer nesta fase informal das decisões europeias.Seria uma diminuição perante os outros parceiros portugueses da zona euro, e da UE, aparecermos já comprometidos com todo o plano alemão nas próximas cimeiras.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Um feliz final de tarde
Ontem vivi um feliz final de tarde na reitoria da Universidade Nova de Lisboa, por ocasião do lançamento do livro O Longo Curso de José Medeiros Ferreira, organizado pelos meus antigos alunos-hoje distintos Professores universitários-Maria Inácia Rezola e Pedro Aires de Oliveira, e editado com tanta qualidade pela Tinta da China.A sessão presidida pelo Reitor António Rendas foi tudo menos pomposa.Foi muito agradável ver o anfiteatro pleno de amigos velhos e novos, e ouvir as palavras, jamais de circunstância, do Reitor, dos Professores Rui Santos, Fernando Rosas, Villaverde Cabral, Inácia Rezola e Pedro Oliveira.
Como contrapartida de tanta generosidade académica, publiquei, na mesma editora, um novo livro sobre Os Acores na Política Internacional.
Como disse na sessão ontem foi o dia de eu dizer Muito Obrigado!
Como contrapartida de tanta generosidade académica, publiquei, na mesma editora, um novo livro sobre Os Acores na Política Internacional.
Como disse na sessão ontem foi o dia de eu dizer Muito Obrigado!
terça-feira, 1 de março de 2011
Frases que dizem tudo
Você não é político, espero-disse Fátima Campos Ferreira a um dos seus convidados jovens .Há frases que são todo um programa
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Crise e qualidade da democracia
Quanto mais o país entrar em crise financeira melhor deve ser a qualidade da democracia em Portugal.Por isso hoje no Correio da Manhã alerto para os funestos resultados que uma atitude de soberba informática pode acarretar para a credibilização dos actos eleitorais. O regime democrático assentou até aqui na justeza do recenseamento e no rigor do apuramento parcelar e final dos resultados eleitorais presentes desde 1975 quando muitos não queriam eleições.Introduzir, por novidades experimentais ou por relaxamento nos procedimentos burocráticos, a desconfiança nos actos eleitorais seria um golpe fatal no regime.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
No aniversário de Politeia
Há blogues que merecem referência pela qualidade, pela distinção com que defendem os seus pontos de vista, pelo enriquecimento que trazem à blogosfera e ao debate de ideias em geral.É esse o caso de Politeia que celebrou o seu terceiro aniversário.
O Córtex-Frontal envia parabéns ao José Manuel Correia Pinto, seu autor.
O Córtex-Frontal envia parabéns ao José Manuel Correia Pinto, seu autor.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Coitada da Senhora Merkel
A chanceler Angela Merkel foi derrotada insofismavelmente nas eleições da Cidade-Estado de Hamburgo pelo SPD, de novo mais europeu. A chanceler Merkel perde eleições locais desde que optou por uma aliança com os liberais e abandonou a política federal do governo anterior de coligação com o SPD.Em vez de verem o que é claro como água, os intérpretes lusitanos da vida política alemã preferem juntar-se aos adeptos da visão delirante de uma Merkel castigada por uma política de solidariedade europeia que não existe.
Prova dos nove
Iniciei esta noite, conjuntamente com Santana Lopes e Fernando Rosas, a participação num novo programa da TVI-24-Prova dos Nove-, moderado por Constança Cunha e Sá.Todas as terças às 23h.Espero que gostem.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Afinal, Axel Weber...
Os governadores do BCE são nomeados para um mandato único de 8 anos.O de Claude Trichet termina em Outubro próximo. e todos os peritos davam por eleito o severo e ortodoxo alemão Axel Weber.Porém o próprio, ao perceber que o seu nome suscitava fortes reservas na zona euro, retirou-se da candidatura.
Abre-se assim a hipótese do Banco Central Europeu continuar a desempenhar um papel mais colaborante com os Estados da zona euro em dificuldades financeiras, a exemplo do que aconteceu historicamente com a construção das boas zonas monetárias.A começar pela dos USA.
Abre-se assim a hipótese do Banco Central Europeu continuar a desempenhar um papel mais colaborante com os Estados da zona euro em dificuldades financeiras, a exemplo do que aconteceu historicamente com a construção das boas zonas monetárias.A começar pela dos USA.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A principal obrigação do BdP
No meu artigo de hoje no Correio da Manhã-
Recessão, disse ela...-chamo a atenção para as obrigações para com o Estado português do Banco de Portugal e do seu governador.Redefenir as missões do banco central nessa perspectiva depois da existência do SBCE é uma prioridade absoluta.Claro que o gabinete de estudos continua a ser necessário.Mas é pouco.
Recessão, disse ela...-chamo a atenção para as obrigações para com o Estado português do Banco de Portugal e do seu governador.Redefenir as missões do banco central nessa perspectiva depois da existência do SBCE é uma prioridade absoluta.Claro que o gabinete de estudos continua a ser necessário.Mas é pouco.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O resgate de Passos Coelho
Passos Coelho andava por aí sem estar no centro dos acontecimentos.A RTP1, sempre vigilante em defesa do situacionismo, foi resgatá-lo às linhas traseiras da actualidade.Judite de Sousa entrevistou-o ontem à noite. Os mercados ainda não reagiram.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Chuva de moção
A anunciada moção de censura do BE assanhou o país político, o que diz bem da cultura democrática de muitos. No nosso regime, o parlamento escrutina o governo e pode derrubá-lo a qualquer momento. No Cairo, é diferente. Nem com 230 deputados.
O aviso peca por parecer um duelo Louçã-Sócrates. É claro que o BE pretende a demarcação pós presidenciais do PS e rouba iniciativa ao PCP. Sim, dispensavam-se os anteriores “jamais, jamais” de vários dirigentes bloquistas. Mas a questão não é o oportunismo. Desse mal sofreu o BE não apoiando os cortes do governo às escolas privadas. De oportunismo padece o PSD que não apresenta uma moção porque não lhe dá jeito tomar já o poder. E o PS que, com uma maioria e adoptando como parceiro o PSD, preconizando políticas contra a sua origem e programa, chantageia dizendo que uma moção entrega o executivo à direita.
E será oportuno? A contestação nas ruas irá aumentar e estamos perante um brutal ataque a todos os elos mais frágeis da sociedade. Se o BE e o PCP não avançarem com moções- que neste quadro são serviços mínimos parlamentares- quando avançam? Este governo é o responsável pela actual situação. Merece censura (que não implica dissolução). E por mais que custe ao país político situacionista, tudo o resto é meramente circunstancial.
Publicado no Correio da Manhã
O estranho caso do sábio desperdiçado
A crónica de hoje de Ferreira Fernandes sobre Medeiros Ferreira que não se desperdiça aqui no Córtex.
Dilemas de circunstância
Se o governo executa à letra o Orçamento, o país entra em recessão.Se o governo não o executa, cai o governo.Esta será a história do ano 2011.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Excelente análise de Alfredo Barroso
Excelente e refrescante artigo de Alfredo Barroso no jornal I sobre o Partido Socialista no «centro do centro». Recentemente no «centro-esquerda».
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Uma precisão pouco rigorosa
Esta noite foi o PSD que se sangrou em responsabilidade.Mas pode ter exagerado na precisão:vai abster-se na moção do BE, cujo teor desconhece, mas que, já se sabe, também censura Passos Coelho.E se os termos do ataque ao PSD forem ainda mais radicais do que a censura ao governo? Não seria mais rigoroso Passos Coelho ter declarado apenas que o PSD não aprovará a moção de censura do BE ?Esta oposição não merece confiança!
A liga dos últimos
O CDS declarou que se iria abster na eventual moção de censura do BE, anunciada com um mês de antecedência por causa do derby com o PCP. Por favor não dêem razão ao Jorge Lacão
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Revoluções comparadas
Pressinto que a revolução no Egipto, mesmo que o não seja, vai suscitar estudos comparados sobre a dialéctica Povo-Forças Armadas.A transição portuguesa para a democracia voltará a ser estudada, independentemente da inversão dos termos: em Portugal foram as Forças Armadas a iniciar o processo e só depois se encheram as ruas.No Egipto primeiro foram as manifestações, e só depois as Forças Armadas ocuparam o lugar central.Mas a partir daqui o que se exige aos militares no Cairo é ums grande perícia política ao nível da grande estratégia e da gestão dos detalhes.Pelo menos igual à que demonstraram até aqui.A seguir.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
PS-Agora do centro-esquerda moderno
Ficou livre o caminho depois da previsível derrota da candidatura presidencial de Manuel Alegre. Ontem José Sócrates sentiu-se à vontade para colocar o PS no centro-esquerda.Ainda moderno.Reformador tem direitos de autor ...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Mostra-me a tua moção
A oposição está a dar provas de uma grande desorientação. Nem o joguinho do
Mostra-me a tua moção ( título do artigo no CM) resiste a qualquer teste de credibilidade mínima.O BE e o PSD estão a dar um espectáculo de incompetência política ao vivo.Basta abrir a televisão.
Mostra-me a tua moção ( título do artigo no CM) resiste a qualquer teste de credibilidade mínima.O BE e o PSD estão a dar um espectáculo de incompetência política ao vivo.Basta abrir a televisão.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
As provas de Vital Moreira
Vital Moreira é de opinião que os resultados das presidenciais provam que o PS e o BE não são miscíveis. Eu acho que a fraca votação de Manuel Alegre-sobejamente prevista por estas bandas- não chega para provar nada, salvo aquilo que possa dar jeito no imediato.Mas, já agora, o que provará a derrota de Vital Moreira como cabeça de lista do PS nas eleições europeias? Que há um outro responsável?
Oliveira e Silva-Adeus amigo
Faleceu Oliveira e Silva, velho militante anti-salazarista que só conheci na Assembleia Constituinte, mas de quem me tornei amigo expontâneo.Fundador do PS, deputado eleito por Viana do Castelo, de uma seriedade natural, era firme consigo próprio e tolerante para com os demais.Idealista sem muitas ilusões sobre a natureza humana, foi um reforço de peso na luta que se travou na Constituinte a favor do regime democrático pluralista.Orientava-se por um sentido de dever ancestral e permanente.Convidado por Mário Soares para Ministro da Administração Interna do II Governo Constitucional não se considerou em condições de exercer o cargo, numa atitude de exigência rara perante a res pública.Dotado de invulgares qualidades políticas e pessoais imagino como terá avaliado muitos ministros do regime que ajudou a fundar.Quando nos víamos, de longe em longe, o abraço apertado era certo.Para nos percebermos não eram precisas muitas palavras.Adeus , velho amigo.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Só no fim?
Anuncia-se que os bancos franceses vão congelar os bens do ex-presidente da Tunísia.Apresenta-se contas dos milhões acumulados por Mubarak durante trinta anos.Mas porque é que só no fim se abatem sobre os corruptos? Como é que se sabe agora, e não se sabia antes? Que tal alargar o âmbito temático das manifestações?
Quando perder é necessário
Foi bom Portugal ter perdido o particular de futebol contra a Argentina.Só lamento a desilusão dos emigrantes que encheram o estádio de Genebra.De resto a derrota é positiva.Obriga Paulo Bento, cuja mitificação estava em crescendo, a usar melhor o seu proclamado bom-senso.Dizer que está bem servido com Hugo Almeida e Helder Postiga revela mesmo algum desvario.De resto não tem culpa que Messi tenha pedido ao seleccionador da Argentina para jogar os 90 minutos.Falta de senso, claro está...
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O joguinho das moções de censura
A impotência política manifesta-se agora no joguinho das moções de censura.Ora agora não apresento eu, ora agora não apresentas tu.A fraqueza de um país tem várias expressões.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
FMI ou FEE?
O FMI existe, tem vindo a evoluir,- embora de uma maneira insuficiente para remediar aos choques assimétricos da globalização-, apresenta-se nos países com carácter temporário e tecnocrático.O fundo de estabilização europeu é da ordem do virtual, nem nome alemão ainda tem, está associado a uma panóplia de obrigações permanentes-mesmo que a ele se não apele-,pretende salvar uma zona monetária que irá assim piorar em termos de crescimento económico geral.Sobretudo está carregado de pretensões unilaterais na condução politico-financeira da UE.
Não há, pois, nenhuma razão para preferir o FEE ao FMI, embora se deva evitar os dois.Mas um mais do que o outro.
Não há, pois, nenhuma razão para preferir o FEE ao FMI, embora se deva evitar os dois.Mas um mais do que o outro.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Madison versus Lacão
Madison, um dos «pais fundadores» dos USA, dizia sobre o número de deputados que «mesmo a república mais pequena» devia ter um número de deputados suficientemente grande «para impedir as cabalas entre poucos».É o que se chama ver longe...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
A Europa das chancelarias
Voltou a tentação alemã das soluções uniformes.No meu artigo de hoje sublinho o método intergovernamental, e,o que mais é, o método das cimeiras bilaterais, com a Alemanha no centro, no tratamento das questões do «governo económico» da UE.Merkel deslocou-se a Madrid.Não sabemos ainda se é um bom ou um mau sinal não ser esperada em Lisboa. É a Europa das chancelarias em marcha, prevista desde a ratificação, por interdito referendário, do Tratado de Lisboa.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Dobrar a esperança
Aqui no bairro circula uma informação que tem foros de cidade: vai passar a haver dois sorteios do euromilhões por semana.Aqui está como se dobra a esperança da multidão...
António Borges Coutinho(1923-2011)
Foi o Mário Mesquita quem me telefonou a dar a notícia do falecimento de António Borges Coutinho.Recuei aos anos sessenta em S.Miguel quando uns poucos activistas se reuniam na sua casa apalaçada para discutir a situação política numa perspectiva anti-salazarista. Borges Coutinho era sempre o mais animado e animador.Conheci-o depois da sua prisão e da minha.Separados por mais do que uma geração,notei que se interessava verdadeiramente pelas novidades e o modo de pensar das mais novas.Foi um resistente emblemático e actuante contra a ditadura.Quando esta foi derrubada o seu nome foi naturalmente sugerido para governador-civil do então distrito de Ponta Delgada.Pouco dado a tacticismos, o seu passado tão claro incomodou muita gente de má consciência.Numa situação tão explosiva como a que se viveu em S.Miguel em 1974-1975 a sua acção não foi de molde a acalmar os espíritos, mas portou-se sempre como um bravo, mesmo no dia em que uma manifestação de rua o cercou na sede do governo e exigiu a sua demissão.
Regressou com serenidade à condição de cidadão.Deixou alguns testemunhos dispersos sobre a apreciação que fez dos acontecimentos em que esteve envolvido, e que tenho citado como fonte histórica em alguns dos meus trabalhos.
Os Açores, e os portugueses em geral, devem-lhe uma homenagem e um reconhecimento pela sua luta pela liberdade e pela sua recta intenção como participante da coisa pública. sem pensamentos reservados.
Regressou com serenidade à condição de cidadão.Deixou alguns testemunhos dispersos sobre a apreciação que fez dos acontecimentos em que esteve envolvido, e que tenho citado como fonte histórica em alguns dos meus trabalhos.
Os Açores, e os portugueses em geral, devem-lhe uma homenagem e um reconhecimento pela sua luta pela liberdade e pela sua recta intenção como participante da coisa pública. sem pensamentos reservados.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O Longo Curso
Os meus antigos alunos-hoje distintos historiadores e professores- Maria Inácia Rezola e Pedro Aires de Oliveira tiveram a ideia de dedicar e organizar um livro com colaborações científicas de académicos que trabalham temas nas áreas de estudo que desenvolvi enquanto fui professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.A Vera Tavares desenhou uma capa forte. A editora Tinta da china emprestou o seu talento em produzir livros de qualidade estética ímpar.A minha colega de blogue, e também produtora do Córtex-Frontal, Joana Amaral Dias deu aqui à estampa o frontispício O João Gonçalves replicou imediatamente.Grato a todos os que participaram nesta amiga dedicatória.É, de facto, um longo concurso.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Greve geral no Egipto
Vejo as imagens da enorme concentração popular no Cairo em dia de greve geral.Sempre me perguntei porque nestas coisas nem sempre as mesmas causas produzem os mesmos efeitos.São os mistérios da macro-política.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

